segunda-feira, 17 de junho de 2019

Apoio a Moro registra queda nas redes

​Do DCM
O ministro da Justiça, Sergio Moro, durante audiência na CCJ do Senado Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Da Veja:

A popularidade de Sergio Moro entre a parcela antipetista ainda é alta, mas o mesmo não se pode dizer de seus seguidores moderados.

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Especialistas em monitoramento de redes sociais entregaram relatórios em gabinetes de senadores sobre a percepção do ministro da Justiça após o vazamento do site The Intercept.

A cada 100 comentários em posts de sua conta no Twitter, cerca de 40 são positivos. Em janeiro, a parcela de aprovação era de 81%.


O derretimento é mais lento do que o visto nas redes de Deltan Dallagnol. Na rede do procurador, apenas 5% dos comentários são de apoiadores.

Rumo ao PIB Zero – 3: previsão já fica abaixo de 1%

FERNANDO BRITO ·no Tijolaço

Nenhuma novidade: pela 16ª vez consecutiva as previsões do mercado financeiro, recolhidas pelo Boletim Focus do Banco Central, caíram.

E, pela primeira vez, abaixo de 1%: 0,93%.

A gente que mexe com dinheiro grosso, mais que ninguém, sabe como está a procura por crédito para produzir e consumir e reflete isso na baixa das expectativas.
Todos sabem que cairá mais, com ou sem reforma da Previdência que, aliás, só tira dinheiro da roda da economia.
Não tem problema, ninguém quer o país fora do clima do terror de um desastre anunciado.

domingo, 16 de junho de 2019

Gilmar ri, ri

Elio Gaspari - Folha de S.Paulo
RIU POR ÚLTIMO
Durante cinco anos o ministro Gilmar Mendes apanhou que nem boi ladrão porque criticava os procedimentos jurídicos da Lava Jato.

Agora ele começou a rir e a falar. Não para de rir nem de falar.
Um velho advogado viu o ministro Sergio Moro numa cerimônia militar dando continência para a tropa e, no dia seguinte, vestindo uma camisa do Flamengo na tribuna de honra de um estádio.
Lembrou-se que Moro está na cadeira onde sentaram-se Tancredo Neves, Francisco Campos, Rui Barbosa, o Marquês de Paraná e Bernardo Pereira de Vasconcelos.
Achou que teve um pesadelo.

Caminhos de Pernambuco contempla rodovia PE - 177 no Agreste Meridional

A PE-177, uma das principais rodovias do Agreste Meridional do Estado, está recebendo ações de requalificação através do Programa Caminhos de Pernambuco, como capinação, recuperação asfáltica e limpeza dos dispositivos de drenagem. Estão sendo contemplados 54,5 quilômetros, no trecho que liga Quipapá a Garanhuns. 

A iniciativa está sendo executada pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER), sob a coordenação da Secretaria de Infraestrutura e Recursos Hídricos. Os serviços estão sendo realizados do Km 0,0 ao Km 6,0, e do Km 12,5 ao Km 18,5, sentido Quipapá/Garanhuns. As ações vão melhorar a trafegabilidade na rodovia, proporcionar mas segurança e conforto aos usuários, além de facilitar o escoamento da produção agrícola e da bacia leiteira.

Caminhos de Pernambuco – Lançado no mês de maio, o Programa Caminhos de Pernambuco prevê a restauração e requalificação de 5,5 mil quilômetros da malha viária estadual até 2022, com a meta de finalizar dois mil quilômetros no primeiro ano. São 24 frentes de trabalho atuando em todas as regiões, envolvendo, anualmente, 1.248 profissionais e 638 equipamentos, contando com um investimento de R$ 505 milhões.

PDT deve lançar 30 mil candidatas mulheres na próxima eleição

Mais de 200 mulheres se reuniram neste sábado (15) no Assentamento Normandia, às 9h, para discutir a participação feminina na formação e atuação política no Brasil, país que conta com cerca de 100,5 milhões de habitantes do sexo feminino, que correspondem a 51,5% da população total, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística em 2012, porém, com uma representação de aproximadamente oito mil parlamentares mulheres que representam os brasileiros nas diferentes cadeiras políticas. O encontro contou com abertura na tarde desta sexta (14 de junho) com a presença do deputado federal de Pernambuco Wolney Queiroz do PDT com a presidente da AMT - Ação da Mulher Trabalhista de Pernambuco (AMT/PE), Denise Maria de Assis, a pesquisadora gaúcha Kizzy Vecchio da Costa, a presidente da AMT/ RS e secretária nacional de Assuntos de Organização do PDT, Salete Beatriz Roszkowski e a presidente nacional da Ação da Mulher Trabalhista, Miguelina Vecchio. “É muito importante esse momento para nos posicionarmos e sabermos a importância da nossa atuação na política do país, especialmente dentro de um partido como o PDT, que é um dos principais agentes contra as ações que prejudicam a população brasileira, especialmente nos tempos atuais”, diz Wolney Queiroz, deputado federal do PDT, que é um dos anfitriões dos encontros.

Neste sábado (15), ocorreu a Convenção Estadual com as mulheres com a presidente da AMT/PE Denise Maria de Assis, a presidente nacional da Ação da Mulher Trabalhista, Miguelina Vecchio, iniciou a Convenção Estadual com palestra sobre “A importância da Mulher na Política”, das 9h às 13h. Com a participação de mais de 200 mulheres, a expectativa do PDT deve lançar cerca de 30 mil mulheres na próxima eleição. E esse processo de formação e empoderamento das mulheres na política, dentro do Partido Democrático Trabalhista começou em Pernambuco, reforçando que empoderamento significa também estar no poder.

Para se ter uma ideia da importância dessa ação dentro do processo político democrático, em 2016, apenas 12% das candidaturas parlamentares eram mulheres. Por isso, a ampliação do papel das mulheres configura um importante posicionamento do partido. O encontro contará ainda com votação para o diretório estadual da Ação da Mulher Trabalhista do PDT de Pernambuco - AMT/PE no encerramento da Convenção Estadual do PDT.

Nassif alerta: Moro pede usar a Policia Federal para atacar o Intercept



Jornal GGN – Em entrevista publicada pelo Estadão na última sexta-feira (14), Sergio Moro fez uma declaração que demonstra que o jornalismo do Intercept Brasil pode estar na mira da Polícia Federal.

Sem uma investigação conclusiva, o ex-juiz associou o dossiê da Vaza Jato – divulgado pelo site do jornalista Glenn Greenwald em doses pequenas, desde o domingo passado – aos ataques hacking reportados por membros da força-tarefa nas últimas semanas.

Moro declarou: "Não é só uma invasão pretérita que um veículo de internet resolveu publicar o conteúdo. Nós estamos falando aqui de um crime em andamento."

Os hackers, segundo a narrativa do ministro da Justiça, "não pararam de invadir aparelhos de autoridades ou mesmo de pessoas comuns e agora têm uma forma de colocar isso a público". O Intercept, insinuou Moro.

Provocando o site, o ex-juiz acuado por fortes indícios de advocacia administrativa e prevaricação, acrescentou: "Esse veículo não tem nenhuma transparência com relação a esse conteúdo. Então vai continuar trabalhando com esses hackers?". Quis dizer: vai continuar trabalhando com "criminosos"?

A ideia de que há um crime em andamento confere a Moro uma carta na manga: pode recorrer ao "estado de flagrante delito" para, mais cedo ou mais tarde, deflagrar ações que atinjam o Intercept.

As diligências no âmbito de uma possível operação policial incluem medidas como busca e apreensão, prisão preventiva e condução coercitiva – tudo que está no menu da Lava Jato, como o Brasil inteiro bem sabe há alguns anos.

Acesso a Moro em Curitiba era para poucos

Advogados dizem que nunca tiveram telefone ou abertura para pedir audiências a Moro
Daniela Lima – Painel – Folha de S.Paulo

Aos inimigos, a lei -  Oito advogados que atuaram em dezenas de casos relevantes para a força-tarefa da Lava Jato de Curitiba relatam um modelo de relação com o ex-juiz Sergio Moro muito diferente do que aparece nas mensagens entre ele e o procurador Deltan Dallagnol, segundo o The Intercept. Nenhum desses defensores jamais teve o telefone do então magistrado —por óbvio, tampouco trocou mensagens com ele. Despachos só previamente agendados por escrito com a Secretaria da 13ª Vara
O Painel consultou advogados de renome, ligados a réus ou delatores, com significativa atuação na 13ª Vara. A coluna fez a eles as mesmas perguntas, sob garantia de anonimato —há casos ainda pendentes.
Um dos ouvidos fez defesa da atuação de Moro. Disse que manteve por anos relação impessoal com o ex-juiz e que considerava o trabalho dele sério. No fim, emendou: “Agora, que houve erro na condução da Lava Jato, houve”.

Lá como cá?

(Daniela Lima – Painel  da Folha)

A ministra Tereza Cristina (Agricultura)telefonou ao seu correspondente no governo chileno para avisar que, por ora, não restringirá as importações de vinhos que estão chegando ao Brasil com 7% de água. Por aqui, o percentual não pode passar de 2%. Os produtores domésticos se queixam de competição desleal.

2019 Conflito inglório

O QUE A FOLHA PENSA - Texto não assinado que expressa a opinião da Folha
A investida de Ricardo Salles contra Fundo Amazônia faz parecer que a motivação tem origem dogmática
Permanece difícil atinar com a razão para o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, investir contra o Fundo Amazônia. Esse mecanismo de financiamento para combater a devastação de florestas funcionava bem, sem contenciosos —até a estreia do novo governo.

Salles fez estardalhaço com uma suposta auditoria em que teriam sido detectadas irregularidades em um quarto dos projetos apoiados pelo fundo. Nunca apresentou detalhes ou provas, mas usou-a para justificar proposta de mudança na gestão do portfólio pelo BNDES, o banco federal de fomento.
O ministro pretendia reduzir o comitê orientador do fundo de 23 para 7 assentos, 5 dos quais ficariam com o governo federal. Foi rechaçado pelos governos da Noruega e da Alemanha, que descartam desvios e se dizem satisfeitos com a estrutura de governança, adequada a padrões internacionais. 
Salles afirma que continua a negociar com os doadores. Seu objetivo seria dar liberdade ao ministério para usar parte dos mais de R$ 3 bilhões já amealhados no pagamento de indenizações para desalojar ocupantes de unidades de conservação. Pelas regras do fundo, isso não seria possível.
O ministro faz vista grossa para o fato de que, na Amazônia, fazendeiros presentes em áreas de florestas e parques nacionais e de terras indígenas são, em geral, grileiros. Apossaram-se de terras públicas e, por isso, carecem de títulos autênticos de propriedade.
Além do mais, mesmo para as desapropriações justificáveis não faltariam verbas. Salles cria um latifúndio de contradição por encrencar com o Fundo Amazônia ao mesmo tempo em que mantém paralisado mais de R$ 1 bilhão de compensações para licenciamento de grandes obras, que poderia ser usado para tal fim.
O ministro dissolveu comitê para gerir o recurso ao assumir a pasta. Agora, diz que a câmara de compensação ambiental foi reativada e que os valores serão usados em parte para regularização fundiária das unidades de conservação.
A duplicidade faz parecer que a motivação de Salles tem origem dogmática. Predomina entre nacionalistas e militares, afinal, a doutrina de que países estrangeiros almejam internacionalizar a floresta, ameaçando nossa soberania.
Se fosse esse o propósito de Noruega e Alemanha, o Fundo Amazônia seria bem ineficaz. As doações se dão na proporção do recuo de taxas de desmatamento obtido por iniciativa do Estado brasileiro, que tem autonomia de aplicar os recursos nos projetos que seleciona —não outros governos.

sábado, 15 de junho de 2019

A troca de farpas entre Guedes e Maia

Ação e reação
A troca de farpas entre Paulo Guedes e Rodrigo Maia começou por telefone.
O ministro da Economia, Paulo Guedes e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. Foto: Fonte Brasil247
Por José Fucs, O Estado de S.Paulo


A troca de farpas entre o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), começou por telefone. Ao ser informado das duras críticas de Guedes ao relatório do deputado Samuel Moreira (PSDB-SP) para a reforma da Previdência, Maia tomou a iniciativa de ligar para ele. 
“Ministro, o senhor não deveria ter feito isso. Eu vou ter de defender o Congresso”, afirmou Maia, segundo apurou o ‘Estado’. “Então defenda”, respondeu Guedes, que assistiu à resposta de Maia pela TV. “Eu não tinha como ficar em silêncio vendo a reforma ser desidratada.” 
Apesar do tom de confrontação que acabou predominando no caso, Guedes ainda espera reverter as mudanças efetuadas na proposta encaminhada ao Congresso pelo governo. O ministro ficou particularmente irritado com o fato de Moreira ter cedido ao lobby dos funcionários do Legislativo, chamado por ele de “Sindilegis”. 
Pelas contas oficiais, Moreira drenou R$ 30 bilhões da reforma da Previdência ao acatar as reivindicações dos servidores. Depois, para não deixar evidente que se curvou à pressão do funcionalismo, segundo fontes do ministério, drenou mais R$ 70 bilhões do Regime Geral de Previdência Social (RGPS), voltado aos trabalhadores do setor privado, elevando as perdas a R$ 100 bilhões e inviabilizando a capitalização defendida por Guedes

Moro perdeu a utilidade e foi descartado pelos EUA



247 - O jornalista especialista em geopolítica Pepe Escobar falou à TV 247 sobre a interferência dos Estados Unidos na política brasileira no contexto do escândalo do vazamento das conversas entre o ex-juiz e atual ministro Sérgio Moro e o procurador Deltan Dallagnol, da Lava Jato, divulgado pelo The Intercept. Para Pepe, Moro perdeu a utilidade para os Estados Unidos.

O jornalista explicou que Moro era um ativo americano, ou seja, uma espécie de ferramenta para os planos estadunidenses no Brasil. Porém, na avaliação de Pepe Escobar, o ministro perdeu sua utilidade e é, agora, dispensável. "O fato de que o governo Bolsonaro agora já está sendo visto, a nível global, como falido, em crise, incapaz de governar, incapaz de passar o que eles tinham prometido, liderado por um alguém que tem um QI sub zoológico e impopular, e inclusive criticado dentro de setores do próprio Deep State americano, o Moro era um ativo desses caras. Os Estados Unidos tentam o tempo todo remexer as regras do tabuleiro. Moro já cumpriu o papel, o papel dele é o que ele fez até colocar o Lula na cadeia, depois disso pode jogar fora, não tem mais importância", avaliou.

Pepe Escobar ainda liga os vazamentos de conversas entre Moro e procuradores da Lava Jato ao Deep State norte-americano. "Se alguém fosse fazer o PowerPoint, que aquele pobre coitado também com o QI zoológico fez com o Lula no meio, o PowerPoint iria colocar o Moro no meio de toda essa articulação. O que nos leva a motivação de quem vazou a Vaza Jato? A quem interessa isso? Fundamentalmente ao Deep State americano para reorganizar o tabuleiro de uma maneira em que eles possam ir mais fundo nos objetivos fundamentais deles que são: separar o Brasil de Rússia e China custe o que custar. Eles não têm o menor interesse em política interna brasileira, o que interessa são os objetivos estratégicos a longo prazo".

Ele também avalia que Moro pode ter seu futuro balizado pelo "paraquedas dourado", e explica: "Ele pode ter com certeza, e isso na hora que acontecer vocês todos vão ver, o famoso paraquedas dourado. Ele pode dar palestra em universidades americanas, publica um livro nos Estados Unidos e ganha um monte de dinheiro de direitos autorais, então esse paraquedas já está acertado. Não era exatamente o que o Moro queria, o Moro queria ser presidente, não vai rolar, não vai rolar porque ele era uma pecinha em um esquema muito maior"

Congresso descobre que Guedes vendeu ilusão sobre previdência chilena



As lideranças do Congresso afinadas com a reforma da Previdência colocam a responsabilidade pela retirada da capitalização da proposta no ministro Paulo Guedes, da Economia.

Ele teria vendido a ideia de que o sistema, no Chile, é uma maravilha —quando, na verdade, sofre ampla resistência e pode ser alterado.

Filho de Teori Zavascki pede investigação sobre Emails de Moro e Dallagnol



Por Francisco Zavascki, em seu facebook – Sobre a licitude da obtenção das conversas publicadas pelo “The Intercept”, particularmente entendo que, a despeito de, ao que tudo indica, se tratar de celulares funcionais, estão protegidos pelo direito à privacidade. Portanto, somente mediante ordem judicial é que se poderia ter acesso a essas conversas.

No entanto, em recentíssimo precedente, o TRF4, apoiado em parecer do MPF, entendeu que as caixas de e-mails corporativos não estão submetidas à regra constitucional da inviolabilidade das comunicações.

No caso, uma autarquia federal, na qual tramitava um inquérito administrativo para investigar ex-administradores de uma companhia de previdência, sem qualquer ordem judicial, e sem estarem investigando qualquer fato específico (portanto, numa verdadeira “expedição de pesca”), acessaram as caixas de e-mails dos ex-administradores contidas nos servidores da empresa (que é privada) e utilizaram essas informações para embasaram imputações que tem repercussões no âmbito civil e penal. 

Esse ato foi contestado judicialmente e o TRF4, com base em parecer do MPF, afirmou que “o e-mail corporativo é uma ferramenta de trabalho, que pertence ao empregador, e não aos funcionários, que devem restringir o seu uso ao cumprimento de suas atribuições. Assim, o primeiro pode (e deve) zelar pela utilização adequada dos meios proporcionados aos segundos, para o desempenho de suas funções”. Dessa forma, “se o objeto das correspondências é, confessadamente, a atuação da entidade investigada (presentada por seus dirigentes), a inviolabilidade de correspondências não pode ser oposta ao poder de polícia ínsito à atividade regulatória, previsto no Decreto-Lei n. 73/66, na Lei n. 6.204/74, 10.190/2001 e na Lei Complementar n. 109/2001”.

Diante disso, concluiu o TRF4 que “as informações obtidas por meio do monitoramento de e-mail corporativo não são provas ilícitas, quando relativas a aspectos não pessoais e de interesse da Administração Pública ou da coletividade”.

Reitero que não concordo com esse entendimento, pois acredito que, mesmo nestes casos, incide a garantia da inviolabilidade das comunicações. Respeitosamente, porém, faço uma provocação: tendo em vista o manifesto interesse da coletividade na Operação Lava-Jato, por uma questão de coerência, não seria o caso de a íntegra das caixas de e-mails corporativos (e, pela lógica, das mensagens constantes dos celulares corporativos) das autoridades colocadas sob suspeição (sejam do Poder Judiciário, sejam do MPF) serem remetidas independentemente de ordem judicial aos órgãos de fiscalização competentes para que, vasculhando-as, possam achar eventuais irregularidades? Deixo a pergunta no ar apenas para reflexão.

Críticas a Moro e Dallagnol nas redes foram quatro vezes maiores do que as hashtags de apoio, aponta o colunista do O Globo, Ancelmo Gois

247 - O colunista do jornal O Globo, Ancelmo Góis, destaca neste sábado, que a Lava Jato vem perdendo gordura que acumulou ao longo dos últimos anos nas redes sociais, desde que o The Intercept começou a revelar a troca de mensagens entre o ex-juiz Sergio Moro e Deltan Dallagnol.

Segundo nota, as redes sociais foram tomadas por hashtags contra e a favor da Lava Jato, mas de acordo com levantamento feito por meio do Crowdtangle, posts com críticas a Moro e Dallagnol com as hashtags "Vaza-Jato", "VazaMoro", por exemplo, tiveram 11,3 milhões de interações (curtidas, comentários e compartilhamentos) em Twitter, Instagram e Facebook.

Já as mensagens em defesa de Moro e Dallagnol, tiveram apenas 3,2 milhões de interações.

Ministro fala de como é relação com as partes

Lei é clara sobre relação que juízes devem ter com as partes, diz Lewandowski
Folhapress – João Paulo Pitombo

O ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski afirmou nesta sexta-feira (14) em Salvador que a relação de juízes com procuradores está bem fundamentada no Código de Ética da Magistratura.
"O relacionamento de juízes com as partes está bem fundamentado no artigo oitavo do Código de Ética da Magistratura. É só olhar e procurar entender", disse o ministro.
O artigo diz que "o magistrado imparcial é aquele que busca nas provas a verdade dos fatos, com objetividade e fundamento, mantendo ao longo de todo o processo uma distância equivalente das partes, e evita todo o tipo de comportamento que possa refletir favoritismo, predisposição ou preconceito".
O magistrado evitou comentar a troca de mensagens entre o ex-juiz e ministro da Justiça, Sergio Moro, e o procurador Deltan Dallagnol divulgada no último domingo (9) pelo site The Intercept Brasil.
Justificando o porquê de não falar sobre a questão, o ministro afirmou que a Lei Orgânica da Magistratura veda que qualquer juiz se manifeste sobre temas que possa analisar no futuro.

Guedes é chamado de olavete e menino mimado

Por congressistas e operadores
Ataque de Guedes queima pontes com Congresso e compromete planos pós-Previdência
Daniela Lima - Painel – Folha de S.Paulo

As críticas de Paulo Guedes (Economia) ao texto da reforma da Previdência produzido pela Câmara tendem a custar caro ao ministro. Líderes de partidos trocaram telefonemas logo após o ataque. Ninguém vai derrubar a proposta, mas todos avisam que o governo pode se preparar para, encerrada esta missão, perder por completo qualquer ingerência sobre o Congresso. Para parlamentares, esta foi a prova de que nem na pasta há um mínimo de noção do que é independência entre Poderes.
A avaliação na Câmara foi a de que Guedes, mesmo blindado por Rodrigo Maia (DEM-RJ), se alinhou à ala do governo que aposta no emparedamento do Congresso, por meio de pressão popular, para submeter deputados e senadores às suas vontades.
Nesta sexta (14), diante do relatório que gera economia de R$ 860 bilhões, Guedes disse que os deputados não tinham “compromisso com o futuro”. Na sequência, foi chamado por congressistas e operadores do mercado de “menino mimado” e “olavete sofisticado”, em referência ao grupo radical liderado por Olavo de Carvalho.

Maia morde e assopra


Rodrigo Maia avisou ao ministro Paulo Guerdes que teria de rebater a fala, por respeito aos pares. Ele lembrou que a Câmara não só colaborou com a reforma, mas também aprovou medida provisória de combate a fraudes no INSS que, segundo o governo, pode representar uma economia de até R$ 20 bilhões por ano.

Apesar da dura resposta pública, o democrata atuou nos bastidores para baixar a temperatura. Pediu calma a líderes e, aos mais chegados, distribuiu um meme com o desenho de um bombeiro apagando incêndio.  (Painel)

sexta-feira, 14 de junho de 2019

Lula é inocente, mas moro é culpado!



Quem não é fanático e tem um mínimo de consciência política sempre suspeitou do processo contra o ex-presidente Lula e do comportamento do juiz Sérgio Moro.
Agora, com as revelações que vêm a público por conta do trabalho investigativo do jornalista americano Gleen Greenwald, aumentam as evidências de que o líder petista é inocente e se tem certeza que Moro, hoje Ministro da Justiça, é não apenas parcial e suspeito, mas um manipulador corrupto, que praticou crimes quando sua missão era evitá-los.
Jornalista Greenwald não é um Alexandre Garcia da vida, direitista sem credibilidade que serviu à ditadura militar no governo do general João Batista Figueiredo. O americano é um dos maiores nomes da imprensa mundial, que já enfrentou até a CIA com suas reportagens e dentre os muitos prêmios que conquistou está oPulitizer, um dos mais importantes do mundo na área da literatura, do jornalismo e da composição musical.
Greenwald, que está com um arquivo de 1.700 páginas, comprometendo personagens do Judiciário do Ministério Público, do Executivo, do Legislativo e da Imprensa. Está literalmente abalando a República de Curitiba e a brasileira, com reportagens fundamentadas em documentos que não podem ser contestados, embora ainda não se saiba ainda como todo material lhe chegou às mãos.
Seguro, o repórter já anunciou que ninguém vai deter seu trabalho e anuncia que tem vídeos, áudios e todos os documentos necessários provando o que está sendo divulgado.
Atordoados, os criminosos e seus seguidores tentam desqualificar as denúncias da maneira torpe e frágil: falam que o material foi obtido de maneira ilegal (como se isso importasse mais que os crimes) e de forma homofóbica querem descredenciar o repórter por ser homossexual.
Reportagens já mostraram o comportamento criminoso de Moro e Deltan Dallagnol, figura chaves da Lava Jato e de ontem para hoje implicaram também um ministro do Supremo, Luiz Fux.
TV Globo, que ontem publicou uma nota tentando desqualificar Gleen Greenwald, deve estar com “as barbas de molho”, pois certamente será abalada com o tsunami que o jornalista americano está provocando.
Reportagens estão comprovando tudo que se diz desde 2016: foi tramado um golpe para derrubar a presidente Dilma Rousseff, a armação teve participação do Supremo e tudo, até dos americanos. Ação continuou com o fraudulento processo contra Lula, sua prisão baseada numa sentença frágil e fabricada e o manipulador de Curitiba interferiu até na eleição de 2018, com vazamentos às vésperas do pleito para impedir a vitória de Fernando Haddad.
Tudo que aqui se escreveu está hoje nos jornais e sites do Brasil, dos Estados Unidos, da França, Inglaterra, Itália, Argentina, Japão, no mundo inteiro.
Ninguém sabe como vai terminar essa história, mas de antemão fica claro como as elites são capazes de tudo para manter o domínio, afastando o povo da cena política e lhes negando uma vida minimamente digna.
Diante dos áudios devastadores do repórter americano, não temos dúvida: Lula é inocente, mas Moro é culpado.
Deve doer muito nesses figurões e nos seus aduladores que pensam pertencer a alta classe o fato de toda essa farsa ser desmascarada por um gay.
Um homossexual mais corajoso de que muito homem. Que com muita inteligência e sagacidade está corroendo o sistema e mostrando quem são os verdadeiros bandidos.

O maior medo do Planalto hoje: Lula solto

Por Helena Chagas no Blog Os Divergentes

Foto Orlando Brito

Sergio Moro vestiu a camisa do Flamengo e Jair Bolsonaro vestiu a camisa de Moro. O presidente da República levou três dias para apoiar de forma clara seu ministro da Justiça no episódio Vaza Jato, que revelou as conversas impróprias entre o ex-juiz e o procurador chefe da Lava Jato, Deltan Dallagnol. Por quê? O Planalto avalia que sua única estratégia agora é politizar a questão – ainda que, com isso, Bolsonaro vá se abraçar a um Moro enfraquecido para o que der vier. A outra opção, que seria abandonar Moro e deixá-lo fritar no óleo do desgaste, traria sérios arranhões ao discurso anticorrupção.
Manifestação a favor de Lula e contra Moro em frente ao Minitério da Justiça – Foto Orlando Brito

O presidente foi aconselhado por seu entorno militar – o primeiro a apoiar Moro – a adotar mais uma vez a tática do confronto e assumir o discurso de Moro de que a divulgação das conversas que mostram sua imprópria proximidade com Dallagnol pelo The Intercept faz parte de uma orquestrada operação de ataque à Lava Jato. Ao jogar as coisas nesse terreno, o governo se exime de julgar o comportamento para lá de suspeito de seu ministro quando era juiz e também se coloca sob o suposto ataque dos “corruptos”, que em tese querem acabar com a Lava Jato.

O que está em jogo, neste momento, é saber se essa versão – adotada por parte da mídia – vai colar ou não. Há um esforço, por parte de seus defensores, para “naturalizar” os diálogos impróprios e desviar o foco dos procedimentos internos da Lava Jato para o ataque hacker aos integrantes da força-tarefa. Com isso, tentam escapar às consequências políticas e jurídicas da divulgação dos diálogos. Ou, ao menos, criar um clima contra eventuais desdobramentos. E quais seriam eles?
Procurador Dallagnol – Foto Orlando Brito

O principal deles, a liberdade do ex-presidente Lula, que em poucos meses já teria direito a um regime de prisão aberto e, diante das revelações, pode ganhar a qualquer momento um habeas corpus do STF. O governo Bolsonaro, militares à frente, tem tanto medo de ver Lula solto que prefere engolir (e propagar) qualquer explicação esfarrapada para os diálogos impróprios de Moro e Dallagnol na Lava Jato.

Se a greve geral dessa sexta-feira tiver tamanho e impacto, num prenúncio de efervescência social, a situação no governo – que perde agora um personagem militar equilibrado, o general Santos Cruz – ficará mais tensa ainda. As pressões sobre o Supremo serão enormes nos próximos dias. Vão resistir?

Oposição ameniza maldades da PEC da Previdência



Deputados da oposição ao governo Bolsonaro comemoram, nesta quinta-feira (13), as mudanças pontuais feitas no projeto original de Reforma da Previdência e que foram apresentadas na comissão especial da Câmara.

Para os parlamentares do grupo, que inclui PT, PCdoB e Psol, as mudanças traduzem um avanço na luta do campo popular. Eles ressaltam, porém, que seguem se posicionando pela rejeição integral da proposta enviada pelo governo Bolsonaro ao Congresso.

A matéria, que tramita como Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 6/2019, está em fase de debate numa comissão especial temática.

No parecer apresentado na tarde desta quinta pelo relator, Samuel Moreira (PSDB-SP), foram excluídos, entre outros, os pontos que previam mudanças nas regras do Benefício de Prestação Continuada (BPC), da aposentadoria rural, da participação de estados e municípios no novo sistema e ainda o trecho que instaurava o modelo de capitalização.

Este último, que atende aos interesses do mercado financeiro, era considerado o pior ponto da PEC. Sua supressão foi a mais comemorada por deputados, principalmente pelo líder da oposição, Alessandro Molon (PSB-RJ).

“A retirada dessa proposta não se deveu ao movimento dos partidos do centro, que, lá atrás, já se opunham às mudanças no BPC e na aposentadoria rural, mas não à capitalização. A retirada desse ponto da proposta do governo, que sai derrotado desse relatório, é uma grande vitória da oposição e do povo brasileiro”, bradou o pessebista durante o debate.

Houve outras mudanças consideradas importantes. Com relação ao tempo mínimo de contribuição para trabalhadores urbanos, o texto original previa 20 anos tanto para homens como para mulheres. No relatório, esse período baixou para 15 anos no caso das mulheres. A idade mínima ficou como na redação que veio do governo: 62 para mulheres e 65 para homens.


Para trabalhadores rurais, o relator também reduziu o tempo mínimo de contribuição e de trabalho para as mulheres. A proposta de Bolsonaro previa 20 anos e 60 anos para homens e mulheres. No relatório, esses períodos caíram para 15 anos e 55 anos para as mulheres, permanecendo em 20 e 60 para homens.

“A mobilização da sociedade, a maneira como ela demonstrou que não iria embarcar no discurso da verdade única dos mercados e [a ideia de] que aquela reforma não servia pra nós – e continua não servindo, porque depois vamos falar dos problemas que ela ainda tem – nos levaram a uma vitória parcial”, avalia o deputado Henrique Fontana (PT-RS), vice-líder da oposição.

De modo geral, as mudanças se conectam também com a rejeição popular revelada em pesquisas de opinião. Em maio, por exemplo, uma pesquisa CUT/Vox Populi mostrou que 65% dos brasileiros rejeitam a PEC 6. Entre os entrevistados que se colocam como opositores do governo Bolsonaro, esse índice chegava, na data do levantamento, a 84%.

As informações são do Brasil de Fato.