domingo, 16 de dezembro de 2018

Os funcionários ‘batendo ponto’ no gabinete de Bolsonaro, segundo as redes sociais

Do Blog de Esmael
O ex-juiz Sérgio Moro pode até perdoar, com fez no caso Onyx Lorenzoni, mas as redes sociais jamais passam a mão na cabeça de quem pratica malfeitos.

Internautas disseminam fantasminhas ‘batendo ponto’ no que seria o gabinete de Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), o deputado da Alerj eleito senador da República.

De acordo com suspeitas do Coaf, funcionários fantasmas do filho de Jair Bolsonaro movimentaram milhões em favor do clã.




Funcionários do gabinete dos Bozo chegando pra trabalhar: 
208 pessoas estão falando sobre isso

Flávio: explicação sem nexo; Major Olímpio cresce

Difícil de engolir: Interlocutor não entendeu explicação de Flavio Bolsonaro sobre assessor. Já Major Olímpio cresce no vácuo de Flávio Bolsonaro.
               Reprodução/Reprodução                                          Ricardo Matsukawa/VEJA.com                                                    
Da Veja - Coluna Radar - Por Maurício Lima e Pedro Carvalho


O títular da Coluna, o jornalista Maurício Lima informa que Flávio Bolsonaro contou a um amigo a explicação que ouviu de Fabricio Queiroz para o 1,2 milhão de reais em suas contas. Mesmo com boa vontade, o interlocutor ficou sem entender nada.
Enquanto isso, o seu colega de coluna, o jornalista, Pedro Carvalho nos conta que nem todos os bolsonaristas ficaram tristes com o caso do motorista. Antes, Flávio era um dos favoritos ao posto de líder do governo no Senado. Agora crescem as chances do Major Olimpio

Gestão Bolsonaro propõe novo toma lá, dá cá

Meta é ter canal direto com parlamentares e fragmentar poder dos líderes de bancada tradicionais
Antes de encerrar uma discussão acalorada na semana passada, Leonardo Quintão (MDB-MG), um dos principais articuladores políticos do novo governo, puxou Levy Fidélix (PRTB) pelo braço e o conduziu até debaixo de uma árvore.

Estavam no estacionamento do prédio que abriga a sede do governo de transição, em Brasília, e se afastaram dos assessores para terminar a conversa reservadamente.
Sob gestos enfáticos do presidente da sigla que indicou o vice de Jair Bolsonaro, Quintão pediu calma a Fidélix e disse que as coisas se resolveriam logo para o PRTB.
O pai do aerotrem, que tem reclamado publicamente da falta de espaço na nova gestão, é a alegoria perfeita do “toma lá, da cá” inaugurado pelo governo de Jair Bolsonaro.
Após escolher 22 ministros ancorados nas chamadas bancadas temáticas do Congresso, o presidente eleito não conseguiu impedir negociações no varejo para indicações ao segundo e terceiro escalões.
Nomeado por Onyx Lorenzoni (Casa Civil) para fazer parte da articulação política, Quintão montou gabinete e implementou um novo formato de “toma lá, dá cá”, que dispensa as tratativas diretas com presidentes e líderes dos partidos e negocia individualmente com os parlamentares.
A estratégia de Onyx e seus aliados é oferecer cargos nos Estados aos deputados avulsos, vendendo a ideia de que, assim, eles se tornarão uma forte liderança regional.
O objetivo é criar um canal direto com os parlamentares e tentar fragmentar o poder dos líderes de bancada —até aqui, fundamentais para a governabilidade no presidencialismo de coalizão.
Nos últimos dias, o time da futura Casa Civil —formado por deputados do baixo clero que não conseguiram se reeleger para um novo mandato— tem conversado com integrantes de diversas legendas e seduzido, principalmente, nomes do PSD e do PR.
Juntas, essas bancadas terão 67 deputados a partir de 2019.
O ex-deputado Valdemar Costa Neto, condenado no mensalão, por exemplo, lidera o PR para tentar manter influência no Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), responsável pelo setor ferroviário.
As tratativas com o futuro ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, estão avançadas e o PR já sinalizou que quer abocanhar também a vice-presidência da Caixa, indicando o deputado Milton Monti (SP) para o posto.
Na outra ponta, o PSD, de Gilberto Kassab, foi abordado pelos articuladores do presidente eleito para que deixasse o bloco formado na Câmara por siglas do centrão, com o objetivo de isolar o PT e o PSL.
A proposta era que o partido de Bolsonaro apoiasse um nome do PSD para a liderança do governo na Casa. Onyx e Quintão foram os principais interlocutores dessas conversas.

Além dele, Danilo Forte (PSDB), Alberto Fraga (DEM), Ronaldo Nogueira (PTB) e Carlos Manato (PSL) formam a linha de frente da tropa que tem atuado para costurar a base de apoio para Bolsonaro.
A partir de 1º de janeiro, eles querem alocar uma sala no Congresso para ser QG da articulação do novo governo.

Manato afirmou à Folha que ele e Quintão inclusive já acertaram com o presidente eleito que começarão a trabalhar oficialmente logo após a posse, mas não renunciarão ao resto de seus mandatos, que só terminam em 31 de janeiro.
O salário na Câmara é de R$ 33,7 mil e o cargo que ocuparão no Executivo deve pagar algo em torno de R$ 16 mil.
Para driblar a diferença nos vencimentos, deputados derrotados nas urnas já pressionam o novo governo para conseguir participação em conselhos de administração pública que remuneram seus participantes.
Segundo a assessoria do próprio presidente eleito, nas últimas semanas ele e sua equipe receberam cerca de 300 parlamentares, com reuniões formais com as bancadas de PSL, PP, MDB, PR, PRB, DEM, PSDB, PSD e Podemos.
Siglas como PP e MDB tiveram alguns de seus parlamentares abordados individualmente, mas o comando das legendas diz que vai esperar o modelo “dar errado logo na primeira votação”.
Em conversa com alguns aliados, o presidente Michel Temer fez um prognóstico: nomear deputados sem mandato para negociar cargos e emendas não tem chance de dar certo.   (Marina Dias , Ranier Bragon e Camila Mattoso)

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Assessora de Bolsonaro era personal trainer de celebridades

Blog da Andréia Sadi
Às cinco da tarde do último dia 20 de abril, atletas e celebridades se reuniram para a inauguração da clínica do Dr. Márcio Tannure, chefe do departamento médico do Flamengo e especialista em medicina esportiva. Entre os convidados, o meia Diego, o ex-jogador Zico e o sambista Dudu Nobre.
Um dos destaques da nova clínica era o equipamento de eletroestimulação muscular e, para mostrar como ele funciona, estava ali a personal trainer Nat Queiroz, representando a equipe de Chico Salgado, treinador de celebridades. A mesma Nat aparece em fotos publicadas em redes sociais por artistas como Bruno Gagliasso e Bruna Marquezine.
Nat Queiroz também atende por Nathalia Melo de Queiroz, que entre dezembro de 2016 e outubro deste ano, era secretária parlamentar lotada no gabinete de Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados. A informação de que ela atuava como personal trainer ao mesmo tempo em que estava lotada nos gabinetes foi divulgada pelo site o Antagonista e pela Folha de São Paulo.
O nome de Nathalia se tornou público após ela aparecer no relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que apontou uma movimentação atípica na conta do pai dela, Fabrício José de Queiroz.
Fabrício foi motorista do gabinete de Flávio Bolsonaro até o último mês de outubro.
De acordo com o relatório, Nathalia, que também trabalhava no gabinete de Flávio Bolsonaro, tinha uma renda mensal de R$ 10.502,00 e transferiu, no intervalo de 13 meses, R$ 84.110,00 para uma conta do pai. As informações do Antagonista e da Folha de São Paulo foram confirmadas pelo blog, que obteve mais detalhes.
Em abril, mês da inauguração da clínica, ela ocupava no gabinete de Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados um posto nível SP 20, o que lhe garantia uma renda bruta mensal de R$ 10.088,42, com rendimentos líquidos de R$ 7.733,21.
A função exige pelo menos 40 horas semanais de trabalho, atuando em questões como redação de correspondência, discurso e pareceres do parlamentar, serviços de secretaria e datilográficos, pesquisas e "atividades fins inerentes ao respectivo gabinete".
O trabalho pode ser feito no estado de onde vem o parlamentar, mas sua frequência é atestada pelo gabinete.
Em entrevista coletiva no último domingo (9), o presidente eleito foi perguntado sobre a função de Nathalia no gabinete e reagiu com irritação. "Ah, pelo amor de Deus! Pergunta para o chefe de gabinete. Eu tenho 15 funcionários comigo", afirmou na ocasião.
O blog conversou com clientes e empregadores da personal trainer, no Rio de Janeiro. Todos disseram não saber que ela ocupava um cargo no gabinete - alguns até se mostraram chocados com a informação.
Uma cliente que pediu para não ser identificada confirmou ter sido atendida por Nathalia em horário comercial durante algum tempo em 2017 – ela já era secretária parlamentar de Jair Bolsonaro naquele ano. Os atendimentos ocorriam entre 8 e 10 da manhã, mesmo em dias úteis.
Há fotos de Nathalia treinando com clientes no calçadão da praia em redes sociais. Recentemente, Nathalia apagou seu perfil no Instagram.
A personal trainer também aparece em vídeos do aplicativo BTFit, da academia Bodytech, com instruções visuais para exercícios físicos.
De acordo com o Bruno Franco, CEO do BTFit, "Nathalia Queiroz foi uma figurante contratada pela produtora que atendia ao BTFIT. As participações dela foram esporádicas em nossas aulas. Ratificando, ela teve a participação efetivada nos vídeos institucionais através da produtora contratada para realizar as filmagens".
Na época em que o vídeo foi publicado, Nathalia ainda era lotada no gabinete de Flavio Bolsonaro, na Assembleia Legislativa do Rio.
A Bodytech também confirmou que, entre 2011 e 2012, Nathalia trabalhou como recepcionista em uma das unidades da academia no Rio de Janeiro. Na época, ela já estava lotada no gabinete da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

Temer assina a extradição de Battisti

O presidente Michel Temer assinou, no início da noite de hoje, o decreto de extradição do terrorista italiano Cesare Battisti, que tem a prisão autorizada desde ontem, 13/12, pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal.
Segundo a Polícia Federal, Battisti está em local "incerto" e é considerado foragido. De acordo com a assessoria de Temer, o decreto deve ser publicado ainda nesta sexta, em edição extra do "Diário Oficial da União".
Battisti é acusado pela Interpol de ter cometido os crimes de evasão de divisas e lavagem de dinheiro.(Do blog de Magno Martins)

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Paulo assegura mais de R$ 82 milhões para Adutora do Agreste


                              
Em Brasília, o governador Paulo Câmara, o presidente da estatal pernambucana, Roberto Tavares, juntamente com o secretário-chefe do Gabinete do Governo de Pernambuco, José Neto, além do ministro da Integração Nacional, Antônio de PáduaFoto: Divulgação

BRASÍLIA - Depois de audiência com o ministro da Integração Nacional, Antônio de Pádua, o governador Paulo Câmara (PSB) conseguiu assegurar a liberação de mais R$ 82 milhões do Orçamento Geral da União (OGU) para as obras da Adutora do Agreste. O OGU 2018previa R$ 150 milhões para a Adutora. "Ao término do ano, essa liberação é fundamental para que as obras tocadas pela Compesa tenham andamento e possam beneficiar o maior número de pessoas. O ministro Pádua teve a sensibilidade em compreender a importância da Adutora para Pernambuco e assumiu esse compromisso conosco e está cumprindo", avaliou Paulo. 

A Adutora do Agreste está sendo considerada a obra mais importante voltada para os recursos hídricos no enfrentamento da seca que castiga Pernambuco e o Nordeste. “Com muita dedicação e empenho do governador, a Compesa vem conseguindo vencer as etapas para levar água para a população", afirmou o presidente da estatal pernambucana, Roberto Tavares, que participou da audiência, juntamente com o secretário-chefe do Gabinete do Governo de Pernambuco, José Neto. “A água já começa a chegar em Pesqueira e também chegará a Belo Jardim, beneficiando municípios vizinhos como Sanharó, Tacaimbó, Alagoinha e São Bento do Una”, completou Paulo Câmara. 

O governador destacou que o Governo Federal foi providencial para acelerar as obras do Ramal do Agreste, para que, no futuro, Pernambuco possa levar as águas do Rio São Francisco para 68 municípios. 

Com a liberação prometida hoje, que se somará aos R$ 68 milhões repassados nos últimos dois meses, Pernambuco baterá a meta dos R$ 150 milhões liberados do Orçamento 2018. “Considero fundamental a atuação pessoal do governador Paulo Câmara na liberação dos recursos, ratificando a dedicação e compromisso com a melhoria do abastecimento em todas as regiões de Pernambuco”, destacou Roberto Tavares.

Velha prática que ele jurou combater


Há pouca coisa mais velha na velha política que Bolsonaro jurou combater do que desviar recursos de funcionários de gabinete parlamentar.

Parece que foi isso o que Flávio Bolsonaro fez usando como repassador o policial militar Fabrício de Queiroz, que contratou como motorista mas que remunerava como assessor.
A prática funciona assim: um servidor designado pelo parlamentar cobra parte do salário dos demais servidores e repassa os recursos arrecadados para o chefe.
Uma prática ilegal e imoral empregada em larga escala no Congresso e nas Assembleias, principalmente pelos parlamentares do baixo clero. (Ascânio Seleme – O Globo)

Lágrimas e pedido de perdão dos que não se reelegeram

...marcam despedida de parlamentares
Políticos que acumulam quase 30 anos de mandato se emocionam ao deixar o Congresso
Camila Turtelli, O Estado de S.Paulo

Embora ainda falte dez dias para o recesso, parlamentares que não se reelegeram em outubro aproveitaram o que deve ser a última sessão do ano na Câmara para se despedirem do cargo. Entre eles, alguns que acumulam quase 30 anos de mandato parlamentar, como o deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR). O tucano derrubou lágrimas adiscursar no plenário aos colegas.
“Venho a essa tribuna com o sentimento de missão cumprida”, disse Hauly.
Foi aplaudido pelos colegas e não conseguiu segurar as lágrimas. “Eu disse que não ia chorar”, brincou. As despedidas não se restringiram a apenas um campo político. Decano da oposição na Câmara, Chico Alencar (PSOL-RJ), deputado há 15 anos, também usou a tribuna para agradecer aos colegas, incluindo os adversários.
Com a voz embargada em alguns momentos, Alencar, que é um dos fundadores do PSOL, disse que travou boas batalhas no plenário, destacando que acumulou “muito mais derrotas do que vitórias”.
A “trajetória de luta” também foi tema do discurso do deputado Arnaldo Faria de Sá (PP-SP), que deixará a Câmara após 32 anos. Foi aplaudido e chamado de “referência” pelos colegas.

Aval para “demitir” o filho e a mulher do presidente?

Um ministro do Supremo antevê problemas para Sérgio Moro diante da polêmica envolvendo movimentações atípicas de um ex-assessor de Flávio Bolsonaro, que repassou cheque para a futura primeira-dama Michele Bolsonaro.

Observa que Moro aceitou a vaga com a condição de que ministros denunciados serão exonerados.
Mas não recebeu aval para “demitir” o filho e a mulher do presidente.
Uma das suspeitas dos investigadores é que servidores repassavam parte do dinheiro para o senador eleito.
Um delegado da PF diz que não é crime fazer doação. Mas que o rumo da história vai depender das circunstâncias. (Coluna do Estadão)

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Miguel Arraes tem seu nome inscrito no livro “Heróis da Pátria”


Com mais de 50 anos de trajetória política e reconhecido nacionalmente como um dos maiores líderes da esquerda brasileira, o ex-governador Miguel Arraes teve o nome inscrito no livro Heróis da Pátria, na manhã de hoje, no Panteão da Pátria, em Brasília. A solenidade contou com a presença do governador Paulo Câmara, do prefeito Geraldo Julio, do deputado federal eleito João Campos, bisneto de Arraes, além de inúmeros representantes do PSB de Pernambuco. A lei que instituiu a homenagem ao socialista é de autoria do deputado federal Tadeu Alencar (PSB-PE), subscrita por toda a bancada socialista na Câmara Federal, e foi sancionada em setembro pelo então presidente em exercício Dias Toffoli.

Arraes foi deputado estadual e federal, prefeito do Recife e governador de Pernambuco por três mandatos, sempre atuando pelo fortalecimento da democracia e igualdade social. Presidiu o PSB nacional entre 1993 e 2005. O livro Heróis da Pátria é feito de aço e reúne nome de homens e mulheres que se destacaram na defesa da liberdade do país, a exemplo do inconfidente Joaquim José da Silva Xavier (Tiradentes, que foi o primeiro a ter o nome inserido no livro), Zumbi dos Palmares, Santos Dumont, Getúlio Vargas, Leonel Brizola, Zuzu Angel, Machado de Assis e Anita Garibaldi.
Vice-presidente nacional do PSB, o governador Paulo Câmara destacou que a trajetória política de Arraes sempre foi pautada pela defesa da justiça social. “Doutor Arraes foi um dos maiores líderes políticos do século 20 no Brasil, de inegável compromisso com aqueles que mais precisavam e profundo conhecimento dos desafios da Nação. Quero parabenizar o deputado o Tadeu Alencar pela iniciativa e assegurar que o legado de doutor Arraes continua vivo”, pontuou.
Bisneto de Arraes, o deputado federal eleito João Campos enfatizou o sentimento de reconhecimento pela homenagem. “A inscrição do nome de Doutor Arraes no Livro dos Heróis e das Heroínas da Pátria faz justiça a um homem que teve a vida marcada pela capacidade de resistir e de lutar pela democracia, de sempre colocar os interesses do povo acima de qualquer coisa. Além do meu bisavô, outros grandes nomes da nossa história estão sendo inscritos no livro que fica guardado no Panteão da Pátria e da Liberdade. Fico feliz em saber que nomes como Miguel Arraes e Bárbara Alencar se juntam aos nomes históricos de Zumbi dos Palmares e Santos Dumont”, avaliou.


Presidente estadual do PSB, Sileno Guedes destacou que a inscrição dele no livro Heróis da Pátria é fruto do reconhecimento da população brasileira à defesa pela democracia de Arraes e de todo seu trabalho pelo povo pernambucano. “Dr. Arraes é uma referência como homem público, sempre atuando na defesa dos direitos democráticos e pela igualdade social. É também um exemplo de cidadão e líder partidário, sendo um dos responsáveis pela construção do PSB no Brasil e em Pernambuco e de um legado que foi capaz de mudar a vida de tantos pernambucanos. A inclusão do seu nome, ao lado de tantos outros brasileiros que contribuíram na história do nosso país, é mais uma evidência da sua representatividade como líder nacional”, frisou.

Jardim: Fabrício contrata contador. Melhor que seja de ‘histórias plausíveis’

POR FERNANDO BRITO · no Blog Tijolaço


O colunista Lauro Jardim, de O Globo, diz que o ex-assessor dos Bolsonaro, Fabrício Queiroz, pediu a um contador que “escrutinasse” o relatório do Coaf ( Conselho de Controle de Atividades Financeiras) e, só depois disso, está disposto a contar aquela história que o senador eleito Flávio disse ser “plausível”.

Há algo de errado na história.

Primeiro, seria muito mais simples pegar no banco o extrato detalhado de suas movimentações financeiras, o que não levaria mais que alguns minutos ou, no caso de alguns bancos, seria instantâneo, até pela internet. No Banco do Brasil, por exemplo, a página do correntista tem os dados detalhados, dia a dia, desde 2013.

Segundo, o relatório do Coaf, embora tenha vazado para a mídia, é um documento reservado, exatamente por envolver sigilo bancário e só pode ser fornecido ao Ministério Público. Para ter acesso a ele, Fabrício precisaria estar sendo investigado em algum procedimento oficial não sigiloso. Se sigiloso, por óbvio, não seria parte legítima para requerer “por suposição”.

Mas, como se trata de movimentação de uma conta de sua titularidade, nada haverá no relatório que não esteja em seu extrato.

Inclusive os famosos “dez cheques de R$ 4 mil” com que teria pago o empréstimo feito por Jair Bolsonaro.

De resto, não há contador no mundo capaz de explicar centenas de entradas em saídas em dinheiro vivo. As retiradas, não deixam rastros. A entradas, se feitas por envelope, embora tenham um limite de valor por operação (em geral R$ 3 mil), podem ser preenchidas com qualquer nome.

Francamente, não é possível que uma pessoa não lembre o que fez com R$ 47.500 retirados em dinheiro vivo do banco em apenas quatro dias (19 a 22 de dezembro de 2016, segunda a quinta-feira). Muito pmenos para que estas retiradas fossem “picadas” em saques de R$ 5 mil (e até 15 mil diários) porque banco nenhum permite este valor por dia em seus caixas eletrônicos.

Fabrício não precisa de um contador financeiro, precisa é de um contador de histórias.

Aécio virou arroz de festa no baile da PF

Andrei Meireles – no Blog Os Divergentes

Aécio Neves perdeu o chão ao ser divulgada, em maio de 2017, a gravação em em que acenava com favores e pedia grana ao empresário Joesley Batista. A repercussão foi enorme na imprensa e nas redes sociais. Antes mesmo desse flagrante qualquer suspeita ou acusação contra Aécio se amplificava em intensas polêmicas e virava alvo da artilharia do PT e de seus aliados.
De lá para cá, mesmo tendo conseguido se eleger deputado federal, o processo de encolhimento de Aécio foi contínuo. De vez em quando vira notícia por alguma proposta ou medida da Polícia Federal, Ministério Público e STF. Cada vez com menos alarde.
Nessa terça-feira (11), com autorização do Supremo, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão no apartamento de Aécio em Ipanema e em sua casa em Belo Horizonte. Além de Aécio, sua irmã Andréa Neves e o primo Frederico Pacheco, foram alvos os senadores Antonio Anastasia (PSDB) e Agripino Maia (DEM) e os deputados Paulinho da Força (Solidariedade), Cristiane Brasil e Benito Gama, ambos do PTB.

R$ 362 milhões no exterior: o meu, o seu e o nosso

Militares gastaram R$ 362 milhões em viagens ao exterior durante intervenção federal

Valor é referente ao pagamento de hospedagens e alimentação. Outros R$85 mil foram gastos com passagens aéreas
Do total de R$ 1,2 bilhão repassados pela União à intervenção federal na segurança pública do Rio, só R$ 468 milhões foram gastos até agora. Embora o detalhamento do uso da verba não tenha sido apresentado nesta terça-feira pelos generais Richard Nunes e Braga Netto, O GLOBO teve acesso à planilha de despesas.

Entre elas, estão, por exemplo, R$ 362 mil destinados ao pagamento de diárias (hospedagem e alimentação) no exterior, além de R$ 85 mil consumidos com passagens aéreas para outros países. Também houve compra de softwares e veículos blindados.
De acordo com a assessoria de imprensa da intervenção militar, as viagens foram realizadas para “a realização de cursos de manutenção e operação das viaturas Lince”. Não foram informados, porém, os países visitados, quantas pessoas integraram as comitivas e a duração das viagens.

Para imitar Trump, novo governo indica que vai isolar o Brasil


Bernardo Mello Franco - O Globo

Em fevereiro, diplomatas de 35 países e territórios da América Latina e do Caribe desembarcaram em Brasília. O grupo se reuniu no Itamaraty para discutir respostas à crise global de refugiados. O encontro ajudou a articular o Pacto Global sobre Migração, apresentado nesta segunda-feira no Marrocos.
O ministro Aloysio Nunes Ferreira foi a Marrakech e discursou em defesa do documento. Instantes depois, seu sucessor usou as redes sociais para desautorizá-lo. Ele anunciou que o novo governo “se desassociará” do pacto. Em três tuítes, desmontou ao menos dez meses de trabalho da diplomacia brasileira.
O futuro ministro Ernesto Araújo alegou que a imigração, um problema que desafia países em todo o mundo, “não deve ser tratada como questão global”. O argumento se alinha às teorias de que a Terra é plana e de que o homem não foi à Lua. São teses em voga no submundo da internet, de onde parecem sair as novas diretrizes da política externa.
O pacto foi assinado por cerca de 160 países. Ao abandoná-lo, o Brasil se juntará a um pequeno grupo liderado por Donald Trump. A lista inclui Polônia, Hungria, e Áustria, nações governadas por populistas de extrema-direita. Na América do Sul, só o Chile escolheu seguir o mesmo caminho.
O anúncio de Araújo reforça os sinais de que o Brasil embarcará numa relação de vassalagem com Washington. Isso já ficou claro quando o presidente eleito atacou a China, ameaçou sair do Acordo de Paris e prometeu transferir a embaixada em Israel para Jerusalém. Os três gestos criaram atritos com países amigos e arriscam prejudicar as exportações brasileiras.
No caso da migração, a opção pelo isolamento tem um problema adicional. Hoje há cerca de um milhão de estrangeiros vivendo no país e pelo menos o triplo de brasileiros no exterior.
O pacto estabelece políticas que poderão proteger esses três milhões de brasileiros — um grupo mais numeroso do que a população do Distrito Federal. E, ao contrário do que sugeriu o futuro chanceler, o documento não representa riscos à soberania nacional.

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Ministro Marco Aurélio nega pedido da PF para prender Aécio

Do Blog DCM

Reportagem do Valor Econômico informa que o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou pedido da Polícia Federal (PF) para decretar a suspensão do mandato e a prisão domiciliar do senador Aécio Neves (PSDB-MG) e dos deputados Cristiane Brasil (PTB-RJ), Paulinho da Força (SD-SP) e Benito Gama (PTB-BA).

(…)

A Procuradoria-Geral da República (PGR) não concordou com os pedidos de recolhimento domiciliar noturno, mas apoiou pedidos de prisão preventiva quanto aos empresários Ricardo Guedes, Paulo Vasconcelos e Flávio Jacques, ligados a Aécio. Marco Aurélio, no entanto, também os indeferiu, permitindo apenas buscas e apreensões em seus respectivos endereços.

Com a negativa de Marco Aurélio, os deputados Cristiane Brasil e Benito Gama e os senadores Agripino Maia (DEM-RN) e Antônio Anastasia (PSDB-MG) foram apenas intimados pela PF a prestar depoimento – medida que, segundo apurou o Valor, não necessita de prévia autorização judicial. Também deverá prestar esclarecimentos o tesoureiro do PTB, Luiz Rondon.

Baseado nas delações de executivos da J&F, o inquérito que tramita contra Aécio no STF investiga suposta conta que o tucano mantinha junto ao frigorífico, por meio da qual pagou propina ao Solidariedade (R$ 20 milhões) ao PTB (R$ 15 milhões) em troca de apoio político. O esquema teria envolvido a emissão de notas frias por serviços nunca prestados.

É grave a crise: até Merval passa ‘pito’ em Moro


POR FERNANDO BRITO · no Tijolaço

O estrago feito pela conta milionária do amigo-assessor-caixinha Fabrício Queiroz não está custando caro apenas a Jair Bolsonaro.

Sérgio Moro também começa a colher os frutos amargos do sumiço inexplicado de Fabrício e sua “história plausível” que não pode ser contada.

Até Merval Pereira, o incondicional defensor do ex-juiz, depois de admitir que o provável no caso fosse um esquema de “caixinha” montado com contribuições de servidores – onde um parlamentar costuma “cobrar um pedágio de seus funcionários”, passa o “pito” no “Eliot Ness” de Curitiba, invocando Catão, o Moço, o romano que ficou famoso por sua intolerância com a falta de integridade moral.

Neste caso, porém, Catão não veio ao caso. Leia Merval, o surpreso:

O futuro ministro da Justiça Sérgio Moro, que terá a seu pedido, para melhor combater a corrupção, o Coaf como órgão subordinado, não deveria dizer que, para ele, a explicação do presidente eleito está dada. Não é razoável exigir que fizesse uma crítica ao presidente ou à sua família, mas não deveria banalizar o assunto.

Se tratar assim todos os indícios de lavagem de dinheiro que aparecerem na sua frente, terá mudado de atitude diante dessas irregularidades. Logo ele, um juiz rigoroso com os mínimos indícios, e que tem demonstrado que eles, quase sempre, levam a descobertas de esquemas de corrupção graves.

Bolsonaro se elegeu, entre outras coisas, por apresentar-se como um combatente contra a corrupção. O convite a Moro para integrar seu ministério teve o sentido de reafirmar simbolicamente essa luta, e por isso foi aprovado pela opinião pública.

Não se pode ser Catão com os outros sem ser Catão consigo mesmo.

PF faz buscas nas casas de Aécio Neves



247 - Equipes da Polícia Federal e do Ministério Público Federal cumprem, na manhã desta terça-feira (11), mandados de busca e apreensão em imóveis do senador Aécio Neves (PSDB) e da irmã dele, Andréa Neves, no Rio e em Minas Gerais. A defesa do tucano, em nota, considerou a medida "desnecessária". A operação também realiza buscas nas casas de Pereira da Silva, Paulinho da Força, deputado federal e presidente nacional do partido Solidariedade, na da deputada federal Cristiane Brasil (PTB) e empresários que, afirmam promotores, emitiram notas fiscais frias para Aécio.

Agentes estão em prédio de luxo na Avenida Vieira Souto, em Ipanema, Zona Sul do Rio, onde o senador e deputado federal eleito tem residência. Equipe também está em um imóvel em Copacabana, também na Zona Sul carioca, de Andréa.

A procura de documentos faz parte de operação baseada em delações de Joesley Batista e Ricardo Saud. Os executivos do grupo J&F relataram repasse de propina de quase R$ 110 milhões ao senador Aécio Neves.

A PF só conseguiu entrar às 7h10 no apartamento atribuído a Aécio no Rio. Há buscas em endereços ligados a Aécio e à irmã dele em Minas Gerais e em imóvel de Paulinho da Força em SP.


A operação no Rio é braço de investida que ocorre simultaneamente em São Paulo (capital e interior, com nove mandados), Brasília, Bahia e Rio Grande do Norte. Decorre do inquérito 4519, que tem como relator, no Supremo Tribunal Federal, o ministro Marco Aurélio.


Segundo a PF, o senador Aécio Neves comprou apoio político do Solidariedade, por R$ 15 milhões, e empresários paulistas ajudaram com doações de campanha e caixa 2, por meio de notas frias.

O site G1 informa que tentou contato com a defesa de Cristiane Brasil e ligou para o telefone do deputado Paulinho da Força por volta das 7h15. "Ele atendeu, mas desligou", informou o site.


Alberto Zacharias Toron, advogado de Aécio, emitiu nota. "O senador Aécio Neves sempre esteve à disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários que mostrarão a absoluta correção de todos os seus atos", afirma.


"É preciso que se esclareça que os recursos referidos pelos delatores da JBS agora como propina são as contribuições eleitorais feitas à campanha do PSDB em 2014 e devidamente registradas na Justiça Eleitoral", prossegue.


"Somam-se a esses valores contribuições legais feitas a outros partidos políticos. A medida é, portanto, desnecessária já que o Senador é o maior interessado no esclarecimento de todos os fatos", emenda.

MEC publica resolução sobre Fundeb para vigorar em 2019

O Diário Oficial da União desta segunda-feira (10) publicou a resolução do Ministério da Educação que aprova as ponderações aplicáveis entre diferentes etapas, modalidades e tipos de ensino da educação básica para o exercício de 2019 no âmbito do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

O ministro da Educação, Rossieli Soares, afirmou que a resolução é fruto de um esforço conjunto para melhorar a educação básica no país.

“É um passo importante, simbólico, de valorização da educação infantil no Brasil, o que é fundamental. O financiamento precisa chegar, mas também é importante e prático para os municípios, que hoje têm um peso muito grande, e que precisam de apoio. E o Fundeb priorizou isso, com o apoio dos estados e do MEC, para que, com esta resolução, a gente pudesse avançar com os municípios”, destacou o ministro.

Ele declarou ainda que os recursos serão distribuídos aos municípios já no exercício de 2019.

“Provavelmente nós teremos mais de meio bilhão redistribuídos aos municípios com este pequeno ajuste, o que é muito recurso, mas ainda precisamos continuar discutindo e avançando”, acrescentou.

A cada ano é editada a tabela com os fatores de ponderação do Fundeb, que determina o investimento por modalidade da educação básica.

“Há mais de quatro anos, no caso da educação infantil, essa tabela vinha sendo inalterada. E recentemente essa alteração foi aprovada pelo conselho, que conta com representantes da Undime, do Consed e do MEC, e agora foi homologada pelo ministro”, declarou o presidente nacional da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação, Undime, Alessio Costa Lima.

Alessio Lima explica que o aumento será da ordem de 15% para creche parcial e 5% para pré-escola parcial. “Não é só a questão financeira, mas é importante investir na educação infantil como a primeira e mais importante etapa da educação básica. A gente só tem a comemorar”, completou o presidente da Undime.

Após 3h bando faz 16 reféns e se rende na Bahia

Eles invadiram local após troca de tiros com PMs. Três suspeitos morreram no tiroteio.
Por G1 BA

Servidores e pacientes de um posto de saúde localizado em Santa Cruz, que fica no complexo de bairros do Nordeste de Amaralina, em Salvador, foram feitos reféns na tarde desta segunda-feira (10). Dezesseis pessoas ficaram em poder de quatro bandidos por mais de três horas.
Os homens se renderam por volta das 19h20, após negociação com a polícia. Uma arma foi apreendida com eles. Dezenas de moradores da região acompanharam toda a situação na rua em frente ao posto.
Conforme a polícia, os suspeitos exigiram que familiares deles e a imprensa fossem para o local para acompanhar a negociação. Três deles estavam em uma sala com 15 reféns, sem armas, mas fingido estarem armados. Um terceiro homem estava armado em outra área do posto de saúde, com mais uma refém.
Após se entregarem, os suspeitos foram levados pela PM para a Central de Fralgantes da Polícia Civil, onde o caso será registrado. Segundo o coronel Humberto Sturaro, comandante da Unidade de Policiamento Especializado da PM, eles devem responder por cárcere privado, porte de arma e tráfico de drogas.

Liga Árabe alerta Brasil contra embaixada em Israel

Medida 'reduziria drasticamente as oportunidades de alcançar uma paz mais ampla', diz secretário-geral da organização
Samy Adghirni, da Bloomberg – Nova York

A Liga Árabe aconselhou o presidente eleito Jair Bolsonaro a reconsiderar seus planos de transferir a embaixada do Brasil em Israel de Tel Aviv para Jerusalém. Uma carta do secretário-geral da Liga, Ahmad Abu Al Ghait, à Chancelaria brasileira destacou a “preocupação” da organização com uma possível mudança. Parte inferior do formulário
“Dar um passo como esse não apenas atingiria os interesses palestinos, mas também reduziria drasticamente as oportunidades de alcançar uma paz mais ampla”, diz a carta de Abu Al Ghait.
Uma cópia da correspondência foi independentemente confirmada por um representante da Liga Árabe em Brasília que pediu para não ser identificado, uma vez que não tem autorização para falar sobre o assunto. O atual governo brasileiro e o futuro ministro das Relações Exteriores não responderam aos pedidos para comentar o tema.
A carta da Liga Árabe é um dos alertas mais sérios à política externa de Bolsonaro até o momento. Trata-se de uma resposta aos repetidos comentários do presidente eleito, que afirma ter a intenção de seguir os passos de Washington e mover a embaixada brasileira para Jerusalém.
A Liga Árabe representa um importante mercado para os exportadores brasileiros. O Brasil registrou um superávit de US$ 7,1 bilhões nas negociações com as 22 nações do bloco, comparada com um déficit de US$ 419 milhões com Israel.