segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Farra de vereadores em boate com dinheiro público


A Câmara Municipal de Iacanga, em SP, deve votar no dia 19 proposta de abertura de comissão para investigar o uso de dinheiro público por cinco vereadores na boate de luxo Bomboa, na capital. 

A acusação se baseia em notas fiscais de R$ 340 e R$ 370 apresentadas à Casa como prestação de contas de viagens oficiais feitas em junho de 2017 e de 2018.
O Ministério Público de SP já entrou com ação contra os parlamentares, citando que o local, apresentado como restaurante, “é predominantemente destinado à satisfação da lascívia”. Os investigadores afirmam que o local é frequentado por garotas de programa.(Mônica Bergamo)

PT reage à Villas Bôas: General comprova trama politica contra Lula



247 - Dirigentes do PT reagiram as declarações do general Eduardo Villas Bôas, comandante do Exército, que avaliou em entrevista à Folha de S. Paulo neste domingo, 11, que a situação "poderia fugir ao controle" caso o Supremo Tribunal Federal reconhecesse ao ex-presidente Lula sua presunção de inocência e lhe condesse um habeas corpus em abril deste ano (leia mais).

A presidente PT, senadora Gleisi Hoffmann, disse que a entrevista do general Villas Boas comprova a articulação para deixar o ex-presidente Lula fora da disputa eleitoral. "A fala do gal Villas-Boas evidência a trama politica contra Lula! Deixa claro q houve ingerência em decisão do STF! O q fugiria do controle? Teve de agir pq? Q limite tinha? Era uma decisão judicial, a CF devia ser observada! Bagunçaram o país pra impedir Lula de ser candidato", disse Gleisi pelo Twitter. 

Já o líder do PT na Câmara, deputado Paulo Pimenta, disse que o comandante do Exército fez uma ameaça implícita à democracia. "Villas Bôas dizer que Exército esteve ‘no limite’ e que Lula solto poderia ‘tirar militares do controle’, é uma ameaça implícita a democracia. Não é papel das força armadas tutelar os poderes, em particular o STF, afrontado claramente neste episódio", disse Pimenta também pelo Twitter.

Os generais e o ex-capitão

POR FERNANDO BRITO no TIJOLAÇO

Fica-se sabendo, pela entrevista do general Eduardo Villas-Boas a Igor Gielow, na Folha, que o comandante do Exército admite ter pressionado – via Twitter, vejam só – o Supremo Tribunal Federal da não conceder um habeas corpus ao ex-presidente Lula:

Eu precisei ter o domínio da narrativa. Por isso, às vezes nós éramos mais enfáticos na expressão, sempre no limite para não invadir o espaço de outras instituições.
Eu reconheço que houve um episódio em que nós estivemos realmente no limite, que foi aquele tuíte da véspera da votação no Supremo da questão do Lula.
Ali, nós conscientemente trabalhamos sabendo que estávamos no limite. Mas sentimos que a coisa poderia fugir ao nosso controle se eu não me expressasse. Porque outras pessoas, militares da reserva e civis identificados conosco, estavam se pronunciando de maneira mais enfática. Me lembro, a gente soltou [o post no Twitter] 20h20, no fim do Jornal Nacional, o William Bonner leu a nossa nota.

Ao fim de carreira, o general admite, melancolicamente, que não tinha o comando de sua Força.

Teve medo de “pronunciamentos enfáticos” de militares da reserva e até de “civis identificados conosco” que, aliás, foi falha imperdoável da reportagem não indagar quem seriam estes “generais de terno e gravata”.

Villas-Boas passa, na entrevista, a nítida impressão de que quer se eximir do desastre que será, para nossas Forças Armadas, serem mais que comandadas, identificadas com um ex-capitão oportunista, a quem não teve coragem ou competência para afastar dos oficiais generais que saíam (saíam?) do Alto Comando do Exército diretamente para o “baixo comando” bolsonarista, sem nenhum objetivo estratégico que não o de abocanhar parte do poder e impor um discurso conservador que, a esta altura, nem tem como se sustentar por meios próprios, tanto que tem de se servir de Sérgio Moro para dar operacionalidade à repressão política.

Chamei aos generais bolsonaristas de “baixo comando” porque, a esta altura, é impossível deixar de perceber que é Bolsonaro quem tem, afinal, prestígio com a tropa, pela sua inserção nela, inclusive no baixo oficialato a quem, durante anos, deixaram cacifar-se, o que seria evitável pelo conceito simples e direto que sobre ele lançou o ex-presidente general Ernesto Geisel: “é um mau militar”, por lhe faltarem, escandalosamente, as noções de hierarquia e disciplina essenciais às estruturas castrenses.

Nem é preciso falar, claro, na gratuita humilhação a que, com a confirmação de sua “ordem tuitada” – claramente expressa na entrevista – submeteu o Supremo Tribunal Federal.

No final das contas, a corte suprema cometeu o mesmo erro suicida ao deixar Sérgio Moro transformar-se em personificação do Judiciário, tal como o Exército deixou Bolsonaro transformar-se em sua encarnação pública.

Daí a razão de Janio de Freitas, na Folha, preocupar-se com “o risco de [o Exército] ser identificado com possíveis insucessos de Bolsonaro e seu governo”, algo que hoje não é preciso mais que um pouco de bom-senso para se prever.

Dificilmente haverá no comando, ao menos do Exército, um núcleo capaz de preservá-lo deste desastre.

Ao contrário, parece que, pela fraqueza de seus comandos, como o de Villas-Boas, atenderá às ordens de “civis identificados” com ele, transformando-o em milícia de um projeto político, seja lá que desastre for.

Bom senso

Ascânio Seleme - O Globo

O presidente do Senado, Eunício Oliveira, que não se reelegeu, disse ao jornal “O Estado de S. Paulo” que não lhe incomodou ter ignorado o pedido do presidente eleito. “Não me importo se Bolsonaro vai gostar ou não”, afirmou Eunício, responsável pela colocação do aumento do Judiciário na pauta. O senador denunciou ainda uma tentativa de constrangimento que sofreu em outro episódio. Segundo Eunício, Paulo Guedes teria dito a ele “ou você vota a Previdência ou o PT volta”. A informação não foi checada, mas, se existiu, confirma mais uma vez que é preciso cuidado para que a falta de jeito não vire marca registrada do novo governo.
O bom-senso recomenda cautela e muita saliva no tratamento das questões com o Congresso. Para cumprir uma de suas principais promessas de campanha, erradicar da prática governamental a troca de cargos por votos, Bolsonaro terá que negociar muito mais do que qualquer outro presidente antes dele. Com o famoso “é dando que se recebe”, um governo iniciava os entendimentos para aprovação de suas propostas com a maior parte dos votos necessários já consolidada. Sem ele, cada nova pauta começará a ser negociada do zero.

Ré tenta provar colaboração informal na Lava Jato

Ex-contadora de doleiro, Meire Poza anexou diálogos de WhatsApp que indicam acesso a bastidores da operação
Wálter Nunes – Folha de S.Paulo

A contadora Meire Poza, condenada na Lava Jato por lavagem de dinheiro, protocolou na Justiça documentos que comprovariam que ela era uma espécie de informante da Polícia Federal sobre outros acusados e que tinha acesso a informações sigilosas da operação.
O fato de ser uma colaboradora informal, sem ter assinado acordo de delação, pode levar a questionamentos sobre a legalidade da sua atuação e das provas obtidas com sua ajuda, segundo advogados.
Meire assessorou o doleiro Alberto Youssef antes de ele ser preso e foi denunciada por viabilizar o repasse de R$ 2,3 milhões em propina ao ex-deputado André Vargas.
Vargas usou sua influência para que a Caixa Econômica Federal contratasse uma empresa ligada a Youssef.
Em agosto, o juiz federal Sergio Moro, futuro ministro da Justiça do governo Jair Bolsonaro, condenou Meire a 2 anos e 3 meses de prestação de serviços comunitários e multa. O juiz levou em conta a colaboração da contadora como atenuante.
A Procuradoria, porém, recorreu da decisão pedindo o endurecimento da pena e colocou em dúvida a efetividade da ajuda da contadora.

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Aviso da velha política ao navegante Bolsonaro


Por Helena Chagas no blog Os Divergentes



Ao aprovar o aumento salarial dos ministros do STF nas barbas do presidente eleito, quase o mesmo tempo em que Jair Bolsonaro, entre um encontro institucional e outro, defendia o contrário, o Senado deu um recado da velha política ao novo presidente: as coisas não vão ser tão fáceis assim no Legislativo e, mais dia, menos dia, ele vai ter que fazer algumas das concessões que hoje diz rejeitar
.
Senadores Romero Jucá e Eunício Oliveira

As eleições do mês passado dizimaram boa parte das raposas políticas que tinham os destinos do Congresso nas mãos, e dir-se-á que o que ocorreu no plenário do Senado nesta quarta terá sido o último canto do cisne, presidido inclusive por um senador não-reeleito, como Eunício Oliveira, ae aprovado por outros na mesma situação, como Romero Jucá. Não é bem assim. A renovação das duas Cssas legislativas, a mais alta em eleições recentes, parece ter sido bem maior do ponto de vista quantitativo do que qualitativo.

Ao fim e ao cabo, o recado dos caciques do Senado foi de que eles continuam muito vivos, e se organizam parar continuar dando as cartas. Renan Calheiros, bem reeleito, adotou um discurso de quem não faz questao,
mas está trabalhando como nunca, voto a voto, para se eleger presidente da Casa em fevereiro. Jucá perde o mandato mas continua por lá, presidindo o MDB.
Tereza Cristina, ministra da Agricultura do governo Bolsonaro. Foto Ailton Freitas

Na Câmara, que sofreu renovação de 50%, a formação de maioria também vai ser complexa, caso a caso, sobretudo se o presidente eleito continuar na linha de não distribuir ministérios. A indicação da deputada Tereza Cristina, ex-PSB e hoje DEM, mas sobretudo nomeada pela bancada ruralista, atiçou os apetites de partidos e grupos do Legislativo.

O roteiro previsto pelas raposas da política é que Bolsonaro conseguirá avançar na Previdência, talvez com uma legislação infraconstitucional este ano e com a aprovação da PEC que estipula a idade mínima e faz outras mudanças no ano que vem. Isso o Congresso dificilmente negará a um presidente recém-eleito. A governabilidade para o resto desses quatro anos, porém, não está garantida e vai depender de uma negociação muito mais profunda com o status quo parlamentar – falando mais cruamente, do toma-lá-dá-cá.

Transição de Bolsonaro é regida pelo improviso


Josias de Souza

Durante a campanha, Jair Bolsonaro prometeu fazer uma lipoaspiração no organograma do governo. Em vez dos atuais 29 ministérios, sua administração teria apenas 15 pastas. Imaginou-se que tudo já estivesse devidamente planejado. Engano. Desde que foi inaugurada a fase de transição, o capitão redesenha a sua Esplanada dos Ministérios em cima do joelho. O improviso começa a assustar.
Entre idas e vindas, surgiram nas últimas 72 horas algumas novidades tóxicas. Uma delas pode resultar na criação de subministros. Outra ideia radioativa de Bolsonaro é a extinção do Ministério do Trabalho, com a distribuição de suas atribuições para outras pastas. Num instante em que Bolsonaro ameaça criar o Ministério da Família para oferecer abrigo ao amigo Magno Malta, desalojado do Senado pelos eleitores do Espírito Santo, a extinção da pasta do Trabalho é um tapa no rosto dos 12,5 milhões de desempregados.
Quem cuidará do salário desemprego? Quem fiscalizará o trabalho infantil? Quem reprimirá o trabalho análogo à escravidão? Deus sabe. Bolsonaro redesenha a Esplanada de tal forma improvisada que parece uma dona de casa que guarda farinha de trigo num pote de açúcar onde está escrito sal.

Não sai reforma em 2018, avaliam Temer e Bolsonaro

Atual Congresso resiste a votar medida impopular
Blog do Kennedy

O presidente Michel Temer e o sucessor, Jair Bolsonaro, avaliaram juntos ontem que não será possível fazer a reforma da Previdência neste ano. Os dois tiveram encontro oficial no Palácio do Planalto.
Temer e Bolsonaro captaram resistências no atual Congresso para aprovar uma medida impopular. Parlamentares que não se reelegeram são os mais resistentes a endossar uma reforma previdenciária em 2018.
Para efeito público, Temer e Bolsonaro decidiram alimentar a expectativa de aprovar algo neste ano. Nos bastidores, porém, ambos jogaram a toalha.
Bolsonaro não quer correr o risco de sofrer uma derrota parlamentar antes de ser empossado. Temer tampouco deseja fracassar no final do mandato.
Os dois combinaram que seus assessores considerariam a possibilidade de alguma mudança infraconstitucional, mas até isso é considerado improvável.

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Senado aprova reajuste de ministros do STF

Por 41 votos a 16, o plenário do Senado Federal aprovou, neste momento, o aumento para ministros do Supremo Tribunal Federal. Houve uma abstenção.

O salário dos ministros subirá de R$ 33,7 mil para R$ 39,2 mil.  O reajuste entra em vigor a partir da sanção presidencial. Michel Temer poderá vetar ou não.  Para economistas, o reajuste pode provocar o efeito cascata, além  de prejudicar o déficit público que para 2019 está em R$ 139 bilhões. (Do blog de Magno Martins)

PT vai à PGR contra o SBT

O PT encaminhou um pedido à Procuradoria Geral da República para apurar a responsabilidade civil, administrativa e criminal do SBT, após a emissora exibir vinhetas com o bordão “Brasil, ame-o ou deixe-o”, principais slogans do período da ditadura militar, afirma o pedido.

A denúncia foi feita pelo líder do PT na Câmara, deputado Paulo Pimenta (PT-RS) e os deputados Paulo Texeira (PT-SP) e Waldih Damous (PR-RJ). Eles alegam que o SBT incorreu em vários crimes, incluídos na Lei de Segurança Nacional. O blog entrou em contato com o SBT de São Paulo; mas, até o momento, não enviaram nota.(Do blog de Magno Martins)

Polícia descobre golpe contra previdência na cidade de Orobó

Por: Diario de Pernambuco



                             
                                              Imagem: Polícia Civil/Divulgação

A Secretaria de Defesa Social , por meio da Polícia CIvil de Pernambuco, desencadeou nesta quarta-feira (7), a Operação Anticorrupção, que visa prender envolvidos com esquema fraudulento contra o instituto de previdência pública da cidade de Orobó, no Agreste. Os desvios envolvendo o esquema podem chegar R$ 2,6 milhões. Seis mandados de prisão e outros seis de busca e apreensão, expedidos pelo juiz Daniel Silva Paiva, da Comarca de Orobó, estão sendo cumpridos. 

A investigação para apurar a fraude teve início em agosto passado e vem sendo coordenada pelo delegado Paulo Gondim e pelo promotor Rodrigo Altobello Ângelo Abatayguara, de Orobó. Os crimes foram cometidos com o Instituto de Previdência do Município de Orobó. Há indícios, segundo a Polícia, da prática de peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. 

Pelas investigações, essa organização criminosa funcionava há três anos. Eles desviam valores em média de R$ 50 mil mensais para contas de pessoas próximas, jovens que sequer tem idade para ser aposentadas, valores que destoavam de todos os demais, que recebem em média um salário mínimo, enquanto essas pessoas retiravam entre R$ 15 a R$ 50 mil. "Somando tudo daria um total de R$ 2, 6 milhões. Os prejuízos para aqueles que queriam se aposentar e não conseguem, sem resposta, justamente por conta desses desvios", disse o promotor Rodrigo Abatayguara. 

A partir de agora, a operação vai pedir a quebra de sigilo bancário e fiscal dos envolvidos. "Quando tivermos com a resposta, teremos condições de saber se há mais envlolvidos e se o esquema deu um prejuízo ainda maior. Se tiver mais gente envolvida, iremos chegar lá", comentou. Segundo o promotor, todos os envolvidos no golpe faziam parte do mesmo circulo de amizades. "A gente viu fotos deles em redes sociais, eles viajavam juntos. Se conhecem", disse. O delegado Rivelino Morais informou que vai rastrear o caminho do dinheiro desviado. "Desde a origem até as pessoas que foram beneficiadas", garantiu. As investigações também contararam com o apoio da Diretoria de Inteligência da Polícia Civil de Pernambuco (Dintel).

Deputado Danilo Cabral realiza novo ato em defesa do orçamento do SUAS

A Frente Parlamentar em Defesa do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) realizou, nesta quarta-feira (7), novo ato com críticas aos constantes cortes promovidos pelo governo federal na área. O presidente da frente, deputado Danilo Cabral (PSB-PE), afirmou que, a partir desse espaço político, o objetivo desse ato é fazer pressão para que seja feita a recomposição do orçamento do SUAS. “Pelo que está proposto pelo Governo, metade do orçamento será contingenciado, caso seja aprovado no Projeto de Lei Orçamentária (PLOA)”, lamentou Danilo.

Na avaliação do socialista, o mais grave é que esses cortes não são exclusivos na gestão do sistema e dos serviços do SUAS. “Ele está promovendo cortes no acesso a benefícios, como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Só em Pernambuco, teremos um corte de quase a metade para aqueles que tem esse direito, e é uma situação presente também em todos estados da federação", completou.

A partir dessa mobilização ocorrida hoje, juntamente com todas as organizações que militam e fazem a gestão do SUAS, o deputado pernambucano lembrou que a Lei Orgânica da Assistência Social está completando 25 anos. “Esse corte acendeu uma luz amarela de fato e todas as mobilizações feitas até hoje surtiram algum efeito. Há um ano obtivemos vitória e queremos repeti-la sobre as contas de 2019. Não deixa de ser um constrangimento ter que lutarmos por esse direito, com um pires na mão, em defesa do SUAS.”

No momento em que a Constituição Federal completa 30 anos, Danilo Cabral parabenizou a articulação de todos os envolvidos nesse processo pela luta dos direitos básicos. “Todos que estão aqui sabem da importância do que estamos praticando hoje, com agendas definidas e trabalho efetivos a serem cumpridos. Temas como saneamento básico e a educação também estão incluídos em nossa luta”, definiu.

No encerramento do discurso, Danilo Cabral considerou a PEC do SUAS como uma política de Estado de caráter urgente. “A PEC não é minha, é de vocês e o momento é mais do que propício para que a gente possa colocar tudo isso em nossos diálogos nesta Casa.”

O ato contou com a participação de representantes do Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS), do Fórum Nacional de Secretários de Estado da Assistência Social (Fonseas) e do Colegiado Nacional de Gestores Municipais de Assistência Social (Congemas).

Após o evento, Danilo Cabral e representantes das entidades ligadas à assistência social, se reuniram com a senadora Fátima Bezerra (PT-RN), que é relatora setorial do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) para tratar sobre o orçamento do SUAS.

A lista das dificuldades que Bolsonaro enfrentará

Daniela Lima – Painel – Folha de S.Paulo
A volta a Brasília como presidente eleito ofereceu a Jair Bolsonaro uma amostra concentrada das dificuldades que enfrentará. Na celebração dos 30 anos da Constituição, parlamentares se revezaram com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, e a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, para lembrá-lo dos limites impostos ao Executivo. Durante o dia, líderes do Congresso avisaram que não há como aprovar reformas ali antes da posse do novo governo.
Há entre as principais lideranças um acordo tácito para não discutir nenhuma proposta polêmica antes do fim do ano. A ordem, dizem os caciques, é esperar Bolsonaro apresentar com clareza as mudanças que pretende fazer e deixar que se entenda com o novo Congresso que tomará posse em fevereiro. Na avaliação desses líderes, a equipe de Bolsonaro não tem segurança de que sua base apoiará uma reforma ambiciosa da Previdência.

Tenor vetado: desagradar Bolsonaro. Nome era outro

Jean William foi apresentado com o sobrenome Silva para evitar confusão com o deputado Jean Wyllys
Mônica Bergamo – Folha de S.Paulo

O nome do tenor Jean William, que cantou o hino nacional na cerimônia dos 30 anos da Constituição, na terça (6), no Congresso Nacional, foi vetado na festa já que poderia desagradar ao presidente eleito, Jair Bolsonaro. O artista foi apresentado como Jean Silva.
A questão foi discutida pelos organizadores, que ficaram com receio de que Bolsonaro ligasse o nome do artista ao do deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ). O parlamentar é desafeto do capitão reformado e já chegou a cuspir na cara dele.
O cantor, que se chama Jean William Silva, diz que não sabe por que não foi anunciado pelo nome que é conhecido. “Não recebi nenhuma informação, não sei dizer”, afirma.

terça-feira, 6 de novembro de 2018

Petrobras reajusta em 8,5% do gás de cozinha

O preço do gás de cozinha foi novamente reajustado pela Petrobras a partir desta terça-feira (6). O Sindigás, que representa as empresas distribuidoras, afirmou que os preços devem aumentar entre 8,2% a 9%, no caso do GLP para embalagens de até 13 kg.


O novo aumento de preço para consumo residencial representa em valores R$ 25,07, um reajuste de R$ 1,97 por botijão. No ano, a alta acumulada é de 2,8%. Desde janeiro, a estatal reajusta o botijão de gás trimestralmente. No caso do GLP empresarial, os preços no mercado aparecem 52,4% maior em comparação com o gás de cozinha.

A decisão da Petrobras amplia as dificuldades para milhões de famílias pobres de garantir o uso permanente do botijão de gás de cozinha.

SBT retira do ar vinheta que resgata slogan da ditadura

Do Blog de  Esmael Morais
A televisão de Silvio Santos, o SBT, passou a exibir nesta terça (6) uma série de vinhetas de nacionalistas em sua programação. Em uma delas era exibido o slogan da ditadura “Brasil, ame-o ou deixe-o”. Diante da repercussão extremamente negativa e da onda de protestos que tomou conta da internet, a emissora retirou mensagem do ar.

Segundo o SBT, a escolha do slogan foi um equívoco, pois não teriam notado que a frase era um bordão de uma das épocas mais repressivas da ditadura.

Políticos de diversos partidos se pronunciaram no Twitter a respeito das vinhetas da televisão de Silvio Santos.

O deputado federal por São Paulo do Psol, Ivan Valente, classificou a vinheta da emissora como algo “bizarro e sombrio”.

“O homem do baú sempre bajulando quem está no poder. Bolsonaro disse que queria o Brasil como há 50 anos. Silvio Santos atendeu ao pedido. Bizarro e sombrio”, escreveu Ivan Valente.

O deputado petista Marco Maia associou a vinheta do SBT ao “medo de perder verba publicitária”.

“Já deu para perceber que o medo de perder a verba publicitária é maior do que a dignidade, né Silvio Santos? Bolsonaro disse que queria o Brasil como há 50 anos e o SBT atendeu ao pedido e fez uma propaganda com o lema da ditadura militar”, afirmou Marco Maia.

Manuela D’Ávila, do PCdoB, candidata a vice-presidente na chapa de Haddad, criticou as vinhetas e sugeriu que o SBT “enaltece a ditadura”.

Eu te amo meu Brasil ,eu te amo ,meu coração é ”e“Brasil ame-o ou deixe-o” são propagandas da ditadura militar. Nós amamos o BR. O de todas as cores, credos e opiniões políticas. Enaltecer a ditadura não é amar ao Brasil, mas repugnar a democracia e as conquistas da Constituição de 88, criticou Manuela.

Jandira Feghali, deputada federal pelo PCdoB, que empresas de comunicação se tornam “lambedoras de botas” por verbas publicitárias.

“‘Ame-o ou deixe-o’ é a coisa mais triste que uma concessão pública pode se prestar em pleno 2018. Resgatar uma expressão da Ditadura em que a frase, tida como nacionalista, na verdade era para sufocar o contraditório e movimentos sociais. A disputa pela verba publicitária não pode fazer com que empresas de Comunicação se tornem ‘lambedoras de botas’ bizarras”, sentenciou Jandira

MPF remarca depoimento de Paulo Guedes

Do Blog de Magno Martins
O ministro da Economia do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), prestará depoimento no dia cinco de dezembro ao Ministério Público Federal. O depoimento seria hoje, mas foi adiado a pedido do MP.

Guedes é suspeito de envolvimento em fraudes em fundos de pensão, após uma suposta captação de recursos de fundos de funcionários de estatais, como a Funcef (da Caixa) e a Petros (da Petrobras), para aplicar em investimentos no mercado financeiro. O caso ocorreu quando ele era sócio de empresas de investimentos. 

Parlamentares incomodados

Do blog de Magno Martins

Enquanto acontecia a solenidade em comemoração aos 30 anos da Constituição na Câmara, não eram poucos os parlamentares que criticavam a figura do presidente eleito, Jair Bolsonaro, político do baixo clero. As críticas ocorriam tanto no cafezinho da Câmara, como em grupos no próprio plenário. “Um cara que não falava com ninguém, porque era do baixo clero, agora, manda no País”; “Ele vai ter que conversar com o Congresso, senão não governa”, diziam alguns parlamentares.

Jair Bolsonaro foi o primeiro a deixar a Câmara ainda com o evento em andamento. Ele cumprimentou o presidente Michel Temer, Rodrigo Maia, Eunício Oliveira, Dias Toffoli e Raquel Dodge e se retirou.  

Brasil 2018: só os loucos e suicidas torcem contra o piloto. Mas só torcer a favor não basta

Publicado por Larissa Bernardes

Jair Bolsonaro. Foto: AFP

Publicado originalmente no Balaio do Kotscho


POR RICARDO KOTSCHO, jornalista

“Não se deve torcer contra o piloto do avião no qual se viaja” (Nizan Guanaes em sua coluna “União e superação”, na Folha).

“O Brasil ficou louco” (Sebastião Salgado, em entrevista à rádio francesa France Inter e na Carta Capital).

***

São duas formas diferentes de ver as mesmas coisas, analisadas por dois respeitáveis e admirados brasileiros.

No que me toca, eu não torço contra, não sou nenhuma Regina Duarte, mas estou com medo do que pode acontecer.

Só os loucos e suicidas torcem contra o piloto do avião em que estão viajando.

Sempre tive medo de avião, principalmente quando o tempo está fechado e a cara da tripulação não é boa.

O medo aumenta quando vejo o currículo do comandante, que nunca pilotou nem um carrinho de pipoca, e vai assumir o controle do Sucatão, aquele velho Boeing presidencial aposentado, em que já viajei, e tão bem simboliza este louco Brasil de 2018.

E aumenta ainda mais quando vejo entrevistas deprimentes como a que o piloto Bolsonaro concedeu segunda-feira ao Datena, na TV Bandeirantes, com comentários escatológicos de conversas na cantina da caserna ou na lanchonete da emissora.

Se é isso que nos espera, não adianta a gente querer se enganar, não basta torcer para dar certo.

Pois se torcida resolvesse tudo, o Corinthians do Washington Olivetto seria eterno campeão brasileiro e, no entanto, está caindo pelas tabelas, ameaçado de rebaixamento.

Vamos todos embarcar compulsoriamente neste Sucatão no dia 1º de janeiro de 2019, sem saber a rota nem o destino, com passagem só de ida, sem ideia de quando e como voltaremos.

Tendo a concordar com o genial fotógrafo Sebastião Salgado, para quem “o Brasil já está dando sinais de insanidade mental” desde o impeachment de Dilma Rousseff, em 2016, e de lá para cá só vem piorando, como mostraram os resultados da última eleição.

Nem se trata de discussão ideológica, esse negócio de direita e esquerda de antigamente, e do fato do presidente eleito ser um ex-capitão do Exército, que defende torturas e assassinatos da ditadura militar, mas sinais de loucura mesmo, evidenciados nos dias seguintes à eleição, que deixaram o mundo perplexo.


Acho que não só eu, mas o mundo inteiro está amedrontado com as primeiras manifestações da nova ordem implantada aqui, com um plano de voo assustador, que vai sendo revelado no varejão de entrevistas caóticas no bunker da Barra da Tijuca.

Para quem acha que estou exagerando, recomendo procurar a entrevista do Bolsonaro a Datena na internet.

Fico com inveja do Nizan Guanaes, que conta em sua coluna ter corrido os 42 quilômetros na Maratona de Nova York, apenas 40 dias depois de ter passado por um sério problema de saúde.

O amigo é somente dez anos mais novo do que eu, mas a diferença parece muito maior, pois acordo todo dia com o esqueleto inteiro dolorido, como se tivesse jogado futebol a noite toda.

Na próxima coluna, Nizan poderia indicar as vitaminas que toma pra ter esse pique, porque as minhas já não estão fazendo efeito.

Ou então ele já desistiu de ler o noticiário sobre o Brasil publicado nos principais jornais do mundo, para não se aborrecer, nem perder seu eterno otimismo.

Bem que eu gostaria de ser assim, mas o ofício de repórter me impede de brigar com os fatos e ficar só na torcida.

Vida que segue.

Bolsonaro dá uma bofetada nos professores

POR FERNANDO BRITO · no Tijolaço




O senhor Jair Bolsonaro, aquele que você ouviu dizer, durante a campanha, que era preciso devolver ao professor a autoridade em sala de aula, acaba de esbofetear o magistério e tirar dos professores o pouco de autoridade que eles tentam manter, ainda, ao referendar, em entrevista à Bandeirantes, a ideia estapafúrdia e policialesca da deputada estadual eleita em Santa Catarina pelo PSL Ana Caroline Campagnolo para que os estudantes gravem as aulas, para supostamente registrarem “episódios de doutrinação”.

De agora em diante, em qualquer classe, com a bênção presidencial, qualquer estudante (ou até a turma inteira, por que não?) está autorizada a levantar o celular e apontar para o professor ou professora que estiver falando de qualquer coisa. Liberados, portanto, para não prestar atenção ao que está sendo dito, porque não devem ser muitas as pessoas que conseguem gravar e manterem-se atentas ao que se diz.

Se o professor ou professora quiser repreendê-lo, poderá alegar que “o Presidente autorizou” e que estava fazendo isso por que o mestre estava tentando doutriná-lo, mesmo que a aula seja sobre “produtos notáveis”. Ou se valer de um trecho, apenas, do que é dito para simular “propaganda” esquerdista e usar isso como ferramenta de intimidação e vingança por notas baixas.

O assunto é grave e mereceu, em Portugal, regulamentação específica no Estatuto do Aluno e Ética Escolar, que estabelece os direitos e os deveres do aluno dos ensinos básico e secundário, lei editada em 2012.

(…)Art.10:

r) Não utilizar quaisquer equipamentos tecnológicos, designadamente, telemóveis, equipamentos, programas ou aplicações informáticas, nos locais onde decorram aulas ou outras atividades formativas ou reuniões de órgãos ou estruturas da escola em que participe, exceto quando a utilização de qualquer dos meios referidos esteja diretamente relacionada com as atividades a desenvolver e seja expressamente autorizada pelo professor ou pelo responsável [pelos] trabalhos ou atividades em curso;
s) Não captar sons ou imagens, designadamente, de atividades letivas e não letivas, sem autorização prévia dos professores, dos responsáveis pela direção da escola ou supervisão dos trabalhos ou atividades em curso, bem como, quando for o caso, de qualquer membro da comunidade escolar ou educativa cuja imagem possa, ainda que involuntariamente, ficar registada;
t) Não difundir, na escola ou fora dela, nomeadamente, via Internet ou através de outros meios de comunicação, sons ou imagens captados nos momentos letivos e não letivos, sem autorização do diretor da escola;

Se, em lugar de estimular o “dedurismo”, o sr. Bolsonaro se interessasse em saber como as coisas funcionam em sistemas educacionais sérios e de alto rendimento, como o português, não diria asneiras deste tipo e, sobretudo, não comprometeria ainda mais a indisciplina e o esvaziamento da autoridade do professor.

Ou, se não quiser ter muito trabalho, basta perguntar aos seus tutores fardados se nos colégios militares isso seria permitido.

Mas, ao que parece, aqui basta a tese idiota de que “não tem problema se você não estiver fazendo algo errado” e, claro, o papai “bombado” e a mamãe “preparada” do anjinho que quiser usar o celular como intimidação ao professor vão logo sair em defesa do ‘valente’ dedo-duro.