terça-feira, 2 de outubro de 2018

Paulo: “Temos compromisso com PE e isso não pode ser interrompido”



Na reta final da campanha, a população de Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife, acompanhou o governador e candidato à reeleição Paulo Câmara (PSB), em uma caminhada pelas ruas do município.

“A gente tem andando por todo estado e visto a esperança das pessoas no nosso projeto de trabalhar por um Pernambuco melhor. Faltando seis dias para eleição, não posso deixar de dizer que a gente não descanse. A gente tem compromisso com Pernambuco e isso não pode ser interrompido. Trabalhamos ao lado do povo, porque o povo é nosso patrão”, afirmou Paulo Câmara ao final da caminhada, durante pronunciamento.

O gestor lembrou que o povo de Pernambuco tem uma responsabilidade a mais no dia 07 de outubro, que é ajudar a dar a maior votação proporcional e eleger o futuro presidente Fernando Haddad para que o Brasil possa voltar a ter importantes conquistas sociais nos próximos anos.

O discurso foi reforçado pelo senador Humberto Costa, que relembrou as parcerias entre o ex-presidente Lula e o ex-governador Eduardo Campos e disse que Paulo fará muito mais com apoio do governo federal. “Domingo vamos decidir o futuro de Pernambuco e do Brasil e aqui temos dois times. Paulo é o grande governador desse Estado, que levou esse barco mesmo diante de tantos problemas no Brasil e da perseguição de Michel Temer. Tenho certeza que, com a ajuda de Haddad, ele vai fazer muito mais”, enfatizou.

“A reação de medo e horror da esquerda é ignorante”, diz empresário que foi filiado ao PSDB


No DCM

Ricardo semler\reprodução do youtube
Texto de Ricardo Semler, empresário que foi filiado há quase 30 anos no PSDB, prega tolerância e compreensão com a esquerda nas eleições por parte das elites na Folha de S.Paulo. “Na Fiesp, quando eu tinha 27 anos e era vice do Mario Amato, convidávamos outsiders para uma conversa no bar. Chamei o FHC, que estava na mídia com a pecha de maconheiro. Chamamos os 112 presidentes de sindicato, vieram 8. Ninguém topava falar com ‘comunista’. Alguns anos depois, fui ao Roda Viva para alertar contra a eleição do Collor, queridinho passional das elites. Recentemente, realcei que a ida das elites à Paulista para derrubar a Dilma equivalia a ‘eleger’ o Temer e seus 40 amigos. Ninguém da elite quis ir às ruas para pedir antecipação de eleições. Erraram feio, como no passado, ou como quando deram as chaves da cidade ao Doria. Quanta ingenuidade”.

E ele desenvolve o raciocínio: “agora, estremeço ao ouvir amigos, sócios e metade da família aceitando a tese de que qualquer coisa é melhor do que o PT. Lá vamos nós, de novo. As elites avisaram que 800 mil empresários iriam para o aeroporto assim que Lula ganhasse. Em seguida, alguns dos principais empresários viraram conselheiros próximos do homem. Sabemos que, em vencendo Haddad, boa parte da Faria Lima e da Globo se recordará subitamente que foi amiga de infância do Fernandinho –‘tão boa pessoa, nada a ver com o Genoino, gente!’. A reação de medo e horror da esquerda, Ciro incluso, é ignorante. Vivemos, nós da elite, atrás de muros, cercados de arames farpados e vidros blindados, contratando os bonzinhos das comunidades para nos proteger contra favelados. Oras, trocar vigias com pistolas por seguranças com fuzis é um avanço? Ou é melhor aceitar que o país é profundamente injusto e um lugar vergonhoso para mostrarmos para amigos estrangeiros?”

O empresário também frisa: “​não compartilho com os pressupostos ideológicos do PT e —até pouco— fui filiado a um partido só, o PSDB. Nunca pensei em me filiar ao PT, nunca aceitaria envolvimento num Conselhão de Empresários, por exemplo”.

E finaliza: “colegas de elite, acordem. Não se vota com bílis. O PT errou sem parar nos 12 anos, mas talvez queria e possa mostrar, num segundo ciclo, que ainda é melhor do que o Centrão megacorrupto ou uma ditadura autoritária. Foi assim que a Europa inteira se tornou civilizada. Precisamos de tempo, como nação, para espantar a ignorância e aprendermos a ser estáveis. Não vamos deixar o pavor instruir nossas escolhas. O Brasil é maior do que isto, e as elites podem ficar, também. Confiem”.

Agenda dos candidatos ao governo de Pernambuco hoje

Agenda do candidato Armando Monteiro (PTB)

9h - Reunião de Trabalho

14h - Preparação para o debate

21h45 - Debate na Rede Globo


Agenda do candidato Julio Lossio (Rede)

11h30 - Almoço no Seminário São João Paulo II com o Padre José Fabrício
Rodrigues dos Santos Cabral - Reitor e os seminaristas
Local: Rua Dez de Novembro, 137, Varadouro - Olinda

20h - Evento com lideranças evangélicas
Local: Rua Amélia, 106, Olinda;
22h - Live: Debate 18

Agenda do candidato Maurício Rands (Pros)

7h30 - Panfletagem na Imbiribeira (Recife)

14h - Caminhada pelo bairro do Ibura (Recife)

22h - Debate entre os candidatos ao Governo

Agenda da candidata Simone Fontana (PSTU)

7h30 - Bate papo com estudantes da Escola Ideia com Simone

13h - Panfletagem nas imediações da Escola Vale das Pedreiras, Jardim Primavera

17h - Panfletagem na entrada de Sítio dos Pintos, próximo à UFRPE

18h30 - Panfletagem nas imediações da Escola Deputado Oscar Carneiro Camaragibe

Agenda da candidata Dani Portela (PSol)

9h - Gravação de vídeo para redes sociais

13h - Reunião com equipe de comunicação

19h - Happy Hour e Debate na Globo com Dani 50
Comitê PSOL | R. Feliciano Gomes, 134, Derby

21h - Debate com candidatos TV Globo

Agenda do candidato Paulo Câmara (PSB)

20h - Debate da TV Globo
Rua da Aurora, 1027 - Santo Amaro

Ex-mulher de advogado morto em Caruaru foi mandante do crime

Por TV Jornal / JC Online


Reprodução/TV Jornal

A Polícia Civil apresentou na manhã desta segunda-feira (1º) detalhes da investigação sobre o assassinato do advogado André Ambrósio Ribeiro, 46 anos, no dia 12 de julho deste ano em Caruaru, no Agreste de Pernambuco. Os acusados de serem os mandantes do crime são Isadora Ferreira de Almeida, ex-mulher da vítima, e José Isaac Ferreira de Almeida, ex-cunhado de André Ambrósio. Isadora foi presa no bairro de Boa Viagem, Zona Sul do Recife. Isaac se encontra foragido.

Ramon Reis da Silva, acusado de ser o autor dos disparos, e José Jameson de Sales, o “Jairzinho”, que teria dirigido o carro que levou o assassino embora da cena do crime. De acordo com o delegado Rodolfo Bacelar, à frente das investigações, o homicídio foi planejado por conta de problemas entre o advogado e Isadora após a separação.

O ex-casal estaria tendo conflitos por conta de supostos esquemas de lavagem de dinheiro em empresas onde André Ambrósio, Isadora e Isaac teriam sociedade. Com a separação do casal, o advogado teria ameaçado denunciar os esquemas de corrupção. Por isso, o crime teria sido encomendado como queima de arquivo.

Executores

Ainda segundo o delegado, a polícia chegou em Ramon através de outra investigação. Havia uma denúncia sobre um pistoleiro oriundo de Maceió, em Alagoas, que estaria escondido em Caruaru e agindo na cidade. Os investigadores repararam na semelhança física entre o suspeito preso neste caso, Ramon Reis, e o homem filmado executando André Ambrósio, além do retrato falado.

José Jameson, preso junto com Ramon, também estaria presente no momento do crime. Segundo a investigação, ele dirigiu o veículo que conduziu a ida do assassino até o local do crime, e a posterior fuga.

A polícia descobriu que Ramon e Jameson também estaria praticando assaltos em Caruaru. Algumas destas ações criminosas, que envolviam roubo de veículos, foram filmadas por câmeras de segurança e tiveram imagens também veiculadas pela imprensa.

Bacelar afirmou que a investigação sobre quais esquemas de corrupção seriam esses em que Isadora e Isaac estão envolvidos será conduzida pela delegacia especializada. Os três acusados presos na manhã desta segunda-feira (1º) estão à disposição da Justiça

Record entra na briga das pesquisas e indica o contrário do Ibope



Pesquisa contratada pela TV Record – não esquecer que Edir Macedo assumiu o apoio a Jair Bolsonaro – é mais uma a publicar dados contraditórios à suspeitosíssima pesquisa Ibope veiculada pela Globo.

Aplicada pela Real Time Big Data, com 3.200 entrevistas, ela aponta uma diferença próxima à margem de erro: 29% para Jair Bolsonaro; 24% para Fernando Haddad.

Todos os demais ficam em índices compatíveis com o Ibope, com um ponto, no máximo, de variação.

Dependendo do comportamento do Datafolha, talvez não seja possível dizer que é só o PSDB que está desaparecendo nestas eleições.

Mas não tenham ilusões: o “dono” de ambas é a Globo.

Moro interfere na eleição pró Bolsonaro contra Haddad


Juiz divulga delação de Palocci acertada com PF
Blog do Kennedy

Numa nova interferência do Judiciário no processo político-eleitoral, o juiz Sergio Moro tornou público o acordo de delação do ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci Filho. A seis dias do primeiro turno da eleição presidencial, Moro ajudou Jair Bolsonaro (PSL) e prejudicou Fernando Haddad (PT).
A delação teve grande exposição pública e será tema do noticiário na reta final da primeira etapa das eleições. Moro reacendeu acusações antigas contra o PT. Assim, ajudou o candidato do PSL neste momento da campanha por meio de um ato que poderia ter adiado para depois das eleições.
O Ministério Público Federal rejeitou acordo de delação com Palocci por entender que o ex-ministro apresentou informações que já constavam de colaborações de Marcelo Odebrecht, Joesley Batista, Paulo Roberto Costa, Alberto Youssef e Renato Duque, entre outros.
Não é a primeira vez que Moro interfere no processo político. Em março de 2016, o juiz federal divulgou ilegalmente grampo de conversa entre Dilma Rousseff e Lula. O ato impediu a nomeação de Lula para a Casa Civil e tirou força da então presidente para resistir ao impeachment.
Preso desde setembro de 2016, Palocci fez um roteiro de acusações que ainda demanda provas. É preciso reserva para analisar tal colaboração, sobretudo em meio ao processo eleitoral.

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Sérgio Moro entra na campanha


Por Helena Chagas no blog Os Divergentes

J
Juiz Sérgio Fernando Moro, Foto Orlando Brito

A seis dias das eleições, o juiz Sergio Moro levantou o sigilo sobre um dos termos de colaboração premiada do ex-ministro Antônio Palocci, que detalha o suposto loteamento de cargos na Petrobras em troca de financiamento para o PT. Moro sempre terá uma justificativa jurídica para cada um de seus atos, mas vai ficar difícil convencer alguém de 
que ele não está também em campanha.
Ex ministro dos governos Lula e Dilma depõe perante o juiz Sérgio Moro, da Operação Lava Jato A delação de Palocci, acertada em abril com a Polícia Federal, já tem muitas partes conhecidas, e não teve o efeito de tirar votos do PT ou de Lula até agora. Mas a esperança é a última que morre, e os movimentos antipetistas já se animaram.

Afinal, veremos, nos meios de comunicação, mais transcrições de gravações, depoimentos e relatos de reuniões citando Lula e outros personagens dos governos do PT, dos quais Fernando Haddad fez parte. A poucos dias de se encontrar com as urnas, na reta final da escolha, o eleitor será lembrado de tudo o que se falou de PT e Petrobras ao longo da Lava Jato. Mesmo que não tenha nada novo, isso será apresentado com estardalhaço pelos adversários.

Não se sabe se a revelação de parte da delação de Palocci terá maior influência sobre o resultado do primeiro turno da eleição, que tende a botar Jair Bolsonaro e Haddad no segundo turno. Mas pode ajudar a estancar, ou reduzir, o crescimento acelerado que poderia levar o petista a chegar em primeiro lugar à etapa final da eleição.

Acima de tudo, o que o episódio mostra é a insistência do Judiciário em marcar seu protagonismo, interferindo no processo eleitoral a qualquer dia e a qualquer hora, no papel de dono da bola que assumiu desde a Lava Jato.

Também faz parte desse efeito a queda-de-braço dentro do STF em torno da entrevista do ex-presidente Lula, autorizada por Lewandowski, cassada por Fux num raro gesto de censura à imprensa e hoje autorizada de novo por Lewandowski. Depois dizem que o Judiciário não está em campanha.

Paulo: “Tenho compromisso com o desenvolvimento de todas as cidades”


Depois de comandar uma carreata em Garanhuns, o governador e candidato à reeleição Paulo Câmara (PSB) participou, na noite de ontem, de um comício com a população de Lajedo, também no Agreste meridional. Ao lado da candidata a vice-governadora Luciana Santos (PCdoB), do ex-prefeito Antônio João Dourado (PSB), do deputado estadual Marcantônio Dourado (PSB), do federal Wolney Queiroz (PDT) e do candidato Marcantônio Filho (PP), Paulo reafirmou seu compromisso de trabalhar pelo desenvolvimento de todas as cidades pernambucanas.

“Trouxemos para Lajedo inúmeras obras de pavimentação, o abatedouro, a Companhia Independente da Polícia Militar, para dar mais tranquilidade a população dessa região e vamos continuar trabalhando para desenvolver essa cidade. Meu compromisso é fazer com que todas as cidades pernambucanas possam crescer e gerar desenvolvimento para nosso povo. Quero um Pernambuco onde as pessoas tenham oportunidades, acesso à educação, saúde de qualidade, onde a água chegue às torneiras e o sentimento de segurança esteja presente. Quero um Estado com oportunidades de empregos e políticas sociais para os que mais precisam”, destacou o governador.
Ex-prefeito de Lajedo, Antônio João Dourado destacou que sempre esteve ao lado da Frente Popular, mesmo tendo representante da família no grupo adversário. “Aprendi meus primeiros passos aqui ao lado desse grupo. Nunca deixamos de levar em consideração os que querem trabalhar pela melhoria do nosso povo. Lajedo tem aqueles que estão ao seu lado, governador, que não falharam com esse conjunto político. Vocês que que estão aqui e que apoiam Antônio João, saibam que meus candidatos são os de Lula: Fernando Haddad e Paulo Câmara”, destacou.
O deputado Marcantônio Dourado lembrou das crises financeiras dos últimos anos em todo país e frisou que, mesmo assim, Paulo Câmara “manteve o estado nos trilhos” pagando seus funcionários, mantendo serviços essenciais e fazendo novos investimentos. “É por isso que estou com Paulo, Luciana, Jarbas, Humberto, Haddad. Vamos mostrar a eles com quantos votos se faz um governador. Vamos vencer no primeiro turno”, cravou o deputado. Em seguida, o candidato Marcantônio Filho, que irá suceder o pai na disputa por uma cadeira na Alepe, destacou que estará, a partir de 2019, ao lado de Paulo apoiando os melhores projetos para Pernambuco continuar se desenvolvendo.

Angelim realizou o maior arrastão da sua história politica recente, ontem a tarde


Foto do comício
A cidade de Angelim viu o maior arrastão de sua história politica na tarde deste domingo. O prefeito Douglas Duarte (PSB) e a Frente Popular reuniu ontem a tarde no Bairro Nova Aliança uma multidão de 5 mil pessoas que foram ouvir o Prefeito seus vereadores e diversas lideranças populares do município.
A multidão que compareceu a este ato politico em prol das candidaturas de Haddad presidente, Paulo governador, Humberto senador e os deputados Romário Dias estadual e Sebastião Oliveira Deputado federal, o fizeram para agradecer a grande obra administrativa de Douglas Duarte.
foto do comício







Durante o comício gigante e principalmente no arrastão, que surpreendeu velhos analistas políticos da cidade, o povo lotou as principais ruas da cidade animados e pulando como se estivessem num verdadeiro carnaval, fora de época.
O grande ato foi visto pelos que fazem parte da Frente Popular de Angelim, como um sinal de que os candidatos que tem o apoio do Prefeito Douglas Duarte sairão das urnas como majoritários em Angelim.







                                                  Abaixo fotos do arrastão gigante





O segundo turno já pega carona no primeiro

O segundo turno já pega carona no primeiro

POR FERNANDO BRITO · no TIOLAÇO




É provável que a pesquisa Ibope de hoje à noite já aponte um empate estatístico entre Jair Bolsonaro e Fernando Haddad.


Não se trata de “chutar” números, apenas de observar as linhas que se desenharam em pouco menos de um mês, desde que surgiram os fatos relevantes na eleição: o ataque a faca a Bolsonaro, no dia 6 e a entronização de Fernando Haddad como candidato apoiado por Lula, não nas crônicas políticas, mas onde isso influi: na TV e no rádio.


Bolsonaro, na semana passada, já havia interrompido sua trajetória de alta; Haddad continuava escalando os índices de intenção de voto.


O segundo turno começa a lançar sua presença sobre o primeiro round das eleições e os imensos movimentos do #EleNão foram a maior evidência disso.


Não atingiram, claro, o “núcleo duro” da campanha bolsonarista, formado por grande parte dos 30% que votariam (e já votaram, com Collor) em qualquer candidato de direita, por mais tosco que fosse.


Mas tornaram muito mais difícil que ele possa se expandir por outros setores da classe média e até entre os candidatos que, daqui a uma semana, estarão fora da disputa.


Hidrófobos, os chefes do bolsonarismo – até mais que o próprio candidato – não conseguem controlar o seu radicalismo furioso e virão mais episódios de misoginia, grosserias e agressões brutais.


Uma bobajada, como a que veio me dizer, na fila do banco, uma senhora que repetia que “nossa bandeira jamais será vermelha”. Eu apenas perguntei se ela estava falando dos comunistas “feito o Fernando Collor”, aquele que tinha tirado o dinheiro da poupança da classe média. Saiu bufando, a coitada.


O discurso do medo, a ridícula escolha de uma “venezuelização” do Brasil, nada disso tem poder eleitoral, embora seja necessária uma articulação ampla para evitar que se torne, na Avenida Paulista e nos quartéis, fachada de uma nova ofensiva golpista, de recusa ao resultado das urnas.


Para quem enxerga a política além de algo como uma paixão clubística, esta já não é uma escolha de preferências pessoais. É, como expressa em sua carta, o ex-presidente Lula, uma “disputa entre civilização e barbárie” na qual “deve-se escolher um lado”.


É legítimo e respeitável caminhar com outras candidaturas, nas quais até se imagina encontrar contendores mais fortes para enfrentar o adversário fascista.


Mas quem forma no campo popular tem, como primeiro dever, estar ao lado do povão e aceitar o terreno da luta que ele escolhe.


Ele escolheu e cabe a todos saber que o muro é para os covardes e para cúmplices envergonhados.

Fim das ilusões para Ciro e Alckmin

Empate de Haddad com Bolsonaro
Helena Clagas -Blog  Os Divergentes

A pesquisa CNT/MDA divulgada neste domingo trouxe o primeiro empate entre Jair Bolsonaro (28,2%) e Fernando Haddad (25,2%). Na margem de erro e sem registrar queda de Bolsonaro, que vem mostrando surpreendente resiliência diante da pancadaria dos últimos dias, provocada sobretudo por declarações bizarras de integrantes de sua própria campanha. Mas o principal traço da pesquisa é a confirmação da tendência de crescimento do petista e a chance de que ele chegue ao primeiro turno na frente do adversário.
Outro dado que confirma e acentua a tendência detectada tanto pelo Ibope quanto pelo Datafolha na semana passada é a possibilidade de vitória de Haddad sobre Bolsonaro no segundo turno: 42,7% a 37,3%. No quesito rejeição, Bolsonaro continua liderando, com mais de 55%, mas a de Haddad também é alta, chegando a 48%.
A CNT/MDA também fulmina os argumentos da propaganda de Geraldo Alckmin na TV, mostrando cenários de segundo turno em que o candidato do PSDB é derrotado tanto por Bolsonaro (37% a 33,6%) quanto por Haddad (39,8% a 28,5%). O tucano tem 7,3% no primeiro turno, atrás de Ciro Gomes, com 9,4%,a uma distância praticamente insuperável dos dois primeiros lugares a uma semana da eleição.
Como não se trata nem de Ibope nem de Datafolha, muita gente olhará enviesado para esse levantamento. Ele também não captou o sábado de enormes manifestações anti-bolsonaristas. Mas se os demais institutos confirmarem esses resultados ao longo da última semana de campanha, teremos nos próximos dias o fim das ilusões de Ciro Gomes e Geraldo Alckmin de reverter o quadro para o segundo turno e um embate final em que o petista sairá na frente.

O milagre esperado por Alckmin demora a sair


Ainda inerte nas pesquisas de intenção de votos, Geraldo Alckmin (PSDB) vai usar os últimos dias de propaganda eleitoral para fazer um chamado à racionalidade do eleitor que não quer nem PT nem PSL.
Não há, porém, muita gente que acredite em um milagre que possa levá-lo ao segundo turno.
Segundo o último Datafolha, 46% dos eleitores de Alckmin declaram voto em Haddad em um eventual segundo turno entre o petista e Bolsonaro.
O candidato do PSL fica com 31% dos eleitores que apoiam o tucano. (Folha Painel)

Balanço do 1º turno: mais certezas do que incógnitas

Segundo turno parece definido e PSDB deve mergulhar em crise profunda após eleição
Leandro Colon – Folha  de S.Paulo

A seis dias do primeiro turno, o balanço da campanha eleitoral carrega hoje mais certezas e probabilidade do que incógnitas.
1. O segundo turno presidencial deve ser disputado entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT).
2. O provável fiasco da candidatura de Geraldo Alckmin vai mergulhar o PSDB em uma crise profunda. Após 24 anos de polarização com o PT, ganhando duas e perdendo quatro disputas, os tucanos têm sido esnobados pelo eleitor. Tiveram ainda de assistir a dois expoentes regionais do partido, Beto Richa (PR) e Marconi Perillo (GO), serem alvejados por operações policiais na campanha —um deles, Richa, chegou a ser preso. 
3. Impressiona a rapidez do derretimento de Marina Silva (Rede). Em um mês, despencou do segundo lugar para o patamar de um quase nanico. Se deseja ser candidata em 2022, a ex-senadora precisa repensar erros cometidos nos quatro anos em que teve liberdade e tempo (como nenhum outro adversário) para construir uma candidatura sólida.
4. Ciro Gomes (PDT) foi o candidato que mais criou expectativas no processo eleitoral. Esteve prestes a fechar com o centrão, que o trocou por Alckmin (há quem diga que com a bênção de Lula). Mesmo solitário, Ciro deu sinais de fôlego para ser uma terceira via capaz de atravessar o duelo Bolsonaro x Haddad. As pesquisas recentes, entretanto, indicam que o combustível do pedetista já entrou na reserva.
5. O candidato do impopular governo de Michel Temer não conseguiu nem o papel de coadjuvante. Apesar dos milhões gastos e de um trabalho de marketing bem criativo, o ex-ministro Henrique Meirelles(PMDB) não passou de um figurante.
6. Há um saldo negativo de episódios que mancham a campanha: um atentado a faca contra Bolsonaro, declarações irresponsáveis do próprio que ameaçam princípios democráticos, a omissão de autoridades no combate a fake news e a inexplicável censura imposta por um ministro do STF a uma entrevista de Lula, personagem importante da eleição.

domingo, 30 de setembro de 2018

Agenda do candidato à reeleição Paulo Câmara desta segunda-feira (1º

JABOATÃO DOS GUARARAPES


17h - Caminhada da Frente Popular 
Local: Praça Nossa Senhora do Rosário - Jaboatão Centro 


RECIFE


19h - Encontro com o candidato a deputado federal João Campos 
Local: Usina Dois Irmãos - Praça Farias Neves, s/n - Apipucos

Agenda Armando Monteiro – Segunda-feira, 1º de Outubro

9h Sabatina no Porto Digital

- Rua do Apolo, 235



14h Gravação para o guia

Carreata em Caruaru mostra a força de Armando

Mais de mil veículos, entre automóveis, motocicletas e até mesmo caminhões-cegonha levaram a onda da mudança para a Capital do Forró, na tarde deste domingo (30). Faltando uma semana para a eleição, Armando Monteiro (PTB) chega à reta final mostrando que o sentimento das ruas de Caruaru é o mesmo do que se vê nas outras cidades do Estado. "As pessoas querem mudar. Querem tirar do poder esta turma que acha que Pernambuco tem dono. Quem é dono de Pernambuco é o povo", afirmou momentos antes do início do cortejo.

Ao lado de Armando no caminhão que percorreu bairros populosos e tradicionais da cidade, como Vassoural, Salgado, São Francisco e Santa Rosa; estavam a prefeita Raquel Lyra (PSDB), o ex-governador João Lyra (PSDB), os candidatos ao Senado Bruno Araújo (PSDB) e Mendonça Filho (DEM), o deputado federal Daniel Coelho (PPS), a deputada estadual Priscila Krause (DEM), o prefeito de Santa Cruz de Capibaribe, Edson Vieira (PSDB), e a candidata à Assembleia Legislativa Alessandra Vieira (PSDB).

"O povo de Caruaru foi discriminado pelo governo. Mas quem sofreu foi o povo. Caruaru tem obras importantes, como o Hospital da Mulher, que não saiu do papel. Isso porque esse governo tem como prática mentir. Não entrega as promessas que cumpriu e agora renova um novo pacote de mentiras por puro cálculo eleitoreiro", destacou. "Por onde andamos vemos que todos querem mudar. Porque, se não mudar, fica tudo como está", enfatizou Armando, que já tinha realizado uma grande carreata em Serra Talhada, no Sertão, pela manhã.

Frente Popular leva carreata da vitória às ruas de Garanhuns

Aproximadamente mil veículos participaram do ato, que percorreu cerca de 18 quilômetros em diferentes bairros da cidade


GARANHUNS - Depois de três importantes agendas na Região Metropolitana, o governador e candidato à reeleição Paulo Câmara (PSB) voltou ao Agreste pernambucano na tarde deste domingo (30). Faltando apenas uma semana para as eleições, o socialista retornou à cidade de Garanhuns para uma das maiores carreatas da Frente Popular neste pleito, que contou com a presença de diversas lideranças da região. Na cidade, a participação da população mostrou, mais uma vez, o preferido para o dia 07 de outubro. 

A carreata, que durou três horas, teve um percurso de 18 quilômetros e passou pelos bairros Indiano, Cohab 1 e 2, Parque Fênix, Heliópolis, Brasília, Magano, Boa Vista e Centro. Durante todo o caminho, o socialista recebeu a sinalização das pessoas que saíam de suas casas para cumprimentá-lo, além da grande quantidade de veículos que participaram do ato - aproximadamente mil veículos, entre carros e motos. Em cada bairro que passava, novos motoristas aderiam ao movimento, fazendo uma fila quilométrica. 

Após o o grande ato, Paulo agradeceu a presença da população na carreata e as sinalizações de apoio que recebeu durante todo caminho. “Hoje tivemos mais uma demonstração que Garanhuns escolheu pelo caminho do trabalho e dos avanços. O povo de Pernambuco sabe o lado que estamos, reconhece o que fizemos e quer votar 40 de novo. Essa cidade já fez bonito no dia 1º de setembro, quando estivemos aqui com nosso futuro presidente Haddad e hoje não foi diferente. Vamos fazer o Brasil voltar a sorrir e Pernambuco continuar na frente”, afirmou Paulo. 

A carreata contou com a presença de lideranças do Agreste Meridional, a exemplo dos prefeitos de Caetés, Armando Duarte (PTB); Brejão, Beta Cadengue (PSB); Capoeiras, Neide Reino (PSB); Calçado, Nogueira (PP); Águas Belas, Luiz Aroldo (PT); Paranatama, Valmir do Leite (PSB), além dos ex-prefeitos Sandoval Cadengue (Brejão) e Claudiano Martins (Itaíba) e vereadores da região. Os candidatos proporcionais João Campos (PSB/federal), Sivaldo Albino (PSB/estadual) e Claudiano Martins Filho (PP/estadual) também estiveram no ato.

Bolsonaro e Haddad empatam em pesquisa CNT/MDA

Do Blog da Folha

Jair Bolsonaro registra 28,2% e Fernando Haddad tem 25,2%, seguido por Ciro (9,4%), Geraldo Alckmin (7,3%) e Marina Silva (2,6%)


Canidatos à presidência Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT)Foto: Divulgação

Jairo Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) aparecem empatados pela primeira vez na corrida pela Presidência da República, é o que aponta a pesquisa eleitoral do instituto MDA, encomendada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), divulgada neste domingo (30). O socialista liberal aparece com 28,2%, enquanto o petista vem atrás com 25,2%, em um empate-técnico, de acordo com a margem de erro.

A pesquisa ouviu 2.002 pessoas nos dias 27 e 28 de setembro em 137 municípios de 25 unidades da federação. O levantamento está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-03303/2018 e tem nível de confiança de 95%. 

A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais. Significa que o nível de aprovação de Jair Bolsonaro varia entre 30,4% e 26%. Já Fernando Haddad pode representar de 27,4% a 23% da preferência dos eleitores. 

Intenções de voto para presidente: 

Jair Bolsonaro (PSL): 28,2%
Fernando Haddad (PT): 25,2%
Ciro Gomes (PDT): 9,4%
Geraldo Alckmin (PSDB): 7,3%
Marina Silva (Rede): 2,6%
João Amoêdo (Novo): 2%
Henrique Meirelles (MDB): 2%
Alvaro Dias (Podemos): 1,7%
Cabo Daciolo (Patriota): 0,7%
Guilherme Boulos (PSOL): 0,4%
Vera (PSTU): 0,3%
José Maria Eymael (DC): 0,1%
João Goulart Filho (PPL): 0,1%
Branco/Nulo: 11,7%
Indeciso: 8,3%

Segundo turno
Veja os principais resultados que a pesquisa MDA/CNT apurou em relação ao segundo turno, considerando a intenção de voto estimulada:

Haddad X Bolsonaro
Fernando Haddad: 42,7%
Jair Bolsonaro: 37,3%
Branco/Nulo: 16,1%
Indeciso: 3,9%

Ciro x Bolsonaro
Ciro Gomes: 42,7%
Jair Bolsonaro: 35,3%
Branco/Nulo: 17,8%
Indeciso: 4,2%

Bolsonaro x Alckmin
Jair Bolsonaro: 37%
Geraldo Alckmin: 33,6%
Branco/Nulo: 25,1%
Indeciso: 4,3%

Ciro x Haddad
Ciro Gomes: 34%
Fernando Haddad: 33,9%
Branco/Nulo: 26,9%
Indeciso: 5,2%

Ciro x Alckmin
Ciro Gomes: 41,5%
Geraldo Alckmin: 23,8%
Branco/Nulo: 29,1%
Indeciso: 5,6%

Haddad x Alckmin
Fernando Haddad: 39,8%
Geraldo Alckmin: 28,5%
Branco/Nulo: 26,4%
Indeciso: 5,3%

Ameaça à democracia

Bernardo Mello Franco - O Globo
Foi-se o tempo em que as democracias só tombavam sob a mira de tanques e baionetas. No século passado, golpes clássicos derrubaram governos eleitos em quase toda a América Latina. Agora a ameaça não depende mais do uso da força. “O retrocesso democrático hoje começa nas urnas”, afirmam os cientistas políticos Steven Levitsky e Daniel Ziblatt em “Como as democracias morrem”.

Os professores de Harvard mostram como líderes eleitos podem conduzir seus países ao autoritarismo. O livro foi escrito sob o impacto da vitória de Donald Trump nos EUA. No entanto, é impossível atravessá-lo sem pensar na encruzilhada do Brasil em 2018.
“Demagogos extremistas surgem de tempos em tempos em todas as sociedades, mesmo em democracias saudáveis”, escrevem os autores. O desafio, dizem, é evitar que eles explorem os sentimentos de ódio e ressentimento para chegar ao poder.
A decisão não é só do eleitor. Para ascender, os outsiders buscam se aliar ao establishment. Foi assim que Alberto Fujimori e Hugo Chávez abriram caminho para subverter as instituições no Peru e na Venezuela. “Em cada caso, as elites acreditaram que o convite para exercer o poder conteria o outsider, levando a uma restauração do controle pelos políticos estabelecidos. Contudo, seus planos saíram pela culatra”, afirma o livro, traduzido pela Zahar.
Num recuo na história, os autores lembram que Hitler e Mussolini também chegaram ao poder sem apelar à força. Na Alemanha dos anos 30, líderes experientes pensaram que poderiam domar o chefe do Partido Nazista, um populista de discurso radical. Num ambiente de revolta contra a política tradicional, ele encantava multidões com um penteado exótico e a promessa de restaurar a ordem e combater o comunismo. Qualquer semelhança...
Levitsky e Ziblatt listam quatro sinais de alerta para identificar um aspirante a ditador: “Devemos nos preocupar quando políticos: 1) rejeitam, em palavras ou ações, as regras democráticas do jogo; 2) negam a legitimidade de oponentes; 3) toleram e encorajam a violência; 4) dão indicações de disposição para restringir liberdades civis de oponentes, inclusive a mídia”.
O líder das pesquisas no Brasil gabarita o teste, mas há quem pense que ele não oferece risco à democracia. Segundo esta visão, Congresso e Judiciário seriam capazes de conter um presidente autoritário, mesmo que ele demonstre desprezo pela Constituição e pelos adversários políticos.
“Isso é um erro histórico semelhante ao cometido pelos conservadores alemães em 1932”, escreveu Levitsky, em artigo na “Folha de S.Paulo”. “Para justificar seu apoio a um autoritário, muita gente diz que Bolsonaro talvez não seja tão ruim”, observou. Segundo o professor, este argumento se baseia em três ideias enganosas: “Ele não fará o que diz”, “Ele é incompetente demais para ameaçar a democracia” e “Somos capazes de controlá-lo”.
“Apoiar um candidato autoritário é um jogo perigoso que raramente termina bem”, avisou Levitsky. O texto foi publicado na sexta-feira. No mesmo dia, o capitão ressurgiu na TV com uma ameaça: “Não aceito um resultado eleitoral diferente da minha eleição”.

PGR perde prazo e MP da Espanha solta estuprador

Esqueceram o prazo

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge - 04/04/2018  (Evaristo Sá/AFP)
Da Veja - Coluna Radar
Por Maurício Lima

MP da Espanha na bronca com Dodge por perder prazo de extradição.
Foi constrangedora a recente reunião entre Raquel Dodge, que queria ajuda à Lava-Jato, e o MP da Espanha. Os espanhóis estavam irritados porque a PGR perdeu o prazo de extradição de um estuprador brasileiro preso por lá. Sem o pedido, o criminoso foi liberado.