quarta-feira, 13 de setembro de 2017

O roubo foi maior, presidente


Bernardo Mello Franco – Folha de S.Paulo
O inquérito do "quadrilhão" do PMDBimplode o discurso de que Michel Temer seria vítima de perseguição da Procuradoria. Agora é a Polícia Federal, e não mais o Ministério Público, quem sustenta que o presidente está no topo de uma organização criminosa.

O relatório da PF faz um raio-x na atuação do chamado PMDB da Câmara. São quase 500 páginas de uma longa crônica de assaltos aos cofres públicos. O documento descreve falcatruas milionárias na Petrobras, na Caixa Econômica, em Furnas, no Ministério da Agricultura, na Secretaria de Aviação Civil e no Congresso.
De acordo com a investigação, o esquema operava em diversas modalidades: do pedágio em obras à venda de medidas provisórias, da fraude em licitações à cobrança de propina para liberar empréstimos.
Sua aposta mais lucrativa foi a eleição de Eduardo Cunha para a presidência da Câmara, em 2015. Com um investimento de R$ 30 milhões, repassados pela JBS, o grupo teria subornado dezenas de parlamentares para conquistar a cadeira. Nela, ampliou o poder de chantagem e multiplicou o faturamento dos negócios.
A PF afirma que o "quadrilhão" reunia seis amigos de longa data. A Lava Jato já prendeu metade do time: Cunha, Henrique Alves e Geddel Vieira Lima, o homem de R$ 51 milhões. Os outros três estão no Palácio do Planalto: Temer e os ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco, todos protegidos pelo foro privilegiado.
Nesta terça, o presidente ensaiou fazer um pronunciamento para rebater as conclusões do relatório. Assessores conseguiram demovê-lo da ideia. Sem a opção de atacar Janot, ele teria que criar outra teoria conspiratória envolvendo a Polícia Federal, que é subordinada a seu governo.
Por fim, Temer divulgou uma nota em que protesta contra "toda forma de injustiça", chama os delatores de "bandidos" e afirma que "facínoras roubam do país a verdade".
Se o roubo se limitasse a isso, o país ainda estaria no lucro.

Marta escapa de investigação por causa da idade


Marta Suplicy tem mais de 70 anos, o que reduz o tempo de prescrição dos crimes
Época
A idade salvou a senadora Marta Suplicy (PMDB-SP) de ser investigada no STF em razão do que executivos da Odebrecht delataram.
Os colaboradores disseram que repassaram a ela, por meio de caixa dois, R$ 500 mil em 2008.
Naquele ano ela disputou a prefeitura de São Paulo.
Por ter mais de 70 anos (Marta tem 72), o tempo de prescrição do crime cai pela metade, o que resultou no arquivamento da apuração.

Susana Vieira recusa foto com deputado na Câmara

Por Painel










Durante ato de artistas no Congresso contra o decreto que extingue a Renca, nesta terça (12), o líder do PR, deputado José Rocha (BA), tentava a todo custo tirar uma foto ao lado de Susana Vieira.

O assessor do parlamentar se aproximou da atriz:

— Susana, tira uma foto aqui com o líder?

— Que líder? Do PSOL, da Rede?

— Não, o líder do PR, mas o PR é tranquilo…

— Querido, aqui não tem ninguém tranquilo, não. Só o Temer, que parece tomar um Frontal maravilhoso!

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Gilmar convicto de que foi gravado por Joesley


O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), diz estar seguro de que foi gravado pelo empresário Joesley Batista, da J&F.

"Eu hoje estou convicto disso", afirma o magistrado.
É geral no meio jurídico a desconfiança de que o delator grampeou Mendes, mas o ministro afirma agora não ter mais dúvidas de que isso ocorreu.
"A conversa entre os delatores [Joesley Batista e Ricardo Saud que foi divulgada na semana passada] mostra que eles queriam destruir o Supremo, pilotados pela PGR [Procuradoria-Geral da República]", afirma.
Em abril, o ministro foi procurado por Francisco de Assis, advogado da J&F, e marcou um encontro com ele.
O tema da conversa, afirma, era uma decisão recente do STF sobre o Funrural, a contribuição previdenciária rural.
No meio da conversa, sem avisar, Joesley Batista apareceu. Na época, Mendes não deu importância ao fato, que agora reforça sua certeza de que foi grampeado. (Painel – Folha de S.Paulo)

Na delação premiada vale o que está escrito?

José Antonio Severo – Blog Os Divergentes
“Vale o que está escrito”. Regra de conduta no mundo do crime e aforismo adotado pelo jargão popular no Rio de Janeiro, que se espalhou pelo Brasil como palavra de fé.

No momento em que o ministro Edson Fachin pegou seu lápis vermelho para riscar anulando a delação premiada dos dedos-duros da J&F, Joesley Batista e Ricardo Saud, vem à lembrança a máxima dos bicheiros cariocas: a delação premiada não é um acordo de cavalheiros, mas um pacto com criminoso confesso. Deveria o ministro, portanto, seguir a ética da bandidagem, que não admite rompimentos unilaterais, seja quais forem as justificativas. Se cair, desaba todo o sistema.
É compreensível que o ministro não se atenha à “lei” consuetudinária dos morros para suas sentenças, mas não deixa de ser preocupante mandar dois delatores premiados para a cadeia. Talvez fosse este o sentido da advertência do ministro carioca Luiz Roberto Barroso quando disse: “Todo o mundo sabe o que se quer fazer lá na frente. Eu não quero”.
O delator relapso sempre poderá alegar em seu favor que só respondeu o que lhe foi perguntado.
A dúvida é: quanto vale um acordo? É comum ver-se em “legal thriller” na televisão e no cinema os acordos de criminosos com os promotores norte-americanos. A pergunta: nos Estados Unidos, onde se aplica esse mecanismo, é comum a anulação de delações premiadas? Fica uma sugestão a pauteiros dos grandes veículos de comunicação que têm correspondentes na América do Norte: como funcionam esses acertos entre promotores e bandidos?
E no Brasil: a delação premiada serve apenas para os casos de crimes de corrupção ou será também usada nos crimes comuns?

STF tende a rescindir parcialmente delação da JBS

Para ministro do Supremo, dupla confessou tentativa de manipular
Blog do Kennedy
Nas palavras de um ministro do Supremo, os depoimentos da dupla Joesley-Saud sobre a “conversa de bêbados” são a confissão de uma tentativa de manipular o Ministério Público e a Justiça.
A afirmação de Joesley de que possuiria mais gravações revela que ele teria escondido provas e delitos. A declaração de Saud de que o ex-procurador Marcelo Miller deu orientações para produção de provas justificaria, no mínimo, a revisão da delação.
A tendência do Supremo é rescindir parcialmente benefícios aos delatores e manter a maior parte das provas. Mas haverá debate sobre anulação especificamente de algumas dessas provas

Opinião sobre Janot no Supremo nunca foi tão ruim


Integrantes do Supremo avaliam que dificilmente Rodrigo Janot será afastado pela corte dos casos que envolvem o presidente Michel Temer.

Ainda assim, o chefe do MPF deve se preparar para ouvir uma série de críticas à sua atuação no julgamento desta quarta (13).
Membros do tribunal afirmam que nunca antes o juízo sobre o trabalho de Janot foi tão ruim. Se o procurador-geral fica, dizem, é porque o tempo que lhe resta é tão pequeno que não vale o desgaste de impedi-lo.
O governo vai se apoiar na fragilidade da delação da J&F de Joesley Batista para rebater a afirmação da PF de que Michel Temer tinha poder de decisão em “quadrilhão” do PMDB. Diz que o relatório perde força ao citá-lo como destinatário da mala entregue a Rodrigo Rocha Loures, como sustenta o empresário.(Folha de S.Paulo)

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Henry: FBC só confirma a fama de traidor que ele tem


Blog da Folha
O vice-governador de Pernambuco e presidente da executiva estadual do PMDB, Raul Henry, fez duras críticas ao processo de ingresso do senador Fernando Bezerra Coelho no partido e à possível perda do comando da legenda para o novo integrante. Em entrevista à Rádio Folha FM 96,7, hoje, Henry voltou a falar em "violência contra a história da legenda", disse que o grupo "vai lutar" e chamou, ainda, o parlamentar de "traidor".
Questionado se a iniciativa seria uma retaliação da executiva nacional à postura do deputado federal Jarbas Vasconcelos em favor da denúncia do presidente Michel Temer (PMDB), Raul Henry disse acreditar as duas coisas parecem não ter relação.
"Agora é uma coisa diferente, uma articulação do senador Fernando, uma coisa absolutamente desleal, traiçoeira, indigna da parte dele, mas não vamos aceitar. Me parece que com essa só confirma a fama de traidor que ele conseguiu cultivar aqui em Pernambuco. Não vamos admitir, nós vamos para a luta e para o enfrentamento", disparou.
O dirigente partidário lembrou entrevista "muito generosa" concedida por Jarbas em relação ao senador, na qual ele afirmava que acolheria Fernando Bezerra Coelho no PMDB.
"Mas ninguém imaginava que na impossibilidade de Jarbas conversar, acometido de uma forte sinusite, que sequer foi a Brasília, eu numa viagem de trabalho a Ásia, que o senador fosse entrar no partido dizendo que estava entrando para ser o comandante estadual do PMDB. Que história é essa? Que falta de respeito é essa? Que violência é essa contra a nossa história, contra toda uma trajetória que nós temos, contra a liderança de Jarbas, querendo atropelar, querendo desmoralizar a liderança de Jarbas? Não vamos aceitar isso por hipótese nenhuma", declarou o vice-governador.
Raul também acrescentou que teve uma conversa sobre um eventual ingresso com o senador há dois meses. E que depois não conversou.


Na entrevista à Rádio Folha, Raul Henry também disse que na quarta-feira (13) vai ter reunião da executiva nacional e que ele e Kaio Maniçoba, atual secretário estadual de Habitação e que também faz parte da direção nacional, estarão e que levantarão o assunto para debate.

Lava jato virou partido político

Os palestrantes Deltan Dallagnol e Carlos Fernando Lima disputarão o Senado pelo Paraná, em 2018, na sigla do senador Alvaro Dias — o PHODEMOS.

A informação da jornalista Cristina Lobo na GloboNews, neste sábado (9), não é novidade para as forças políticas do Paraná.

Todos os paranaenses já sabemos que os moços da força-tarefa lava jato querem galgar posições na política. Se acham mais preparados que os tradicionais políticos para a função de representação, embora nunca tenham dito o que realmente defendem e quem defendem...

A mosca azul picou os lavajistas depois que juízes e procuradores começaram a ser sondados pelos institutos de pesquisa. (Eles até acreditam no enredo do filme produzido para elevá-los aos céus!).

Entretanto, porém, todavia, todas as pesquisas sérias atestam que a turma da lava jato não está preparada para a política.

Denúncia contra Temer

76% dos brasileiros indignados com os deputados que rejeitaram a denúncia contra Temer
Plenário da Câmara durante a votação da denúncia contra Temer | Foto: Ailton de Freitas
Por Lauro Jardim
Não se sabe se nos próximos dias Rodrigo Janot apresenta uma segunda denúncia contra Michel Temer — provavelmente, sim.
Mas o arquivamento da primeira denúncia pela Câmara deixou 76% dos brasileiros indignados.
Apenas 19% não se sentiram dessa maneira, de acordo com uma pesquisa inédita feita pelo Ibope com 2.002 brasileiros de todos os estados entre os dias 17 e 21 de agosto.

Kakay acusa Janot de deslealdade

Kakay é advogado de Joesley Batista da JBS
O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay | Ailton de Freitas / Agência O Globo

O Globo - Coluna de Lauro Jardim


Joesley Batista e Ricardo Saud contrataram Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, para atuar como advogado junto ao STF.
 
Kakay já entra partindo para cima de Rodrigo Janot:
 
— Não pode o Doutor Janot agir com deslealdade e insinuar que o acordo de delação foi descumprido. Esse é mais um elemento forte que levará a falta de credibilidade e a descrença no instituto da delação.
 
Joesley e Saud são, aliás, os dois primeiros clientes delatores de Kakay.

Lula volta a depor a Moro. Aliados nas ruas

Blog do Esmael Morais
O ex-presidente Lula desembarcará na próxima quarta-feira, dia 13, em Curitiba, para prestar novo depoimento ao juiz Sérgio Moro. O petista não estará sozinho. Lula será recebido e acompanhado na Capital paranaense por uma nova Jornada de Luta pela Democracia, um ato de solidariedade ao ex-presidente e de denúncia da perseguição e do caráter político da Operação Lava Jato.

A jornada é organizada por um conjunto de militantes e representantes de entidades e movimentos sociais articulados pela Frente Brasil Popular.
A audiência desta semana integra o processo que envolve a compra de um terreno para a construção da nova sede do Instituto Lula e um imóvel vizinho ao apartamento do ex-presidente, em São Bernardo do Campo.
Para o PT, a campanha jurídica-política-midiática para condenar e prender o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva atingiu seu apogeu na "Semana da Pátria" e terá importantes desdobramentos nos próximos dias.
O petista promete responder a todos os seus acusadores, inclusive o que ele considera "absurdos" que lhe foram imputados pelo ex-ministro Palocci.
O principal ato político da Jornada acontece na Praça Generoso Marques (próximo à Catedral), no centro de Curitiba.
Confira a programação completa do dia 13/09:
15h – Atividades culturais
17h – Lançamento do livro: "Comentários a uma sentença anunciada: o processo de Lula", organizado por um grupo de professores e operadores do Direito, que evidencia os abusos e inconsistências no processo contra Lula.
18h- Ato de solidariedade ao ex-presidente (com a presença de Lula)

Silêncio de Geddel estranha Planalto


Apesar de ressaltarem que Temer não expressa qualquer preocupação com o caso de Geddel Vieira Lima, integrantes do Planalto têm dito que é muito estranho o silêncio do ex-ministro sobre os R$ 51 milhões atribuídos a ele.

As polêmicas que circundam a colaboração da J&F devem ampliar a pressão sobre Fachin no Supremo. Aliados do presidente Michel Temer dizem que, se Rodrigo Janot errou ao acelerar a tramitação do acordo dos Batistas, o ministro do STF incorreu no mesmo pecado ao homologá-lo sem cautela.
Esses aliados apontam que a PF só encontrou os áudios apagados por Joesley porque a defesa de Temer solicitou perícia no grampo que afetou o presidente. O exame não havia sido pedido por Fachin. (Folha de S.Paulo – Painel)

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Jucá já fala em dissolver diretório estadual do PMDB

O presidente nacional do PMDB, senador Romero Jucá (RR), disse, há pouco, ao blog, que o comando do partido, em Pernambuco, está entregue ao senador Fernando Bezerra Coelho, filiado hoje à legenda, num ato que contou com as principais lideranças do diretório Nacional.
Perguntado sobre a resistência do diretório do PMDB Estadual, que distribuiu com a imprensa uma nota reafirmando o apoio à reeleição de Paulo Câmara, Jucá disse que o caminho do PMDB não será aliado ao PSB de Pernambuco, mas com candidatura própria, citando, nominalmente, o nome do próprio Fernando para concorrer ao Palácio do Campo das Princesas.
Perguntado também sobre a resistência do Diretório Estadual, que tende a judicializar o processo para manter Jarbas com o controle do partido no Estado, Jucá explicou que a direção Nacional quer construir, com o próprio Jarbas e o seu grupo, um diálogo em torno da unidade, com a candidatura própria a governador e ele (Jarbas) candidato a senador. “Não estamos pensando em intervenção no diretório de Pernambuco, mas se Fernando não assumir o comando pelo diálogo, o nosso caminho será pela dissolução do diretório”, afirmou.
Juca adiantou que já existe, inclusive, um pedido formal para dissolver o atual diretório do PMDB pernambucano.(Do blog de Magno Martins)

Com filiação de FBC, começa a debandada do PSB


Blog da Folha

O senador Fernando Bezerra Coelho (PE) deu início, hoje, a uma debandada de parlamentares do PSB para outros partidos.
Ele filou-se, nesta manhã, ao PMDB, sigla que receberá também seus dois filhos que atuam na política, ambos no PSB: o ministro Fernando Bezerra Coelho Filho (Minas e Energia) e Miguel Coelho, prefeito de Petrolina (PE).
Como é deputado federal, Fernando Filho terá que esperar a janela para troca partidária, prevista para março do ano que vem, mas que pode ser antecipada para outubro deste ano, caso uma alteração seja aprovada no Congresso no âmbito da reforma política.
Já a filiação de Miguel está prevista para o próximo dia 25, em um ato em Pernambuco.
Bezerra Coelho negociava sua saída do PSB também com o DEM do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (RJ), e de seu conterrâneo Mendonça Filho (DEM), ministro da Educação.
"Fizemos avaliação sobre melhor opção dentro do quadro de Pernambuco, que é onde a gente faz política, e, conversando com outras forças como DEM, PTB, PSDB, chegamos à conclusão que o melhor passo seria o meu retorno do PMDB, partido que militei por mais de 11 anos", disse o senador.
Para decidir pelo PMDB, Bezerra recebeu do presidente nacional da legenda, senador Romero Jucá (RR), duas promessas: ele terá o comando da legenda em Pernambuco e Fernando Filho poderá disputar o governo do Estado.
"Queremos ter um grupo de governadores que dê consistência ao partido para, em 2022, o partido disputar a eleição presidencial”, disse Romero Jucá.
Já o ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) afirma que o PMDB deve construir uma candidatura presidencial já em 2018. "O partido tem a maior estrutura político-partidária de todos os partidos, portanto o PMDB em tese é aquele que tem mais condições de lançar um candidato a presidente", afirmou.
Padilha diz que o partido deve buscar quadros para essa disputa até o início do ano que vem. "Nós temos que ver essa questão de nomes... Olhe o que aconteceu na França, olhe o que aconteceu nos Estados Unidos. Normalmente, isso não vem de nomes tradicionais."
Hoje, o PMDB ocupa a vice do governador Paulo Câmara (PE) e é comandado no Estado pelo grupo do deputado Jarbas Vasconcelos.
Jucá terá uma conversa com Jarbas logo após o feriado de Sete de Setembro para tentar diminuir a resistência do deputado pernambucano.
"Pedi para ele paciência para dialogar com os que vêm e para dialogar com os que estão", disse o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), numa alusão velada à crise instalada na seção pernambucana do partido.
Uma aliança está sendo costurada em Pernambuco com partidos como PSDB, PTB e até com o preterido DEM.
No ato de filiação de Bezerra Coelho ao PMDB, estiveram presentes o ministro tucano Bruno Araújo (Cidades) e o senador Armando Monteiro Neto (PTB-BE), que era aliado do PT no Estado.

Contagem termina e propina atribuída a Geddel soma R$ 51 milhões



Bahia 247 – Braço direito de Michel Temer e responsável por todas as nomeações do governo que chegou ao poder no golpe de 2016, o ex-ministro Geddel Vieira Lima poderá se converter no maior corrupto já fisgado em investigações anticorrupção na história do Brasil – e talvez num recordista mundial.

Terminada a contagem da propina escondida num endereço atribuído ao político baiano, o valor atinge inacreditáveis R$ 51.030.866,40.

"O dinheiro foi encontrado durante uma operação da PF deflagrada na manhã desta terça-feira que apreendeu milhares de reais em espécie. As imagens divulgadas pela assessoria da PF são impressionantes: foram recolhidas ao menos nove malas e sete caixas de papelão lotadas de notas de 100 e 50 reais. A montanha de dinheiro encheu ao menos dois porta-malas de camionetes usadas no cumprimento do mandado judicial", informa Afonso Bentes, no El Pais.

Quando caiu do governo Temer, em meio a mais um escândalo, Geddel se referiu ao "fraterno amigo" Temer. Relembre abaixo:

Salvador, 25 de novembro de 2016

Meu fraterno amigo Presidente Michel Temer,

Avolumaram-se as críticas sobre mim. Em Salvador, vejo o sofrimento dos meus familiares. Quem me conhece sabe ser esse o limite da dor que suporto. É hora de sair.
Diante da dimensão das interpretações dadas, peço desculpas aos que estão sendo por elas alcançados, mas o Brasil é maior do que tudo isso.

Fiz minha mais profunda reflexão e fruto dela apresento aqui este meu pedido de exoneração do honroso cargo que com dedicação venho exercendo.

Retornado à Bahia, sigo como ardoroso torcedor do nosso governo, capitaneado por um Presidente sério, ético e afável no trato com todos, rogando que, sob seus contínuos esforços, tenhamos a cada dia um país melhor.

Aos Congressistas, o meu sincero agradecimento pelo apoio e colaboração que deram na aprovação de importantes medidas para o Brasil.

Um forte abraço, meu querido amigo.

Geddel Vieira Lima

Lava Jato rejeitou delação de Tacla Duran por citar Moro

Por Eduardo Guimarães no blog da Cidadania
Desde o início foi muito suspeita a reação furiosa de autoridades da Lava Jato contra delator que fugiu do país apesar de ter recebido da Lava Jato uma belíssima proposta de acordo de delação premiada junto com outros 77 executivos da Odebrecht.

O nome desse indivíduo é Rodrigo Tacla Durán. Ele se transformou em um dos homens mais temidos pelos presidentes e altos funcionários da América Latina.

Aos 44 anos, Tacla Durán conhece bem os segredos da Odebrecht, que abalou as estruturas políticas do continente depois de confirmar o pagamento de subornos milionários a Governos de 12 países.

Esse advogado de nacionalidade hispano-brasileira foi preso em novembro do ano passado por ordem do juiz Sérgio Moro. Depois de passar 72 dias na prisão de Soto del Real, encontra-se em liberdade provisória. Será julgado na Espanha depois que um tribunal superior do país rejeitou o pedido de extradição feito para que voltasse ao Brasil.

O advogado conseguiu nacionalidade espanhola em 1994, porque seu pai e avô eram galegos. Ele argumenta que teme ficar preso no Brasil e não é pelas condições carcerárias, mas por medo da Lava Jato.

A Justiça brasileira pede sua extradição por supostamente lavar mais de 50 milhões de reais a pedido da empresa. A Odebrecht afirma que o contratou para lavar as propinas ilegais, diz que ele “jamais atuou como advogado em qualquer empresa do grupo”.

A fuga de Tacla Duran para o país europeu, porém, é estranha.

Hordas de delatores muito mais envolvidos em crimes beneficiaram-se de delações premiadas. E o acordo proposto ao advogado de dupla nacionalidade era excelente – para ele. Segundo o advogado relatou ao jornal espanhol El País, recebeu da lava Jato a seguinte oferta:

1 – Seis meses de prisão domiciliar com tornozeleira;

2 – Prestação de serviços comunitários;

3 – Multa de até 44 milhões de reais.

Segundo Tacla Duran relata, a Odebrecht ainda ofereceu lhe pagar 15 anos de folha de pagamento a fim de que pudesse pagar a multa imposta pela Lava Jato, caso aceitasse o acordo. Por que não aceitou? Não faz o menor sentido. Sua situação seria muito melhor, hoje.

Para começar a entender, basta notar reação destemperada de autoridades da Lava Jato a esse episódio. O procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, por exemplo, divulgou um ataque virulento ao advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, quem ironizou o episódio por envolver particularmente o juiz Sergio Moro.


O advogado Rodrigo Tacla Duran, que trabalhou para a Odebrecht de 2011 a 2016, acusa o advogado trabalhista Carlos Zucolotto Junior, amigo e padrinho de casamento do juiz Sergio Moro, de intermediar negociações paralelas dele com a força-tarefa da Operação Lava Jato.

A mulher de Moro, Rosangela, já foi sócia do escritório de Zucolotto. O advogado é também defensor do procurador Carlos Fernando dos Santos Lima em ação trabalhista que corre no STJ (Superior Tribunal de Justiça).

As conversas de Zucolotto com Tacla Duran envolveriam abrandamento de pena e diminuição da multa que o ex-advogado da Odebrecht deveria pagar em um acordo de delação premiada.

Em troca, segundo Duran, Zucolotto seria pago por meio de caixa dois. O dinheiro serviria para “cuidar” das pessoas que o ajudariam na negociação, segundo correspondência entre os dois que o ex-advogado da Odebrecht diz ter em seus arquivos.

Diante disso, o advogado Kakay afirmou publicamente que o fato de Carlos Zucolloto Jr. ser padrinho de casamento de Moro, somado ao fato Juiz federal imediatamente ter contatado Zucolloto a fim de uma retratação pública, certamente seria visto pelo mesmo Moro como “obstrução da Justiça” e motivo para “prisão preventiva”.

Eis que surge uma resposta surpreendente por parte do procurador da força-tarefa da Operação Lava Jato Carlos Fernando dos Santos Lima.

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Em tréplica, o advogado Kakay afirmou que o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima “desonra o Ministério Público Federal ao usar as redes sociais para tentar intimidá-lo, de forma ridícula’’.

O juiz Sergio Moro, por sua vez, abusou do nonsense ao colocar o amigo advogado Zucolotto acima de questionamentos por ser “seu amigo” e por estar sendo acusado por alguém envolvido em corrupção assim como centenas de delatores que foram premiados pela Lava Jato justamente por acusarem autoridades.

Nada disso é novidade, porém. A novidade reside em informação que o Blog recebeu e que não pode endossar, mas que precisa ser investigada. Esse imbróglio chegou a esse ponto simplesmente porque Tacla Durán teria achado que a Lava Jato era séria em seu alardeado proposito de combater “toda corrupção”.

Na verdade, “toda” corrupção é forçar a barra. Os amigos do rei da República de Curitiba não estariam sujeitos a investigações contra mortais comuns.

O que teria melado a delação premiada e ultra confortável de Tacla Duran e obrigado o sujeito a se mandar do Brasil foi a fúria que despertou na Lava Jato ao citar o caso envolvendo Sergio Moro, sua mulher e seu amigo advogado.

A partir daí tudo teria ficado difícil. Teriam surgido “novas acusações” contra Tacla Duran e ele percebeu que se ficasse no Brasil seria colocado em uma cela e a chave seria jogada fora. Por isso teria fugido do Brasil

MBL apaga postagens com elogios a GEDDEL



247 - Após a divulgação de imagens de malas de dinheiro em apartamento do ex-deputado e ex-ministro de Michel Temer, Geddel Vieira Lima, o Movimento Brasil Livre (MBL) correu em apagar as fotos com elogios ao peemedebista de seu perfil no Facebook.


Geddel, assim como muitos outros políticos implicados na Lava Jato, fizeram intensa campanha pelo impeachment de Dilma Rousseff e sempre receberam elogios dos líderes do MBL.

LULA: Denuncia de Janot é perseguição para atacar sucesso da caravana


247 - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu à denúncia feita nesta terça-feira, 5, contra ele pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, por crime de organização criminosa.


Em nota divulgada por sua assessoria de imprensa, Lula disse que a denúncia é uma "ação política". "A denúncia da PGR, sem qualquer fundamento, é uma ação política. É o auge da campanha de perseguição contra o ex-presidente Lula movida por setores partidarizados do sistema judicial. Foi anunciada hoje para tentar criar um fato negativo no dia em que Lula conclui sua vitoriosa jornada pelo Nordeste", disse o ex-presidente.


Além de Lula, também foram denunciados por Rodrigo Janot a presidente deposta Dilma Rousseff, os ex-ministros da Fazenda Guido Mantega e Antônio Palocci. Também foram denunciados a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), o ex-ministro Paulo Bernardo, marido da parlamentar, e os ex-tesoureiros do PT João Vaccari e Edinho Silva.


Na denúncia, Janot sustenta que os acusados formaram uma suposta organização criminosa no Partido dos Trabalhadores para receber propina desviada da Petrobras durante as investigações da Lava Jato

O triste fim de Janot: Temer redivivo, choro e reedição do powerpoint de Dallagno


Janot chora



Rodrigo Janot escolheu sair de cena da maneira mais patética possível.


Desmoralizado diante do desmonte da delação da JBS e de suas bravatas sobre flechas, escolheu o caminho mais óbvio para tentar salvar o que restou de sua reputação: denunciou Lula e Dilma.

Ganhou o Jornal Nacional, mas não convenceu. Na GloboNews, o assunto predominante eram as malas de dinheiro no bunker de Geddel Vieira Lima.

Lula, segundo Janot, foi “o grande idealizador da constituição da presente organização criminosa”.

Mesmo fora do Planalto, Lula “continuou a exercer liderança do núcleo político da organização até maio de 2016”. O ex-presidente exercia “forte influência sobre a então presidente Dilma”.

O procurador-geral da República reeditou o powerpoint de Deltan Dallagnol. Segundo Cristiano Zanin Martins, advogado do ex-presidente, até a delação de Delcídio do Amaral, considerada “grotesca” pelo MPF do Distrito Federal, serviu-lhe de base.


Janot “comete a violência jurídica de acusar Lula da prática de um crime no cargo de presidente que somente passou a existir em setembro de 2013”, afirmou Zanin no Twitter.

Ele deixa o cargo em doze dias como um homem atormentado e confuso.

“Eu agi com muita coragem e ontem [segunda] foi um dos dias mais tensos e um dos maiores desafios desse período. Alguém disse pra mim: ‘Você realmente é um homem de muita coragem’. Aí eu parei e pensei: ‘Será que sou um homem de coragem mesmo?’ Cheguei à conclusão de que não tenho coragem alguma”, declarou.

“Na verdade, o que eu tenho é medo. E o medo nos faz alerta. E medo do quê? Medo de errar muito e decepcionar minha instituição. E todas as questões que eu enfrentei, eu enfrentei muito mais por medo, medo de errar, medo de me omitir, medo de decepcionar minha instituição do que por coragem de enfrentar esses enormes desafios”.

Entendeu? Nem ele.

Esse cidadão “corajoso” teve uma crise de choro após uma reunião com Cármen Lúcia e Edson Fachin no STF, ao relatar aos ministros que houve omissão de informações dos delatores da JBS no acordo de colaboração.

A informação é da revista Época e foi vazada por Cármen ou Fachin — evidentemente, não como um sinal de deferência ou respeito ao PGR.

Rodrigo Janot conseguiu ressuscitar Michel Temer e tirar das cordas seu desafeto Gilmar Mendes. Não é pouca coisa. Precisa errar muito. Magro e abatido, vai para casa chorar na cama, que é um lugar quente.