quarta-feira, 3 de maio de 2017

Lula quer seu depoimento a Moro ao vivo na TV


O Globo
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse a aliados petistas que quer que seu depoimento ao juiz Sérgio Moro, marcado para o próximo dia 10, seja transmitido ao vivo. Lula falou sobre sua expectativa a respeito do depoimento dentro das investigações da Lava-Jato durante conversa com parlamentares do PT, no feriado.
O petista esteve em Rio Grande do Sul (RS) e boa parte da bancada federal o acompanhou. Segundo um dos deputados, Lula disse que quer a maior publicidade ao seu depoimento, assim como ocorreu com outros depoentes que tiveram suas manifestações divulgadas em vídeo.
Lula, segundo os parlamentares, reafirmou que será candidato em 2018. O depoimento, que ocorrerá em Curitiba, será transformando num evento pelo PT. A bancada de deputados e senadores acompanhará Lula, além de ex-ministros de seu governo.
Após pedido da Segurança Pública do Paraná e pela Polícia Federal, o juiz Sérgio Moro decidiu adiar o depoimento do ex-presidente para o dia 10 de maio às 14h. A secretaria e a PF queriam mais tempo para organizar a segurança de eventuais protestos. Inicialmente, a audiência estava marcada para o dia 3.

terça-feira, 2 de maio de 2017

Ao soltar Dirceu, Gilmar esculacha Dallagnol


247 – Voto decisivo na sessão que concedeu liberdade ao ex-ministro José Dirceu, depois de dois anos de prisão preventiva determinada pelo juiz Sergio Moro, o ministro Gilmar Mendes aproveitou para bater duro no procurador Deltan Dallagnol, que, nesta manhã, apresentou nova denúncia para tentar disputar a batalha da opinião pública contra o STF.

"Não cabe a procurador da República pressionar o STF", disse ele.

Segundo Gilmar, a denúncia apresentada nesta terça foi uma "brincadeira juvenil" feita por "jovens que não tiveram vivência institucional".

O ministro disse ainda aos demais ministros que "se cedêssemos a esse tipo de pressão, deixaríamos de ser o STF". Segundo ele, a suprema corte deu uma lição ao Brasil nesta terça-feira.

STF manda soltar ex-ministro José Dirceu


Do G1
Por três votos a dois, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) mandou soltar, hoje, o ex-chefe da Casa Civil, José Dirceu. Condenado duas vezes na Operação Lava Jato, o petista está preso em Curitiba desde agosto de 2015.
Votaram a favor da soltura de Dirceu os ministros Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes. Votaram contra Edson Fachin (relator da Lava Jato) e Celso de Mello.
Com a decisão, a Segunda Turma acolheu o pedido de liberdade apresentado pela defesa de Dirceu para revogar a ordem de prisão decretada pelo juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato na primeira instância da Justiça Federal.
Ao final do julgamento, a maioria dos ministros recomendou que o juiz Sergio Moro adote medidas alternativas a prisão, como monitoramento por tornozeleira eletrônica, que evitem risco de cometimento de novos crimes. Caberá a Moro definir tais medidas, que também podem incluir proibição de contato com outros investigados e se apresentar periodicamente à Justiça, por exemplo

Cuidados simples que você pode ter para conservar sua voz

O dia 16 de abril é o Dia Mundial da Voz, entretanto a UPAE Garanhuns realizou durante o mês passado atividades especiais com os pacientes da fonoaudiologia da unidade, conscientizando para os cuidados que se devem ter para conservar as cordas vocais e todos os órgãos relacionados à fala. 

Encerrando este período especial, a fonoaudióloga Anaírda Fernandes coordenou uma sessão de terapia especial com 20 pacientes, com apoio da fisioterapeuta Isabella e a Assistente Social Valderez Barbosa. 

"Além do atendimento ambulatorial, temos um grupo de terapia que acompanhamos semanalmente,  são pacientes encaminhados  pelos especialistas da casa após consultas médicas. O trabalho coordenado pelas fonoaudiólogas Sandra Nayara e Anaírda Fernandes já tem mais de dois anos e tem conseguido excelentes resultados, inclusive de recuperação clínica, em casos em que se aconselhava intervenção cirúrgica. " - Registra Franco Junqueira, coordenador Médico da UPAE Garanhuns.

O Serviço de Fonoaudiologia atende a pacientes nas áreas de linguagem: disartria, motricidade oral, dislalia, distúrbios de leitura e escrita, dislexia afasias, voz e disfagia

Liderança de Lula nas pesquisas pode interferir na aprovação das reformas


247 - Em sua coluna nesta terça-feira, Merval Pereira traça uma análise da atual situação político-econômica no Brasil: a liderança de Lula nos cenários eleitorais pode influir na aprovação das reformas trabalhista e da previdência.

Para Merval, há três pontos chaves:

1) A liderança de Lula na pesquisa Datafolha pode influir na votação das reformas trabalhista e da Previdência;
2) A popularidade do petista já influencia a articulação de alianças eleitorais;
3) Resta saber se Lula será condenado em segunda instância, o que inviabiliza sua candidatura

"A esta altura, os políticos que só pensam na próxima eleição e não na próxima geração, estão pesando as possibilidades de Lula vir a ser candidato para analisar em que direção o vento soprará. Não há novidade no fato de que, condenado em segunda instância, o ex-presidente, assim como qualquer cidadão, estará inviabilizado eleitoralmente. trário, se os juízes de primeira instância o condenassem e o TRF o absolvesse, Lula poderia concorrer.

(...) 

A leitura do ministro Marco Aurélio é que, eleito, o candidato, mesmo sem tomar posse, já está protegido pelas ressalvas constitucionais, e ele tem certamente apoiadores. Outros ministros e juristas, no entanto, pensam de maneira diferente e, se não houver uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral ou do Supremo, poderemos enfrentar uma crise institucional grave. Lula eleito, seria um contrassenso proibi-lo de tomar posse. Fica tudo muito parecido com a famosa frase de Carlos Lacerda: 'Getúlio Vargas não pode ser candidato, se for candidato, não pode vencer, se vencer, não pode tomar posse, se tomar posse, não pode governar'.

A classe política deve estar em polvorosa, buscando sinais do que acontecerá até o próximo ano. Mas as pesquisas que se fazem agora, 17 meses antes da eleição, não esclarecem o futuro, dão apenas indicações precárias."

Governo Temer brinca de incendiário no campo



Josias de Souza
O governo de Michel Temer ainda não notou, mas viver em zona rural conflituosa é muito perigoso. A qualquer instante pode-se morrer. Há três meses, Temer mandou para o Diário Oficial portaria que esvaziou a Funai e criou um grupo com poderes para rever demarcações de terras indígenas. Nas pegadas dessa novidade, o presidente entregou ao correligionário Osmar Serraglio o Ministério da Justiça. Simpático ao agronegócio, Serraglio arpessou-se em escolher um lado: ''O que acho é que vamos lá ver onde estão os indígenas, vamos dar boas condições de vida para eles, vamos parar com essa discussão sobre terras. Terra enche a barriga de alguém?''
Nesta segunda-feira, com atraso de um dia, ganhou as manchetes notícia sobre um ataque contra índios da tribo Gamela. A encrenca ocorreu nos fundões do Maranhão. Produziu 13 feridos. Entre eles um índio que teve as mãos decepadas e levou dois tiros. Em nota, a pasta de Serraglio disse que vai averiguar o que houve entre os “pequenos agricultores e supostos indígenas''. Supostos?!?
Um novo texto foi divulgado na sequência pela equipe de Osmar Serraglio. É igualzinho ao primeiro. A única diferença é que o vocábulo “supostos” foi passado na borracha.
Depois que as demarcações de terras indígenas subiram no telhado, entidades do setor crivaram o governo de críticas. Mas Temer defendeu a portaria que lipoaspirou os poderes da Funai. Disse coisas definitivas sem definir muito bem as coisas: ''Houve estudos conducentes à pacificação da questão das terras indígenas com os fazendeiros. Isso tudo está sendo examinado, muito vagarosamente, com muito critério.''
Dias atrás, como uma espécie de abre-alas do ataque aos índios maranhenses, houve uma chacina num assentamento do Mato Grosso. Nela, um grupo de nove sem-terra foi passado nas armas (espingarda calibre 12 e facões). As execuções foram precedidas de tortura. Um dos mortos teve a orelha decepada.
A confusão entre índios, sem-terra e ruralistas não é invenção do gestão Temer. Entretando, se estiver interessado em se tornar parte da solução, convém ao governo desistir da ideia de acender o fósforo para mostrar que não há pólvora no barril.

Pesquisa mostra crise tucana e força de Lula

Blog do Kennedy

Apontada pela mais recente pesquisa Datafolha, o crescimento do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC) aconteceu devido à crise do PSDB, que sofreu desgaste com a Lava Jato. Bolsonaro também se beneficiou do fortalecimento de um segmento de extrema direita no país.
Os senadores Aécio Neves (MG) e José Serra (SP) e o governador paulista Geraldo Alckmin dificilmente conseguirão ser candidatos a presidente pelo PSDB por causa de acusações de corrupção. É provável que os tucanos tenham de apostar no projeto presidencial do prefeito João Doria e disputar com Bolsonaro esse eleitorado mais conservador.
A performance do ex-presidente Lula mostra a força do petista mesmo diante do imenso bombardeio da Lava Jato. O mau desempenho da economia e a baixa popularidade do governo Temer vitaminam Lula, que é visto por parte do eleitorado como um presidente que fez o Brasil crescer e gerar emprego.

Luta mais dura


O governo federal avalia que ficou mais difícil aprovar as reformas trabalhista e previdenciária diante das greves de sexta e das manifestações desta segunda. De acordo com o Datafolha, 71% dos entrevistados se opõem à reforma da Previdência.

O presidente Michel Temer gravou o vídeo para não ficar na defensiva e vender o seu peixe. Ele vai reforçar a articulação no Congresso, caminho que abraçou.
Já as centrais sindicais unificaram o discurso contra as reformas, preparam uma grande manifestação em Brasília e planejam até nova greve geral. Ou seja, tudo indica que ficará ainda mais a intensa a batalha entre governo e opositores.  (Kennedy Alencar)

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Lava Jato e as Eleições 2018: o efeito reverso

Balaio do Kotscho
Um balanço dos números do primeiro Datafolha deste ano mostra mudanças no cenário eleitoral para 2018, no sentido inverso ao esperado pelos partidos que se uniram no processo de impeachment, um ano atrás, no bojo da Operação Lava Jato.

As delações da Odebrecht acabaram derrubando PSDB e PMDB e ampliando a vantagem do ex-presidente Lula, o principal alvo das operações, réu em cinco processos, que subiu para 29% das intenções de voto. Algo deu muito errado.

Na mesma pesquisa, o governo Lula foi considerado o mais corrupto (32%) e o de Dilma o que mais combateu a corrupção (48%).

Com o governo do peemedebista Michel Temer aprovado por apenas 9% da população, quem mais cresceu no cenário com todos os presidenciáveis foi o deputado Jair Bolsonaro, que chegou a 11%, empatado com a ex-senadora Marina Silva.

Em quarto lugar, com 9%, aparece pela primeira vez o juiz Sergio Moro, que não é candidato nem filiado a partido político.

Empatados com 5% das intenções de voto, os tucanos mais bem avaliados, Aécio Neves e João Doria, surgem a seguir, ao lado de Joaquim Barbosa, que também não é candidato, e Ciro Gomes.

Na rabeira, estão o governador tucano Geraldo Alckmin, padrinho de Doria, e o apresentador Luciano Huck, com três pontos. O senador José Serra, outro pré-candidato do PSDB, não aparece na lista.

Numa projeção de segundo turno, Lula está tecnicamente empatado com Moro e Marina, na faixa de 40%. Em rejeição, Lula (45%) ficou empatado com Aécio Neves (44%).

O efeito reverso pode ser explicado pela nova rodada da pesquisa sobre a avaliação das reformas do governo divulgada nesta segunda-feira.

Defendidas pelo PSDB e condenadas pelo PT de Lula, as reformas previdenciária e trabalhista foram rejeitadas pela maioria dos entrevistados na pesquisa.

Sete em cada dez brasileiros (71%) declararam-se contra a reforma da Previdência; para 64%, a reforma trabalhista, já aprovada na Câmara, só beneficia os patrões.

Mais do que a greve geral de sexta-feira, os números desta pesquisa podem influenciar a posição de deputados e senadores, que ainda vão votar as reformas, pois eles não costumam contrariar a opinião pública quando estão em busca de reeleição.

Vamos ver como se comportam suas excelências quando voltarem de suas bases eleitorais depois de mais um feriadão. Sem números confiáveis divulgados até o momento, só será possível avaliar o alcance da greve quando se fizer um levantamento sobre as perdas econômicas.

Os pesquisadores do Datafolha ouviram 2.731 eleitores em 172 municípios entre quarta e quinta-feira _ antes, portanto, da greve geral.

Vida que segue

TSE: se Temer cair, haverá eleição direta

A resposta é da área técnica do tribunal
André Shalders – Blog Poder 360

Se o processo contra a chapa de Dilma e de Temer resultar na cassação do mandato do atual presidente, o sucessor será escolhido por eleição direta. A resposta é da área técnica do TSE. Leia a íntegra aqui.
Segundo os técnicos do tribunal, o que vale em caso de cassação da chapa completa é o art. 224 do Código Eleitoral. Na minirreforma política de 2015, o Congresso estabeleceu que as eleições só serão indiretas se a cassação se der menos de 6 meses antes do fim do mandato.
A Rede Sustentabilidade pensa da mesma forma. Além disso, propõe uma PEC nesse sentido. O autor é o deputado Miro Teixeira (RJ).
JUDICIALIAÇÃO É A TENDÊNCIA
A manifestação é dos técnicos do TSE. Porém, se Temer efetivamente cair no tribunal, é muito provável que a disputa acabe em outra corte, o STF.
O presidente já afirmou ao Poder360: “A judicialização é o caminho natural.” Segundo ele, cabem “recursos e mais recursos.”

Começou hoje 1ºde maio a campanha de vacinação contra a febre aftosa°

A partir de hoje 1º de maio os produtores pernambucanos devem vacinar todo o rebanho bovino e bubalino contra a febre aftosa. A primeira etapa da campanha de vacinação contra a doença segue até o dia 31 de maio. Mesmo com o status de área livre de febre aftosa com vacinação é preciso continuar protegendo os animais da doença. A Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária do Estado - Adagro deve imunizar mais de 90% do rebanho pernambucano, que hoje é de 1,9 milhões de bovinos.

O produtor deverá adquirir a vacina nas casas agropecuárias e declarar a vacinação nos escritórios da Adagro. O frasco com 10 doses custa em média R$ 13,50. A vacina deve ser conservada em gelo e para evitar o estresse dos animais, deverá ser aplicada nas horas mais frias do dia, pela manhã ou no fim da tarde, animais recém-nascidos também devem ser imunizados. “ o criador que não vacina fica impedido de tirar a GTA e não pode se cadastrar em programas do Governo, além de pagar multa de no mínimo R$ 60,00” declarou a Diretora Presidente da Adagro, Erivânia Camelo.

É importante que na hora da declaração o produtor, faça sua atualização cadastral, inclusive com o detalhamento do seu rebanho por sexo e idade. Este ano Pernambuco completa 20 anos sem registro da doença.

Febre Aftosa- A febre aftosa é uma doença viral altamente infeciosa que acomete os animais que possuem casco fendido. Sua ocorrência representa veto a mercados importantes e, consequentemente, prejuízos econômicos para o setor, por isso a importância de proteger o rebanho da doença por meio da vacinação.

Globo da greve é pior que nas Diretas Já!


Reprodução: Viomundo


Do Viomundo, por Luiz Carlos Azenha:



Em 1983 eu era repórter da TV Bauru, afiliada da Globo no interior paulista. Porém, vivia “cedido” à emissora em São Paulo, cobrindo férias de colegas. Morava no Hotel Eldorado da rua Marquês de Itu, no Higienópolis, na capital paulista, como repórter do chão de fábrica. 

Fui, como pessoa física, à primeira manifestação pelas Diretas Já em São Paulo, diante do estádio do Pacaembu, à qual compareceram cerca de 15 mil pessoas. Foi em 27 de novembro de 1983, poucos dias depois de meu aniversário. 

Outros protestos já tinham acontecido antes, pedindo que a ditadura estabelecida em 1964 tivesse fim com eleições presidenciais diretas. Outras aconteceriam depois, com destaque para Curitiba, onde se reuniram cerca de 40 mil pessoas.

Portanto, posso dizer que eu estava lá vivendo a realidade paralela pela primeira vez: enquanto as notícias fundamentais para o futuro do Brasil aconteciam do lado de fora, a TV Globo desconhecia as notícias do lado de dentro — especificamente, na sede da emissora em São Paulo, na praça Marechal Deodoro.

Era uma sensação bizarra. As ordens vinham do Rio: na Globo, nada de Diretas Já.

Portanto, não houve exatamente surpresa quando, no aniversário de São Paulo, em 25 de janeiro de 1984, o repórter Ernesto Paglia falou sobre a manifestação de cerca de 300 mil pessoas na praça da Sé, que reivindicava outra vez Diretas Já, como se fosse a comemoração da efeméride. Sim, é fato que a reportagem tratou dos discursos e da manifestação em si, mas foi embalada pelos editores, a mando da direção da Globo no Rio, como se fosse a cobertura de uma festa.

A maneira como a TV Globo tratou a histórica Greve Geral do 28 de abril de 2017 é, na minha avaliação, muito pior do que aconteceu com a cobertura das Diretas Já em 1983/1984.

Àquela época, a emissora poderia alegar — como alguns globais chegaram a alegar — que vivíamos os estertores de uma ditadura militar e que desafiar o regime poderia ter consequências para a própria abertura “lenta, gradual e segura” prometida pelo ditador João Figueiredo.

Agora, não. Graças às redes sociais — facebook, twitter, whatsapp — qualquer pessoa pode avaliar o grau de descontentamento com as medidas de impacto social tomadas por um governo que tem o presidente da República e nove de seus ministros sob suspeita e/ou investigação, medidas que por sua vez são submetidas a um Congresso igualmente sob suspeita.

Mesmo os mais devotos apoiadores do impeachment de Dilma Rousseff e antipetistas vários sabem que Michel Temer não foi eleito vice-presidente para tomar o rumo que tomou, nem tem legitimidade para golpear os direitos sociais da forma como pretende fazê-lo.

Age em nome do 1% do topo, com 4% de ótimo/bom na pesquisa de opinião pública mais recente e desemprego na casa dos 14%, quando a promessa era de que a derrubada de Dilma provocaria um cavalo-de-pau imediato na economia.

Portanto, desta feita a TV Globo e seus satélites não tem onde se esconder: o apoio dado às medidas do governo Temer expressa acima de tudo o interesse político e econômico dos próprios donos da mídia e dos usurpadores do poder no Planalto e no Congresso que os representam.

No caso da emissora, é absolutamente impossível do ponto-de-vista jornalístico que uma organização com tantos tentáculos espalhados por todo o Brasil tenha sido incapaz de registrar o descontentamento popular ANTES da greve geral, de forma a expressá-lo em seu noticiário.

Será que só nós, internautas, vimos por exemplo as manifestações da CNBB e de um terço dos 100 bispos da Igreja Católica, os quais certamente não podemos acusar de agirem a mando do anarco-sindicalismo?

A Globo, para ficar apenas na nave mãe, simplesmente fez mau jornalismo. Não foi pela primeira, nem será pela última vez.

Agora, porém, não tem como se esconder atrás da ditadura, da qual foi a principal beneficiária, como fez em 1984.

Agora, fez mau jornalismo — distorcido, omisso, descontextualizado — porque coloca seus interesses empresariais, representados pelo governo Temer, acima do interesse da maioria dos brasileiros.
PS: Que fique registrado. Quando Lula se elegeu presidente e foi à Globo do Rio dar entrevista ao Jornal Nacional — estava em minha segunda passagem pela emissora — eu fui um dos poucos jornalistas presentes que não o aplaudiram na entrada. Não acho que o papel de jornalista seja bater palma para autoridade, tampouco negar a realidade que o cerca

Carlos Siqueira: “Não sou milagreiro”

Carlos Siqueira
Carlos SiqueiraFoto: Arquivo PSB
Carol Brito e Renata Bezerra de Melo na Folhape

Em meio ao racha instalado no PSB com o fechamento de questão sobre as reformas do Governo Temer, o presidente nacional da sigla, Carlos Siqueira, sai em defesa da preservação da identidade programática da legenda. Segundo o dirigente, foi preciso reagir para não deixar os ideais liberais e conservadores dominarem as decisões partidárias. Foi com este objetivo que ele promoveu, na última quinta-feira, a destituição de deputados, que divergiram da posição partidária, dos comandos estaduais da sigla. Siqueira defende que era preciso dar um exemplo para afastar a posição pessoal dos deputados da imagem da agremiação socialista.

“O que nós temos que lutar é para que nosso partido não se deforme ao ponto de cada um fazer o que quer. Agora, se um grupo de parlamentares vai para o enfrentamento, o enfrentamento está feito. Eu sou do grupo da conciliação. Agora, eu não sou milagreiro para conciliar ideias inconciliáveis. Se a pessoa tem formação liberal-conservadora e está em um partido socialista, eu não faço milagre de torná-lo socialista. Tem que saber se a pessoa se sente confortável aqui ou não”, afirmou Carlos Siqueira.

O dirigente afasta, categoricamente, qualquer ligação entre sua postura firme em relação às reformas e o processo de eleição interna do PSB, marcado para outubro. “Eu tenho me recusado, terminantemente, a falar sobre isso porque falta muito tempo e temos muito mais coisas a resolver do que ficar falando sobre quem vai ser o próximo presidente do PSB”, assevera o dirigente. 

Em relação à possibilidade da ofensiva contra os infiéis gerar uma debandada de lideranças do PSB, Carlos Siqueira defende que o crescimento do partido depende da manutenção da sua identidade. Ele registra que não deseja que o partido sofra com a saída de quadros, mas que, se isso acontecer, a legenda não vai ficar parada. “Na última janela que se abriu, perdemos três deputados, mas nós substituímos esses três. Perdemos três, mas ganhamos três deputados. Nós não estamos cochilando. Estamos agindo dentro da necessidade que temos de preservar a identidade do partido, mas temos que agir de maneira discreta”, relata.

As lideranças que divergiram do fechamento de questão do PSB na votação da reforma trabalhista passam a se submeter a ações no Conselho de Ética do partido. Siqueira sublinha que o colegiado não está desfalcado após a saída do advogado Antônio Campos da sigla. Ele explica que a estrutura está em plena atividade e possui como membros o ex-ministro Alexandre Navarro, Acelino Ribeiro e Rafael Carneiro.

O dirigente relata que chegou a conversar com diversas lideranças antes de definir voto contra as reformas em reunião da Executiva Nacional do PSB, na semana passada. Segundo Siqueira, deputados chegaram a pedir que ele fechasse questão. E, isso, na visão de alguns, os protege da pressão do Executivo Federal. 

Reforço 
Ontem, setores do PSB divulgaram um documento pedindo para que a líder na Câmara, deputada Tereza Cristina (MS), deixe o cargo. O grupo pediu também a abertura de processo disciplinar administrativo contra 14 dos 30 deputados que descumpriram as decisões da Executiva Nacional.

Trump mantém relação distante com Temer

Após 100 dias recém-completados à frente da Casa Branca, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mantém relação distante com o par brasileiro, Michel Temer.
Peemedebista ainda aguarda convite formal para encontro com presidente dos EUA - REUTERS/EBC
Da BBC Brasil - Ricardo Senna


Enquanto o peemedebista ainda aguarda um convite formal para um encontro com o presidente americano, Trump já recebeu pessoalmente líderes de vizinhos sul-americanos como Peru e Argentina - parceiros econômicos bem menos importantes para os EUA do que o Brasil, que ocupa o posto de principal mercado do país na América do Sul.
Ainda assim, Trump telefonou para outros líderes sul-americanos como Juan Manuel Santos, da Colômbia, e de todos os demais membros do Brics (bloco econômico formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), antes de seu único telefonema para Temer, em 18 de março.
Presidentes brasileiros anteriores, como Fernando Henrique Cardoso e Luís Inácio Lula da Silva, se encontraram pessoalmente com seus respectivos pares nos EUA durante os primeiros 100 dias de mandato de George W. Bush e Barack Obama, respectivamente, na Casa Branca.
Dilma Rousseff, por sua vez, recebeu telefonemas pessoais de Obama nos dias seguintes às suas duas vitórias em eleições.
Fernando Collor de Mello teve atenção semelhante do então presidente americano, George Bush. Apenas 25 dias após tomar posse em Brasília, em janeiro de 1990, Collor foi elogiado como alguém que "modernizaria" a política brasileira em encontro na Casa Branca.
À BBC Brasil, o palácio do Planalto disse, em nota, que "o presidente Michel Temer mantém diálogo construtivo com o presidente Donald Trump".
A reportagem também conversou com analistas e fontes ligadas à Casa Branca sobre a discreta relação entre Temer e Trump.

domingo, 30 de abril de 2017

Morre cantor Belchior aos 70 anos

O cantor e compositor cearense Belchior, de 70 anos, morreu na noite de sábado (29) em Santa Cruz do Sul (RS). A família não divulgou a causa da morte. O corpo deve ser trazido para o Ceará, onde ocorrerá o sepultamento na cidade de Sobral, onde o artista nasceu, segundo a Secretaria de Cultura do Estado. 
O Governo do Estado do Ceará confirmou a morte e decretou luto oficial de três dias. “Recebi com profundo pesar a notícia da morte do cantor e compositor cearense Belchior" disse em nota o governador Camilo Santana. "O povo cearense enaltece sua história, agradece imensamente por tudo que fez e pelo legado que deixa para a arte do nosso Ceará e do Brasil" (veja íntegra da nota abaixo). 
O traslado do corpo será feito pelo Governo do Ceará, que aguarda liberação das autoridades gaúchas. O horário ainda não foi confirmado, mas a expectativa é que o corpo seja levado ainda neste domingo (30). 
A assessoria do governo disse também que o chefe da Casa Militar do Ceará, coronel da Polícia Militar Túlio Studart, entrou em contato com o chefe da Casa Militar do RS, e que eles aguardam o resultado do laudo oficial.

sábado, 29 de abril de 2017

Santa Cruz vence Sport na Ilha e se aproxima da final do Nordestão

Do Folha de PE
Semifinal entre Sport e Santa Cruz na Ilha do RetiroFoto: Anderson Stevens/Folha de Pernambuco

Quem deu o primeiro passo em direção a vaga na grande final da Copa do Nordeste foi o Santa Cruz. Neste sábado (29), na Ilha do Retiro, os tricolores conseguiram fazer um jogo bastante tático e bateram o Leão pelo placar de 2x1. O primeiro gol do jogo foi marcado por Léo Costa. Os rubro-negros chegaram a igualar a partida ainda no primeiro tempo, com Diego Souza, de Pênalti. Mas na etapa final, Halef Pitbull deu números finais ao jogo.

Com o resultado, os tricolores podem até perder por 1x0, no jogo da volta, para se garantirem na decisão do Regional. O Sport precisa vencer, no Arruda, com pelo menos três gols de diferença - ou marcar mais de três vezes e dois diferença. A repetição do placar em favor do Leão leva a decisão para os pênaltis.

O jogo de xadrez tático entre Sport e Santa Cruz ficou bem claro em ambas as posturas durante o jogo. O Leão foi escalado com três volantes e três homens no campo ofensivo. Essa ideia possibilitou os avanços do time nas duas laterais de campo, e as principais jogadas ofensivas dos mandantes foram criadas pelo setor. Já Vinícius Eutrópio mandou para a Ilha do Retiro um Tricolor formado com três homens de criação no meio de campo. O povoamento se viu presente. Tanto é que no início da partida, os visitantes chegaram a ter maior posse de bola. Alem desses fatos, o que se viu na Ilha do Retiro foi um jogo pegado, com muitas faltas. Nenhum cartão, no entanto, foi mostrado na etapa inicial.

Este fato, no entanto, não interferiu na ofensividade das duas equipes. Ao todo, o Sport finalizou oito vezes, enquanto que o Santa Cruz levou perigo à meta adversária em cinco oportunidades. Uma delas, inclusive, foi necessária para a abertura do placar. Aos 32 minutos, o meia Léo Costa chegou de surpresa na área e cabeceou uma bola levantada por Thomás. Festa tricolor na Ilha do Retiro. A desvantagem fez o Leão tentar a todo custo o empate. Sete minutos depois, o tento foi anotado. Diego Souza foi derrubado na área por Thiago Costa. A arbitragem marcou o pênalti. Na cobrança, o próprio camisa 87 foi o responsável por igualar o marcador.

Assim como no início do segundo tempo, o Santa Cruz apostou seu jogo em ter maior posse de bola diante do Sport. E durante os 15 primeiros minutos, essa foi a tônica do jogo. O Leão, por outro lado, quando teve a bola, foi mais vertical. E também foi repetida a boa participação dos laterais rubro-negros na construção de jogadas ofensivas rubro-negras. 

A busca pelo gol motivou os técnicos a mexerem em seus respectivos setores ofensivos. Enquanto Ney Franco mandou a campo Lenis na vaga de Juninho, Eutrópio abdicou do meia Pereira para a entrada de André Luís. E este último foi o responsável pela jogada do gol tricolor. Aos 32 minutos, o recém-chegado atacante fez uma grande jogada individual, passou por três e deu passe para Halef Pitbull. E o centroavante não perdoou. 2x1. 

FICHA DE JOGO

SPORT
Magrão, S. Xavier, M. Ferraz, Durval e Mena; Fabrício, Ronaldo e Rithely; Diego Souza, André e Juninho (Lenis). Técnico: Ney Franco

SANTA CRUZ
Jacsson; Vítor, Anderson Salles, Bruno Silva e T. Costa; Elicarlos, David, Pereira (André Luís), Léo Costa e Thomás (Everton Santos); Halef Pitbull. Técnico: Vinícius Eutrópio

Local: Estádio da Ilha do Retiro, no Recife
Horário: às 18h30
Árbitro: Claudio Francisco Lima e Silva (SE)
Assistentes: Cleriston Clay Barreto Rios e Daniel Vidal Pimentel (Ambos de SE)
Gols: Léo Costa (aos 32 do 1ºT); Diego Souza (aos 39 do 1ºT);Halef Pitbull (aos 32 do 2ºT)
Cartões amarelos: Lucas Silva, David, Pereira, Jacsson (Santa Cruz); Matheus Ferraz, Reinaldo Lenis (Sport)
Cartão vermelho: Reinaldo Lenis (Sport)
Público e renda: Não divulgados

ES: magistrados ganharam mais de R$ 100 mil


O Globo - Coluna de Lauro Jardim 
Por Bruno Góes

Não é só o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro que pagou gordas cifras aos seus magistrados. A primeira folha de pagamento de 2017 do Judiciário do Espírito Santo revelou que 32 desembargadores e juízes receberam mais de R$ 100 mil cada um.
O maior valor foi para o desembargador Ewerton Pinto Junior, de 59 anos, que está no cargo há dois anos. Ele recebeu R$ 130.615,12.
Em janeiro, 344 dos 345 juízes e desembargadores em atividade no Espírito Santo obtiveram ganhos acima do teto constitucional, que é de R$ 33.763,00. Enfatize-se: apenas um está dentro do limite.
A justificativa é a mesma dada pela Tribunal de Justiça do Rio: indenizações, vantagens eventuais, 13º, 1/3 de férias, auxílios e outras gratificações não entram no cálculo do limite do teto.
A soma dos rendimentos dos juízes foi de pouco mais de R$ 29 milhões, quase metade do valor total da folha do mês, que consumiu R$ 76 milhões com 3.812 servidores e magistrados

Moro em seu labirinto

247- A reação do juiz Moro à postura corajosa e digna de Lula à perseguição abjeta que tem sofrido gerou, agora, uma excrescência de moralidade que, por si só, já deveria ser suficiente para o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) afastá-lo daquele hospício que virou a Vara de Curitiba.

Moro mandou recolher presentes que Lula ganhou, quando era presidente, em confronto direto com a lei e, principalmente, com os padrões de sanidade mental que devem nortear a ação de um juiz.

Agiu como um adolescente mimado ao perceber que, diante de Lula, ele é obrigado a recuar aos espaços criados artificialmente pela Globo junto à turma de extrema-direita que se divide entre loas a Bolsonaro e o consumo indiscriminado de Lexotan.

Essa ação contra os presentes de Lula revela, portanto, muito mais do que mesquinharia.

É um sinal de que Moro, mesmo com a ajuda da Globo News, não sabe mais para onde ir.

Moro continua a perseguição e confisca bens do acervo presidencial de Lula


O juiz Sergio Moro, que conduz a Lava Jato, confiscou 21 bens que o ex-presidente Lula recebeu de outros chefes de Estado e determinou que fossem devolvidos à União, alegando que servidores públicos não podem receber bens de alto valor.

Entre os bens, semelhantes aos que estão expostos no Instituto FHC, constam itens como moedas, espadas e outros presentes que, geralmente, são trocados por chefes de estado.
Para a defesa, foi mais uma prova da perseguição judicial a que Lula vem sendo submetido por Moro; "O fato de o juiz Sérgio Moro autorizar que seja retirado de Lula parte do seu acervo presidencial é mais uma prova de sua parcialidade e perseguição contra o ex-Presidente", diz o advogado Cristiano Zanin Martins.
Abaixo, a nota do advogado de Lula:
“O fato de o juiz Sérgio Moro autorizar que seja retirado de Lula parte do seu acervo presidencial é mais uma prova de sua parcialidade e perseguição contra o ex-Presidente.
O acervo privado de Lula, composto de documentos e presentes recebidos pelo ex-Presidente durante os seus dois mandatos, é resultado de um processo administrativo que tramitou em Brasília, perante a Presidência da República, e seguiu os critérios da Lei nº 8.394/1991, exatamente como ocorreu em relação a todos os ex-Presidentes da República desde a edição desse ato normativo.
Nenhum ato relacionado ao acervo foi praticado em Curitiba, com confirmou em juízo a testemunha Claudio Soares Rocha, que organizou todo o processo. Além da questão da competência territorial, o tema é absolutamente estranho a uma Vara Criminal. Mais uma vez está-se diante de uma decisão absolutamente ilegítima, que integra o ‘lawfare’ contra Lula.”
Cristiano Zanin Martins

Nos bastidores, Temer acha que greve foi expressiva

Nos bastidores, o governo tem uma avaliação diferente da feita publicamente. Acha que a greve geral de ontem foi um movimento expressivo, como já era esperado. A paralisação se espalhou por todo o país e teve foco na oposição às reformas trabalhista e previdenciária.

A preocupação do presidente Michel Temer é dar argumentos para a base de apoio no Congresso de que, mesmo diante da oposição de parte da sociedade, é fundamental para o governo votar as duas reformas.
Temer não tem como recuar, apesar de estar ciente de que as dificuldades estão crescendo. O governo avalia ainda que a violência de parte dos manifestantes ajuda no discurso contra os opositores das reformas.
Os principais articuladores políticos do governo dizem, reservadamente, que era preciso transmitir uma mensagem de endurecimento. Daí ter demitido indicados de deputados. No entanto, a intenção é tirar os cargos de alguns poucos parlamentares.
O governo não pode abrir mão de tentar convencer deputados reticentes. Dado o recado, o governo voltará a abrir o balcão para negociar cargos e emendas.  (Kennedy Alencar)