segunda-feira, 20 de março de 2017

Programação do Festival Viva Dominguinhos de Garanhuns


PALCO PRINCIPAL - VIVA DOMINGUINHOS

Quinta-feira (20)

Mourinha do Forró,

Nádia Maia e Targino Gondim,

Andréa Amorim,

Cezzinha

Dorgival Dantas


Sexta-feira (21)

Genaro,

Os Nonatos,

Alcymar Monteiro

Fulô de Mandacaru.


Sábado (22)

Kiara Ribeiro,

Cantoria Agreste, reúne Genaro, João Netto, Marcelo Melo e Sérgio Andrade. Flávio José

Falamansa.


Palco Canta Dominguinhos

Sexta-feira (21): Valdir Marino, Os Coroas do Forró, Forró do Xeeh, Orquestra Sanfônica, Quero Xote, Juliano do Acordeon, Verônica, Nando Azevedo e Amanda Back. Sábado (22): Ivan Maceió, Mateus Cordeiro e Deivinho, Rogério e Os Cabras, Michelly dos Anjos, Forró Pesado de Garanhuns, Banda Seu Januário, André Macambira, Andrezza Formiga e Roberto Cruz.
(Do blog de Ronaldo Cesar)

Temer, o imbecil, leva embaixadores para comer carne importada


Do Tijolaço, de Fernando Brito

Michel Temer não consegue deixar de ser o que é: um medíocre, um imbecil, um falso.

O Estadão foi perguntar aos garçons da churrascaria para onde levou os representantes dos importadores de carne brasileira, em Brasília, depois de uma reunião em que, de prático, anunciou uma “auditoria” sobre a fiscalização sanitária, como se os frigoríficos que, porventura, estivessem praticando irregularidades não estivessem, desde sexta-feira, mais apertados que boca de bode.

Não deu outra, no governo da piada pronta: a tal churrascaria só serve carne bovina importada da Argentina, Uruguai e Austrália.

Muito mais sério, porém, e nada hilariante, é a acusação de que a Polícia Federal agiu “de orelhada”, que não tem laudos para dar suporte às acusações que fez e que pôs, assim, não apenas o Governo como pateta – afinal, posição que não lhe é estranha – mas um importante segmento da indústria brasileira sob sério risco.

Com picanha argentina e “t-bone” australiano na “boca livre” dada aos gringos, é claro que isso não vai ficar na base do “mal-entendido”.

O ministro-Salmonella, Osmar Serraglio, nem sequer foi convidado – nem para a reunião, nem para o regabofe – porque ele, sim, já exala maus cheiro que não há vitamina C que disfarce. Tudo indica que já foi descartado.

O diretor da PF, por conta de bois, porcos e frangos, está a ponto de pagar o pato e o delegado Maurício Moscardi e a turma da Lava-Jato deram mais um passo para o controle do Ministério da Justiça.

Ou alguém acha que há peito para afastar e adotar providências disciplinares para afastar um delegado “lavajateiro”, mesmo que ele tenha feito uma “caca” de centenas de milhões de dólares?

Não podem, senão vão dizer que caiu por proteção aos frigoríficos, , com apoio até de uma pseudo-esquerda, pela cabeça da qual passa a esdrúxula ideia de que o policialismo pode trazer alguma coisa de bom.

E por uma imprensa que, depois de dizer que a carne estava “envenenada” com ácido ascórbico (vitamina C) agora se emenda para dizer que é por ácido sórbico, outra besteira, porque é uma substância retirada de plantas e que serve para matar o agente do botulismo nas carnes.

Então, o domingo, o do amigo de Temer, o Faustão, termina com as hilárias “pegadinhas”, onde o estafermo que nos preside prova, com risco de sua própria vida, a sanidade da carne brasileira comendo carnes importadas.

Se tivessem elaborar um roteiro de comédia não conseguiriam fazer tão bom quando fizeram de improviso

Louvem porras-loucas e o Haiti será aqui


Por Reinaldo Azevedo

O espetáculo grotesco, deprimente e perigoso estrelado pela Polícia Federal, que pode trazer prejuízos gigantescos ao Brasil e aos brasileiros, tem antecedentes. Não se chegou àquele descalabro do nada. Há muito está em curso a marcha da insensatez.

Quando eu começar a errar, aviso. Ou avisam os que têm a pretensão de ser meus adversários, não é? Ocorre que, até agora, assiste-se ao contrário disso. Só acerto! As provas estão nos fatos. Há bastante tempo venho chamando atenção para procedimentos impróprios de algumas autoridades encarregadas de investigar crimes (Polícia Federal e Ministério Público) ou de julgar os que são processados pelo estado — e, nesse último caso, refiro-me, é evidente, a setores do Judiciário.

Digamos com todas as letras, com todos os pingos nos is, com todas traves no tês: os porras-loucas desses três entes — PF, MPF e Judiciário — decidiram exercer o controle da política e dos políticos. E a melhor forma que encontraram de fazê-lo é criando factoides para manter a opinião pública em estado de permanente exasperação e mobilização rancorosa, que é coisa diferente de fazer uma escolha política. E contam, para isso, com a imprensa como subordinada e porta-voz.

Orgulho-me de ter escrito no dia 15 de fevereiro um post em que afirmei que há apenas três partidos no Brasil: 1) o PT e seus satélites de esquerda; 2) o PMDB-PSDB e seus satélites do Centrão e 3) o PAMPI (O Partido do Ministério Público e da Imprensa). Posso até fazer uma pequena mudança para tornar a coisa ainda mais precisa; o certo é PAMPIPO (Partido do Ministério Público, da Imprensa e da Polícia).

Alguém tem alguma dúvida disso?

A coluna deste domingo da ombudsman da Folha traz uma denúncia grave. Escreve Paula Cesarino Costa sobre o vazamento de nomes da chamada “Lista de Janot”, que deve chegar o ministro Edson Fachin apenas nesta segunda ou terça:

“Das dezenas de envolvidos na investigação, vazaram para os jornalistas os mesmos 16 nomes de políticos — cinco ministros do atual governo, os presidentes da Câmara e do Senado, cinco senadores, dois ex-presidentes e dois ex-ministros. Eles estavam nas manchetes dos telejornais, das rádios, dos portais de internet e nas páginas da Folha e dos seus concorrentes — O Estado de S. Paulo, O Globo e Valor. Por que tanta coincidência? A ombudsman apurou que a divulgação da chamada segunda lista de Janot se deu por meio do que, no mundo jornalístico, se convencionou chamar de ‘entrevista coletiva em off’. (….) Após receberem a garantia de que não seriam identificados, representantes do Ministério Público Federal se reuniram com jornalistas, em conjunto, para passar informações sobre os pedidos de inquérito, sob segredo, baseados nas delações de executivos da Odebrecht.”

Antes que prossiga, deixo claro: eu e Paula Cesarino somos, como costumo brincar, de “enfermarias diferentes”. Ela já lamentou de modo indireto que eu seja colunista da Folha. Não estou procurando pegar carona numa opinião sua ou fazer dobradinha. Estou é destacando uma informação que ela publicou e que sei correta. Afinal, já escrevi aqui que o objetivo da “Lista de Janot” é provar que todos são iguais. Ao industriar os vazamentos, os procuradores cometem um crime, que nem investigado será, e desbordam de sua função: fazem política. Prossigo.

Aécio Neves e Lula

E só nesse caso? Ah, não! Os vazadores resolveram também passar adiante o conteúdo de outras supostas delações: a Odebrecht e a Andrade Gutierrez teriam acertado o repasse de R$ 50 milhões a Aécio Neves, em 2007, depois de vencerem o leilão para a construção da hidrelétrica Santo Antônio, em Rondônia. Mas atenção: a) ninguém disse que era propina; b) os delatores não sabem se o dinheiro realmente foi pago. Entenderam?

Na coletiva que concederam na sexta-feira, os procuradores Deltan Dallagnol e Carlos Fernando evidenciaram o desprezo que têm pelo Congresso, asseguraram que os senhores parlamentares querem é acabar com a Lava Jato, e um deles, Deltan, antecipou até a data do julgamento de Lula, que será feito pelo juiz Sergio Moro. A condenação veio sugerida nas entrelinhas. Na página-trocadilho criada por sua mulher — “Eu Moro com Ele” —, o juiz agradece o apoio da população e sugere que, sem este, a história poderia ser outra.

Todas essas ações têm nome. E o nome disso é política. É o que fazem os procuradores quando dão coletivas em off; é o que faz Moro quando apela diretamente à população; é o que faz a Polícia Federal quando, com impressionante irresponsabilidade, desfaçatez, ligeireza, falta de elementos e estupidez técnica, demoniza a carne brasileira, cuja excelência é reconhecida mundo afora.

Todos querem fazer história

Há uma evidente sede de protagonismo dessas forças. Não se contentam com o seu papel institucional, que, obviamente, pode, sim, dar conta do recado, combater a corrupção, prender os corruptos. A propósito: a única força no Brasil que hoje promove a impunidade é a Lava Jato, dadas as penas ridículas que aplicam aos delatores. Notórios bandidos estão sendo, de fato, literalmente premiados. Os abusos sem contenção nem punição da Lava Jato conduzem a outros tantos.

Não senhores! O espetáculo grotesco da Polícia Federal na sexta não surgiu do nada. Sob o pretexto de combater bandidos, só pode fazer aquela patuscada quem aposta na impunidade. A mesma impunidade que protege os procuradores-vazadores. Todos esses entes, incluindo setores do Judiciário, estão convencidos de que o país não precisa de políticos e da política. Querem saber? Entreguemos o Brasil aos porras-loucas do MPF, da PF e do Judiciário, e, em dez anos, seremos um Haiti de dimensões continentais

Pirotecnia da Carne Franca vai para conta da PF




Helena Chagas – Blog Os Divergentes

A reação surpreendentemente rápida e eficiente do Planalto para tentar salvar as exportações brasileiras de carne jogou o foco nos exageros da pirotécnica operação Carne Fraca da última sexta-feira, promovida pela Polícia Federal. Houve, sim, uma divulgação alarmista dos fatos, ainda que eles sejam muito graves.

A informação básica de que apenas 21 fábricas ou frigoríficos, de um total de mais de 4.800 estão sob suspeita – e por isso serão submetidas agora a fiscalização especial – chega tarde, depois de dois dias de horror e ansiedade por parte da população. Nesse meio tempo, os países importadores, sempre buscando uma boa desculpa para barrar a carne brasileira, se assanharam.

A informação de que a utilização de ácido ascórbico, vitamina C, na carne não é prejudicial e nem perigosa, dada pelo ministro da Agricultura, Blairo Maggi, mostrou também a falta de informação e os exageros na divulgação da Carne Fraca. Por mais repugnante que pareça, ele explicou também que é comum misturar cabeça de porco na linguiça.

Muita gente não vai comer mais linguiça, inclusive eu. Mas a reunião e as entrevistas deste domingo no Planalto mostraram que, diferentemente do que o estardalhaço da PF – na maior operação de sua história – passou ao público, o sistema de processamento de carnes no país não está todo em xeque.

Apenas uma parte parece ter sido atingida, e isso não interessa só aos exportadores, mas principalmente aos consumidores brasileiros.

O tempo vai mostrar se é mesmo assim como disseram Temer e Maggi. Mas a pirotecnia da Carne Fraca vai entrar na conta da PF, arranhando a credibilidade de futuras operações.

Em tempo: embora oriunda de Curitiba, a Carne Fraca nada tem a ver com a Lava Jato. O Ministério Público do Paraná não é responsável pela operação, que tem a digital da PF. Sua eclosão na sexta-feira, aniversário da LJ, foi inclusive interpretada pelos procuradores como uma forma de disputar a festa com eles, dentro da conhecida rivalidade PF X MPF.

domingo, 19 de março de 2017

O maior ato político do Nordeste

Do  blog de Magno Martins
MONTEIRO (PB) –Monteiro está sendo cenário, neste momento, do maior ato político do Nordeste. Uma multidão lota a principal avenida da cidade, de um canto a outro. Não dá para fazer previsão do público, mas a avenida próxima à praça central virou um mar de gente. A praça é um vermelhão só, a cor do PT.

No palanque, o ex-presidente Lula e a ex-presidente Dilma já receberam medalhas da Assembleia Legislativa e estão, pacientemente, ouvindo uma saraivada de discursos, que começaram pelo padre da Paróquia local. A previsão é que o ato dure ainda mais de uma hora. Lula e sua comitiva vieram à praça numa carreata do canal da Transposição seguidos por milhares de admiradores que gritavam “Lula lá, lá”.

Símbolo da luta pela obra, padre Djaci agradece

Do blog Mais PB
Símbolo da luta pela Transposição, o padre Djaci Brasileiro fez um discurs contundente durante ato organizando pelo PT no município de Monteiro, na tarde deste domingo (19).

O religioso relembrou seu empenho pela conclusão da obra e agradeceu aos ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff.

“Lula fez o que a elite não teve coragem. Lutou contra tudo e todos para realizar o nosso sonho de beber água. A Transposição é sinônimo de vida e felicidade para milhares de nordestinos”, frisou.

O tamanho de cada um



Por Fernando Brito, no Tijolaço - Daqui a pouco, para quem não assistiu, recoloco o discurso de Lula na "inauguração popular" da transposição das águas do São Francisco.

É ouvir e ver a multidão – alguém com muita propriedade, disse no Facebook que é bom lembrar que não é a Avenida Paulista, mas Monteiro, na Paraíba, com 30 mil habitantes – e perceber que só a violência pode impedir que Lula possa se tornar a esperança de arrancar o Brasil desta situação de carne podre que nos levaram.

Numa mesma tarde de domingo, um homem cercado por uma multidão, comemorando com os sertanejos a chegada da água há 200 anos prometida.

Do outro, um homúnculo gaguejando garantias aos estrangeiros de que a carne que, a muito custo, o país conseguiu exportar, não está arruinada pela conjugação de uma polícia espalhafatosa e de um ministro Salmonella (copyright Luis Costa Pinto) que se meteu em promiscuidades para segurá-lo à frente da fiscalização.

Dias atrás, com o povo devidamente "desinfetado" da paisagem a miniatura de presidente que temos posava num sertão, apesar da água, deserto.

Entre todas as abissais diferenças entre eles, nenhuma é maior que essa.

Um é fraco, covarde, omisso, e presta contas ao "mercado" com seu arrocho sobre os gastos sociais.

O outro, inteiro apesar do câncer, da perseguição implacável da mídia e de juizecos que nunca fizeram nada pelo povo brasileiro senão empinar o nariz, presta contas ao povo humilde, porque fez o que quase nunca se fez neste país.

E por isso mesmo é quem tem capacidade de catalizar a energia, a esperança e a força deste povo para arrancar o Brasil do monturo em que está soterrado.

Um é uma historinha mal contada, um acidente trágico do destino.

O outro é História, com H maiúsculo

Lava Jato vai devolver o Brasil ao século 19

Eduardo Guimarães é responsável pelo Blog da Cidadania

Não há muito que falar. Apenas quero me unir aos que estão alertando. A tal “operação carne fraca” mostrou como é mal-intencionado o discurso que criminaliza “os políticos”, pois quem corrompe esses políticos são empresários e ninguém os estigmatiza.

Em segundo lugar, a Lava Jato vem servindo para massagear o ego de membros do Ministério Público e do Judiciário e para exterminar políticas públicas voltadas ao social, à distribuição de renda e à valorização do trabalho assalariado, pois substituiu um governo voltado para o social por outro antissocial.

Na última sexta-feira, a Lava Jato divulgou um balanço de quantos prendeu e condenou e de quanto dinheiro roubado recuperou.

Para resumir e simplificar: para recuperar cerca de 500 milhões de reais, a Lava Jato provocou uma paralisia da economia que gerou prejuízos da ordem de centenas de bilhões de reais. E ninguém acredita que a corrupção vai terminar por causa disso.

Um dos setores mais dinâmicos da economia brasileira era o setor da construção pesada. Usinas hidrelétricas, estradas, portos, aeroportos, hospitais etc. Esse setor era tão desenvolvido no Brasil que conquistou o mundo.

As empreiteiras brasileiras eram potencias que geravam divisas e levavam alto o nome do Brasil.

Roubavam tanto quanto milhões de outras empresas brasileiras que sonegam impostos e pagam propinas e nem por isso sofrem a mesma demolição.

Para quem não sabe, as empreiteiras brasileiras vão acabar todas nas mãos da China. As negociações estão adiantadas. Com isso, uma parcela gigantesca do PIB brasileiro vai para o vinagre.

Agora, é outro setor que afundou. O setor de carnes é um dos mais dinâmicos do país. Nossas carnes ganharam o mundo. Grupos como Friboi e BRF são vitais para o Produto Interno Bruto brasileiro e, assim como as empreiteiras, com o massacre de sexta-feira vão acabar na mão dos gringos.

Ninguém é a favor da corrupção a não ser os corruptos. E corrupção é o que não falta no Brasil. Mas querer que o combate à corrupção seja eficiente é uma coisa, querer que ele seja destrutivo, que jogue fora a água do banho da criança com a criança junto é outra.

Não era necessário o espalhafato da operação Carne Fraca. Tudo poderia ter sido feito na surdina, os culpados punidos, mas sem destruir a imagem do setor.

Quem vai lucrar com isso é a concorrência europeia, entre outras.

Os gringos virão cheios de dólares e comprarão nossas empresas a preço de banana enquanto nossos trabalhadores estarão afundados em jornadas intermináveis de trabalho sem direitos trabalhistas e recebendo salários aviltados.

A Lava Jato e os golpistas que favoreceu estão devolvendo o Brasil ao século 19. Vai demorar décadas para consertar o estrago que essa praga de gafanhotos fez, faz e ainda irá fazer, porque o ego dos investigadores ainda não foi suficientemente massageado.

Pirotecnia de investigadores, desfaçatez de investigados

Helena Chagas – Blog O Divergentes
Curitiba parece nao querer mesmo sair do mapa midiático, e aproveitou para comemorar os três anos da Lava Jato, hoje, com uma super-mega-power operação, a maior da PF em toda a sua história, contra grandes frigoríficos do país, que teriam pago propina a fiscais do Ministério da Agricultura para fazer vista grossa à venda de carne deteriorada.

É revoltante saber que estamos consumindo carne podre, misturada com papelão e produtos químicos. Quem faz isso merece cadeia, e ponto final. Não há o
Osmar Serraglio
que discutir quanto ao mérito da operação. Mas também não há como não notar, mais uma vez, certa movimentação pirotécnica dos investigadores da Carne Fraca, que estão sob a jurisdição de um colega do também paranaense Sergio Moro, o juiz federal Marcos Josegrei.
É aí que a coisa pega, nas precipitações que podem levar a informações  que não se confirmam, jogando tudo e todos na mesma vala e produzindo danos às vezes irreparáveis em reputações de pessoas e empresas. O nome do ministro da Justiça, Osmar Serraglio, por exemplo, começou a rolar desde cedo nos onlines como suspeito da Carne Fraca por ter sido grampeado em conversa com um dos acusados, a quem chamou de “grande chefe”. A investigação, porém, nada apurou contra ele, segundo delegados e procuradores, que explicaram que ele não é investigado no caso.
Da mesma forma, os investigadores informam que o dinheiro da propina dos fiscais agropecuários ia, em parte, para o PMDB e para o PP. É totalmente lógico e provável que isso tenha acontecido, para quem conhece esses partidos. Mas eles não sabem, ou não dizem, quem recebeu o dinheiro, como e nem quanto. Com isso, estão todos os ex-ministros – a maioria do PMDB – e dirigentes do Ministério da Agricultura nos últimos anos sob suspeita. É justo?
Certamente não, assim como não são também justos os vazamentos diários e seletivos que jogam na mídia nomes da Lista de Janot – cujo sigilo agora está sob a guarda  do STF -, juntos e misturados, sem dizer do quê estão sendo acusados. Como se sabe, entre os crimes listados há desde caixa 2 em sua modalidade mais simples até corrupção pesada.
Do outro lado do balcão, o dos investigados, a reação causa perplexidade e pode acabar por dar razão aos exageros dos juízes e procuradores que prendem antes e perfuntam depois. Em Brasília, investigados e investigadores do primeiro escalão da República se reúnem diariamente para tramar saídas para garantir a sobrevivência dos acusados na Lava Jato. Eles próprios vêm a público defender uma reforma política a toque de caixa, instituindo soluções polêmicas, como o financiamento público das campanhas e a eleição em lista fechada para deputados, com o claro objetivo se salvar a própria pele.
Acusados e julgadores confraternizam, ministros palacianos incluídos na Lista de Janot agem como se nada estivesse acontecendo, o Congresso trama anistias para caixas 1,2 e 3 e a vida segue.
Entre a sanha pirotécnica de uns e a desfaçatez de outros, está o cidadão perplexo ea cada dia mais descrente nas instituições e em seus representantes. Nitroglicerina pura.

Odebrecht diz ter acertado R$ 50 milhões para Aécio


Folha de S.Paulo – Bela Megale e Mario Cesar Carvalho


O ex-presidente da Odebrecht Marcelo Odebrecht e outros executivos do grupo disseram em acordo de delação premiada que acertaram junto com a Andrade Gutierrez o repasse de R$ 50 milhões ao senador Aécio Neves (PSDB-MG) após vencerem o leilão para a construção da hidrelétrica Santo Antônio, em Rondônia, em dezembro de 2007.
Executivos que complementaram o depoimento de Marcelo afirmaram que a Odebrecht se comprometeu a pagar R$ 30 milhões, enquanto a Andrade Gutierrez se encarregou dos R$ 20 milhões restantes.
Os delatores não esclareceram se os valores alegados foram efetivamente pagos, segundo a Folha apurou.
Também não falaram em propina para descrever o acerto com Aécio.
Os depoimentos, ainda sob sigilo, embasaram pedidos de inquérito feitos na semana passada pela Procuradoria-Geral da República contra diversas autoridades.
No caso de Aécio, por ele ter foro privilegiado, a solicitação foi feita ao relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, que ainda não deu essa autorização.
Caso o inquérito seja autorizado, começa a fase de colheita de provas. Havendo indícios, a PGR oferece uma denúncia, que, se aceita pela Justiça, torna o investigado réu, dando início a um processo que culminará em julgamento.
O tucano afirma que "é absolutamente falsa a pretensa acusação".
À época do leilão da usina Santo Antônio, no rio Madeira, em 2007, Aécio, embora fosse um dos principais nomes de oposição ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que licitou a usina em Rondônia, estava no seu segundo mandato como governador de Minas Gerais e tinha sob seu comando uma das empresas que integravam o consórcio que ganhou a disputa, a Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais). A empresa de energia é controlada pelo governo mineiro até hoje.
Embora fora do governo federal, o tucano também mantinha influência sobre o principal investidor da usina, a empresa Furnas.
Essa relação é apontada por políticos como o ex-deputado Roberto Jefferson e o ex-senador Delcídio do Amaral, além de um lobista do PT que foi preso pela Lava Jato, Fernando Moura.
A informação de que a usina de Santo Antônio surgiria na delação da Odebrecht ligada a Aécio foi antecipada pela colunista da Folha Mônica Bergamo na quinta (16).
Furnas é a principal acionista da Santo Antônio Energia, com 39% do capital.
Odebrecht e Andrade Gutierrez detêm, respectivamente, 18,6% e 12,4% das ações.
Um fundo da Caixa Econômica Federal controla 20%, enquanto a Cemig tem 10%. A construção da hidrelétrica custou R$ 20 bilhões.
Marcelo e outros executivos da Odebrecht afirmaram aos procuradores da Operação Lava Jato que as empresas decidiram fazer o acerto com o tucano porque queriam ter uma boa relação com as duas sócias da usina sobre as quais Aécio tinha influência –ou seja, Furnas e Cemig.
Se houvesse problemas com essas empresas durante a construção da hidrelétrica, o tucano poderia ajudar a Odebrecht e a Andrade Gutierrez, segundo o que disseram os delatores. Ainda pesou o fato de que a Odebrecht via no tucano um político em ascensão.

sábado, 18 de março de 2017

Carne fraca prova que o Brasil emburreceu


Por Luis Nassif, no jornal GGN

A Operação Carne Fraca, da Polícia Federal, traz uma comprovação básica: o nível de emburrecimento nacional é invencível. O senso comum definitivamente se impôs nas discussões públicas. E não se trata apenas da atoarda que vem do Twitter e das redes sociais. O assustador é que órgãos centrais da República – como o Ministério Público, a Polícia Federal, o Judiciário – tornaram-se reféns do primarismo analítico.Como é possível que concursos disputadíssimos tenham resultado em corporações tão obtusamente desinformadas, a ponto de não ter a menor sensibilidade para o chamado interesse nacional. Não estou julgando individualmente delegados ou procuradores. Conheço alguns de alto nível. Me refiro ao comportamento dessas forças enquanto corporação.
Tome-se o caso da Operação Carne Fraca.
A denúncia chegou há dois anos na ABIN (Agência Brasileira de Inteligência). O delator informou que a Secretaria de Vigilância Sanitária no Paraná tinha sido loteada para o PMDB. Levantaram-se provas de ilícitos em alguns frigoríficos.
Por outro lado, há uma guerra fitossanitária em nível global, em torno das exportações de alimentos. Se os delegados da Carne Seca não fossem tão obtusos, avaliariam as consequências desse bate-bumbo e tratariam de atuar reservadamente, desmantelando a quadrilha, prendendo os culpados.
Mas, não. O bate-bumbo criou uma enorme vulnerabilidade para toda a carne exportada pelo país. Os anos de esforços gerais para livrar o país da aftosa, conquistar novos mercados, abrir espaço para as exportações ficaram comprometidos pelo exibicionismo irresponsável desse pessoal.
Ou seja, havia duas formas de se atingir os mesmos resultados:
1. Uma investigação rápida, discreta e sigilosa.
2. O bate-bumbo de criar a maior operação da história, afim de satisfazer os jogos de poder interno da PF.
As duas levariam ao mesmo resultado e a primeira impediria o país de ter prejuízos gigantescos, que pudessem afetar a vida de milhares de fornecedores, o emprego de milhares de trabalhadores, a receita fiscal dos impostos que deixarão de ser pagos pela redução das vendas – e que garantem o salário do Brasil improdutivo, de procuradores e delegados.
Qual das duas estratégias seria mais benéfica para o país? A primeira, evidentemente.
No entanto, o pensamento monofásico que acomete o país, não apenas entre palpiteiros de rede social, mas entre delegados de polícia, procuradores da República, jornalistas imbecilizados é resumido na frase-padrão de Twitter: se você está criticando a Carne Fraca, então você é a favor de vender carne podre.
Podre se tornou a inteligência nacional quando perdeu o controle de duas corporações de Estado – MPF e PF – permitindo que fossem subjugadas pelo senso comum mais comezinho. E criou uma geração pusilânime de donos de veículos de mídia, incapazes de trazer um mínimo de racionalidade a essa barafunda, permitindo o desmonte do país pela incapacidade de afrontar o senso comum de seus leitores.
Veja bem, não se está falando de capacidade analítica de entender os jogos internacionais de poder, a geopolítica, o interesse nacional, as sutilezas dos sistemas de apoio às empresas nacionais. A questão em jogo é muito mais simples: é saber discernir entre uma operação discreta e outra que afeta a imagem do Brasil no comércio mundial.
No entanto, essa imbecilidade, de que a destruição das empresas brasileiras contaminadas pela corrupção, permitirá que viceje uma economia mais saudável, é recorrente nesse reino dos imbecis. E se descobre que a estultice da massa é compartilhada até por altos funcionários públicos, regiamente remunerados, que se vangloriam de cursos e mais cursos aqui e no exterior. O sujeito diz asneiras desse naipe com ar de sábio, reflexivo. E é saudado por um zurrar unânime da mídia.
Discuti muito com uma antiga amiga, quando mostrava os impactos dessas ações nos chamados interesses nacionais e via mão externa, e ela rebatia com conhecimento de causa: não são conspiradores, são primários.
Imbecil é o país que se desarma completamente, Judiciário, mídia, organizações que se jactam de ter Escolas de Magistratura, de Ministério Público, de Polícia Federal e o escambau, permitindo mergulhar na mais completa ignorância institucional.

Punir corruptos é uma coisa. Arruinar a economia e quebrar empresas, outra

ROBSON SÁVIO REIS SOUZA
Doutor em Ciências Sociais, professor universitário e membro da Comissão da Verdade de MG

Pensando bem... podemos suspeitar que agentes a serviço dos Estados Unidos na PF e no Ministério Público Federal primeiro trataram de quebrar a indústria do petróleo (e gás) e toda a sua cadeia produtiva e de alta empregabilidade, com a desculpa esfarrapada que estavam apurando corrupção na Petrobrás.
Depois, com a falácia que apuravam desvios ilícitos nos financiamentos de campanha eleitoral, quebraram as indústrias da construção pesada e naval.
Agora, resolveram quebrar a indústria da carne, uma das indústrias mais competitivas do país.
É importante esclarecer que a formação bruta de capital (indústria pesada) juntamente com o aumento do consumo das famílias (programas sociais, distribuição de renda) são as bases da expansão da economia capitalista.
Recentemente, técnicos do Banco Mundial, referindo-se ao que ocorre ultimamente no Brasil, disseram que nunca viram a desmontagem de políticas públicas que melhoravam a economia e a vida das pessoas pelo governo atual.
Como se não bastasse, simultaneamente, setores da juristocracia (no MP e na PF) tratam de desmontar as empresas.
Nos EEUU há inúmeros processos de desvios e corrupção na indústria bélica, sem destruição dessas empresas que são a base da economia norte-americana.
Noutra frente, a juristocracia (com a participação de juízes e tribunais superiores) destroem a política.
E a mídia oligopolizada trata de fazer o serviço sujo de manipular e selecionar o que deve ser divulgado e desmobilizar as reações populares.
Há mais um elemento a corroborar a suspeita de sabotagem à indústria nacional: segundo o ministério da agricultura, as denúncias envolvendo o setor de produção de carne já têm mais de sete anos. Por que, então, somente agora e neste contexto político marcado pelo desmonte de vários segmentos nacionais foi deflagrada a megaoperação policial?
É verdade que corrupção, o desvio de recursos públicos, as barbaridades que levam risco ao consumidor precisam ser apurados e extirpados das práticas criminosas desse capitalismo que mata.
Mas, uma coisa é apurar a participação de pessoas físicas em esquemas fraudulentos e puni-las nos limites da lei. Outra coisa, é transformar operações policiais em panfletagem midiática direcionada a acabar com o nome e a reputação das empresas, o que pode destruí-las. E, assim, destruir também uma das bases da economia.
Os empresários americanos, da UE e os chineses agradecem a camarilha golpista e seus sócios na juristocracia.

Operação da Policia arruina imagem do Brasil e pões em risco US$ 15 Bilhões


247 – Deu no New York Times: as maiores empresas brasileiras de alimentos pagam propinas a fiscais agropecuários para servir carne podre nas merendas escolares e também para exportar carne com salmonella para a Europa (leia aqui).

Deu na BBC: a carne que o Brasil exporta para a Europa e outros países é podre (leia aqui).

Deu no Agriland, um dos principais sites agrícolas do mundo: autoridades brasileiras estão desesperadas para marcar reuniões com embaixadores internacionais, de modo a evitar sanções a exportações brasileiras (leia aqui).

Deu no Global Meat News, outro site especializado: eram procedentes as suspeitas de que o Brasil vendia carne contaminada para a Europa (leia aqui).

As consequências dessas manchetes sensacionalistas são óbvias. Os países ricos erguerão barreiras sanitárias contra as exportações brasileiras e o País perderá vendas internacionais de US$ 15 bilhões ao ano. Registre-se que as carnes são o terceiro item da pauta brasileira de exportações, atrás apenas da soja e do minério de ferro.

Com o fechamento das exportações, a primeira consequência interna será a demissão de centenas de milhares de trabalhadores, num país que já tem 13 milhões de desempregados e vive a maior depressão econômica de sua história.

Para os fazendeiros, o impacto será também devastador. Sem o mercado internacional, a carne brasileira será despejada no mercado interno, reduzindo o valor da arroba do boi e a rentabilidade da pecuária. Os preços das terras cairão ainda mais, assim como a arrecadação de impostos.

Tudo porque uma operação da Polícia Federal, batizada de Carne Fraca, foi conduzida com a tradicional pirotecnia e focou sua divulgação em aspectos sanitários.

A mensagem da PF foi clara: os brasileiros comem papelão e produtos cancerígenos nas merendas escolares e nos churrascos do fim de semana.

Com isso, os frigoríficos serão a terceira cadeia produtiva destruída por operações policiais. As construtoras brasileiras, que disputavam mercados no mundo inteiro, já foram para o saco. Os fornecedores do setor de óleo e gás quebraram. E agora é a vez das empresas de alimentos (leia aqui).

Enquanto o Brasil é destruído sob o aplauso dos ignorantes, os concorrentes internacionais comemoram.

Não faz tanto tempo…



Cinco, seis anos?

A vida no Brasil não era assim.

É bom falar, porque a memória, nestes tempos de angústia, foge ao desânimo de cada manhã.

Fomos, sim, um país sem crise.

Havia – e não há agora? – corrupção, como havia fila nos hospitais, déficit na habitação, carência na educação, pilantragens públicas e privadas, deputados, senadores e ministros sem-vergonhas.

Mas também havia sonhos, havia progressos, havia planos, havia a casinha, o carro usado que levava a família a passear, a reforma da cozinha, finalmente; havia o emprego e o salário subia.

Discutíamos quanto mais do dinheiro público deveria ir para a educação, para a saúde…

As obras, algumas com seus superfaturamentos – como disse o pai do Odebrecht de hoje, desde o tempo do seu avô – e quase todas com atraso, andavam e a cara do país mudava…

Havia o pré-sal, a esperança de uma emancipação do país que jazia e jaz sob o mar.

Não se apressem os tolos a ver aqui defesa da corrupção de quem nunca a fez e tem nojo e raiva de quem rouba seu povo.

Mas aí veio o “Padrão Fifa” – aliás, corruptíssimo – que os tolos acharam ser “a esquerda”, porque tinha adolescentes e bobocas mascarados.

Uma dúzia de estádios de futebol – pouco se falava em roubalheira neles, aliás – eram os culpados de nossas carências e precariedades. O “Não vai ter Copa” era a brincadeirinha destes grupos, como se nos 501 anos em que não a houve (afora 1950, com direito ao Obdúlio Varela, o “2 a 1 pré 7 a 1”) tivesse existido sempre um tempo de progresso e felicidade neste país.

A classe média (a velha e a nova, incensada e endeusada) principiava a mostrar seus dentes, começava-se a soltar nas ruas a multidão de zumbis da moralidade.

Em maio de 2013, na retomada deste blog, 8.700 posts atrás, isso já nos alertava:

“Se não entendermos que teremos, nas eleições do ano que vem, de enfrentar corações e mentes desta classe média ascendente com o máximo de solidez possível na base de apoio ao Governo progressista, estaremos correndo sérios riscos.
Isso, de maneira alguma, significa deixarmos de pensar o que pensamos e combater desvios – políticos e pessoais – do poder.
Mas, também, e jamais, esquecermos que a luta que se trava é maior e mais, muito mais, importante e vital.
É pelos direitos do povo brasileiro – mesmo os de sua classe média – de viver melhor, num país livre, que não mais será escravo de ninguém.”

Quis o trocadilho do destino que chamasse Moro o personagem da onda de moralidade que sempre foi a arma da direita no Brasil.

E então chegamos a este 2017, onde a classe média emudeceu, sabe-se lá porque tenhamos atingido o “Padrão Fifa”, com um traste como Michel Temer no Governo e seu ministério onde muitos são os ladrões e todos uns canalhas, cúmplices da destruição do Brasil.

Não há mais casinha, não há mais o carrinho sonhado, o emprego se foi, o salário minguou, discute-se não como dar mais verbas à saúde e à educação, mas onde e como cortá-las, as obras pararam ou sumiram, a histeria e a agressão passaram a ser a forma de nos relacionarmos. De projeto nacional, hoje, só um ocorre: prender, prender e prender mais.

A mídia. o lixo da política e a nossa gorda elite judicial nos lançaram num país agora triste, bruto, sem esperanças , o país que é seu próprio retrato.

É por isso, e não entendem, que Lula vencerá as eleições.

Ou que, se o impedirem de disputar, teremos outro governo ilegítimo e de pântano adiante de nós.

Festa de São José em Angelim já é um sucesso

Na foto do blog Sr Cariri o prefeito Douglas Duarte, Deputado Sebastião Oliveira e Vereadores
Ontem o prefeito Douglas Duarte(PSB) abriu oficialmente os festejos do nosso padroeiro São José.
A festa que teve seu incio desde o dia 10 do corrente com festejos religiosos e profanos, tendo o palco da cultura popular como destaque, por lá passaram artistas locais e regionais.
Porém a partir de ontem se iniciou o tríduo principal dos festejos profanos que contou com a abertura da festa feita pelo Prefeito, Vereadores e com a presença do Deputado Federal Sebastião Oliveira.
Hoje será o dia principal e no palco principal se apresentarão A dupla Moreno e Moreninho, o grande cantor pernambucano Almir Ruch e se encerrará com a banda Cavaleiros do Forró.
A festa deste ano que teve todo o apoio do governo municipal está tendo uma grande organização e conta com seguranças, baterias de banheiros químicos e estacionamento.
Para hoje é esperado um público de cerca de 5 mil pessoas da cidade e municípios vizinhos para prestigiarem os festejos do querido padroeiro São José, e que contará na parte religiosa com uma grande procissão motorizada vindo do município de São João.


Invasão em Monteiro para inauguração popular da transposição


As informações que chegam de Monteiro (PB) dão conta de que a cidade sofrerá uma verdadeira invasão amanhã durante a passagem de Lula. Hotéis e pousadas estão lotadas e tem até muita gente alugando casas particulares. O evento começa por volta das 14 horas e deve se estender até o final da tarde. Só de jornalistas há um batalhão. E olha que a pré-campanha presidencial está apenas dando o seu start.
Quanto ao suposto banho que o ex-presidente tomaria no canal da Transposição, o senador Humberto Costa, líder da oposição no Senado, disse, ontem, que foi apenas um comentário em tom de brincadeira. “Lula está tão entusiasmado com as águas do Velho Chico chegando pelos canais da Transposição que brincou, em determinado momento, dizendo que estava com vontade de mergulhar no canal. Mas isso ficou descartado para não ser explorado negativamente pela mídia”, disse o líder da oposição no Senado.
Conforme programação liberada, ontem, pelo Instituto Lula, o ex-presidente  desembarcará em Campina Grande, a 171 km. De lá, a comitiva seguirá de carro até Monteiro levando em média duas horas de viagem. Na chegada a Monteiro, ao lado da ex-presidente Dilma e de três governadores – PB, CE e PI – Lula irá direto para o canal da Transposição para um ato rápido e simbólico que o PT denominou de “Inauguração popular da Transposição: a celebração das águas”. Antes de um comício em palanque armado no centro da cidade, haverá uma carreata (Do blog de Magno Martins)

Aécio é campeão de investigação na lista de Janot

Tucano é o político de destaque mais presente na peça enviada ao Supremo
ÉPOCA - DIEGO ESCOSTEGUY - Coluna Expresso
A lista de Janot é generosa com o presidente do PSDB, senador Aécio Neves: ele é o político de destaque com maior número de pedidos de investigação. O depoimento de Henrique Valladares, ex-executivo da Odebrecht,  é devastador para o tucano. Valladares revelou que Aécio recebeu propina numa conta secreta em Cingapura em nome de um amigo.

O mesmo Valladares diz que Aécio tinha esquema com Dimas Toledo, ex-dirigente de Furnas. O pagamento em Cingapura foi vinculado a benefícios obtidos pela Odebrecht em Furnas, diretamente a investimentos no Rio Madeira. 
Nas delações, Aécio também é acusado de receber propina pelas obras da Cidade Administrativa, sede do governo mineiro.
Uma das parcelas da propina foi entregue numa concessionária em Belo Horizonte, pertencente a Oswaldo Borges, uma espécie de tesoureiro informal do tucano. Quem relatou o acerto do pagamento da propina foi Sérgio Neves, ex-executivo da Odebrecht.
Posicionamento do senador Aécio Neves:
"É falsa e absurda essa  afirmação. Entre tantas mentiras que têm sido ditas envolvendo o nome do senador essa talvez seja a mais fácil de ser desmentida. O delator tem a obrigação agora de apresentar a tal conta em Cingapura, quando ficará claro quem é o responsável por ela e, por consequência, que o senador não tem qualquer relação com o assunto . É inaceitável que acusações falsas sejam feitas e vazadas de forma intencional e selecionada sem que haja qualquer  tipo de comprovação.
Assessoria Jurídica do senador Aecio Neves"

sexta-feira, 17 de março de 2017

Operação contra frigoríficos prende 38 e descobre até carne podre à venda

247 - A Polícia Federal deflagrou nesta sexta (17) a Operação Carne Fraca, que investiga uma suposta organização criminosa formada por fiscais agropecuários federais e empresas do agronegócio. Alguns dos principais frigoríficos do país estão na mira da operação, segundo a Folha apurou. A Justiça Federal do Paraná determinou o bloqueio de R$ 1 bilhão.
Cerca de 1.100 policiais federais cumprem 309 mandados, sendo 27 de prisão preventiva, 11 de prisão temporária, 77 de condução coercitiva e 194 de busca e apreensão em residências e locais de trabalho dos investigados e em empresas supostamente ligadas ao grupo criminoso.
"As ordens judiciais foram expedidas pela 14ª Vara da Justiça Federal de Curitiba e estão sendo cumpridas em São Paulo, Distrito Federal, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Goiás.
Segundo a PF, essa é a maior operação já realizada na história da instituição.
Em nota, a PF afirma que detectou em quase dois anos de investigação que as Superintêndencias Regionais do Ministério da Pesca e Agricultura do Estado do Paraná, Minas Gerais e Goiás atuavam para proteger empresas, prejudicado o interesse público.
O esquema funcionava por meio de agentes públicos que se utilizavam do poder de fiscalização para cobrar propina e, em contrapartida, facilitar a produção de alimentos adulterados, emitindo certificados sanitários sem qualquer fiscalização.
Dentre as ilegalidades praticadas pela suposta quadrilha está a remoção de agentes públicos com desvio de finalidade para atender interesses dos grupos empresariais."

Lava Jato completa 3 anos de proteção aos tucanos

Do Blog do Esmael

A força-tarefa Lava Jato liderada pelo juiz Sérgio Moro completa três anos nesta sexta-feira (17) de proteção aos tucanos e políticos que deram o golpe de Estado.
Além do seletivismo, partidarismo e parcialidade, que detona todo o judiciário em perspectiva, vide o caso da tarja preto em Aécio Neves, a Lava Jato tem a "comemorar" o maior desemprego e recessão na história do país desde 1929.
Você acha que acabou? Não.
A Lava Jato também é a principal responsável (sócia) pela chegada dos corruptos ao centro do poder que a queriam "estancar" — embora pareça contraditório.
Nesses últimos três anos, a Lava Jato fez a economia do Brasil perder mais de R$ trilhão.
Entretanto, o juiz Sérgio Moro e a velha mídia golpista se gabam de a Lava Jato ter "recuperado" a merreca de R$ 10 bilhões.
Diante desses fatos expostos, somente um trouxa ou mau caráter com interesses contrários aos brasileiros comemoraria a tragédia da Lava Jato.

Previsão do tempo para março, abril e maio de 2017, em Pernambuco


A Reunião de Análise e Previsão Climática ocorreu na EMPARN, em Natal, nos dias 20 e 21 de fevereiro de 2017. Na reunião foram analisados os campos globais dos oceanos e da atmosfera dos meses anteriores e atual, bem como, os resultados de modelos numéricos de previsão climática para o trimestre março a maio (MAM) de 2017. De acordo com os modelos e com a configuração da atmosfera e dos oceanos Atlântico e Pacífico, a previsão é de chuvas abaixo da média em todo o estado de Pernambuco. 
CLIMATOLOGIA DA PRECIPITAÇÃO NO TRIMESTRE MAM.
Na mesorregião do Sertão Pernambucano, normalmente tem março como mês mais chuvoso e com acumulado para o trimestre março, abril e maio de 332 mm. Para o Agreste normalmente, o início do período chuvoso se inicia em abril, sendo o total do trimestre mar/abr/mai de 309,3 mm. O acumulado para a Zona da Mata é de 573,8 mm e para a RMR é de 760,2 mm para o mesmo período. Vale salientar que, mesmo com a previsão do total acumulado de precipitação no período ficar abaixo da média, podem ocorrer chuvas intensas e mal distribuídas tanto temporalmente (chuvas concentradas em poucos dias) como espacialmente (chuvas concentradas em pequenas áreas) e acompanhadas de rajadas de vento e descargas elétricas. 
Em Pernambuco, as poucas chuvas que ocorreram no mês de fevereiro ficaram abaixo da média histórica em todo o Estado, dando continuidade à seca de severidade excepcional (S4) no Sertão e Agreste pernambucano e de severidade extrema (S3) no litoral.


De acordo com os modelos meteorológicos e com a configuração da atmosfera e dos oceanos, a previsão climática para os meses de março, abril e maio de 2017 é de chuvas abaixo da média em todo o estado de Pernambuco.
Fonte: APAC