sexta-feira, 13 de abril de 2012

O PAPEL DA OPOSIÇÃO


O papel da oposição

Existem dois tipos de oposição: a que faz um papel fiscalizador e contribui com a democracia e a que só diz bravatas. Infelizmente, em Angelim, não existe nem uma e nem outra, pois a oposição abdicou seu papel delegado pelo povo nas últimas eleições para prefeito. Poucas vezes vimos alguma ação efetiva da oposição para o engrandecimento do nosso município. Sua última ação foi um desastre total. Apesar da boa ideia de se criar a ficha limpa, em nosso município, para os cargos comissionados, o que se viu, infelizmente, foi a condução dessa ideia de forma atabalhoada, sem uma comunicação direta com quem interessava no caso o povo e acabou pagando um alto preço por essa falta de comunicação. A atual administração vendeu a ideia de que esse projeto era para impedir o atual prefeito de candidatar-se à reeleição, e acabou conseguindo seu intento.
É preciso que os líderes oposicionistas deixem de lado as vaidades pessoais e procurem trabalhar articulados para que não aconteça esse tipo de episódio, em que só causa desgaste e contribui para demonstrar que a oposição não tem credibilidade para conseguir as devidas assinaturas ou não fizeram o trabalho que deveriam ter feito. Mais do que nunca é preciso equilíbrio e bom senso na elaboração desse tipo de proposta; evitando, assim, desgastes desnecessários e que podiam ser evitados se houvesse uma melhor assessoria na elaboração de tais propostas.
Sabemos o quanto é difícil fazer oposição em cidade dependente, economicamente, como Angelim; onde o adesismo ao governo é tentador e quase incontrolável para a maioria das pessoas. Parece que o discurso já não surte o mesmo efeito como no passado, mas isso é fruto da despolitização do povo executado ao longo do tempo pela Direita e que a Esquerda acabou caindo nessa armadilha. Parece-nos que a saída seria a ação prática, isto é, a população tem que sentir que realmente há oposição na cidade, vendo isso nas ações dos líderes e não com discurso para um plenário vazio de uma Câmara de Vereadores. As pessoas têm que sentir que as coisas estão acontecendo. A oposição pode e deve tribunalizar suas ações, usar os tribunais em defesa do povo e fazer valer o cumprimento das leis, como por exemplo, o pagamento do salário mínimo em nosso município. Mas porque que será que a oposição não faz isso? Com a palavra os líderes oposicionistas.
Texto escrito pelo colaborador do blog: Professor José Fernando da Silva, Graduado em História pela UPE: Garanhuns-PE. Este texto foi revisado pela Professora Maria Cicera da Silva, Especialista em Lingua Portuguesa pela UPU: Garanhuns. Acompanhe todas as sexta feiras um ártigo do colaborador.


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