terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Detido durante reintegração de posse, líder do MTST diz que prisão foi política

Do UOL

Reintegração de posse da ocupação Colonial, na zona leste de São Paulo12 fotos

11 / 
O coordenador nacional do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), Guilherme Boulos, atribuiu a uma suposta ação "política" a prisão dele pela Polícia Militar nesta terça (17).
Boulos foi detido ao final de uma reintegração de posse em que cerca de 700 famílias foram despejadas de um terreno em São Mateus (zona leste de São Paulo) pela Tropa de Choque da PM.
A PM prendeu Boulos pelos crimes de incitação à violência e desobediência civil. Ele depôs durante cerca de meia hora ao delegado do 49º DP (São Mateus), mas, até as 14h, ainda não havia sido liberado.
Foi uma prisão política, evidente. Eles alegam incitação à violência e despejam 700 famílias de formaviolenta
Guilherme Boulos
"Foi uma prisão descabida, depois que os fatos ocorreram, não houve nenhum flagrante. Atribuíram a mim fatos que não aconteceram", defendeu-se.
De acordo com Boulos, o MTST estava na reintegração "para garantir o direito das pessoas que estavam sendo despejadas".
"Tentamos construir uma saída negociada e pacífica. A Tropa de Choque avançou, jogou bombas e agora querem encontrar um culpado", explicou.
Em nota divulgada mais cedo sobre o caso, a Polícia Militar havia informado que atendeu o pedido para apoiar os oficiais de Justiça no cumprimento da reintegração de posse.
"Após tentativa de negociação dos oficiais com as famílias, sem acordo, os moradores resistiram hostilizando os PMs, arremessando pedras, tijolos, rojões e montando três barricadas com fogo. Um policial militar ficou ferido de leve por uma bomba caseira e duas viaturas do Choque foram danificadas", descreveu.
Segundo informações da Polícia Civil, José Ferreira Lima, integrante do MTST, também foi detido e encaminhado ao 49º DP (São Mateus).
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo repetiu --também em nota-- as informações repassadas pela Polícia Militar e destacou que a PM agiu para garantir o cumprimento da ordem judicial. Além disso, afirmou a dupla foi detida acusada também de participar de ataques com rojão contra a PM.
Boulos nega a acusação. "Francamente, estou surpreso com a criatividade da assessoria ou do secretário ou de quem escreveu uma asneira dessa", disse.
Sobre a reintegração, o Ministério Público informou há pouco que entrou na semana passada com pedido de suspensão da ação de reintegração de posse porque as famílias não foram cadastradas para outras áreas de destino. O pedido foi negado ontem (16) pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. Em julho do ano passado, o MP já tinha pedido o cadastramento das famílias, mas a justiça não aceitou na época.

Nocaute denuncia filho de FHC em propinas da Petrobras

Perguntar, como se sabe, não ofende. Quem foi que atravessou o negócio das turbinas e abocanhou a propina de US$ 10 milhões que caberia ao Delcídio?
Foi o filho do Lula? Nããããããããããão!
Foi a filha da Dilma? Nããããããããããããao!
Foi o filho do FHC? Fooooooooooooiii!
E ele já foi coercitado? Nããããããããããooo!


Douglas Duarte encontrou o caos ao assumir o município de Angelim

Eleito prefeito de Angelim com mais de 3.400 votos, Douglas Duarte (PSB) tomou um susto quando começou a trabalhar, a partir de dois de janeiro.
É que o seu antecessor no poder, Marco Calado (PSD), que governou o município em quatro oportunidades, deixou prédios, veículos e equipamentos da prefeitura numa situação verdadeiramente vergonhosa.
Antes de assumir o cargo, o socialista imaginava que encontraria alguns problemas, mas não tantos como os que se deparou após sentar na cadeira de prefeito.
Segundo relato enviado ao blog por uma pessoa ligada ao novo governo, móveis, computadores, máquinas copiadoras e materiais de expedientes utilizados na maioria das secretarias estavam avariados e precisando de conserto e/ou substituição. “A frota de veículos foi uma das mais afetadas pelo descaso da gestão anterior, falta de peças, bancos rasgados são apenas alguns dos problemas enfrentados, ”enfatiza o relatório.
O prefeito Douglas Duarte e sua equipe estão trabalhando para arrumar a situação e começar o atendimento à população, o que ainda não foi possível por conta do caos deixado pela gestão anterior.
O gestor lamentou a situação de total descaso na sede da prefeitura, porque o mais prejudicado, no final das contas, é o povo de Angelim. As salas do Palácio Municipal e outros prédios públicos estão em estado precário, nos computadores foram apagados todos os registros dos sistemas de informática, a central telefônica foi totalmente avariada, com fiação cortada e os ramais sem funcionamento, dificultando o início do trabalho e prejudicando fortemente o atendimento à população.
De acordo com o próprio prefeito, Douglas Duarte Cavalcante, muitos objetos e móveis que constavam na relação entregue pela antiga administração, não estão nas dependências da sede da prefeitura.
Ainda segundo o novo gestor, após fazer o inventário completo de todo o conteúdo encontrado no prédio do executivo municipal, serão tomadas as devidas providências para responsabilizar os culpados pelo sucateamento dos bens públicos.
“Caso seja necessário, vamos sim abrir processo para que seja investigada a responsabilidade pelas irregularidades que estamos encontrando e para que os responsáveis arquem com os prejuízos, uma vez que são bens comprados com o dinheiro público e a população angelinense merece saber o que aconteceu com eles”, ressaltou o prefeito.
Ao observar a situação - como os prédios e os bens da prefeitura foram entregues - o prefeito convidou alguns populares para visitar a sede do executivo municipal e ver de perto o estado em que a mesma se encontra.


domingo, 15 de janeiro de 2017

A espetacular ruptura entre Janot e Aragão

Eram amigos
por : no DCM

O que você deve esperar de um homem a quem você manda calar a boca?
Tudo — exceto que cale a boca.
É o que se viu, mais uma vez, no episódio que opôs Rodrigo Janot e Eugênio Aragão.
O caso está relatado no Estadão de hoje numa excelente reportagem de Luiz Maklouf.
A rigor, Janot não mandou Aragão calar a boca. Disse, num email, que colocasse a língua no palato.
Que diabo é isso? — se perguntou Aragão, segundo o relato de Maklouf.
Língua no palato?
Bem, que podia ser senão um calaboca? Tente falar com a língua no palato.
Eram velhos amigos. Poucas coisas são mais melancólicas que a ruptura de antigas amizades.
Mas esta teve um lado cômico, também. Aragão foi ao escritório de Janot pedir satisfação, ou coisa parecida.
“Você veio aqui me chamar de traíra?” — perguntou Janot, depois de submeter o ex-camarada a uma espera de quarenta minutos.
De traíra não, devolveu Aragão. “De desleal.” Se alguém souber a diferença entre entre ser traíra e ser desleal favor me avisar, por favor.
Aragão, conta Maklouf, soubera que vazamentos da Lava Jato tinham partido da PGR de Janot.
A conversa se incendiou quando o nome de Lula veio à baila. Janot, sempre de acordo com o artigo de Maklouf, disse que Lula é um “bandido como todos os outros”.
Ficou claro, aí, que Janot jamais perdoou Lula por tê-lo classificado como “ingrato” na conversa com Dilma gravada e vazada por Moro, numa das últimas etapas do golpe.
Ao levar a história a um jornalista do Estadão, Aragão mostrou o quanto está indignado com o comportamento de Janot.
Você tem que estar com muita raiva de alguém para fazer o que Aragão fez. Ele não tomou nenhum cuidado para que o leitor não soubesse qual era a fonte da bomba.
Ele queria que as pessoas soubessem que a fonte era ele. Melhor: ele queria que Janot soubesse que o vazamento partira dele.
Vazamento se paga com vazamento: eis um exemplo acabado de vendetta.
O objetivo de Aragão foi plenamente alcançado. O homem que aparece na reportagem é um desequilibrado, um desvairado, inconsequente o bastante para não apenas chamar Lula de bandido — mas para mandar Aragão para a puta que o pariu.
Compostura e equilíbrio é o mínimo que se espera de um procurador geral da República. Janot demonstrou despreparo mental para o cargo que exerce, ainda mais num momento tão dramático.
Fora tudo isso, cometeu o pecado de julgar e condenar Lula antes que a Justiça oficialmente se manifeste. Neste caso, faria bem em manter a língua no palato.

Prisão lotada enriquece amigo de tucano


247 – O jornalista Xico Sá sugeriu, por meio de sua conta no Twitter, uma nova abordagem na cobertura da crise carcerária. Segundo ele, os presídios superlotados enriquecem fornecedores de quentinhas que, em sua grande maioria, são ligados a políticos do PSDB.
Confira, abaixo, seus tweets:
Pauta: preso come comida vendida por firmas amigas dos tucanos em sp. Bora prender e vender ração e superfaturar até o talo
Quer saber como preso dá lucro é só ver o nome das empresas q vendem a marmita podre pra eles em SP. Tudo amigo d tucano
Solta essa gente toda presa por um baseado a mais ou um baseado a menos e deixa de hiprocrisia.vamos rever essa política safada, amigo
Como diz meu querido Kurt Vonnegut, o melhor jeito d um gov enricar os amigos é vender ração superfaturada aos presos. Vide São Paulo
Prender no Brasil ñ é só punição, é lucro d ração vendida por firma amiga d governador

Em discussão com Aragão, Janot chamou Lula de bandido, como os outros

247 – Uma reportagem do jornalista Luiz Maklouf Carvalho revela como foi o último diálogo entre Eugênio Aragão, ex-ministro da Justiça, e Rodrigo Janot, atual procurador-geral da República, dois ex-amigos que se distanciaram após o golpe parlamentar de 2016.
Numa das falas, Janot chamou Lula de "bandido", "como todos os outros".
No diálogo, tenso, os dois se mandaram à m...
Confira como foi:
Janot: Você me deu um soco na boca do estômago com aquela mensagem (“não estou interessado em cargos”).
Aragão: É aquilo mesmo que está escrito lá.
Janot: Então considere-se desconvidado.
Aragão: Ótimo. Eu não quero convite (para função), tudo bem, não tem problema. Olha, Rodrigo, nós somos diferentes. É isso mesmo. Para mim, você foi uma decepção...
Janot: O que você está querendo dizer? Vai me chamar de traíra?
Aragão: Não, traíra não. Não chega a tanto. Desleal, mas traíra não. (No caso Operação da Lava Jato) você foi extremamente seletivo... 
Janot: Você vem aqui no meu gabinete para me dizer que eu estou sendo seletivo?
Aragão: É isso mesmo.
Janot: Você vai para a p... que o pariu... Você acha que esse (ex-presidente) Lula é um santo? Ele é bandido, igual a todos os outros...
Aragão: Você foi muito mesquinho em relação ao Lula, só porque ele disse que você foi ingrato (em razão da indicação para a função)... Não tinha nem de levar isso em consideração. 
Janot: Isso é o que você acha. Eu sou diferente. O Lula é bandido, como todos os outros. E você vai à m...
Aragão: E os vazamentos das delações? Eu tive informações, quando ministro da Justiça, pelo Setor de Inteligência da Polícia Federal, que saíram aqui da PGR...
Janot: Daqui não vazou nada. E eu não te devo satisfação, você não é corregedor.
Aragão: É, você não me deve satisfação, mas posso pensar de você o que eu quiser.
Janot: Você vá à m..., você não é meu corregedor.
Aragão: Eu não vim aqui para conversar nesse nível. Só vim aqui para te avisar que estou de volta.

Esquema previa até calote na Caixa, diz empresário


O Estado de S.Paulo - Josette Goulart e Alexa Salomão
O empresário Evaldo Ulinski, ex-dono do Big Frango, uma das empresas investigadas na Operação Cui Bono?, disse em duas entrevistas ao Estado que Lúcio Bolonha Funaro e operadores dele lhe ofereceram um empréstimo de R$ 100 milhões na Caixa Econômica Federal, com condições especiais. Cobrariam 10% sobre do valor do financiamento, a título de comissão, para facilitar a liberação dos recursos. Mas havia outra opção. Se o empresário aceitasse dar uma comissão maior, de 30%, não pagaria o empréstimo.
“Era 10% para você pagar e 30% para nunca mais precisar pagar. As palavras deles”, disse Ulinski ao Estado.
A história contada por Ulinski traz detalhes de como eram os bastidores de um esquema que previa a liberação de financiamentos irregulares na Caixa em troca de propinas, o alvo central da Operação Cui Bono?, deflagrada na sexta-feira.
Segundo o Ministério Público e a Polícia Federal, o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, Geddel Vieira Lima – ex-ministro do atual governo de Michel Temer –, além de Funaro, operaram um esquema de fraudes na liberação de créditos da Caixa, que teria ocorrido pelo menos entre os anos de 2011 e 2013.
Neste período Geddel era vice-presidente de Pessoa Jurídica do banco estatal, área que libera financiamentos para empresas.

Delações: Planalto sabe que vem chumbo grosso

A informação é de Natuza Nery, na coluna da Folha de S.Paulo deste domingo é que o Planalto sabe que vai enfrentar chumbo grosso com a divulgação das delações, mas, sobrevivendo ao baque, espera tempos melhores. “O terremoto vai ser tão grande que, depois dele, tudo vai parecer pequeno”, diz um palaciano.
Diz mais a colunista:
Com a iminência da revelação das delações da Odebrecht, um ponto extra cria tensão nos gabinetes da Câmara: a pequena possibilidade de que os congressistas se livrem das acusações fazendo novas delações.
“Nós somos o último elo da cadeia alimentar. Quem é que eu entrego para me livrar? Um prefeitinho?”, questiona um deputado aflito.
.Eduardo Cunha, pego em mensagens dizendo que o PSC o “perturbava” por recursos, prepara o troco, ao que tudo indica.
Antes de ser preso, Cunha pediu a auxiliares levantamentos das doações recebidas por certos aliados. A sigla era um dos principais alvos dessas tabelas. 

RN: mortos podem passar de 30, diz Itep

PM domina todo presídio do RN; mortos podem passar de 30, diz Itep Rebelião na Penitenciária de Alcaçuz durou cerca de 14h. Itep deu início à perícia no local; corpos estão sendo recolhidos.
Do Portal G1- Fernanda Zauli e Fred Carvalho
O número de mortos durante a rebelião na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, no Rio Grande do Norte, pode passar de 30, segundo o Instituto de Técnico-Científico de Polícia (Itep).
A rebelião começou na tarde de sábado (14) e terminou 14h depois já na manhã deste domingo (15). De acordo com a Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejuc), toda a penitenciária está dominada pela polícia e o trabalho de perícia já foi iniciado.
"Já iniciamos o trabalho de perícia", disse Marcos Brandão, diretor do Itep/RN. De acordo com fontes do governo, o número de mortes deve passar de 30. 
Leia mais aqui: PM domina todo presídio do RNmortos podem passar de 30diz Ite

sábado, 14 de janeiro de 2017

Aliados de Temer: saída de Geddel evitou nova crise



Folha de S.Paulo - Gustavo Uribe
O fato de o ex-ministro Geddel Vieira Lima ter deixado o comando da Secretaria de Governo antes da operação policial desta sexta-feira (13) deixou aliviado o entorno do presidente Michel Temer.
O diagnóstico é que caso ele ainda estivesse na pasta, o episódio poderia criar uma nova crise e desgastar ainda mais a imagem do governo federal.
Apesar do tom de alívio, há receio entre assessores e auxiliares presidenciais de que o ex-ministro, amigo pessoal de Temer, possa ter se referido ao nome do presidente, em uma citação lateral, em alguma gravação monitorada pela Polícia Federal.
Segundo relatório da Operação Cui Bono?, Geddel discutiu com o ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ),preso na Operação Lava Jato, as condições das taxas de juros para um empréstimo do FI-FGTS da Caixa Econômica Federal para a BRVias em 2012.
Geddel foi vice-presidente de pessoa jurídica da Caixa Econômica Federal entre 2011 e 2013. Para a Polícia Federal, Cunha liderou um esquema que envolveu Geddel e outras duas pessoas para angariar propina das empresas que seriam beneficiadas pelo esquema.
O grupo contaria com Fabio Cleto, que ocupava outra vice-presidência na Caixa, e com o doleiro Lúcio Funaro, também preso pela Lava Jato. Cleto é delator do esquema na operação.
O ex-ministro deixou o comando da Secretaria de Governo no final da semana passada, após ser acusado pelo também ex-ministro Marcelo Calero, da Cultura, de ter atuado na esfera pública para viabilizar um empreendimento imobiliário no qual ele havia comprado um apartamento.

Fala que te escutam



Carlos Brickmann
Tem gente que se esquece do avanço das telecomunicações, e fala como se estivesse num rádio de ondas curtas. O deputado Cássio Cunha Lima, por exemplo, tucano da Paraíba. Na entrevista a uma rádio paraibana, Cunha Lima disse que Temer teria dificuldades para chegar ao fim do mandato.

Com aliados desses, tem mesmo. Só no dia seguinte o senador se lembrou do alcance das emissoras de hoje. Ainda está se desculpando com o presidente e aliados - que, por coincidência, são os mesmos que os seus.
O pior, nesses vazamentos de senhas, é o que pode aparecer nas mensagens. Este colunista já ouviu falar (e não vai contar pra ninguém) de um certo cavalheiro com hábitos peculiares, que só contrata profissionais calipígias. Ambos se despem, ficando ela apenas com sapatos de salto alto, fininhos. Ele se deita de barriga para cima, e ela passeia, de salto alto, sobre seu corpo nu. Ele tem fama de pagar bem.
Que dirá em suas mensagens?

Temer posa de São Jorge; "Ele casou com dragão"

Blog do Josias de Souza
Num instante em que Michel Temer celebrava a queda da inflação e a perspectiva de eleger dois aliados para as presidências da Câmara e do Senado, a Lava Jato acomodou na porta do Palácio do Planalto mais um de seus filhotes tóxicos —uma investigação sobre um esquema que ajeitava empréstimos da Caixa Econômica para empresas em troca de propinas. No centro do novo escândalo estão personagens ligadíssimos a Michel Temer. Entre eles Geddel Vieira Lima, ministro até outro dia, e o ex-todo-poderoso Eduardo Cunha.
A nova operação policial chega num instante em que o governo se prepara para enfrentar no Congresso a dura batalha da reforma da Previdência. E ainda está por vir a homologação das delações da Odebrecht, que alcançam o próprio Temer. Limpo, o governo teria dificuldades para emplacar o necessário aperto previdenciário. Sujo, nem se fala. Temer tenta se comportar como um São Jorge que veio salvar a República. Mas a Lava Jato insiste em avisar que São Jorge está casado com o dragão.

Cedo para por economia fora do buraco, como diz o BC

Ivanir José Bortot - Blog Os Divergentes
Ainda é cedo para dizer que a economia saiu do buraco. É o que indicam os dados divulgados hoje, de crescimento de 0,2% em novembro pelo Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) ou os 0,67% da Fundação Getúlio Vargas.
Os principais fatores que dão sustentação ao crescimento da atividade econômica, a renda das famílias e a formação bruta de capital fixo, investimentos que vão gerar outros negócios e empregos, continuam em queda.
Há ainda o fato de que as duas taxas de crescimento foram comparadas de novembro sobre outubro, quando a metodologia indica que está comparação deve ser com novembro de 2015, o que, no caso do IBC-Br, vai resultar em uma queda de 2% do PIB.
A FGV indica que o Produto Interno Bruto (PIB) acumulado em 12 meses tem queda de 4% ao longo de 2016.Os setores da economia que mais encolheram foram de transformação (-6,3%); comércio (-6,9%), Formação Bruta de Capital Fixo ( -11,5%) e a de importação (-12,9%).
Para a economia voltar a crescer de forma consistente em 2017 será preciso investimento no setor produtivo, em infraestrutura e na geração de empregos para aumentar a massa salarial do país. O cenário de redução das taxas de juros pelo Banco Central ajuda muito, mas os empresários só vão voltar a investir no momento que estiverem seguros sobre a recuperação da economia e existência de um poder de compra do consumidor.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Geddel fazia parte de uma verdadeira organização criminosa, diz MPF

Do UOL
Policiais cumpriram mandados de busca e apreensão em imóveis de Geddel em Salvador
Policiais cumpriram mandados de busca e apreensão em imóveis de Geddel em Salvador

Em seu pedido de busca e apreensão à 10ª Vara Federal de Brasília, o Ministério Público Federal afirma que o ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) fazia parte "de uma verdadeira organização criminosa".
A PF (Polícia Federal) cumpriu mandados de busca e apreensão em imóveis de Geddel, nesta sexta-feira (13), em Salvador. Agentes estiveram, de manhã, no edifício Pedra do Valle, no Jardim Apipema, e em uma casa, no bairro Interlagos. Eles já deixaram os imóveis.
Geddel, que foi ministro nos governos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de Michel Temer, é suspeito de participar de uma esquema de fraude na liberação de recursos da Caixa Econômica Federal para empresas entre 2011 e 2013, período em que foi vice-presidente de Pessoa Jurídica do banco, em troca de "vantagens ilícitas".
"A fundamentação apresentada pela autoridade policial é bastante consistente, sendo os fatos narrados na representação indicativos de que os investigados Geddel Quadro Vieira Lima, Marcos Roberto Vasconcelos, José Henrique Marques da Cruz, e Marcos Antonio Molina dos Santos faziam parte de uma verdadeira organização criminosa", afirma no documento o procurador da República Anselmo Henrique Cordeiro Lopes.
Em nota, a Caixa diz "que o banco está em contato permanente com as autoridades, prestando irrestrita colaboração com as investigações, procedimento que continuará sendo adotado pela Caixa".
O UOL ainda não conseguiu contato com os advogados de Geddel. Ele é suspeito dos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.
Evaristo Sá-16.abr.2016/AFP
Celular de Cunha foi apreendido durante operação da PF em dezembro de 2015

Marcos Roberto Vasconcelos foi vice-presidente de Gestão de Ativos e Terceiros da Caixa. José Henrique Marques da Cruz é servidor de carreira da Caixa Econômica Federal. Marcos Antonio Molina dos Santos é fundador e principal executivo da Marfrig Alimentos. A reportagem está em busca de contatos com os investigados para que eles se pronunciem.
"Os elementos de prova colhidos até o presente momento apontam para a existência de uma organização criminosa integrada por empresários brasileiros e agentes públicos que, ocupando altos cargos na Caixa Econômica Federal e no Parlamento brasileiro, desviavam de forma reiterada recursos públicos a fim de beneficiarem a si mesmos, por meio do recebimento de vantagens ilícitas, e a empresas e empresários brasileiros, por meio da liberação de créditos e/ou investimentos autorizados pela Caixa Econômica Federal em favor desses particulares", afirma também o procurador.
As informações que basearam a operação foram encontradas em um celular encontrado na residência do ex-deputado Eduardo Cunha em dezembro de 2015,

Monsenhor Geraldo será enterrado na igreja de São José em Capoeiras

O corpo do  Monsenhor Geraldo Batista de Lima, pároco de Capoeiras que morreu ontem em Recife aos 81 anos, Ele morreu no Hospital Português, no Recife, onde estava internado desde o dia 27/12/2016,  será sepultado hoje na igreja de São José em Capoeiras.

Segue nota da Diocese de Garanhuns:

A Diocese de Garanhuns comunica com pesar o falecimento do Mons. Geraldo Batista de Lima, Pároco de Capoeiras, ocorrido na noite de ontem, na cidade do Recife. Ao mesmo tempo em que convida a todos para a Missa Exequial, que será celebrada hoje, sexta-feira, dia 13, às 18h, seguindo-se o sepultamento na Igreja Matriz de São José, em Capoeiras.

Mons. Geraldo era natural de Brejo da Madre de Deus. Estava com 81 anos de idade. Serviu à Diocese de Garanhuns durante estes 45 anos de seu sacerdócio, sempre como Pároco de Capoeiras.

“Descanso eterno dai-lhe, Senhor e brilhe para ele a vossa luz!”

Cúria Diocesana de Garanhuns, 13 de janeiro de 2017.

Mons. Alexandre de Melo Castanha Neto
Chanceler da Cúria

Monsenhor Geraldo Batista morre aos 81 anos

Do blog Capoeiras
Capoeiras esta de luto e chora a perda do seu pastor espiritual. Nesta quinta-feira, às 21:40h, faleceu aos 81 anos, o Monsenhor Geraldo Batista de Lima. Ele morreu no Hospital Português, no Recife, onde estava internado desde o dia 27/12/2016, depois de ter procurado atendimento medico no Hospital Municipal de Capoeiras, e o medico o encaminhar para o Hospital na capital pernambucana.

Nas semanas seguintes as notícias que chegavam eram de que o Monsenhor Geraldo apresentava melhora no seu quadro de saúde, que suas pernas haviam desinchado e que a pneumonia não havia retornado como temiam os médicos. Varias pessoas o visitaram no Hospital no Recife.

Infelizmente chegou o seu dia, e Deus o chamou. A noticia do falecimento do Monsenhor Geraldo logo se espalhou através das redes sociais, e as 23:30h o Monsenhor José Augusto, através do serviço de som da Matriz de São José comunicou aos paroquianos a triste notícia; ele também convocou os católicos para a 00:00h assistirem a primeira missa celebrada em intenção da alma do padre Geraldo.

Natural de Brejo da Madre de Deus, padre Geraldo como muitos o conhecem chegou a Capoeiras no mês de abril de 1972 onde permaneceu a frente da Paróquia de São José até falecer nesta quinta-feira (12). No último dia 09/01/2017, ele completou 45 anos de sacerdócio.

OIT prevê: 13 milhões desempregados no Brasil em 2017

G1
A taxa mundial de desemprego deverá subir de 5,7% em 2016 para 5,8% em 2017, o que representará um aumento de 3,4 milhões no número de pessoas desempregadas, segundo relatório lançado nesta quinta-feira (12) pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). Ao todo, serão 201,1 milhões de pessoas sem emprego no planeta neste ano.
Segundo o estudo "Perspectivas sociais e do emprego no mundo - Tendências de 2017", de cada 3 novos desempregados no mundo em 2017, um será brasileiro. A OIT estima que o Brasil terá 1,2 milhão de desempregados a mais na comparação com 2016, passando de um total de 12,4 milhões para 13,6 milhões, e chegará a 13,8 milhões em 2018.
Em termos absolutos, o Brasil terá a terceira maior população de desempregados entre as maiores economias do mundo, superado apenas pela China e Índia. Na China, a OIT prevê que o número subirá de 37,3 milhões para 37,6 milhões em 2016. Já na Índia, de 17,7 milhões para 17,8 milhões.
Continue lendo: OIT prevê que nº de desempregados no Brasil chegará a 13,6 milhões em 2017

Lula na estrada

Bernardo Mello Franco - Folha de S.Paulo
Lula voltou à estrada. Nesta semana, o ex-presidente reapareceu no alto do palanque em Salvador e Brasília. Discursou contra o governo Temer e repetiu que, "se for necessário", será candidato ao Planaltomais uma vez.
"Nós voltaremos a governar este país", prometeu, no comício da capital baiana. A frase parece ecoar o slogan "Ele voltará", lançado pelos seguidores de Getúlio Vargas antes da campanha eleitoral de 1950.
Os getulistas preparavam o retorno de um presidente que havia sido enxotado do poder ao fim do Estado Novo. Os lulistas sonham com a volta de um presidente que saiu por cima, mas perdeu prestígio com a Lava Jato e a crise que derrubou a sucessora.
Lula retomou um papel que sempre dominou: o de líder da oposição. Tem explorado a impopularidade de Temer para atacar os novos donos do poder. Não é uma tarefa difícil. O governo tropeça nas próprias pernas e continua a anunciar medidas amargas para os brasileiros mais pobres.
O ex-presidente lidera todas as simulações de primeiro turno, mas não sabe se poderá ser candidato. Réu em cinco ações penais, corre o risco de ser barrado pela Lei da Ficha Limpa caso venha a ser condenado em segunda instância até 2018.
Seus adversários não deveriam apostar todas as fichas nisso. Sem comparar os dois personagens, vale lembrar que o deputado Paulo Maluf chegou a ter os votos invalidados em 2014, mas recorreu ao TSE e foi autorizado a tomar posse mais uma vez.
Na dúvida, Lula veste o figurino de presidenciável para rodar o país e tentar sair da defensiva. Pode ser o suficiente para reanimar a militância, mas ele não sairá do lugar pregando apenas para convertidos.
Enquanto não provar que abandonou as práticas que o levaram para o buraco, o PT deve continuar sem perspectivas reais de poder. E é difícil acreditar em mudanças quando figuras como Delúbio Soares, condenado no mensalão, circulam à vontade nos comícios do ex-presidente.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Nem metade dos municípios declarou cumprir o piso dos professores em 2016

Do UOL-Menos da metade dos municípios e apenas 17 estados, além do Distrito Federal, declararam conseguir pagar em 2016 ao menos o mínimo estabelecido em lei aos professores de escolas públicas da educação básica de suas respectivas redes de ensino. Os dados são de um levantamento feito pelo Ministério da Educação (MEC). E em 2017, todos os entes terão que arcar com um valor ainda maior.

O novo piso foi anunciado nesta quinta-feira (12), e o salário dos professores passa a ter que ser de pelo menos R$ 2.298,80 para uma jornada de 40 horas semanais, o que representa um reajuste de 7,64% em relação aos R$ 2.135,64 do ano passado.

O levantamento foi feito em novembro com base na declaração dos estados e municípios. Acre, Alagoas, Amapá, Distrito Federal, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins declararam cumprir o piso salarial dos professores, determinado em lei desde 2008. Amazonas, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Pará, Rio Grande do Sul e São Paulo não prestaram informações.

Já entre os municípios, 2.533, o equivalente a 44,9%, declararam cumprir o valor do piso.

"Temos que enfrentar um problema concreto, precisamos melhorar o salário dos professores, valorizar os professores e, ao mesmo tempo, não há recursos suficientes para dar um reajuste acima da inflação. O reajuste agora é acima da inflação, cumprindo a lei, mas sabemos e entendemos as dificuldades dos estados e municípios", diz a secretária-executiva da pasta, Maria Helena Guimarães de Castro.

Reajuste


O piso salarial dos docentes é reajustado anualmente, seguindo as regras da Lei 11.738/2008, a chamada Lei do Piso, que define o mínimo a ser pago a profissionais em início de carreira, com formação de nível médio e carga horária de 40 horas semanais. O valor para 2017 representa um aumento real, acima da inflação de 2016, que fechou em 6,29%. O reajuste começa a valer a partir deste mês.

Não há uma penalidade específica para o não cumprimento da Lei do Piso. Cabe aos Ministérios Públicos Estaduais, poderes legislativos locais e Tribunais de Contas Estaduais a fiscalização. O descumprimento pode resultar em um Termo de Ajuste de Conduta.

Mudanças


Todo os anos, prefeituras e governos estaduais apontam dificuldades no cumprimento do piso. Este ano, com a queda na arrecadação, a situação se intensificou. Tanto estados quanto municípios apontam para a necessidade da regulamentação da Lei do Piso e da mudança na fórmula usada para calcular os reajustes. A lei vincula o aumento à variação ocorrida no valor anual mínimo por aluno definido no Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

Uma das soluções seria regulamentar os repasses feitos pela União que, pela lei, deveria complementar o piso em locais onde não há caixa para cumprir o pagamento mínimo. "O complemento do piso nunca foi regulamentado, nenhum estado e nenhum município recebe recursos para complemento do piso salarial, para ajudar a garantir o piso", diz o presidente do Conselho Nacional dos Secretários de Educação (Consed), Fred Amâncio. O ministro da Educação, Mendonça Filho, disse que não há previsão de repasses extras aos entes, mas que a questão poderá ser discutida no Congresso Nacional.

Neste ano, o governo federal fez alterações nos repasses do Fundeb, que é composto pela arrecadação dos estados e municípios e mais uma complementação da União. Até o ano passado, o repasse da União era feito em 14 parcelas que se estendiam até o ano seguinte. A partir de 2017, os repasses do complemento da União, destinado aos estados com mais dificuldades em garantir o investimento mínimo aos estudantes, serão feitos em 12 parcelas.

Segundo Mendonça Filho essa medida irá ajudar no cumprimento do piso salarial. Amâncio, no entanto, diz que ainda são necessários mais recursos. Uma vez que se trata de recursos que os estados já receberiam, o presidente do Consed diz que a mudança "ajuda do ponto de vista de fluxo de caixa, mas não muda nada do ponto de vista da realidade do pagamento de salários".

O presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Alessio Costa Lima, também defende que é preciso rever a fórmula de cálculo do reajuste, que hoje "leva o gestor a uma situação que impossibilita fazer o pagamento", uma vez que cresce acima do aumento dos repasses do Fundeb, principal fonte para o pagamento dos salários.

Valorização dos professores


Para a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), as regras atuais devem ser mantidas e a educação deve ser priorizada. "Precisa de muita determinação e muito compromisso com a educação por parte dos gestores públicos para entender que não vai ter educação de qualidade se não tiver professores e funcionários trabalhando com um salário decente. O reajuste deve ocorrer mesmo com toda a crise que possa estar acontecendo", defende o presidente da confederação, Roberto Franklin de Leão.

Em 2009, quando a Lei do Piso entrou em vigor, o pagamento mínimo para professores passou de R$ 950 para R$ 1.024,67, em 2010, e chegou a R$ 1.187,14 em 2011. No ano seguinte, o piso passou a ser R$ 1.451. Em 2013, subiu para R$ 1.567 e, em 2014, foi reajustado para R$ 1.697. Em 2015, o valor era R$ R$ 1.917,78. Na série histórica, o maior reajuste do piso foi registrado em 2012, com 22,22%. No ano passado, o reajuste foi de 11,36%.

Apesar do crescimento, atualmente os professores recebem o equivalente a 54,5% do salário das demais carreiras com escolaridade equivalente. A melhoria da remuneração dos professores faz parte do Plano Nacional de Educação (PNE), lei que prevê metas até 2024. Até 2020, os docentes terão que ter rendimento equiparado ao dos demais profissionais com escolaridade equivalente.

O Fórum Permanente para Acompanhamento da Atualização Progressiva do Valor do Piso Salarial Nacional, criado em 2015 com o objetivo de discutir formas mais sustentáveis de pagar os professores, reuniu-se hoje (12) pela primeira vez em 2017. O grupo, que conta com representantes do MEC, estados, municípios e trabalhadores, deverá, ao longo do ano, discutir mudanças para garantir os pagamentos.

Quem entrega o pré-sal é traidor

Há  um ano, O Globo publicou um editorial mentiroso e entreguista sob o título de “O pré-sal pode ser patrimônio inútil“.
O “patrimônio inútil” fechou 2016 produzindo 56% de todo o petróleo e gás natural extraídos no Brasil, mesmo sendo ainda uma fronteira exploratória ainda muito pouco desenvolvida.
Foram 1,58 milhão de barris de óleo equivalente, somados líquido e gás, dos 2,82 milhões retirados no país.
Entre dezembro de 2015 e dezembro de 2016, a produção total do pré-sal aumentou nada menos que 45%. Em termos de indústria do petróleo, quando se trata de grandes volumes, isto é gigantesco.
O pré-sal, sozinho, seria hoje o 15° maior produtor de petróleo do mundo. Gera, por dia, US$ 83 milhões  em valores brutos, ou US$ 30 bilhões de dólares por ano, isso se não aumentasse em uma gota a quantidade de óleo extraído.
Mas tem capacidade comprovada de dobrar esta quantidade com a entrada em operação dos campos de Libra e de Franco.
Será que é preciso mais para que se veja que a entrega desta riqueza, como está se fazendo, desavergonhadamente, é um crime de traição nacional?

Governo anuncia piso salarial dos professores com reajuste de 7,64%,

O piso salarial dos professores terá aumento de 7,64% em 2017 e passará para R$2.298,00. O reajuste foi anunciado pelo ministro da Educação, nesta quinta-feira, (12). O professor que tem carga horária mínima de 40 horas semanais e formação em nível médio (modalidade curso normal) não pode receber menos do que esse valor”, defendeu o ministro. 
O ministro, anunciou também a nova composição do fórum permanente para acompanhamento da atualização progressiva do valor do piso salarial nacional para os profissionais do magistério público da educação básica. A Portaria nº 1/2017, da Secretaria de Articulação com os Sistemas de Ensino (Sase) do MEC, com a nova composição do fórum, foi publicada também nesta quinta-feira.
Os estados e municípios que, por dificuldades financeiras, não possam arcar com o piso, devem contar com a complementação orçamentária da União, como determina a Lei 11.738/2008, no art. 4º. Em Dezembro o ministro liberou o pagamento da complementação do Fundeb para municípios,  quatro meses antes.  Essa complementação só seria feita em abril.  Outra iniciativa inovadora é a liberação do pagamento desse complemento do Fundeb de forma parcelada. O que seria pago em dezembro de 2018 vai começar a ser pago em janeiro de 2017.

Ação de combate ao mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zica vírus é realizada na sede do DETRAN-PE e Secretaria das Cidades

Uma operação de combate ao mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zica vírus, foi realizada pela Secretaria das Cidades – Secid, por meio do Departamento Estadual de Trânsito de Pernambuco – DETRAN-PE, na sede da Secretaria e da Autarquia, que conta com cerca de 73.700 metros quadrados de extensão. 
 
A ação que aconteceu sob a Coordenação da Diretoria de Gestão, em parceria com a Secretaria de Saúde do Recife, contou com agentes de combate ao mosquito que aplicaram um novo produto com maior eficácia e fizeram uma varredura nos ambientes, salas de trabalho e atendimento, banheiros, além de toda a área externa do Órgão, pátio de provas práticas e estacionamento. 
 
Segundo o Diretor Presidente do DETRAN-PE, Charles Ribeiro, um cronograma de combate ao mosquito vem sendo realizado permanentemente.  “Estamos em constante observação para também contribuir com a extinção do mosquito causador dessas doenças. Começamos pela sede na nossa Autarquia e Secretaria, mas estamos levando também a intervenção para a Unidade de Taxis e Coletivos – DUAT, localizada na BR 101, para o Depósito BR 1 e BR 2, que conta com os veículos recolhidos e as demais unidades do DETRAN-PE do Estado” enfatizou.
 
O DETRAN-PE executa mensalmente um calendário de dedetização contra insetos e roedores a fim de garantir sempre a segurança de seus servidores e usuários dos serviços do Órgão.

Didi, Dedé, Muçum, Zacarias

Carlos Brickmann
Preocupado com os massacres nas penitenciárias, achando que é preciso tomar providências urgentes? O governo também. O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, discute o assunto em reunião urgentíssima com secretários estaduais da Administração Penitenciária. Dia marcado: 17.

É até bom esperar um pouco. Quem sabe até lá há novas revoltas e massacres e dá para aproveitar a reunião urgentíssima para discutir tudo?

Todo mundo criticou o presidente Temer por ter demorado a falar sobre os pavorosos acidentes nos presídios amazônicos. Pois é: aí ele falou.

A Defensoria Pública da União pediu ao STF que determine ao sistema prisional do Amazonas que garanta aos presos o direito à progressão de pena. Espera-se que a garantia se estenda a todos os sobreviventes.

O secretário nacional da Juventude, Bruno Júlio, foi exonerado pelo presidente Temer depois de defender mais massacres em presídios. Seu cargo (para que servirá?) é disputado pela "ala jovem" (existe!) do PSDB, pelo PSC, que se queixa de ocupar pouco espaço no Governo, e, naturalmente, o PMDB. Considerando-se que no Congresso os parlamentares mais antigos são conhecidos como "cabeças brancas" e os mais novos como
 "cabeças pretas", os secretários nacionais da Juventude (quais as funções do cargo?), se seguirem o exemplo do demitido Bruno Júlio, poderão orgulhar-se de seu novo apelido de "cabeças vazias".

Beira-Mar tramava fugir da cadeia usando helicópero



Radar - Veja - Gabriel Mascarenhas
O saldo da carnificina dos presídios de Manaus e Roraima é inversamente proporcional ao respeito dos bandidos pelo Estado. A constatação é mais velha do que a fome. Basta lembrar que o manda-chuva do PCC, Willians Herbas Camacho, o Marcola, chegou a bolar um plano para fugir da penitenciária de Presidente Vensceslau, em São Paulo, usando um helicóptero, em 2013. A Polícia Civil descobriu a gracinha e evitou a fuga cinematográfica.
Mas Marcola não foi nada original.
 
Até hoje mantido em sigilo, em 2011, o Ministério da Justiça recebeu informações de Inteligência de que o chefe do Comando Vermelho, Fernandinho Beira-Mar, havia traçado um roteiro para ser resgatado por um helicóptero do presídio federal de segurança máxima de Catanduvas, no Paraná.
À época, Beira-Mar foi transferido para a penitenciária de Mossoró, no Rio Grande do Norte. O temor das autoridades era tanto que, no dia em que o traficante foi levado para o Nordeste, nem os policiais civis e militares potiguares foram informados sobre o roteiro.
As forças de seguranças envolvidas no translado receavam que os amiguinhos de Beia-Mar partissem para o ataque durante a transferência. Por isso, a Aeronáutica foi acionada e ficou de sobreaviso, até que o bandido desse entrada na cela em Mossoró.

Tucanos atacam elo de Alckmin e seu vice Márcio França



Folha de S.Paulo - Daniela Lima
A proximidade entre o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o PSB de seu vice, Márcio França, acabou inflando um movimento contra o próprio tucano dentro do diretório estadual do PSDB. No pano de fundo do descontentamento estão as especulações sobre sua possível mudança de partido com vistas à eleição de 2018.
Esta semana, dirigentes do PSDB de São Paulo emitiram sinais claros de que uma possível mudança de partido de Alckmin -do PSDB para o PSB- não ocorreria sem fraturas. O movimento também colocou em xeque as estimativas de que, se ele de fato decidir deixar a legenda na qual milita há décadas, o fará levando consigo parte substantiva do tucanato local.
O discurso corrente no PSDB estadual hoje é que Alckmin alijou alguns de seus aliados históricos das discussões sobre seus planos e terceirizou a articulação em sua própria sigla a nomes pouco habilidosos em nome de uma aliança com o PSB.
Pessoas do partido próximas ao governador têm dito que ele erra ao sinalizar para fora, antes de tentar conversar com a própria legenda.