sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Estadão e Globo acham que ONU “não vêm ao caso”

POR FERNANDO BRITO · Do Blog TIOLAÇO


A imprensa brasileira é feita para desinformar.

A manifestação do Comitê dos Direitos Humanos da ONU em favor do direito de Lula candidatar-se e poder se expressar como candidato não é uma ficção e pode ser encontrada na página oficial do organismo internacional.

Tanto é assim que eu a reproduzo aí em cima.

Dificuldade zero em obtê-la.

Mas, neste momento, nem O Globo nem o Estadão a trazem em suas capas. A Folha dá manchete, mas a decisão é noticiada com a dúvida – razoável há uma hora atrás, mas não mais agora – de um “segundo a defesa” do ex-presidente.

É evidente que se fosse uma nota contrária a algum abuso ocorrido na Venezuela, as manchetes seriam garrafais.

“ONU exige que opositor de Maduro possa ser candidato e ir à TV”, em letras bem grandes.

Essa turma acha que o país se resume a dois grupos, os que mandam e os que são mandados, sem consciência própria e capacidade de raciocínio.

Pois a caminho de transformarem Lula num mártir brasileiro, esta decisão da ONU é quase uma beatificação do ex-presidente, não pelas suas virtudes – embora muito seja pela projeção internacional que ele alcançou e deu ao Brasil – mas pelo grau de odiosidade e arbítrio com que está sendo perseguido.

Prazer adicional: deixa com “cara de tacho” todos os sabidinhos, sabidos e sabidões da mídia, que se repetem tachando de “ridículo”, “palhaçada”, “baderna” e outas coisas que tais a luta de Lula para fazer prevalecerem seus direitos e, com eles, a liberdade de manifestação do povo brasileiro.

Os especialistas da ONU, ao contrário deles, não estão movidos por paixões – ou ódios – políticos e não tem de cantar a música dos grupos dominantes da mídia brasileira e, por isso, surpreendem quem pratica aqui o “pensamento único” do assassinato político do ex-presidente e da transformação de um juizeco autoritário e parcial na “palavra final” sobre o que o país deve fazer.

São os reizinhos de uma imprensa que não é feita para revelar, mas para esconder seletivamente aquilo que a contradiz e desagrada

Dilma lidera pesquisa para o Senado em MG

Os favoritos para as duas vagas ao senado no estado de Minas Gerais são a a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e o jornalista Carlos Viana (PHS). A pesquisa DataTempo/CP2 realizada entre os dias 8 e 11 de agosto em todas as regiões do Estado confirmou Dilma Rousseff (PT) com 26,8% das intenções de votos dos mineiros e Carlos Viana (PHS), em segundo lugar, com 11,2%.
A margem de erro é de 2,3 pontos percentuais para mais ou para menos. Viana está em empate técnico com a professora Vanessa Portugal (PSTU), que somou 8,5% das intenções de voto. Portugal ficou numericamente à frente de Dinis Pinheiro (SD), que somou 5%, e do deputado federal Rodrigo Pacheco (DEM) que chegou a 4,8%. 
"Na sequência do levantamento ficaram: Rodrigo Paiva (Novo), com 4,6%, Jaime Martins (PROS), com 4,2%, Kaká Menezes (Rede) e Túlio Lopes (PCB), com 2,5%. Nas duas últimas posições ficaram Duda Salabert (PSOL), com 2,2%, e Edson André dos Reis (Avante), com 0,8%. Eleitores que apontam o voto em branco ou nulo são 32%. Os que não souberam ou não responderam somam 17,2%."

Moro e MPF fazem Operação Delenda Carthago contra Lula


Publicado originalmente no Blog do Kennedy

POR KENNEDY ALENCAR, jornalista

Em manifestações recentes, o juiz Sergio Moro e o Ministério Público Federal reforçaram mais uma vez a percepção de que tratam o ex-presidente Lula com parcialidade. Atuam como se fosse necessário destruir Lula, uma espécie de Operação Delenda Carthago.

Moro quer adiar depoimentos de Lula à Justiça para depois do segundo turno das eleições. Procuradores da República apresentaram reclamação à Justiça de que o ex-presidente teria transformado a cela na Superintendência da Polícia Federal de Curitiba num comitê político.

Moro e o MP erram. Abrem nova brecha para serem acusados de perseguir Lula.

Afinal, o que o ex-presidente poderia dizer a ponto de causar um impacto eleitoral que possa ser considerado danoso pelo juiz federal? Se é algo tão bombástico, há interesse público, o que justificaria o depoimento em período eleitoral.

Criminosos com sentença transitada em julgado já deram entrevistas da cadeia. Para Moro, Lula não pode ser ouvido durante a eleição num processo em que terá de responder a acusações criminais. O Ministério Público está preocupado com um suposto excesso de visitas do ex-prefeito Fernando Haddad e da senadora Gleisi Hoffman.

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Enquanto o PCC comanda o crime organizado de dentro da cadeia, procuradores da República estão horrorizados com as conversas políticas que um político tem com outros políticos autorizados a visitá-lo na prisão.

O procurador Deltan Dallagnol, que faz política divulgando um vídeo por semana com críticas ao Congresso e aos políticos, está incomodado com ações políticas de um político. Parece brincadeira, mas esse tipo de atitude reforça a narrativa de que Lula é vítima de perseguição.

Seria importante ouvir o que ex-presidente tem a dizer, seja numa entrevista autorizada pela Justiça, seja num depoimento a um processo ao qual responde.

O petista não está acima da lei. Tampouco está abaixo. Gostem ou não dele, é um personagem da nossa história. Se participa hoje do jogo eleitoral mesmo preso, isso decorre do peso expressivo num setor da sociedade. Ele é uma força política e social que não pode ser ignorada.

Se Lula cometeu um crime, que pague por isso. Se há abusos nas visitas em Curitiba, que sejam reavaliadas.

Mas tentar calar Lula é interferir no processo eleitoral e no debate público brasileiro. A sentença que o ex-presidente cumpre não lhe tirou os direitos políticos nem lhe ceifou a voz. Ele, inclusive, contesta a possibilidade de inelegibilidade, a sentença e a própria prisão. Está numa fase em que tem direito de recorrer. Não há pena que o obrigue a ficar calado, incomunicável e isolado de outras pessoas.

Com um Judiciário e um Ministério Público que agem abertamente de forma política, é absurda a queixa de que um político esteja fazendo política ainda que de forma limitada por estar na cadeia. O nome disso é autoritarismo.

Armando começa campanha com agricultores em Petrolina

Diante de cerca de 200 trabalhadores da fazenda Frutos do Sol, localizada em perímetro irrigado da zona rural de Petrolina, o candidato ao governo do Estado pela coligação Pernambuco Vai Mudar, senador Armando Monteiro (PTB), reafirmou seu compromisso com a retomada do crescimento, a geração de emprego e fez uma homenagem "às pernambucanas e aos pernambucanos que fazem pelo trabalho a grandeza de Pernambuco". O ato no Sertão do São Francisco abriu a campanha oficial de campanha, que nesta quinta-feira (16) ainda tem atividades em Caruaru, no Agreste, e no Recife.

"Fiz questão de começar essa caminhada aqui no Sertão, aqui em Petrolina. Esta foi a melhor maneira que encontramos de homenagear os que trabalham por Pernambuco", disse Armando, ao lado de seus companheiros de majoritária: o vice Fred Ferreira (PSC) e os candidatos ao Senado, Bruno Araújo (PSDB) e Mendonça Filho (DEM).

Aos trabalhadores, com quem tomou café da manhã, Armando passou uma mensagem de esperança e fez uma avaliação sobre o fato de o governo Paulo Câmara impor ao Estado um ritmo lento. "Temos um governo que anda devagar. As pernambucanas e os pernambucanos têm pressa. Precisamos colocar o governo no mesmo ritmo do povo de Pernambuco, que trabalha e vai à luta", ressaltou


Frente Popular reúne cerca de 10 mil voluntários no primeiro ato de campanha

O pontapé inicial da campanha do governador e candidato à reeleição Paulo Câmara (PSB) demonstrou a força da Frente Popular de Pernambuco e a vontade da população de ver o Estado continuar na frente. Em um grande ato na quadra do Sport Club do Recife, na noite desta quinta-feira (16), aproximadamente 10 mil voluntários se juntaram à campanha do socialista, que tem Luciana Santos (PCdoB) como candidata a vice, e dos candidatos ao Senado Federal, Humberto Costa (PT) e Jarbas Vasconcelos (MDB).

Em sua fala, Paulo Câmara agradeceu a presença dos voluntários e destacou a importância do engajamento da militância durante a campanha. O gestor reforçou seu compromisso em continuar fazendo o Estado avançar nos próximos quatros anos tendo Lula na Presidência da República. “Vamos mostrar em cada canto o nosso trabalho, olhando para os que mais precisam. Esse é o caminho certo que Eduardo construiu junto com Lula e que vamos fazer junto com Humberto, com Jarbas, com Luciana e também com Lula. Quero fazer isso de maneira transparente, com verdade, mostrando o que a gente pode fazer para continuar a transformar Pernambuco. A gente precisa de vocês. Com ajuda de vocês, eu não tenho dúvidas vamos ganhar as eleições”, bradou o líder socialista.

Paulo fez uma retrospectiva das ações de sua gestão em Pernambuco nos últimos três anos e oito meses, destacando os investimentos em Educação: que levou Pernambuco ao primeiro lugar no IDEB, na Segurança Pública: que está fazendo os índices reduzirem mês a mês, e na Saúde, quando o Estado atingiu recorde em número de cirurgias, exames e também reduziu a mortalidade infantil aos menores índices do País. 

No ato, os senadores Humberto Costa e Jarbas Vasconcelos reafirmaram o compromisso com o desenvolvimento de Pernambuco e disseram que estão prontos para ajudar Paulo Câmara a fazer o Estado continuar avançando. “Essa união está sendo feito em nome de Pernambuco. Vamos esquecer as diferenças do passado e olhar para frente para fazer nosso Estado continuar na frente”, cravou Humberto. “O Estado tem avançado muito por conta do seu trabalho. Vamos continuar com essa mesma garra de determinação. Você, Paulo, é um homem honrado. Pernambuco precisa crescer mais ainda”, completou Jarbas Vasconcelos.

A candidata a vice-governadora Luciana Santos lembrou-se da atuação de Paulo Câmara na defesa de temas importantes para Pernambuco, como a luta contra a privatização da Chesf e a permanência da Hemobrás no Estado. Reafirmando o compromisso com o desenvolvimento de Pernambuco, Luciana lembrou que a maioria do eleitorado do País é formado por mulheres, destacando a importância de uma mulher na chapa majoritária e do engajamento das eleitoras.

Diário de bordo: Alckmin não vai, Bolsonaro fica e Lula/Haddad irão

POR FERNANDO BRITO Do Blog TIJOLAÇO



A “decolagem” do tucano Geraldo Alckmin parece, cada vez mais, com a “retomada do crescimento” de Michel Temer.

Era certa, viria, estava chegando, coisa de semanas e…

Hoje, quinta-feira, campeava o desânimo entre os estrategos de Alckmin, segundo registram os jornais.

Aliás, não só lá. No mercado financeiro, diz o Valor, a onda negativa também é sentida:

A piora na percepção de risco foi alimentada por informações de que o candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, pode ser alvo de denúncias no âmbito jurídico. As acusações não representam risco iminente de impugnação da candidatura do tucano, mas elevam a preocupação com o desgaste de sua imagem numa disputa presidencial tão aberta como esta”.

Sim, houve o depoimento de Alckmin ao Ministério Público e a denúncia que Verônica, filha de José Serra, operava uma conta no exterior para o recebimento de propinas, mas o baque sentido foi mesmo a entrevista ‘muy amiga” de Michel Temer à Folha, na qual este abre os braços para dar o abraço de afogado ao tucano.

Ser exposto em praça pública como o candidato do Governo Temer vai ser o desastre que ocupará o final de semana dos marqueteiros que lhes ensaiam as respostas ao questionamentos nos debates e, francamente, é difícil encontrar uma resposta minimamente desgastante para u que lhe será feito.

Tanto é assim que Ciro Gomes, depois da tentativa frustrada de atrair o Centrão, já chama de “ganhar na Loto” a frase maquiavélica de Temer sobre o ex-governador. Ciro, porém, deve tomar cuidado, pois é o único que pode dar uma saída a Alckmin, porque é fácil a resposta a ele, que andou cortejando os partidos da base do Governo Temer e escancara a possibilidade de receber o “toco”: “você está falando isso porque eu tenho o apoio dos partidos que você cortejou, cortejou e lhe deram um não”.

O processo sucessório continua nas mãos de Lula, e não por sua vontade.

Tal como o Chuchu não inflou, conforme diziam os “sábios”, também Bolsonaro não murchou, Segue em torno dos 20% e só não será um novo Collor – que teve, no primeiro turno, perto de um terço dos votos – porque, no povão e no Nordeste há uma força sólida a ocupar o espaço: Lula.

O TSE está num dilema: se decreta, logo, sua inelegibilidade, abre espaço para que o “lançamento” de Fernando Haddad aproveite todo o tempo de televisão do PT e dê início ao processo de transferência de votos que, de cara, já levará o substituto de Lula no mínimo ao segundo lugar nas pesquisas e, com isso, a ser a grande novidade de uma sucessão onde o que faltam são novidades.

Se protela a decisão, não terá como impedir a aparição de Lula na TV, uma situação para a qual não há nenhuma capacidade de prever-se o efeito, salvo o fato de que será o maior de todos os acontecimentos da eleição.

Seja como for, a circulação espontânea da informação funcionará quase que como um sistema de vasos comunicantes na formação da opinião popular, que vai deixar à margem do rio todas as quinquilharias que políticos, intelectuais elitistas e donos da mídia enchem a boca para fazer parecerem verdade.

Lula o compreendeu, eles, não.

Confira as agendas de Paulo Câmara (PSB) e Armando Monteiro Neto (PTB):

Confira as agendas de Paulo Câmara (PSB) e Armando Monteiro Neto (PTB):

Agenda Armando Monteiro

Sexta-Feira - 17/08/2018
8h00 Gravação para o guia - Recife

16h30 Ato político em São João

20h30 Lançamento da candidatura de Zeca Cavalcanti a deputado federal – Arcoverde

AGENDA do candidato à reeleição Paulo Câmara desta sexta-feira (17)

13h - Prosa Política em Custódia
Local: Espaço VIP - Rua Severino Bernardo da Silva, número 15

16h - Entrevista para Rádio São José FM
Local: Praça Pires RIbeiro, atrás da Igreja Matriz de São José do Belmonte

18h - Encontro com o deputado estadual Rogério Leão
Local: BR-232, KM 450, Rancho Baraúna

19h - Ato em São José do Belmonte com o prefeito Romonilson
Local: Pátio de eventos - Av. Primo Lopes, Centro

O lulismo põe o bloco na rua por Haddad

Bernardo Mello Franco – O Globo

Não há, na direção do PT, quem acredite a sério que Lula poderá ser candidato ao Planalto. Condenado em segunda instância, o ex-presidente deve ser barrado pela Lei da Ficha Limpa. O ritual de ontem em Brasília cumpriu outra função: pôr o bloco na rua para tocar a campanha de Fernando Haddad.

Registrado como vice, o ex-prefeito já assumiu papel de candidato. Ele foi o protagonista do ato de registro da chapa. Depois subiu no palanque e leu uma carta do padrinho. No texto, Lula disse ser vítima de uma “caçada judicial” para tirá-lo da eleição. Tudo foi coreografado e filmado para a propaganda na TV.
Antes do ato público, os petistas se fecharam para aparar arestas. Saíram com a promessa de sepultar as resistências a Haddad. No almoço de ontem, os descontentes prometeram trabalhar pelo ex-prefeito.
O ex-ministro Jaques Wagner, que tinha mais apoio interno para ser o candidato, foi só elogios a Haddad. “Se houver necessidade de substituição (de Lula), ele é uma pessoa brilhante”, disse. Ao ser lembrado de que o ex-prefeito fracassou na eleição de 2016, ele improvisou: “Deus escreve certo por linhas tortas. Se ele tivesse ganho, estaria preso na prefeitura”.
Não se sabe quando o TSE barrará Lula, mas Haddad já foi liberado para se apresentar como seu herdeiro. Na próxima terça, ele começará um giro pelo Nordeste. A região concentra 27% do eleitorado e se transformou em mina de votos para o PT.
“O Haddad tem que ir aonde o povo está”, disse o governador da Bahia, Rui Costa. Em 2014, o estado deu a maior vantagem de Dilma Rousseff no duelo com Aécio Neves: quase 3 milhões de votos.

Temer dá presente de grego a Alckmin

Em entrevista, presidente também alfineta Meirelles

Blog do Kennedy

Político experiente, o presidente Michel Temer deu um presente de grego a Geraldo Alckmin, candidato do PSDB ao Palácio do Planalto. Em entrevista ao jornalista Bruno Boghossian, publicada hoje pela “Folha de S.Paulo”, Temer fez uma blague: “Se você dissesse: ‘quem o governo apoia?’. Parece que é o Alckmin, né?”.
A lembrança é factual, mas negativa para Alckmin, porque o governo tem alta taxa de impopularidade. Em campanha eleitoral, o tucano tenta se afastar de Temer, que, na entrevista, lembrou que os partidos da base parlamentar do governo são os mesmos da aliança formada pelo candidato do PSDB à Presidência.
Os tucanos foram avalistas do impeachment de Dilma e da administração Temer. O presidente não perdeu a chance de alfinetar Alckmin.
Mas também sobrou para Henrique Meirelles, candidato do MDB ao Planalto. No acordo para obter o apoio de Temer no partido, Meirelles prometeu defender o governo do qual foi ministro da Fazenda.
Mas Meirelles prefere lembrar a passagem de oito anos pelo governo Lula a destacar a gestão recente na Fazenda, pois os resultados econômicos são distintos. Nos bastidores, Temer demonstra contrariedade com a atitude do candidato do MDB.
Alckmin e Meirelles podem até querer escapar, mas o presidente da República vai lembrar a participação de um no governo e o apoio do outro à administração emedebista.

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Eles só pensam no Lula

POR FERNANDO BRITO · Do Blog TIJOLAÇO



É um furor a corrida para ver quem é que ganha o “privilégio” de impugnar a candidatura Lula.

Está ficando interessante a composição da tropa de oportunistas que querem tirar uma “casquinha” do TSE para se promoverem como “aquele que tirou Lula das urnas., para ficar à frente.

Raquel Dodge não se constrangeu em seguir a “nau dos apressados” capitaneada por Kim Kataguiri e Alexandre Frota e, por fazer ontem uma representação às pressas, remendou-a hoje.

Quer que o prazo comece a correr já e não como manda a lei, reiterada na resolução do TSE que regula as eleições de 2018 (a n° 23.548), que não poderia ser mais clara, dizendo no seu artigo 38 ao dizer que o prazo de impugnações é de cinco dias após a publicação do registro (hoje, portanto) e que “terminado o prazo para impugnação, o candidato, o partido político ou a coligação devem ser intimados, na forma do parágrafo único do art. 37 desta resolução, para, no prazo de 7 (sete) dias, contestá-la ou se manifestar sobre a notícia de inelegibilidade (…)”

Será, portanto, uma “forçada de barra” diretamente sobre o texto legal, esmiuçado na resolução tomada no plenário da corte.

Espera-se que a ministra Rosa Weber, seja coerente com o que disse há apenas dois dias, em sua posse como presidente do TSE, quando afirmou que “lei prevê prazos” e que estes serão obedecidos.

A mesma lei, convém recordar, também prevê que, havendo recurso plausível para suspender a inelegibilidade e, portanto, não pode existir recusa do registro “de ofício” para este caso.

Mas não creiam nisso, embora, como observou Marcelo Auler, em seu blog, ao descrever os atropelos judiciais nesta questão, “os adversários de Lula estão com tanta pressa que acabaram se atropelando” , inclusive com a indicação de relatores diferentes para os pedidos de impugnação.

É curioso que, quando se tratava de julgar os recursos de Lula, para “provar” sua “isenção”, diziam que ele estava sendo julgado como qualquer cidadão. Agora, apoiam-se no argumento inverso: o de que é urgente julgar o registro de sua candidatura por ser ele quem é.

Tudo o que se puder fazer – e isso inclui também o que não poderiam fazer, mas farão – para que Lula não seja, como é, a opção do povo brasileiro vai ser praticado por um Judiciário que, faz tempo, perdeu qualquer pudor, ainda que queira se mostrar puro e casto.

Como dizia o personagem do Chico Anísio, eles só pensam naquilo…

Joao Campos emite carta aos pernambucanos


Por João Campos*
Amigas e amigos,
O que me move é a esperança. Tenho esperança no Brasil. Tenho fé e crença nas pessoas. Caminhando por Pernambuco, venho escutando o nosso povo, compreendendo seus anseios e necessidades. Desde cedo, aprendi com meu pai, Eduardo Campos, que ninguém faz nada sozinho. Como instrumento da coletividade, acredito que a política é o caminho para transformar o país.
Foi movido pelo espírito público e pela inspiração de líderes como Miguel Arraes e Eduardo Campos que me coloquei à disposição do Partido Socialista Brasileiro (PSB) para dar a minha contribuição na política. Hoje, atendo ao chamado da Frente Popular para cumprir a honrosa missão de ser candidato a deputado federal.
Com o sentimento do mundo, prometo empenhar as forças pessoais e coletivas para que tenham continuidade as conquistas dos pernambucanos, iniciadas nos governos de Doutor Arraes, intensificadas nos governos de Eduardo Campos e alargadas neste e no próximo governo de Paulo Câmara.
Orgulho-me de ser um defensor deste legado histórico. Como militante do Partido Socialista Brasileiro (PSB), tomo como base nossa rica história e lanço um olhar largo e carregado de esperança no futuro. Pernambuco vem avançando nos últimos anos. E Pernambuco quer mais e merece mais. Por isso, lutarei pela vitória de Paulo Câmara e de toda Frente Popular.
No Parlamento, como integrante da bancada pernambucana, pretendo orientar meu trabalho para a defesa dos anseios e sonhos do povo. Trabalharei focado nos interesses maiores do Brasil, mas colocando sempre Pernambuco em primeiro lugar, destacando o nosso povo, especialmente os mais pobres, como minha prioridade absoluta.
Vejo nos olhos dos pernambucanos o desejo de serem representados por gente decente e verdadeira, capaz de lutar por educação de qualidade e geração de emprego. Gente disposta a engajar a juventude para construir soluções inovadoras para os velhos problemas. Gente que vê a inclusão como prioridade, o direito à água como fundamental e a cultura como a principal ponte que nos conecta com o passado e o futuro. Eu aceito o desafio de levantar essas bandeiras.
Vivemos um tempo no qual, mais do que nunca, precisamos de diálogo em todos os campos, mas principalmente na política. Enfrentar e vencer a crise que vivemos significa lutar a favor da organização popular; da soberania nacional; do desenvolvimento igualitário e da justiça social.
Há muito a fazer, mas não me faltarão coragem e disposição para o trabalho constante e dedicado. Ouvindo o povo a cada passo – como ensinaram Arraes e Eduardo – construiremos dias melhores. O futuro é uma estrada aberta ali em frente. Vamos juntos!
*Candidato a deputado federal pelo PSB

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Agenda do candidato à reeleição pela Frente Popular de Pernambuco, Paulo Câmara, desta quarta-feira (15)

16h - Registro da candidatura de Lula à Presidência da República

Local: Brasília-DF

Paulo Câmara lidera pesquisa Ipespe para governador

Na primeira pesquisa de intenção de votos realizada pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe), divulgada em parceria com a Folha de Pernambuco nesta quarta-feira (15), o governador Paulo Câmara (PSB), candidato à reeleição, está na frente com 30%, liderando nominalmente a disputa. O senador Armando Monteiro Neto (PTB) surge em segundo lugar, com 24%, no limite da margem de erro, que é 3,5 pontos percentuais. Os demais nomes aparecem com percentuais distantes.

A pesquisa foi realizada entre os dias 11 e 13 de agosto, por telefone, ouvindo 800 pessoas, definindo cotas de sexo, idade, localidade, instrução e renda. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais para mais ou para menos, com um intervalo de confiança de 95,45%. Como manda a lei, o levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os números de protocolo BR-06973/2018 e PE-07336/2018 e fez a seguinte pergunta: “Se a eleição para Governador de Pernambuco fosse hoje e os candidatos fossem esses que vou ler, em quem o(a) Sr(a) votaria para Governador?”.

O ex-deputado federal Maurício Rands (PROS), que apresentou sua candidatura no final do prazo das convenções partidárias, apareceu na pesquisa estimulada com 4% das intenções de voto. Já a advogada Danielle Portela (PSOL) e o ex-prefeito de Petrolina Júlio Lóssio (Rede) pontuaram 3% cada. Simone Fontana, do PSTU, teve 2% das menções. Brancos, nulos ou “nenhum” representam 27% dos entrevistados. Já os indecisos ou os que não responderam aparecem com 8%.

Da
Folha de Pernambuco

Se diretor da PF falou a verdade, TRF-4 mentiu

Galloro expõe visão autoritária sobre protestos
Blog do Kennedy

Em entrevista ao jornal “O Estado de S. Paulo”, publicada no domingo, o diretor-geral da Polícia Federal, Rogério Galloro (foto), disse que o presidente do TRF-4 (Tribunal Regional Federal) da 4ª Região, Carlos Eduardo Thompson Flores, deu ordem via telefone para que a PF não libertasse o ex-presidente Lula no dia 8 de julho. “Estou determinando, não soltem”, teria dito Thompson Flores, de acordo com Galloro.
Em nota, o TRF-4 negou que o presidente da corte tenho dado tal determinação. Se o diretor da PF falou a verdade, o TRF-4 mentiu. E vice-versa. É grave.
A Justiça tem ritos que precisam ser cumpridos. Numa democracia, é inadmissível que um presidente de tribunal dê uma ordem por telefone. Há mandados e alvarás, o formalismo jurídico, para isso. Havia uma ordem do juiz plantonista Rogério Favretto para soltar o ex-presidente Lula. No relato do TRF-4, Thompson Flores disse que analisaria um conflito de competência entre os desembargadores Favretto e Gebran Neto, mas que não mandou Lula continuar trancado.
“Valeu o telefonema”, disse Gallloro, em referência à ligação de Thompson Flores. Se o TRF-4 estiver dizendo a verdade, já é suficientemente grave ter havido o telefonema. Não se age assim numa democracia.
A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, também telefonou para o diretor-geral da PF, dizendo que estava recorrendo ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) contra a prisão. Isso também não é papel do Ministério Público.
Para piorar o soneto, Galloro demonstrou visão autoritária quando questionado sobre protestos de professores contra policiais em Santa Catarina. Ele quis ensinar como manifestantes deveriam se opor a abusos de policiais. Ele defendia investigação contra um professor que protestou. A polícia agia assim na ditadura. Isso é inaceitável na democracia.
O reitor Luiz Cláudio Cancellier se suicidou por causa de uma investigação que se mostrou vazia, a “Ouvidos Moucos”. Ele foi submetido à humilhação da prisão e afastado do cargo com base em evidências frágeis. No caso concreto, houve abuso da Polícia Federal, do Ministério Público e do Judiciário. Abuso de poder deve ser criticado e punido. É com isso que Galloro deveria estar preocupado.

Campanha: maratona para tungar o tempo de TV do PT

Mônica Bergamo - Folha de S.Paulo 
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) pode cassar o tempo de TV do PT, previsto para ir ao ar a partir do dia 31, até que o partido indique o substituto de Lula caso ele seja impugnado nessa data. A tese, no entanto, divide a corte. Um dos ministros ouvidos pela coluna afirma que apenas as legendas que têm candidato a presidente podem dispor de tempo para fazer propaganda eleitoral.

Se o PT, depois de uma sentença impedindo Lula, recorrer e insistir com o nome dele, deve ficar fora do ar até oficializar o plano B. A insistência da legenda, diz o magistrado, não pode “virar fraude”.
Já outros ministros acham a tese discutível. Eles argumentam que o tempo é das agremiações partidárias e que elas fazem com ele o que quiserem.
Advogados temem que o TSE casse o programa —o que obrigaria Lula a jogar logo a toalha e a sacramentar o substituto. A TV é considerada essencial para que o partido tenha competitividade eleitoral.
Eles lembram que, há quatro anos, quando o então presidenciável Eduardo Campos morreu, o PSB seguiu com sua propaganda no ar —mesmo antes de Marina Silva ser oficializada no lugar dele.
E o partido está apreensivo com a possibilidade de o ministro Admar Gonzaga ser indicado relator do caso, por já ter julgado outros pedidos de impugnação de Lula. A ideia é sustentar o impedimento dele, considerado voto certo contra o petista.
O PSDB não deve pedir a impugnação de Lula. Apesar das divergências históricas, vai deixar que a iniciativa parta de outras legendas.

Lula: ‘Não pretendo morrer nem renunciar”

"Brigar até o final", diz ex-presidente em carta
Daniela Lima – Painel – Folha de S.Paulo
Tratado de guerra - Na versão preliminar da carta que enviou para ser lida no ato de seu registro na corrida eleitoral, nesta quarta (15), Lula diz que não quer favores da Justiça Eleitoral. “Quero apenas os direitos que vêm sendo reconhecidos pelos tribunais há anos em favor de centenas de outros candidatos.” O ex-presidente diz que é vítima de uma caçada judicial e que só a morte, a renúncia ou um ato do TSE pode rifá-lo. “Não pretendo morrer nem cogito renunciar. Vou brigar até o final.”
Caberá a Fernando Haddad (PT), candidato a vice de Lula, ler a mensagem para a militância. Na versão prévia do texto, ele não era mencionado nominalmente pelo ex-presidente.

terça-feira, 14 de agosto de 2018

Roubos em PE têm menor incidência desde 2015

Os casos de roubos continuam a cair em todo o Estado, completando uma sequência de 11 meses com números inferiores em relação ao ano anterior. No mês de julho, a segurança pública registrou um total de 7.742 casos de Crimes Violentos contra o Patrimônio (CVPs) em Pernambuco, o que representa uma redução de 28,36% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram notificadas 10.807 ocorrências do tipo, ou seja, 3.065 assaltos deixaram de acontecer. Além de ser o período com o menor registro de CVP em 2018, o mês passado só perdeu, em números absolutos, para dezembro de 2015, quando se registraram 7.469 ocorrências.

Com essa redução, os dados acumulados de CVP entre os meses de janeiro a julho de 2018 também apresentam redução quando comparados ao mesmo período de 2017. No total, são 57.864 ocorrências registradas neste ano, contra 74.642 casos entre janeiro e julho do ano passado, o que representa retração de 22,48% no número de registros. Ao todo, computaram-se 16.778 casos a menos de roubos em 2018, queda que foi verificada em todas as regiões do Estado, principalmente no Recife e Região Metropolitana – ambos com 24% de queda no número de CVPs entre janeiro e julho. No Recife, computaram-se 19.627 ocorrências nos primeiros sete meses deste ano, contra 25.781 no ano passado (-24%). Em julho de 2018, a queda na capital foi de 31% (2.624 ocorrências no mês passado, contra 3.806 no ano anterior). 

“A capital vem tendo redução acentuada em diversas áreas. A Área Integrada de Segurança 2 (composta de 21 bairros, entre eles Graças, Aflitos, Espinheiro, Rosarinho, Derby, Campo Grande, Torre e Madalena) apresentou o menor número de assaltos em 43 meses. As 422 ocorrências do mês nessas localidades só ficaram acima das verificadas em dezembro de 2014. A AIS 4 (24 bairros, entre eles Ilha do Retiro, Afogados, Canxangá, CDU, Várzea, Bongi, Enganho do Meio) registrou o menor quantitativo de CVPs em uma série de 41 meses, perdendo apenas para fevereiro de 2015. Isso é resultado de planejamento focado na prevenção, aumento de policiamento e inteligência. Como exemplo, citamos a operação Agamenon Magalhães, que traz uma redução de 50,5% nos assaltos no entorno da maior artéria da capital na comparação dos primeiros sete meses de 2018 com 2017. Não comemoramos, porque buscamos avançar mais na prevenção da violência”, avalia o secretário Antônio de Pádua.

Governador emite nota de pesar pela morte de José Pimentel

Nota de pesar
Pernambuco perde um dos seus maiores artistas com a morte de José Pimentel, um verdadeiro ícone do nosso Estado, dono de uma enorme capacidade de trabalho, de entusiasmo e de paixão por tudo a que se dedicava. Pimentel merece todas as nossas homenagens. Tenho a honra de, como governador, reconhecer sua imensa contribuição à nossa cultura, ao conceder a Pimentel o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco. Minha solidariedade e meus sentimentos aos seus familiares, amigos e admiradores.
Paulo Câmara – governador de Pernambuco pelo PSB

Danilo preside audiência para discutir cortes na educação


A Comissão de Educação da Câmara Federal recebeu, hoje, o ministro do Planejamento, Esteves Colnago. A reunião, presidida pelo presidente do colegiado, Danilo Cabral (PSB), buscou debater os constantes cortes no orçamento da educação. Na presença de representantes de movimentos estudantis, parlamentares questionaram as reduções no orçamento e pediram a sanção imediata da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) 2019.

Para Danilo Cabral, “há indícios que os dispositivos da LDO sejam vetados pelo presidente Temer, e não vamos aceitar”. Ele se refere aos trechos da lei que estabelece a correção inflacionária do orçamento da educação, garantindo R$ 5 bilhões mais para o setor, e que assegura às universidades terem receitas próprias sem a obrigação de devolução ao Tesouro. Este último é de autoria de Danilo Cabral. “Não podemos permitir que tais instrumentos sejam destinados à conta única da União”, explica o parlamentar.
Na data limite para a sanção da LDO, o ministro do Planejamento, Esteves Colnago, afirmou que o orçamento da educação vai crescer em 2019. “Agora, a composição dele não sei como vai ser. Talvez eu tenha alguma limitação da despesa discricionária”, acrescentou. Colnago não respondeu se haverá, ou não, cortes nas bolsas de pesquisa.
Na semana passada, a Comissão de Educação aprovou uma proposta de moção que rejeita os possíveis vetos à LDO que atingem o orçamento de 2019 para educação. A moção explica que a medida tem como foco central a retirada dos patamares mínimos de investimentos na saúde e na educação, que na visão do atual governo representam um entrave para nova política fiscal.
De acordo com Danilo, o governo do presidente Temer já reduziu o orçamento de programas importantes, como de assistência estudantil das universidades, do Fies, do Ciência sem Fronteiras. "Os cortes na área de pesquisa do Brasil representam mais um golpe contra a educação pública brasileira. A PEC do Teto dos Gastos já gerou efeitos devastadores para a educação”, defende.
Além dos parlamentares, estiveram presentes representantes dos movimentos estudantis. A presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Marianna Dias, também reforçou seu apoio aos questionamentos do presidente da Comissão.

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Paulo alerta presidente Temer para a falta de recursos federais na Adutora do Agreste


Durante este ano de 2018, o Governo Federal não repassou um real para o andamento das obras. Adutora é fundamental para enfrentar a seca no Estado. Governador disse que Pernambuco está sendo injustiçado 

O governador Paulo Câmara enviou ofício hoje (10/08) ao presidente da República, Michel Temer, alertando para a falta, neste ano, de repasse de recursos pelo Governo Federal para as obras da Adutora do Agreste. “Somente no ano de 2017, o Estado de Pernambuco investiu mais de R$ 592 milhões, com vistas a melhorar as condições hídricas, em todos os sentidos. Foram construídas barragens e sistemas adutores que hoje permitem transpor, de forma satisfatória e segura, água para algumas das localidades mais atingidas pela estiagem, pondo fim à indesejada indústria dos caminhões-pipa”, afirmou.

Paulo Câmara apontou que o Estado de Pernambuco está sendo injustiçado. “Nesse sentido, é possível afirmar que nos encontramos numa situação de extrema injustiça, visto que as águas da transposição atravessam o nosso território, mas não trazem qualquer benefício à população pernambucana, porque não chegam às torneiras de seus principais destinatários”.

De acordo com o governador, “apesar de todos os esforços locais, a conclusão da Adutora do Agreste, que depende em grande medida do Governo Federal, é imprescindível para solucionarmos tão delicada questão, definitivamente”. No documento enviado ao Palácio do Planalto (anexo), Paulo Câmara informa que, em 2016, a União repassou R$ 136 milhões para a Compesa, responsável pelas obras. Já em 2017, o repasse caiu para a metade: apenas R$ 68 milhões.

A situação só não foi pior porque o governador Paulo Câmara articulou com a bancada federal no Congresso Nacional a garantia de mais R$ 126 milhões da emenda de bancada ao Orçamento Geral da União. Em 2018, em que pese as promessas feitas pelo Ministério da Integração Nacional, nenhum recurso foi repassado a Pernambuco. “O Estado de Pernambuco tem sido permanentemente afetado pelo fenômeno cruel da seca, que agrava significativamente a já difícil situação da população pobre que vive no Agreste”.

Paulo Câmara informou que se encontra na fase de testes a Adutora do Moxotó, “obra importantíssima que fará a conexão do Eixo Leste da Transposição com a Adutora do Agreste, beneficiando inicialmente 10 municípios e uma população superior a 400 mil habitantes. “Cumpre enfatizar que, embora tenham ocorrido chuvas na região do Agreste em 2018, o volume de precipitações não foi grande o suficiente para equalizar a oferta de água em vários Municípios que precisam ser atendidos pelas almejadas Adutoras do Moxotó e do Agreste”, alertou.

O governador de Pernambuco lembrou que cidades importantes como Arcoverde, Pesqueira, Sanharó, Belo Jardim, Tacaimbó e São Bento do Una se encontram em situação de pré-colapso. Já os municípios de Poção e de Taquaritinga estão colapsados e simulações hidráulicas apontam que, em 60 dias, vários outros municípios do Estado entrarão em colapso total.

Paulo Câmara pediu que o presidente Temer “se digne determinar o repasse imediato dos recursos financeiros ora pleiteados, como única medida capaz de evitar uma nova paralisação dessa obra tão essencial que, caso retroceda, representará um dano irreparável, levando-se em conta todo o trabalho que já foi feito e toda a história de sofrimento do povo nordestino”.

AGENDA do candidato à reeleição Paulo Câmara desta sexta-feira (10)

AGENDA do candidato à reeleição Paulo Câmara desta sexta-feira (10)

18h – Prosa Política em Santa Cruz do Capibaribe


Local: Casa da Criança CECAP – Rua Antônio Burgos, 242, Nova Santa Cruz, Santa Cruz do Capibaribe.

‘Estadão’ não esconde ‘dor de cotovelo’ por mau desempenho de Alckmin



POR FERNANDO BRITO ·do TIJOLAÇO


A manchete do Estadão, hoje, é quase um lamento pela chance que Geraldo Alckmin teve de mudar a impressão geral de nada do que se faça por ele consegue desfazer a sua falta de capacidade de empolgar e convencer as pessoas.

Vai ser difícil esperar um crescimento expressivo nos tucanos que as pesquisas, inexplicavelmente postergadas, pudessem atribuir ao seu desempenho televisivo, uma vez que a aliança com o centrão não vitaminou os índices do ex-governador paulista.

Por isso, mais que por qualquer coisa, justifica-se uma análise do debate de ontem que, ao fim e ao cabo, pouca importância de massa tem além de uma primeira impressão sobre os candidatos que se engalfinham para ter a vitória ungida pela Justiça, que tirou Lula do páreo, e não por sua capacidade.

Millôr Fernandes, numa daquelas suas frases ferinas, disse que “muito mais importante que ser genial é estar cercado de medíocres”.

O debate de ontem na Bandeirantes era a ocasião por excelência para alguém brilhar e meio à mediocridade.

Mas, ao que parece, a mediocridade espalhou-se ali como um vírus destes de epidemia que não poupa ninguém.

Ciro Gomes, que tinha capacidade para destacar-se ali com o apelo nacional, popular e democrático, arranjou uma “ideia-força” de marqueteiro, a de anistiar os brasileiros inscritos no cadastro do SPC para se agarrar durante todo o debate, como se isso fosse a panaceia da economia. Claro que é possível até mesmo fazer algo neste sentido, mas o alívio da situação de inadimplência é, essencialmente, fruto da retomada da atividade econômica. Até porque, sem isso, é como enxugar gelo.

Perdeu a chance de, assumindo ser uma voz pelo direito de Lula participar da eleição, reduzir as arestas que criou à esquerda e os ressentimentos dos simáticos ao ex-presidente.

Boulos, logo na abertura do debate (e depois não mais, até para minha surpresa) fez a menção a “Lula estar preso e Temer estar solto”, mas também não se aprofundou ou insistiu na questão central deste processo eleitoral: a de que ele se dá com a interdição da maior força política do país e com o evidente objetivo de dar formalidade a um projeto de dominação do povo e desmonte do país.

Jair Bolsonaro, ao que parece, não teve problemas com a sua incapacidade de expressar-se de forma articulada. Seu eleitor também não tem capacidade de entender argumentos e, portanto, estão ambos entendidos no reino da estupidez. Ninguém, exceto Boulos no primeiro bloco, quis confrontá-lo.

Henrique Meirelles é patético, incapaz de falar sobre qualquer coisa que não seja uma ridícula autolouvação em que se apresenta como o responsável pelo sucesso dos governos de Lula. Um amigo disse-me que Meirelles parece ser alguém que ” só escreve no Excel, não no Word”.

Álvaro Dias fez exatamente o que se tinha antecipado aqui. Fez da Lava Jato e de Sérgio Moro os sucedâneos de Hugo Henrique, o cão bichon frisé com que sustentou sua candidatura ao Senado em 2014. Bateu no PSDB sem nenhum pudor, num espetáculo de amnésia de ter sido, por anoes e anos e até há pouco, também ele um tucano.

Marina Silva é mais do mesmo: fria, antipática e destino ideal para as perguntas de quem não quer “fazer marola” e que o debate não ‘esquente”. Foi e é o acompanhamento ideal para o “Chuchu” Alckmin.

Este, a meu ver, foi o grande perdedor.

Incapaz de imprimir emoção, deixo que dele fale a tucanérrima Vera Magalhães, do Estadão, que lhe dá o penúltimo parágrafo de sua análise do debate, acima apenas da ausência de Lula:

O tucano procurou se manter propositivo, mas soou professoral e pouco didático. Enfileirou uma série de siglas de difícil compreensão para o eleitorado comum e evitou revidar na mesma moeda as chineladas [muito leves, diz este blog] que recebeu. Soou frio e burocrático a maior parte do tempo”.
Era dele a chance de brilhar, demonstrando-se enérgico, capaz, convincente.

Ah, por fim, o candidato a “meme”, o tal Cabo Daciolo, com direito a criação da inédita “União das Repúblicas Socialistas da América Latina”, a ser combatida “em nome de Jesus”.

Pobre Cristo, não merecia esta cruz…

Pegou mal: ministros querem diminuir seu reajuste

Após repercussão, ministros do STF sugerem que Congresso reduza valor de reajuste
Daniela Lima – Painel – Folha de S.Paulo

Dia de ressaca - A repercussão da decisão dos ministros do Supremo de aprovar um aumento de 16,38% nos próprios salários fez com que integrantes da corte entrassem em contato com a cúpula do Congresso sugerindo alternativas. Além de uma revisão da Lei da Magistratura que extinguisse auxílios hoje pagos a juízes, esses magistrados ressaltaram que a proposta aprovada pelo STF não é “impositiva”, estimulando parlamentares a, no limite, chancelarem um reajuste menor do que o sugerido.
Dirigentes de associações que defenderam o reajustelembram que o ministro Gilmar Mendes, já na reunião administrativa do Supremo, sugeriu que a corte enviasse ao Congresso uma proposta de Lei Orgânica da Magistratura “minimalista”, que tratasse dos benefícios a juízes federais e estaduais.
A ideia tem apoio, por exemplo, da Associação Nacional dos Procuradores da República. “Acreditamos que é uma discussão sadia e correta, que deve ser travada no Legislativo de modo transparente”, diz José Robalinho, presidente da ANPR.
O ministro Dias Toffoli, que vai assumir a presidência do STF no dia 13 de setembro, quer deixar o debate sobre o reajuste para depois da eleição. Ele disse a auxiliares que o tema não deve ser tratado antes do pleito. Acha que a discussão seria contaminada pela corrida eleitoral por ser impopular.

Debate inaugural não produzirá virada de votos


Josias de Souza
Nenhum dos quatro principais presidenciáveis —Bolsonaro, Marina, Ciro e Alckmin— protagonizou nada parecido com um tropeço no primeiro debate presidencial de 2018. Por isso, é improvável que o evento resulte numa virada de votos. Serviu apenas para consolidar posições. O canibalismo esteve no limite do aceitável. Os contendores se deram conta de que, a essa altura, a plateia quer mais soluções do que sangue.
O debate escancarou uma peculiaridade da atual campanha: todos desejam encarnar a mudança. A temática foi ditada pela rua, de baixo para cima. Incluiu uma agenda tão óbvia quanto urgente —do desemprego à roubalheira, passando pela ruína fiscal e a precariedade dos serviços públicos.
A má notícia é que os oito debatedores inundaram o estúdio da TV Bandeirantes com ideias que não deram água para alcançar a canela —em parte por conta do engessamento das regras, em parte pela aridez das propostas. Seja como for, a esperança que os candidatos foram capazes de inspirar nas três horas e doze minutos em que estiveram no ar cabe numa caixa de fósforos.
A noite produziu duas vítimas: Michel Temer e Lula, ambos ausentes. O primeiro apanhou indefeso. O segundo foi ignorado. Temer não contou nem com a solidariedade do seu ex-ministro Henrique Meirelles. O presidenciável cenográfico do PT teve um consolo.
O condenado mais ilustre da Lava Jato assistiu pelo televisor instalado em sua cela especial à saudação do companheiro Boulos, do PSOL: “Boa noite, presidente Lula. Deveria estar aqui. Mas está preso injustamente em Curitiba, enquanto o Temer está solto lá em Brasília”.

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Agenda Armando Monteiro - 09/08/2018


11h00 Sabatina na Rádio Jornal do Commercio


12h30 Gravação de programas para as redes sociais


14h30 Reuniões de Trabalho


19h00 Entrevista TV Clube / Portal OP9


20h30 Encontro com lideranças regionais em Paudalho

AGENDA do candidato à reeleição Paulo Câmara desta quinta-feira (09


18h – Reunião com o prefeito de Tamandaré, Sérgio Hacker

Local: Quadra da Escola Menino Jesus - Rua Antônio Torquato Vieira, 101, Tamandaré.

19h – Reunião com a prefeita de Rio Formoso, Isabel Hacker

Local: Ginásio Manoel Felinto - Rua São José, número 08, Centro, Rio Formoso.

20h- Reunião com o prefeito de Sirinhaém, France Hacker

Local: Salão de eventos do Shopping Sirinhaém - Rua Marquês de Olinda, Centro, Sirinhaém.

Comissão de Educação aprova moção contra os cortes na educação

A Comissão de Educação (CE) da Câmara Federal aprovou, nesta quarta-feira (8), Moção de Repúdio aos possíveis vetos à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que atingem o orçamento de 2019 para educação. A matéria é de autoria do presidente do colegiado, deputado Danilo Cabral (PSB-PE), e defende a manutenção do atual texto da LDO, aprovado pelo Congresso Nacional. A Comissão também convidou o ministro Esteves Colnago, do Planejamento, para esclarecer cortes nos recursos da área. A audiência será realizada na próxima terça-feira (14). 

“Na visão do atual governo a manutenção de recursos representa um entrave para nova política fiscal”, argumentou Danilo. O parlamentar destacou que, desde dezembro de 2016, a educação brasileira tem convivido com uma redução drástica de recursos. “Segundo estudo produzido pela Consultoria dessa Casa, somente de 2016 para 2017 as despesas primárias totais do Governo Federal com educação foram reduzidas em R$ 4,2 bilhões. Em áreas como educação profissional e educação básica vimos os recursos reduzidos em níveis preocupantes, em 10,5% e 11,4% respectivamente”, destacou.

De acordo com Danilo, a moção tem como foco central a retirada dos patamares mínimos de investimentos na saúde e na educação, que, na visão do atual governo, representam um entrave para nova política fiscal. Segundo o parlamentar, o governo do presidente Michel Temer já reduziu o orçamento de programas importantes, como de assistência estudantil das universidades, do Fies, do Ciência sem Fronteiras. “Os cortes na área de pesquisa do Brasil representam mais um golpe contra a educação pública brasileira. A emenda do Teto dos Gastos já gerou efeitos devastadores para a educação. A nossa proposta busca construir a defesa da preservação do orçamento do setor”, explica.

Dois dispositivos da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) 2019 podem ser alvo de veto do presidente Temer por sugestão de sua equipe econômica. Um deles estabelece a correção inflacionária do orçamento do setor. Ou seja, defende a manutenção do orçamento da educação em 2019 com correção no IPCA, garantindo R$ 5 bilhões mais para o setor. O outro artigo que pode ser vetado, de autoria de Danilo Cabral, assegura às universidades terem receitas próprias sem a obrigação de devolução ao Tesouro.


Danilo apresentou também requerimento de convocação do Ministro do Planejamento, Esteves Colnago, para comparecer à Comissão de Educação para explicar a sugestão de vetos a matérias de interesse para educação na LDO. O requerimento foi alterado para convite, visto que o ministro se comprometeu em participar da próxima reunião da Comissão, na terça-feira (14). “O papel da nossa comissão é acompanhar todos esses cortes, e é isso que estamos fazendo. Nós queremos sim a presença do Ministro do Planejamento para esclarecer tudo isso e dizer o que, de fato, está acontecendo e o que será feito para preservar o orçamento da educação”, finalizou Danilo Cabral.

Os “chapados” do privilégio

POR FERNANDO BRITO ·Do TIJOLAÇO

Sem demagogia, acredito que, meio de “cara feia”, o povo brasileiro aceitaria que os membros de sua Corte Suprema ganhassem perto de R$ 40 mil por mês.

Afinal, são apenas 11 e deveriam representar a última e mais firme linha de defesa dos direitos dos cidadãos brasileiros.

Mas a decisão de colocar no Orçamento o reajuste geral para o Judiciário Federal e, por cambalhotas que só para os juízes valem, também os estaduais já põe lá no teto uma multidão de quase 20 mil togados.

Só da Justiça Federal, a conta do aumento vai a R$ 717 milhões.

Agora some aí mais outro tanto de promotores de Justiça, procuradores e, de carona, deputados federais e estaduais, senadores, fiscais disso e daquilo e uma legião de dezenas de milhares que só limita seus vencimentos pelo teto.

Ou, como se lê nos noticiários, nem isso, porque contam-se aos milhares os “fura-teto”, e a conta vai para alguns bilhões por ano.

Estes mesmos senhores não se pejam de achar legal e constitucional cortarem-se as verbas da Saúde, da Educação.

Um dos ministros chegou a dizer que as pensionistas de juízes vivem “na penúria”.

Estes senhores acaso tem ideia do que seja penúria?

Pior que isso é que não se tomam as providências para criar uma hierarquia remuneratória, que desse limites razoáveis para os diversos graus de jurisdição e para as carreiras conexas ao judiciário.

Nem mesmo uma reação moral absolutamente necessária ao pagamento de auxílio-moradia a quem tem belas casas e apartamentos próprios no local onde trabalha se faz, quatro anos depois de ser concedida indiscriminadamente.

Neste caso, claro, a imoralidade e a ilegalidade não são “chapadas” como diz o topetudo Luiz Fux.

Dizem que depende do Congresso votar e do Presidente não vetar.

A esta altura, que deputado, senador ou presidente vai encarar a turma do “prende e arrebenta” judicial?

Estes senhores e senhoras togados, que se arvoraram em “moralizadores do Brasil” exibem, despudoradamente, os pés de pavão do seu udenismo.

Ao menos, porém esclarecem o povo brasileiro que se impõe uma reforma num sistema de Justiça que só é generoso para si mesmo.