quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Futuro ministro homenageado com fogos em Caruaru

A Câmara Municipal de Caruaru é marcada por situações inusitadas, que surpreende até quem acompanha as sessões da casa regularmente. Ainda no início da reunião ordinária de ontem, o vereador Heleno do Inocoop (PRTB) mandou soltar uma girândola de fogos de artifício enquanto discursava.
O parlamentar, primeiro inscrito da noite para usar à Tribuna, rasgava elogios ao senador Armando Monteiro Neto (PTB) por ter sido escolhido pela presidente Dilma Rousseff (PT), para ser ministro do desenvolvimento no governo da petista, e no meio do discurso, começaram os fogos. “Essa girândola é para homenagear o senador Armando, que será ministro e vai contribuir com o crescimento de Pernambuco, também a presidenta Dilma pela escolha e o novo senador de Caruaru Douglas Cintra. Douglas fará muito pela nossa cidade”, enfocou o vereador.
Ao final dos fogos, muitos dos que estavam presentes na galeria da Câmara, como os próprios vereadores sorriam do fato inusitado.(Do blog de magno martins)

Moro, Ali Babá e os 39 ladrões

O gordo tucano acha muito engraçado.



Todo mundo sabe que a tese do então Procurador-Geral, Antônio Fernando, que instruiu o mensalão, era pegar o Lula.
Por isso, ele anunciou que o processo se referia a Ali Babá e os 40 ladrões.
O STF enforcava os 40 petistas e deixava Ali Babá, Lula, no primeiro degrau do cadafalso.
Saiu fora da linha, o Golpe Paraguaio enforcava o indigitado criminoso que – quem mandou ? – não fala inglês.
Agora, todo mundo sabe que a Lava Jato, tal qual conduzida na Vara do Dr Moro, seletivamente, faz da Dilma a Ali Baboa.
Bobeou, dançou.
Só tem um problema.
Na Vara do DR Moro não tem 40 ladrões.
São 39.Porque ele escolhe os ladrões.
Ali Baboa e 40 comparsas saquearam a Petrobras e o Brasil.
Mas, ele só vê 39.
Porque o 39º, um tucano gordo, é o “ladrão oculto”.
É como aquele da excelsa Ministra Ellen Gracie, “não é o Dantas, mas o Dantas”.
Ela, Antônio Fernando, Gurgel, Gilmar e Barbosa também se achavam Paladinos da Moral.
Salvadores da Pátria !
E iam extirpar a corrupção de pobres, pretos, p… e petistas.
O gordo tucano acha muito engraçado.

Quá, quá, quá !



Paulo Henrique Amorim

Presos no interior suspeitos de matar vice-prefeito de Cumaru


Foto: Jaqueline Almeida/NE10
Foto: Jaqueline Almeida/NE10
Oito pessoas foram presas no Agreste pernambucano nesta quarta-feira (26) em duas operações promovidas pela Polícia Civil com apoio operacional da Polícia Militar; uma das quais destinadas a prender os suspeitos de matar o vice-prefeito de Cumaru, Marco Antônio Bezerra da Costa, conhecido como Marco de Neco. O vice-prefeito foi assassinado no dia 2 de setembro na rodovia BR-104, próximo à Estação Rodoviária de Caruaru.
A Operação Rédea Curta, que teve o objetivo de prender os suspeitos de matar o vice-prefeito, é comandada pelos delegados Bruno Vital, Mário Cruz e Erick Lessa. Já a Operação Espora é liderada pelas delegadas Sara Gouveia e Polyanne Farias. O objetivo da segunda operação não foi divulgado pela Polícia Civil.
Juntas, as duas operações realizariam diligências nas cidades de Caruaru, Belo Jarim, Pesqueira, Catende, Gravatá, Sanharó e São Bento do Una, no Agreste. Foram expedidos treze mandados de prisão e doze de busca e apreensão domiciliar.
Ao toto, 120 homens atuaram nas duas operações, sendo 90 da Polícia Civil e 30 da Polícia Militar. As informações detalhadas serão divulgadas nesta quinta-feira (27), em uma coletiva a ser realizada no Recife.(Do blog de jamildo)

Congresso mantém os 38 vetos da presidente Dilma


O Congresso Nacional manteve inalterados os 38 vetos da presidente Dilma Rousseff apreciados em votação na noite de terça-feira. O resultado só foi divulgado hoje pelo presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL).
Havia a expectativa de derrubada de pelo menos um deles, o que estipula regras para a criação de novos municípios, vetado por Dilma em agosto.
"[Foi uma] situação difícil, o quórum apertado e de uma só vez o Congresso Nacional teve de apreciar de uma vez 38 vetos que estavam acumulados. De quem é a culpa? De todos nós porque nós tentamos nos reunir 13 vezes no Congresso Nacional para limpar a pauta e apreciar esses vetos e não foi possível em função da necessidade de compatibilizar as funções do Congresso com as eleições e a Copa do Mundo", afirmou Renan sobre a votação de ontem.
A manutenção dos vetos foi decidida por deputados e senadores numa votação em bloco, numa medida adotada por Renan para acelerar o processo e destrancar a pauta de votação

tucanos tomaram gosto pelo tapetão

Por Fernando Brito, do Tijolaço
Depois de tentarem anular no tapetão do TSE as eleições, agora os tucanos escrevem a crônica da derrota anunciada na votação do projeto que retira da meta fiscal as isenções de impostos (mais de R$ 80 bilhões, só este ano) da meta de superávit fiscal.
O objetivo dos tucanos é tão simples quanto asqueroso: fazer a presidente Dilma sujeitar-se a ser objeto de “crime de responsabilidade”, pelo “delito” de ter reduzido os impostos de boa parte das empresas, na tentativa de manter o nível de emprego e de atividade econômica.
Depois de quase dois anos fazendo terrorismo midiático com recessão, déficit, inflação estourando a meta, investidores fugindo e tudo o mais que o “fundamentalismo de mercado” inundou os jornais, a cara de pau dos tucanos é digna de registro.
Mesmo nas mãos do Ministro Luiz Fux, a ação tucana tem ridículas chances de prosperar. Dificilmente o Supremo vai se aventurar na usurpação da função do Legislativo.
Os tucanos chegam a chamar a emenda proposta pelo Governo de “calote”, mas não conseguem dizer quem vai ser “caloteado”. Ao contrário, sem a aprovação da mudança, sim, o Governo seria forçado a dar calote em fornecedores, servidores ou até mesmo no vencimento de títulos de sua dívida mobiliária.
Mas por falta de autorização orçamentária, não por falta de dinheiro. Só para lembrar aos tucanos: mesmo vendendo R$ 100 bilhões em patrimônio público, foi o Governo do PSDB que multiplicou por 10 (de R$ 85 milhões para R$ 850 bilhões) o endividamento do país.
O de hoje, embora maior, é menos da  metade da percentagem do PIB que representava com FHC. E caiu, fechando o mês passado em R$ 2,155 trilhões, com queda de R$ 28,2 bilhões em relação à de setembro.

Internet como prova de traição


No plantão do fim de semana, o juiz Alexandre Morais da Rosa, de Santa Catarina, recebeu um processo de uma briga de casal. A mulher, achando que tinha sido traída, pedia para a Justiça obrigar o marido a mostrar as mensagens de WhatsApp no celular.
É fenômeno mundial. Na Itália, 40% das ações de divórcio por infidelidade usam o aplicativo como prova da traição. As informações são do colunista Ancelmo Gois, do jornal O Globo

Dilma assina lei que alivia Estados e municípios

  A presidente Dilma Rousseff decidiu sancionar a lei que muda o índice de correção das dívidas de Estados e municípios com a União, abrindo caminho para que governadores e prefeitos contratem novos empréstimos e ampliem seus investimentos. Dilma resolveu sancionar sem vetos a lei, que foi aprovada pelo Senado no início de novembro e permite que as dívidas contraídas antes de 2013 sejam recalculadas, de maneira retroativa.
Prefeitos e governadores temiam que a presidente vetasse esse dispositivo da lei, que provocará perdas para o governo federal num momento em que suas finanças estão particularmente frágeis.
Com a nova lei, o saldo das dívidas passará a ser corrigido pela variação do IPCA, o índice oficial de inflação, mais 4% ao ano, ou pela taxa básica de juros definida pelo Banco Central, o que for menor. Atualmente, esses débitos são corrigidos pelo IGP-DI mais juros de 6% a 9%.
Cálculos do Ministério da Fazenda sugerem que o governo federal perderá R$ 59 bilhões com a mudança. Somente no próximo ano, a perda de receita para a União será de R$ 1 bilhão, de acordo com as projeções da Fazenda.
Governadores e prefeitos devem à União hoje cerca de R$ 500 bilhões. A mudança no indexador das dívidas era uma reivindicação antiga.  (Da Folha de S.Paulo - Mônica Bergamo)

O juiz Moro e os bajuladores: Fora! Esperamos!



 No comando da Lava Jato, Sérgio Moro quer ficar fora dos holofotes, revela hoje a Folha de S.Paulo. Segundo a colunista Vera Magalhães, o não deve receber título de cidadão benemérito proposto por um deputado estadual do DEM do Paraná.
Na justificativa para a homenagem, Plauto Guimarães diz que, ao se mostrar "incorruptível", Moro presta "inestimável serviço como cidadão a todos os brasileiros". O juiz quer evitar a politização de sua imagem.(Do blog do magno martins)

terça-feira, 25 de novembro de 2014

PT entra com ação contra vazamento de informações

O PT ingressou com um pedido jurídico solicitando providências sobre os vazamentos das delações premiadas realizadas pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Petrobras. De acordo com o deputado federal Pedro Eugênio (PT), o partido entrou com ação junto ao Ministério da Justiça e a Polícia Federal. Na última semana, o ex-diretor da estatal brasileira, Paulo Roberto Costa, afirmou que o esquema de propina e corrupção na empresa repassou R$ 1 milhão à campanha de Humberto Costa (PT) ao Senado em 2010.
“Essas são as providências que nós vamos tomar em defesa da verdade. Nós queremos que tudo seja apurado. Tudo que foi feito por ação incorreta, criminosa. Essa investigação ela precisa ser mais preservada, de forma mais correta. É lamentável que isso esteja usado politicamente”, relatou o petista, em entrevista à Rádio Folha FM 96,7, nesta segunda-feira (24).
O deputado acredita que as acusações contra Humberto Costa são “indevidas”. “Acusações que não têm base. Lamentamos que uma investigação que está ocorrendo por sigilo de justiça esteja sofrendo vazamentos pontuais, imprecisos e, nesse caso, de uma delação que está fazendo uma série de acusações sem provas para tentar se safar”, disse.
Pedro Eugênio também confessou que há um clima de apreensão no Congresso com as revelações feitas na CPI da Petrobras. “Essa CPI sobre as investigações propriamente ditas provavelmente atingirão políticos. Mas são assuntos que as pessoas não falam publicamente”, relatou o parlamentar.(Do blog da folha)

Governo Estadual anuncia data do pagamento do 13º e aquece economia em PE



A economia pernambucana ganhou um novo ânimo neste final de ano. Trata-se do impulso proporcionado pelo pagamento do 13º salário dos servidores públicos estaduais, entre ativos, inativos e pensionistas, além do pagamento da folha salarial de novembro e da antecipação da folha de dezembro. O Governo de Pernambuco garante uma injeção, em menos um mês, de R$ 2,180 bilhões na economia local, onde grande parte deverá ser investida principalmente no comércio.
O cronograma foi liberado, hoje, pelo governador João Lyra Neto, durante cerimônia no Palácio do Campo das Princesas, sede do Governo de Pernambuco, que fica no Recife. Para Lyra Neto, o pagamento do 13º e a antecipação da folha de dezembro, além de uma demonstração de respeito com os servidores públicos, também ratificam a saúde financeira da atual gestão.
De acordo com a programação, o 13º salário (que equivale a um montante de R$ 710 milhões) será pago de uma só vez, nos dias 11 e 12 de dezembro, sendo a primeira data para os aposentados e pensionistas, e a segunda para os servidores ativos. Já a folha de dezembro, no valor de R$ 740 milhões, será antecipada para os dias 22, 23 e 24 do mesmo mês, seguindo o calendário de pagamento implantado ainda no início da gestão, em 2007. O calendário estabelece que no dia 22, recebem os aposentados e pensionistas; no dia 23, os servidores ativos da Secretaria de Educação; e no último dia os servidores ativos da administração direta e indireta. No calendário divulgado em janeiro, a previsão para os pagamentos da folha de dezembro seria para os dias 26, 29 e 30, respectivamente.
(Do blog do magno martins)

“Trensalão” e “petrolão”: duas histórias suíças

247 - As autoridades financeiras e judiciais da Suíça estão prestes a descobrir que o Ministério Público brasileiro (ou, pelo menos, parte dele) tem lado.
Um ano atrás, cansados de esperar pela colaboração do Ministério Público, os suíços decidiram arquivar parte do caso Alstom, que apurava um esquema de propinas pagas pela multinacional francesa a funcionários públicos e políticos do PSDB (relembre aqui).
Era um caso bastante semelhante ao hoje investigado na Operação Lava Jato. Havia lobistas, como João Amaro Pinto Ramos, servidores públicos, como João Roberto Zaniboni, e arrecadadores de campanha, como o grão-tucano Andrea Matarazzo. A Alstom era acusada de comandar um cartel na venda de equipamentos ferroviários e do setor elétrico.
A investigação sobre o chamado "trensalão tucano", no entanto, parou no tempo porque o procurador Rodrigo de Grandis engavetou, durante dois anos, o pedido de cooperação formulado pelas autoridades suíças, atribuindo a demora a uma "falha administrativa".
Operação Apocalipse
Um ano depois, a situação se inverte. Agora, são dois procuradores brasileiros que irão à Suíça, mais precisamente a Berna, para desvendar a origem dos depósitos nas contas de Paulo Roberto Costa.
Como o próprio ex-diretor da Petrobras já declarou ter sido pago pela Odebrecht e se dispôs a devolver os recursos, o caso será relativamente simples (leia mais aqui).
No entanto, chama a atenção a diferença de abordagem do Ministério Público nos dois casos. Quando o alvo era o PSDB, a Suíça cobrou providências do Brasil, que engavetou o caso. Agora, quando o PT está na mira, o MP cumpre seu papel, faz a coisa certa e pede cooperação internacional.

Sindicalistas e governo discutem propostas para manter emprego na crise
















segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Cid Gomes: é melhor ter uma base aliada mais enxuta

Terminando seu segundo mandato à frente do governo do Ceará, Cid Gomes (Pros) defendeu, em entrevista à revista Carta Capital, a criação de uma frente de esquerda e uma nova relação do governo com a base aliada. Para ele, o atual modelo de governança, criado durante o governo Lula, abre espaço para "chantagens" dos parlamentares da base. "O governo está escravo do PMDB, que se considera um partido essencial, quando eu penso que ele não tem essa bola toda. É melhor ter uma base mais enxuta, porém mais confiável", defende Cid, para quem o País enfrenta "um evidente problema de governabilidade".
Cid critica nominalmente o PMDB, mas faz questão de ressaltar que a prática de disputa com o governo não se limita aos parlamentares do partido. "Eduardo Cunha é uma caricatura dessa situação. Mas uma boa parte do PT, ao longo dos últimos anos, também aderiu à tese do poder pelo poder", diz. Na opinião do governador do Ceará, a presidente Dilma pode estimular um reordenamento da base, mas para isso precisa emitir sinais claros para que os partidos de esquerda se unam.
O governador diz que a relação que Dilma tem com o Congresso é diferente daquela que Lula estabeleceu porque o ex-presidente "não tinha remorso" e a sucessora tem. "Quando ela assumiu a Presidência, deu participação no governo para a base toda. Ao perceber posturas não republicanas no dia a dia, não aceitou. É o caso da Petrobras. Dilma está sofrendo por uma coisa que não tem responsabilidade. Ela apanha dos dois lados, de quem defende uma posição mais ética e de quem era beneficiário do esquema", disse o político.
(Do blog de magno martins)

"Para os jornais a corrupção no Brasil é como meu uísque: 12 anos"

247 - "Para os jornais a corrupção no Brasil é igual ao meu uísque: só tem 12 anos. Mais história e menos lorota, mais cadeia e menos caô de delação premiada", disse o jornalista Xico Sá, em sua página no Facebook.
A metáfora perfeita sintetiza a hipocrisia da imprensa brasileira em relação à Operação Lava Jato, que tenta confinar as denúncias de corrupção aos últimos doze anos.
Esse esforço, no entanto, vem sendo dificultado pelas próprias revelações da operação. O lobista Fernando Baiano disse ter entrado na Petrobras em 2000, enquanto Pedro Barusco, o corrupto de US$ 100 milhões, confessou ter começado a coletar propinas em 1996.
Recentemente, Xico Sá se demitiu da Folha de S. Paulo, ao ser impedido de publicar um artigo em que declarava seu voto em Dilma Rousseff.

Ex-servidor diz que pagava 'pedágio' na Assembleia


O Ministério Público Estadual investiga suspeitas de um esquema instalado na Assembleia Legislativa de São Paulo por meio do qual funcionários teriam de devolver parte do salário recebido. O dinheiro, segundo relatos feitos a promotores por uma testemunha cujo nome vem sendo mantido sob sigilo, tinha como destino final deputados estaduais.
A reportagem da Rádio Estadão conversou com essa testemunha, que trabalhou durante nove meses na Assembleia durante a atual legislatura. Também ouviu outros cinco funcionários que permanecem no Legislativo paulista. Sob condição de terem seus nomes mantidos sob sigilo, todos confirmaram o pagamento, apelidado internamente de "rachid" e também conhecido como "pedágio". "É um segredo de ‘polichinelo’, que todo mundo sabe que existe", disse um desses funcionários.
A testemunha-chave já ouvida pelo Ministério Público detalhou à rádio como era feita a devolução de parte de seu salário. "Todo quinto dia útil do mês eu pegava o dinheiro no Banco do Brasil e levava até a Alessandra Crusco na sala do DSG (Departamento de Serviços Gerais). Ela repassava para o André Pinto Nogueira e ele dizia que esse repasse era para os deputados Aldo Demarchi e Edmir Chedid", afirmou o ex-servidor, que ganhava R$ 3.400 e diz que tinha de devolver R$ 1.600.

Gabinetes
Citado como a ponte entre os funcionários que devolvem o dinheiro e os deputados estaduais, André Pinto Nogueira é servidor comissionado e ganha aproximadamente R$ 18 mil por mês. Ele está lotado na 2ª Secretaria da Assembleia, comandada por Edmir Chedid (DEM). Antes, ele trabalhou no gabinete de Aldo Demarchi (DEM).
Nogueira já foi condenado pela Justiça Federal, em primeira instância, por improbidade em relação à licitação de uma empresa da qual é acusado de ser sócio oculto, a Gear Tecnology. O patrimônio de André Pinto Nogueira será alvo da investigação. O promotor Otávio Ferreira Garcia, responsável pelo caso, afirma que a prioridade do Ministério Público é investigar, agora, a participação dos assessores que serviam como ponte do esquema. Ele afirma que deve solicitar a quebra do sigilo dos suspeitos.
"Podemos pedir à Justiça o afastamento do sigilo bancário e fiscal de pessoas identificadas, para fazer a confrontação desses dados e verificar se tem alguma discrepância que comprove esses saques e eventuais depósitos em contas de favorecidos". O promotor espera que mais pessoas denunciem a devolução de salários na Assembleia.
Foro privilegiado
Já os deputados estaduais só poderão ser investigados a partir da Procuradoria-Geral de Justiça paulista, pelo fato de terem foro privilegiado. O caso, no entanto, ainda não foi enviado para o procurador-geral, Márcio Fernando Elias Rosa. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

domingo, 23 de novembro de 2014

Artigo de opinião: Operação abafa está varrendo petrolão tucano para debaixo do tapete

Por ANTONIO LASSANCE
(originalmente publicado na Carta Maior)
Primeiro, foi o mensalão. Agora, é o "petrolão". Em ambos os casos, o esquema de desvio de dinheiro público foi inventado desde o governo tucano de FHC - pelo menos -, mas só descoberto quando vieram os petistas.

Estamos aguardando Aécio Neves, que além de Senador é agora comentarista político do Jornal Nacional, aparecer no estúdio para confessar que continua com a ideia fixa de que tudo o que o PT fez e ampliou começou com FHC.

Há gente muito otimista quanto ao desfecho do atual escândalo, na linha de que não sobrará pedra sobre pedra e que todos serão tratados igualmente pela Polícia Federal do Paraná, pelo Ministério Público e pela Justiça.

Poderíamos citar Dante e sua Divina Comédia para recomendar a todos que deixem a esperança na porta, ao entrar; mas a situação combina mais com o bordão do compadre Washington (aquele do "sabe de nada, inocente").

Pouco adianta a constatação do Ministério Público de que o esquema que assaltou a Petrobras existe há pelo menos 15 anos.

Se não houver a devida investigação para dar nome aos bois do período FHC, a constatação cai no vazio - ou melhor, na impunidade.

O problema não é se vai sobrar pedra sobre pedra, mas para onde serão dirigidas as pedradas, se é que alguém ainda tem alguma dúvida.

A apuração feita pela Operação Lava Jato não é neutra. Os investigadores da PF encarregados do caso não são neutros, muito pelo contrário.

A maioria é formada por um grupo de extremistas que foram flagrados em redes sociais vomitando comentários raivosos e confessando suas opções partidárias.
Se dependermos dessa gente diferenciada, não teremos Estado de Direito, mas Estado de direita.

O Código de Ética da associação nacional dos delegados da PF proíbe a seus membros a manifestação de preconceitos de ordem política. Mas alguém acha que esses vão sofrer qualquer reprimenda?

Alguém imagina que os deslizes, considerados ao mesmo tempo graves e primários por gente séria da própria PF, terão a punição que foi aplicada ao ex-delegado Protógenes Queiroz, que cometeu o crime hediondo de prender um banqueiro?

O PSDB tem sido zelosamente preservado nessa "investigação" que deveria feita na base do doa em quem doer. Balela.

A operação Lava Jato é só para petistas e, no máximo, para os peemedebistas. Para tucanos, impera a Operação Abafa.

O senador Álvaro Dias e o deputado Luiz Carlos Hauly, ambos tucanos do Paraná, citados por delatores, até agora estão absolutamente preservados.

O nome de Sérgio Guerra, ex-presidente do PSDB, já falecido, apareceu menos como uma revelação do que como um "boi de piranha". Guerra já não pode confessar nada nem sob tortura.

PT e PMDB têm seus operadores. O PSDB também, mas onde estará o infeliz? Certamente, por aí, limpando sua conta e seus rastros.

Quase metade da lista de políticos citados pelos delatores é formada por apoiadores da campanha de Aécio Neves em 2014 (confira aqui).

A sina persecutória dos delegados paranaenses chegou ao ponto de incriminar o atual Diretor de Abastecimento da Petrobras, José Carlos Cosenza, sem qualquer prova, sem sequer testemunho. O crime do diretor estava apenas na pergunta dos investigadores.

Até mesmo um ex-diretor da PF nomeado por FHC considerou o episódio contra Consenza o cúmulo do absurdo, conforme relatado pelo jornalista Ilimar Franco em sua coluna. 

Isso não se faz, a não ser com segundas e terceiras intenções. Não foi erro material", como os investigadores alegaram, nem mera trapalhada, foi obra do comitê eleitoral da campanha tucana de terceiro turno.

As tartarugas do ministro da Justiça

Das duas tartarugas que o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, tinha que cuidar, uma já fugiu; a outra está escondida debaixo de seu nariz.

A defesa da autonomia da Polícia Federal, que é de uma obviedade gritante, não resolve uma dúvida crucial: a PF do Paraná tem autonomia para varrer a sujeira do PSDB para debaixo do tapete, ao sabor da preferência partidária de alguns investigadores?

Está claro que o comando da PF no Paraná tem autonomia suficiente para não ser aparelhada pelo PT, nem pelo PMDB, mas pode gozar de autonomia para ser aparelhada pelo PSDB?

Se depender do ministro Cardozo, claro que sim - é para isso que serve a autonomia - para que qualquer órgão público faça o que bem entender, com base nas conveniências de seus servidores.

Por sorte, ao alargarem o tamanho do escândalo, para que ganhasse ares superlativos - suficientes para serem aproveitados por uma oposição que, incapaz de ganhar eleições presidenciais, só vê saída no impeachment -, os investigadores cometeram um erro crasso. Comprometeram todo o sistema político. Excelente ideia.

A rigor, todo aquele que recebeu doações de qualquer dos envolvidos no escândalo deveria ter seu mandato cassado.

Considerando que a Polícia Federal paranaense chegou à conclusão de que não existe almoço grátis, de cada 10 parlamentares eleitos, pelo menos 4 deveriam ser impedidos de assumir o mandato. Agora, ou vai ou racha.

A investigação que Gilmar Mendes determinou que se faça contra as contas da campanha de Dilma, com uma força tarefa formada por TCU, Receita Federal e Banco Central, deve ter uma similar para Aécio e todos os demais candidatos, à exceção dos do PSOL, PSTU e PCO - os únicos que se livraram do pavoroso expediente de receber "doações" de empresas.

É uma pena que o anticomunismo dos investidores encarregados da operação os impeça de chegar à conclusão, em seu relatório, de quem ninguém presta na política nacional, salvo os comunistas. Todos os demais partidos, nessa lógica, estão infestados de ladrões.

Se negarem vinculação com o PSDB e continuarem a recusar simpatia aos comunistas, aos delegados paranaeses restará apenas o movimento Punk - se for essa a opção, contarão doravante com meu respeito.

Anedotário do Gilmar

Em qualquer escândalo, quem quer desviar para longe o faro da impensa precisa dar carne aos leões. Só assim se consegue conduzir o olhar para longe de quem se quer proteger e em direção a quem se quer atacar.

Pela milésima vez, uma operação-abafa é feita para esconder a sujeira da corrupção praticada pelo PSDB para debaixo do tapete, tal como foi feita com os mensalões do PSDB e do DEM, com o apoio do oligopólio midiático.

No STF, o ministro Gilmar Mendes vai na mesma linha. Mantém trancada há sete meses uma decisão que já conta com maioria do STF para abolir o financiamento empresarial de campanhas. Com Natal, Ano Novo e Carnaval, a decisão sequestrada por esse pedido de vistas fará aniversário em breve.

Não satisfeito, o ministro ainda se deu ao luxo de nos brindar com a piada, contada com sua voz de coveiro, de que o mensalão deveria ter ido para o juizado de pequenas causas.

A gracinha ocupou as manchetes como se fosse um desabafo, quando não passa de deboche com as instituições.
O anedótico Gilmar Mendes finge que o problema não é com ele, nem com o financiamento de privado, nem com empreiteiras, nem com corruptos que são sócios de políticos e partidos. O único problema - dele, pelo menos - é com o PT. O resto pouco importa.
 
No exato momento em que Gilmar fazia sua graça, a segunda tartaruga sob os cuidados de José Eduardo Cardozo fugia velozmente em plena Esplanada dos Ministérios.

Enquanto isso, tucanos e democratas continuam se fazendo de freiras castas pregando no bordel, mas sem dispensar as notas dobradas das empreiteiras, presas em suas apertadas calcinhas.

Mas que fique bem claro: não são calcinhas vermelhas, são pretas. Aí pode, sem problema


Empresário nega doação e irá processar delator

Beltrão informou que em 2010 sua empresa doou R$ 150 mil para o então candidato ao Senado Humberto Costa. "Eu sou um homem que preza a transparência e a honestidade. O dia em que eu mentir eu morro do coração. Humberto Costa é meu amigo de infância, mas nunca me pediu colaboração de campanha."
Abaixo a íntegra da nota de Mário Beltrão enviada ao 247.
Nego peremptoriamente a afirmação de ter pedido ao sr. Paulo Roberto qualquer contribuição financeira à campanha do senador Humberto Costa ao Senado em 2010. Não pedi nem recebi qualquer autorização para fazer gestão dessa ordem;
No que diz respeito ao sr. Paulo Roberto, declaro que o conheço e mantive com ele relação institucional, devido à sua condição de diretor de Abastecimento da Petrobrás e responsável pela implantação das refinarias da empresa , e da minha condição de presidente da Associação das Empresas do Estado de Pernambuco (ASSINPRA). Como presidente dessa entidade lutei, por mais de uma década, pela implantação da refinaria em Pernambuco, ultrapassando várias gestões dos governos Federal e Estadual;
Afirmo que sou titular de empresa que há 32 anos trabalha para a Petrobrás e que ao longo de todo o período em que o senhor Paulo Roberto Costa ficou à frente da Diretoria de Abastecimento não tive nem tenho qualquer contrato vinculado a essa Diretoria.
Informo ainda que aguardo que seja tornado público de forma oficial esse processo, quando então, tanto eu como pessoa física quanto a associação como entidade representante de classe, iremos tomar as medidas cabíveis em todos os níveis.
Mário Beltrão

Aposentadoria de deputados pode subir 400% no RS




Os deputados gaúchos esperaram o final da atual legislatura para votar, sem alarde e em tempo recorde, um projeto de lei complementar (PLC) apresentado pela mesa diretora da Assembleia Legislativa que institui um regime especial de aposentadoria parlamentar. O Plano de Seguridade Social dos Parlamentares, apresentado há apenas duas semanas e que será votado em plenário já na próxima sessão ordinária, na terça-feira, determina que os deputados deixem de fazer parte da base do Regime Geral de Previdência do INSS, cujo teto salarial é de R$ 4.390,24, e passem a receber proventos integrais - R$ 20.042,34 brutos em 2014 - com 35 anos de contribuição e 60 anos de idade.
O projeto é uma cópia literal do Plano de Seguridade Social dos Congressistas, que vigora no âmbito da Câmara e do Senado desde 1º de fevereiro de 1999 e que é alvo de contestação judicial. Para tornar o projeto menos antipático à opinião pública, os deputados concordaram com uma contribuição de 13,25% sobre o vencimento bruto - alíquota descontada pelos servidores estaduais - ao invés de pagar os 11% de contribuição do regime geral, que incide sobre o teto. A proposta deverá ser aprovada com facilidade.(De O Globo)

Lava Jato: ' Como os jornais seguem manipulando dados'

: O jornalista Luciano Mrtins Costa mostra em um artigo como os grandes jornais procuram manipular os dados que são vazados da "operação lava jato"ou seja como sempre as manchetes são do tipo da foto acima, visto que a maioria das pessoas só lêm as manchetes, esta é a manchete da Folha de São Paulo pior é que os outros jornais não citam que existem parlamentares do PSDB, DEM.
veja abaixo o artigo:

O jornalismo envergonhado
A semana do grande escândalo se encerra em tom de anticlímax, com os jornais informando que a Justiça encontrou apenas 7% do que esperava bloquear nas contas dos acusados no escândalo da Petrobras. O rastreamento do dinheiro em bancos da Alemanha, Canadá, China, Estados Unidos, Holanda, Uruguai e conhecidos paraísos fiscais encontrou contas zeradas e apenas R$ 47,8 milhões, dos R$ 720 milhões estimados pela contabilidade da investigação.
Perde impacto, portanto, a principal expectativa criada pela imprensa em torno do caso que envolve as maiores empreiteiras do país. Por outro lado, os jornais seguem manipulando dados do esquema de corrupção no campo partidário.
A tentativa de concentrar as acusações no núcleo governista ganha um caso patético na reportagem publicada pela Folha de S.Paulo na sexta-feira (21/11), sob o título "Dono da UTC tinha contato com pessoas ligadas a PT e PSDB" (ver aqui). Lá no pé do texto, o leitor paciente vai ficar sabendo que um desses contatos era com um ex-executivo do Banco Itaú que coletou doações da empreiteira para a candidatura do senador Aécio Neves (PSDB-MG) à Presidência da República.
No dia anterior, a edição digital da Folha-UOL tinha publicado outro texto (ver aqui) com o seguinte título: "Doações de investigadas na Lava Jato priorizam PP, PMDB, PT e oposição". Ali, o principal destaque vai para parlamentares de menor expressão nacional, como três deputados do Partido Progressista eleitos no Paraná, além de citação à senadora Katia Abreu (PMDB-TO), que trocou recentemente a oposição pela bancada governista.
O levantamento se concentra nos partidos da base aliada, e deixa em segundo plano, no rodapé, figuras mais representativas, como as do senador José Serra e Antônio Anastasia, ex-governador de Minas Gerais, ambos do PSDB, além do deputado federal Ronaldo Caiado e seus colegas recém-eleitos José Carlos Aleluia, Alberto Fraga e Alexandre Leite, todos do Democratas.
Alguém pode imaginar um título como "Aécio Neves foi financiado por empresas investigadas na Lava Jato"? Ou "José Serra também recebeu doações de empreiteira na Lava Jato"?
A jogada da Folha de S.Paulo chega a ser ridícula, mas pior ainda é a edição dos outros jornais, ao omitir completamente a informação que a Folha tenta esconder, numa espécie de jornalismo envergonhado.
Os números da corrupção
É errado levantar suspeitas sobre todas as doações de campanha, mas, sem o viés partidário que domina a mídia tradicional no Brasil, qual seria a prática mais coerente com o bom jornalismo?
Em condições normais de sanidade nas redações, o principal destaque iria para os nomes mais vistosos. Portanto, Aécio Neves, José Serra e Antônio Anastasia seriam citados na abertura do texto, porque atrairiam mais curiosidade do leitor. Por que, então, eles aparecem apenas no rodapé?
Porque os editores sabem que não podem deixar de publicar toda a lista que lhes caiu nas mãos, mas também não desconhecem que, nas redes sociais, a maioria só vai ler o cabeçalho da reportagem.
No mais, o noticiário de sexta-feira (21) traz apenas relatos quase burocráticos com informações, declarações e dados colhidos seletivamente na rotina de vazamentos feitos pela polícia. Sem revelações bombásticas, a semana chegaria ao fim laconicamente, não fosse um corajoso artigo publicado também na Folha de S.Paulo pelo empresário Ricardo Semler (ver aqui), que nos anos 1980 se celebrizou por implantar em sua indústria, de maneira radical, os conceitos de gestão democrática e reengenharia corporativa.
Filiado ao PSDB há muitos anos, Semler conta que a empresa que herdou do pai, a Semco, deixou de vender equipamentos navais à Petrobras desde os anos 1970, porque era impossível fazer negócios com a estatal sem pagar propina. Além disso, observa, "o que muitos não sabem é que é igualmente difícil vender para muitas montadoras e incontáveis multinacionais sem antes dar propina para o diretor de compras".
Semler lembra que em anos anteriores a corrupção roubava 5% do Produto Interno Bruto do Brasil; esse índice caiu para 3,1% e agora é calculado em 0,8% do PIB. "Onde estavam os envergonhados (que fazem passeatas) nas décadas em que houve evasão de R$ 1 trilhão – cem vezes mais do que o caso Petrobras – pelos empresários?", questiona.
A novidade, de acordo com o articulista, é que os porcentuais da propina caíram, o que, segundo ele, justifica o título instigante do artigo: "Nunca se roubou tão pouco".
Está aí uma boa pauta para as edições de domingo.

FEM sob risco financeiro

Do Jornal do Commercio
Os problemas envolvendo o andamento das obras relacionados ao Fundo Estadual de Apoio aos Municípios (FEM) fez acender o sinal de alerta no Palácio do Campo das Princesas. O governador João Lyra Neto (PSB) enviou, na última quinta-feira, um projeto de lei alterando a redação do texto que institui o FEM.
Na proposta, o governador pede que seja retirada a obrigatoriedade do repasse do Fundo Rodoviário, Ferroviário e Aquaviário de Pernambuco (Furpe) ao FEM. Deste modo, uma das principais fontes de recursos do programa não repassará mais valores mensais para financiar o Fundo, caso o projeto seja aprovado na Alepe.
De acordo com a lei 14.921/2013, o FEM seria composto por 50% das verbas do Furpe. A obrigatoriedade do repasse mensal está prevista no sexto parágrafo do artigo 2, que trata sobre as receitas que constituem o FEM. No texto encaminhado em regime de urgência à Assembleia, o governo estadual pede que as transferências sejam “meramente facultativas”. Desta forma, o Estado não terá mais uma fonte específica de recursos, o que pode ameaçar a continuidade do programa.
De acordo com a Lei Orçamentária Anual (LOA) referente ao ano de 2014, a previsão de recursos para o Furpe este ano era de R$ 276 milhões. Já LOA de 2013 tinha como meta transferir R$ 180 milhões para o Fundo Rodoviário. Pela lei atual, 50% desses valores deveriam ser repassados para financiar os projetos do FEM, o que revela que esta é a principal fonte de recursos do programa. Em 2013, o montante do fundo municipal foi de R$ 228 milhões e este ano chegou aos R$ 241 milhões.
Por meio da assessoria de imprensa, a Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag), que é responsável pelo gerenciamento do programa, disse que não haverá impacto para as prefeituras. O órgão informou que os valores dos repasses estão mantidos e explicou que a alteração ocorreu porque a lei foi criada em 2013 e que o repasse do Furpe era específico para aquele ano. A Seplag não explicou de onde os recursos para o FEM serão retirados. Disse apenas que as verbas sairão do Tesouro estadual.
O FEM foi criado em 2013 pelo governo estadual com o objetivo de fazer o repasse de verbas para municípios de forma desburocratizada. Presidente da Associação Municipalista de Pernambuco, o prefeito José Patriota (PSB) preferiu não tecer comentários sobre o projeto. “Vou me inteirar do assunto. Não adianta falar sem saber do que se trata”, disse. Ele ainda afirmou que depois de avaliar o conteúdo do projeto, irá marcar um encontro com o governador eleito Paulo Câmara (PSB) para apresentar demandas dos prefeitos pernambucanos.

Humberto oferece abertura dos sigilos bancário, fiscal e telefônico para provar que não recebeu R$ 1 milhão de desvios na Petrobras

Foto: Agência Senado
Foto: Agência Senado
O  senador Humberto Costa, líder do PT no Senado,divulgou hoje uma nota em que nega que tenha recebido R$ 1 milhão do esquema de desvio de dinheiro da Petrobras através do ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa, e coloca à disposição de todos os órgãos que atuam na investigação do caso a abertura de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico.
Reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, afirma que Paulo Roberto Costa teria denunciado o pagamento de R$ 1 milhão a Humberto Costa.

Leia a íntegra da nota emitida pelo senador de PE:

NOTA DE ESCLARECIMENTO
Em relação à publicação do jornal o Estado de São Paulo deste domingo que relata supostas acusações do sr. Paulo Roberto Costa dirigidas a mim em delação premiada, afirmo que:,
1. Todas as doações de campanha que recebi na minha candidatura ao senado em 2010 foram feitas de forma legal, transparente, devidamente declaradas e registradas em minha prestação de contas à justiça eleitoral e inteiramente aprovadas, estando disponíveis a quem queira acessá-las;
2. Assim, nego veementemente ter pedido a quem quer que seja que solicitasse qualquer doação de campanha ao sr. Paulo Roberto;
3. Tal denúncia padece de consistência quando afirma que a suposta doação à campanha teria sido determinada pelo Partido Progressista (PP) por não haver qualquer razão que justificasse o apoio financeiro de outro partido à minha campanha;
4. Mais inverossímil ainda é a versão de que se o sr. Paulo Roberto não tivesse autorizado tal doação, correria o risco de ser demitido, como se eu, à época sem mandato e tão somente candidato a uma vaga ao Senado, tivesse poder de causar a demissão de um diretor da Petrobrás;
5. Causa espécie o fato de que ao afirmar a existência de tal doação, o sr. Paulo Roberto não apresente qualquer prova, não sabendo dizer a origem do dinheiro, quem fez a doação, de que maneira e quem teria recebido;
6. Conheci o sr. Paulo Roberto em 2004 e minha relação com ele se deu no campo institucional, no processo de implantação da refinaria de petróleo em Pernambuco, do qual participei assim como vários políticos, empresários e representantes de outros segmentos da sociedade pernambucana o fizeram;
7. Conheço e sou amigo de infância do sr. Mário Beltrão, presidente da Associação das Empresas do Estado de Pernambuco (ASSINPRA), que também foi partícipe da mesma luta pela refinaria. Porém, em nenhum momento eu o pedi e ele muito menos exerceu o papel de solicitar recursos ao Sr. Paulo Roberto para a campanha ao Senado de 2010.
8. Tenho uma vida pública pautada pela honradez e seriedade, não respondendo a qualquer ação criminal, civil ou administrativa por atos realizados ao longo de minha vida pública;
9. Sou defensor da apuração de todas as denúncias que envolvam a Petrobras ou qualquer outro órgão do Governo. Porém, entendo que isso deve ser feito com o cuidado de não macular a honra e a dignidade de pessoas idôneas. O fato de o sr. Paulo Roberto estar incluído em um processo de delação premiada não dá a todas as suas denúncias o condão de expressar a realidade dos fatos.
10. Aguardo com absoluta tranquilidade o pronunciamento da Procuradoria-Geral da República sobre o teor de tais afirmações, ocasião em que serão inteiramente desqualificadas. Quando então, tomarei as medidas cabíveis.
11. Informo ainda que me coloco inteiramente à disposição de todos os órgãos de investigação afetos a esse caso para quaisquer esclarecimentos e, antecipadamente, disponibilizo a abertura dos meus sigilos bancário, fiscal e telefônico.
Recife, 22 de novembro de 2014,
Humberto Costa
Senador da República

O drama de Graça Foster


Coluna de Jorge Moreno - O Globo
 A presidente da Petrobras, Graça Foster, entre o seu desejo de sair e a vontade da Dilma, ficará sempre com a segunda opção. Ou seja, se a Dilma pedir para ela continuar, ela fica, apesar de todos os desgastes físicos e psicológicos, que, inclusive, levaram-na, no último fim de semana, ao hospital, reclamando de fortes dores nas costas e no estômago.

Esta é Graça Foster, petroleira de carreira, que assumiu o lugar de Sérgio Gabrielli, sem saber que herdaria, na verdade, um queijo suíço e que caminharia num campo minado. Com perfil quase semelhante ao da chefa maior, Graça acabou repetindo vários erros da Dilma no comando da maior empresa do país. Essa autoconfiança acabou gerando questionamento à sua própria capacidade gerencial.

Mas, nem de longe, coloca-se em xeque a honestidade de Graça Foster, uma ex-favelada que, mesmo no asfalto, leva uma vida modesta, ao contrário de muitos outros diretores da Petrobras.

sábado, 22 de novembro de 2014

Prefeitura do Recife vai pagar três folhas em apenas 30 dias


geraldo-julio1 - foto andrea rego barros
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A Prefeitura do Recife, Por ordem do prefeito Geraldo Júlio (PSB), autorizou o secretário de Gestão de Pessoas da Prefeitura do Recife, Marconi Muzzio, anunciar nesta sexta-feira (21) que  vai pagar três folhas salariais no prazo de apenas 30 dias para “aquecer” o comércio local.
Ao todo, a PCR vai desembolsar R$ 418 milhões para pagar as folhas de novembro e de dezembro, e o 13º salário dos seus 38.210 servidores ativos, inativos e pensionistas.
O salário de novembro será pago no próximo dia 24, o 13º no dia 5/12 e o salário de dezembro no dia 22/12, dois dias antes do Natal.
De acordo com o secretário, que, a exemplo do prefeito, também é servidor concursado do Tribunal de Contas, a prefeitura está comprometendo com o pagamento da folha 44% de sua receita corrente líquida.
Está com uma “folga” de 10% dado que o limite máximo estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal é 54%.(Do blog de

Homem de US$ 100 mi rouba desde o início da era FHC


247 – Depois de ter causado espanto ao declarar que devolveria uma fortuna de US$ 100 milhões (aproximadamente R$ 252 milhões), obtidos irregularmente, aos cofres públicos, o ex-gerente da diretoria de Serviços da Petrobras Pedro Barusco admitiu que recebe propina há 18 anos, desde o início da era FHC, por meio de contratos da estatal. Esse é o motivo, segundo ele, para ter conseguido acumular tamanha fortuna.
Na semana passada, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse sentir "vergonha" do que está acontecendo na Petrobras. "Tenho vergonha como brasileiro, tenho vergonha de dizer o que está acontecendo na Petrobrás", afirmou.
Barusco admitiu, em delação premiada, que desvia verbas por meio de contratos na estatal do petróleo desde 1996, segundo ano do governo do ex-presidente tucano. Ele também confirmou ter recebido US$ 22 milhões em propina apenas da holandesa SBM Offshore, que trabalha com afretamento de navios-plataforma.
O ex-gerente da Petrobras negou, durante depoimento, que parte do dinheiro desviado por ele era destinado a algum partido ou políticos. "Esta era a parte da casa", afirmou. Apontado como um dos supostos cúmplices do ex-diretor da estatal Renato Duque, preso na sexta-feira 14, ele conta também ter contratado empresas sem licitação, prática que foi permitida por meio de uma lei do governo FHC.
Barusco teve participação em todos os grandes projetos da Petrobras na última década, entre eles a refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco. Em 2006, logo após a compra pela Petrobras de 50% da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, ele tentou favorecer a Odebrecht, contratando a empresa para a ampliação da refinaria sem processo de licitação. Ele alegou que a companhia era a única brasileira com experiência para o trabalho e obteve o apoio dos diretores. A obra no valor de US$ 2,5 bilhões, porém, foi rejeitada pelos sócios belgas.
O volume de dinheiro a ser devolvido pelo engenheiro aos cofres públicos é o maior já obtido por um criminoso na história do País. O acordo de delação premiada foi firmado por ele antes de a Operação Lava Jato, da Polícia Federal, vir à tona. Ele decidiu colaborar com a polícia assim que foi avisado que seria denunciado, conseguindo, dessa forma, se livrar da cadeia.


Cafezinho: “Não há mais clima para golpe”

247 - "Não há mais clima para golpe", afirma o blogueiro Miguel do Rosário, do Cafezinho, acrescentando que a presidente Dilma Rousseff não apenas venceu o terceiro turno, mas saiu "fortalecida" do escândalo da Petrobras, uma vez que foi confirmado que o caso não atinge apenas o PT, mas "todos os partidos e todas as grandes empreiteiras", e que Dilma tem incentivado as investigações da Lava Jato, da Polícia Federal. "O fantasma do golpe foi esmagado pelo próprio desespero da mídia", diz ele.
Leia a íntegra de seu texto:

Não há mais clima para golpe. Dilma vence 3º turno
Hoje eu vinha com a faca nos dentes, mas mudei de ideia.
Cansei de falar em golpe, e tenho a impressão que a atmosfera de terceiro turno arrefeceu.
O fantasma do golpe foi esmagado pelo próprio desespero da mídia.
A tese que ventilei por aqui, de que Dilma sairia fortalecida desse escândalo, como a presidenta republicana que permitiu a investigação a fundo de problemas históricos de corrupção em nossa maior estatal, está se confirmando.
A mídia bem que tentou, mas não conseguiu colar no escândalo o carimbo “Exclusivo PT”.
Ele atinge todos os partidos e todas as grandes empreiteiras.
Empreiteiras estas que fazem obras em todas as prefeituras e em todos os estados brasileiros, governados por todos os partidos.
Empreiteiras que também financiam a grande mídia.
A imprensa alternativa, os blogs, nunca levaram um centavo das empreiteiras.
A grande imprensa levou bilhões.
O escândalo da Petrobrás atinge toda a classe política, e em especial os principais partidos, a começar pelo PSDB.
Por exemplo, o maior corrupto do “petrolão”, até o momento, é um senhor chamado Pedro Barusco, que prometeu devolver US$ 100 milhões aos cofres públicos.
Ele era subordinado a Henrique Duque, que a imprensa quer vender apenas como “ligado ao PT”.
Ora, Duque está na Petrobrás desde 1978. Desde 2000, era Gerente de Contratos da área de Exploração e Produção.

Senadora Kátia Abreu deve assumir Ministério da Agricultura


Kátia Abreu durante discussão no Senado. Foto: Agência Senado.
Kátia Abreu durante discussão no Senado. Foto: Agência Senado.
Um dos símbolos mais expressivos do agronegócio, a senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) deve assumir o Ministério da Agricultura no segundo governo da presidente Dilma Rousseff (PT). Atual presidente da Confederação Nacional da Agricultura, Kátia aceitou o convite da presidente, segundo informações de bastidores.
Com a nomeação da senadora, o PMDB mantém o controle da pasta da Agricultura, que detém desde o início do primeiro mandato de Dilma.

Refinaria Abreu e Lima inicia processo de pré-operação

Obras da refinaria Abreu e Lima. Foto: Heudes Regis/JC Imagem.
Obras da refinaria Abreu e Lima. Foto: Heudes Regis/JC Imagem.
Depois de receber a licença de operação da Agência Nacional de Petróleo (ANP), a Petrobras deu início aos trabalhos para a entrada em operação da Refinaria Abreu e Lima (Rnest), no Complexo Portuário de Suape. O pontapé inicial consiste na admissão de gás natural (gas in) na Unidade de Destilação Atmosférica (UDA).
A entrada do gás tem o objetivo de preparar a unidade para a entrada e circulação de petróleo, o que, segundo a empresa, deve ocorrer nos próximos dias. Passada esta etapa, que teve início na última quarta-feira (19), o acendimento do forno será realizado para que se inicie o processo de separação das correntes de gás liquefeito de petróleo (GLP), nafta, diesel e resíduo atmosférico (RAT).
Desde o dia 22 de setembro, a Petrobras vem coordenando a pré-operação da UDA. Neste período, foram testados os sistemas operacionais da unidade com fluido seguro (água, ar comprimido, nitrogênio, vapor e outros) para garantir a segurança dos sistemas antes da introdução de hidrocarbonetos.
Desde que começou a ser construída em 2005, com o lançamento da pedra fundamental, a Rnest teve seu projeto ampliado. Em 2007, quando foi apresentado o estudo e o relatório de impacto ambiental (EIA-Rima), a unidade previa o processamento de 200 mil barris de petróleo por dia. Depois, essa capacidade aumentou para 230 mil barris(Do blog de jamildo)

Senador Armando Monteiro Neto será novo ministro do Desenvolvimento

Armando Monteiro assumiu postura de interlocutor entre Dilma e o governo do Estaod. Foto: Léo Caldas/PTB.
Armando Monteiro assumiu postura de interlocutor entre Dilma e o governo do Estaod. Foto: Léo Caldas/PTB.
Na vida política há mais de 15 anos, o senador pernambucano Armando Monteiro Neto (PTB) une essa carreira à gerência de empresas e, embora tenha sido eleito quatro vezes como parlamentar no período, estreou neste ano na disputa pelo poder executivo. O senador pernambucano deverá assumir o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior – um dos pilares da tríade econômica do governo federal.
Durante a campanha política em Pernambuco, não raro Armando recebia a alcunha de representante dos empresários dos seus adversários. Mas foi este mesmo perfil que o fez “cair nas graças” do governo federal e da presidente Dilma Rousseff (PT). O atual ministro do Desenvolvimento é Mauro Borges Lemos. Antes dele, quem estava à frente da pasta era o governador eleito de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT)

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Fernando Baiano diz que começou negócios na Petrobrás no governo FHC

Fernando Baiano disse à PF que em 2000 firmou contrato com estatal para manutenção de termelétricas
O empresário Fernando Antonio Falcão Soares, o Fernando Baiano, apontado como operador do PMDB no esquema de propinas e corrupção na Petrobrás, afirmou à Polícia Federal nesta sexta feira, 21, que começou a fazer negócios com a Petrobrás ainda no governo Fernando Henrique Cardoso, em 2001. “Por volta do ano de 2000, ainda durante a gestão Fernando Henrique celebrou um contrato com uma empresa espanhola, de nome Union Fenosa, visando a gestão de manutenção de termelétricas”. Segundo ele a empresa acabou sendo contratada. 

A PF suspeita que o reduto de ação de Fernando Baiano na Petrobrás era a Área Internacional, que foi comandada por Nestor Cerveró, personagem emblemático da compra da Refinaria de Pasadena, nos EUA. Fernando Baiano disse que conheceu Cerveró “ainda no governo Fernando Henrique”. Na ocasião, segundo ele, Cerveró era gerente da Petrobrás.(Do blog conversa afiada)

 

Semler: não se vende sem propina desde 1970

Empresário que se diz filiado ao PSDB que votou em Aécio Neves, escreveu artigo antológico onde procura desmascarar um pouco da hipocrisia do povo brasileiro, dos próprios tucanos, que falam da sala dos vizinhos mas se esquecem das suas cozinhas. Leiam abaixo o texto do empresário:

Nunca se roubou tão pouco

Não sendo petista, e sim tucano, sinto-me à vontade para constatar que essa onda de prisões de executivos é um passo histórico para este país
Nossa empresa deixou de vender equipamentos para a Petrobras nos anos 70. Era impossível vender diretamente sem propina. Tentamos de novo nos anos 80, 90 e até recentemente. Em 40 anos de persistentes tentativas, nada feito.
Não há no mundo dos negócios quem não saiba disso. Nem qualquer um dos 86 mil honrados funcionários que nada ganham com a bandalheira da cúpula.
Os porcentuais caíram, foi só isso que mudou. Até em Paris sabia-se dos "cochons des dix pour cent", os porquinhos que cobravam 10% por fora sobre a totalidade de importação de barris de petróleo em décadas passadas.
Agora tem gente fazendo passeata pela volta dos militares ao poder e uma elite escandalizada com os desvios na Petrobras. Santa hipocrisia. Onde estavam os envergonhados do país nas décadas em que houve evasão de R$ 1 trilhão --cem vezes mais do que o caso Petrobras-- pelos empresários?
Virou moda fugir disso tudo para Miami, mas é justamente a turma de Miami que compra lá com dinheiro sonegado daqui. Que fingimento é esse?
Vejo as pessoas vociferarem contra os nordestinos que garantiram a vitória da presidente Dilma Rousseff. Garantir renda para quem sempre foi preterido no desenvolvimento deveria ser motivo de princípio e de orgulho para um bom brasileiro. Tanto faz o partido.
Não sendo petista, e sim tucano, com ficha orgulhosamente assinada por Franco Montoro, Mário Covas, José Serra e FHC, sinto-me à vontade para constatar que essa onda de prisões de executivos é um passo histórico para este país.
É ingênuo quem acha que poderia ter acontecido com qualquer presidente. Com bandalheiras vastamente maiores, nunca a Polícia Federal teria tido autonomia para prender corruptos cujos tentáculos levam ao próprio governo.
Votei pelo fim de um longo ciclo do PT, porque Dilma e o partido dela enfiaram os pés pelas mãos em termos de postura, aceite do sistema corrupto e políticas econômicas.
Mas Dilma agora lidera a todos nós, e preside o país num momento de muito orgulho e esperança. Deixemos de ser hipócritas e reconheçamos que estamos a andar à frente, e velozmente, neste quesito.
A coisa não para na Petrobras. Há dezenas de outras estatais com esqueletos parecidos no armário. É raro ganhar uma concessão ou construir uma estrada sem os tentáculos sórdidos das empresas bandidas.
O que muitos não sabem é que é igualmente difícil vender para muitas montadoras e incontáveis multinacionais sem antes dar propina para o diretor de compras.
É lógico que a defesa desses executivos presos vão entrar novamente com habeas corpus, vários deles serão soltos, mas o susto e o passo à frente está dado. Daqui não se volta atrás como país.
A turma global que monitora a corrupção estima que 0,8% do PIB brasileiro é roubado. Esse número já foi de 3,1%, e estimam ter sido na casa de 5% há poucas décadas. O roubo está caindo, mas como a represa da Cantareira, em São Paulo, está a desnudar o volume barrento.
Boa parte sempre foi gasta com os partidos que se alugam por dinheiro vivo, e votos que são comprados no Congresso há décadas. E são os grandes partidos que os brasileiros reconduzem desde sempre.
Cada um de nós tem um dedão na lama. Afinal, quem de nós não aceitou um pagamento sem recibo para médico, deu uma cervejinha para um guarda ou passou escritura de casa por um valor menor?
Deixemos de cinismo. O antídoto contra esse veneno sistêmico é homeopático. Deixemos instalar o processo de cura, que é do país, e não de um partido.
O lodo desse veneno pode ser diluído, sim, com muita determinação e serenidade, e sem arroubos de vergonha ou repugnância cínicas. Não sejamos o volume morto, não permitamos que o barro triunfe novamente. Ninguém precisa ser alertado, cada de nós sabe o que precisa fazer em vez de resmungar.