quinta-feira, 27 de agosto de 2015

 
BRASÍLIA – O governador Paulo Câmara esteve na manhã desta quinta-feira (27.08) com o ministro da Saúde, Arthur Chioro, para solicitar a ampliação no repasse de recursos para a Saúde Pública de Pernambuco. De acordo com o governador, as áreas prioritárias são a rede de UPA Especialidades e os segmentos de média e alta complexidade
"Tinha acertado essa conversa com o ministro na sexta-feira, passada quando ele esteve em Pernambuco acompanhando a programação da presidente Dilma Rousseff. Ele ficou de nos dar uma resposta durante o próximo mês de setembro”, explicou o governador pernambucano, que se reuniu com Chioro na sede da Organização Pan Americana de Saúde (Opas), acompanhado do senador Humberto Costa. A secretária executiva do Ministério da Saúde,  Ana Paula Soter, também participou da audiência.
De acordo com Paulo Câmara,o Estado de Pernambuco tem a segunda maior rede pública do Brasil, perdendo apenas para o Rio de Janeiro. "Outra peculiaridade é que a Saúde Pública é concentrada basicamente nas mãos do Governo do Estado”.
O governador lembrou, ainda, que Pernambuco vem investindo, nos últimos anos, bem acima do que determina a Constituição, que é 12% do Orçamento. Foram 15,74%  em 2012, 14,96% em 2013 e 16,58% em 2014. O Governo de Pernambuco é o segundo Estado da Federação que mais investe em Saúde, perdendo apenas para o Tocantins.

Distraído, Caiado diz a quem representa


Do portal 247- REINALDO DEL DOTORE 

Há um projeto de lei tramitando no Senado, em que são propostos certos incentivos para a repatriação de recursos ilegalmente depositados no exterior ("RERCT - Regime Especial de Regularização Cambial e Tributária de bens não declarados, de origem lícita, mantidos no exterior por residentes e domiciliados no país"). O projeto prevê anistia para os crimes de evasão de divisas e de sonegação fiscal para quem optar por trazer de volta o dinheiro para o Brasil. No projeto há a previsão, além do pagamento do imposto devido, de uma multa de 35%.
Ontem, na "sabatina" do Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, que foi reconduzido ao cargo por mais dois anos, diversos senadores interpelaram o então candidato. A intervenção do senador Ronaldo Caiado foi esclarecedora. Sem medir o alcance de suas palavras, Caiado questionou Janot a respeito do projeto de lei da repatriação. Janot esclareceu que, por se tratar de um projeto, logo, sujeito a alterações (e mesmo a ser rejeitado), ainda não havia estudado o texto da proposta. Na réplica, Caiado, inadvertidamente, escancarou o jogo. Pediu encarecidamente a Janot que a PGR se manifestasse logo a respeito do tema, pois afirmou estar recebendo muitas consultas por parte dos eleitores dele, especialmente quanto à confirmação de que a multa tributária seria a única punição.
Não poderia ser mais eloquente a sinceridade (ainda que acidental) do senador Ronaldo Caiado. Nessas poucas palavras, ele nos ensinou que seus eleitores são brasileiros que desviam recursos para o exterior, recursos esses oriundos de sonegação fiscal ou de origem ilícita. Este é um dos senadores mais empenhados em criticar a "corrupção do PT". Nada mais emblemático, nada mais representativo do que é boa parte da oposição. Os brasileiros agradecemos pela sinceridade do senador Caiado: sua intervenção foi extremamente didática
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A batalha de Itararé


Bernardo Mello Franco - Folha de S.Paulo
Há tempos uma sessão não era tão aguardada no Senado. Antes das dez da manhã, um batalhão de jornalistas e assessores já se acotovelava na sala da Comissão de Constituição e Justiça. Ninguém queria perder o embate de Fernando Collor com o procurador Rodrigo Janot.
O investigado estimulou a expectativa por um duelo com o investigador. Chegou cedo e se instalou na primeira fila, de frente para a cadeira reservada ao procurador. Como um ator concentrado em seu papel, esperou calado, com a expressão fechada e os olhos injetados e fixos em Janot.
Os seguranças observavam seus poucos movimentos com tensão. Collor repetiria o pai, também senador, que atirou e matou um colega no plenário? A política brasileira não se civilizou tanto desde 1963. O ex-presidente o confirmou nas últimas semanas, ao chamar o procurador de "filho da puta" na tribuna.
O suspense durou quase três horas. Quando sua vez chegou, Collor abriu a metralhadora verbal. Em tom agressivo, repetiu acusações que já havia feito e reclamou da divulgações de descobertas da Lava Jato. "Estamos diante de um catedrático no vazamento de informações. Vazar informações que correm sob segredo de Justiça é crime", esbravejou.
Denunciado com base em outros artigos do Código Penal, Collor pareceu surpreendido pela atitude firme de Janot. Sereno, porém firme, o procurador exigiu silêncio ao se defender. "Vossa Excelência não me interrompa", disse. Foi o único ensaio de bate-boca entre os dois. Fora do alcance das câmeras, o senador voltou a murmurar palavrões.
Quando o tempo de Collor acabou, a sala vivia uma sensação de anticlímax. O ex-presidente prometeu voltar, mas não apareceu mais na sala. "Todo mundo esperava uma guerra, mas só tivemos uma batalha de Itararé, o duelo que não houve", ironizou um senador petista. A CCJ aprovou a recondução de Janot por 26 a 1. Como Collor é suplente na comissão, seu voto não foi contabilizado

Furnas: Aécio explicará acusação de Yousseff?

Kiko Nogueira
 
Em meio aos exercícios de futurologia sobre o mês de agosto, as magas patológicas apostaram na derrocada do governo Dilma e esqueceram de Aécio Neves.
Deu no que deu.
Aécio termina o mês numa situação, na melhor das hipóteses, constrangedora. Embarcou enlouquecido no golpismo, com direito a uma participação especial de 25 minutos num protesto.
Calou-se sobre o amigo de ocasião Eduardo Cunha. Ou melhor, deu uma de joão sem braço.
“Todos os homens públicos, independente da função que ocupam – isso serve para o presidente da Câmara, para a presidente da República, para todos os eleitos e outros que ocupam funções pública -, têm que estar sempre prontos a responder às acusações, e é isso que se espera do presidente da Câmara dos Deputados para, a partir do momento em que apresente sua defesa, ele possa ser julgado”, disse, subitamente acometido de sobriedade.
A respeito do afastamento de Cunha, respondeu: “Essa é uma questão interna da Câmara dos Deputados na qual eu não interfiro”. Ora, como assim? Em outras questões internas de outras áreas ele interfere?
Na terça-feira, finalmente, o doleiro Alberto Youssef reafirmou, agora à CPI da Petrobras, que Aécio recebeu dinheiro de corrupção envolvendo Furnas.
“Eu confirmo por conta do que eu escutava do deputado José Janene, que era meu compadre e eu era operador dele”, disse Youssef.
Em nome de toda a cobrança pela ética e pela transparência, em nome da acusação de que Dilma “estabeleceu a mentira como método”, em nome de sua cruzada pelo impeachment, em nome dos votos que recebeu — Aécio certamente vai dar uma explicação sobre o depoimento de Alberto Youssef.
Setembro será a primavera de Aécio Neves.
Risos

Historiador tucano revela a tragédia do PSDB

Boris Fausto é um historiador de verdade.

Digo isso em oposição a tipos como o professor Villa, que se fantasia de historiador.
Em meus anos de Exame, contratamos Boris Fausto para dar uma série de aulas para a redação sobre a história econômica brasileira.
Foi um sucesso.
Com seu semblante de Humpty Dumpty, o personagem folclórico britânico de cara de ovo, Boris Fausto é alguém que merece ser ouvido quando se quer entender o Brasil.
Ele é simpatizante do PSDB, mas sabe separar sua simpatia pessoal dos fatos ao fazer suas análises.
Ele mostrou isso no Roda Viva, nesta segunda-feira.
Nem Augusto Nunes, com sua monomania antipetista, conseguiu estragar o programa.
Nunes, o Brad Pitt de Taquaritinga, tentou naturalmente manipular Boris Fausto, mas aquela era uma tarefa muito acima das suas possibilidades.
A parte mais interessante do programa foi quando Boris Fausto analisou o seu PSDB do coração.
Ele disse que o partido não formou lideranças à altura de Montoro e Covas, já mortos, e FHC, que ainda respira com vigor mas já não parece raciocinar.
Aécio, segundo ele, não conseguiu ser líder nacional até aqui, e é difícil que consiga agora, quando já vai chegando aos 60.
Boris Fausto não citou Serra nem como liderança passada e nem como liderança presente, e esta omissão provavelmente refletida foi um ponto alto de sua análise.
Ele disse também uma coisa que certamente não foi do agrado de Augusto Nunes.
O PSDB, afirmou Boris Fausto, deve se afastar completamente das manifestações pró-golpe da “extrema direita” para ser fiel a seu espírito “democrático”.
Não é, lamentavelmente, o que tem se visto.
FHC e Aécio promovem delirantemente um golpe que faria o Brasil retroceder ao estágio de republiqueta.
Igualam-se, assim, a tipos como Kim Kataguiri, do assim chamado Movimento Brasil Livre, e Marcello Reis, do Revoltados Online.
E, já que estamos no terreno da história, igualam-se também a golpistas históricos como Carlos Lacerda, o Corvo da UDN.
A UDN, para os jovens pouco familiarizados, desesperada por não conseguir o poder pelos votos, tramou o golpe de 1964.
A UDN queria que os militares varressem os líderes políticos rivais e entregassem, depois, o poder para ela.
Era como se a UDN quisesse ganhar uma batalha eleitoral pela via do WO – ausência de adversários.
Só que os militares tinham outros planos, e preferiram ficar eles mesmos no poder, em vez de entregá-lo à UDN.
O PSDB, meio século depois, é a reprodução da UDN. É, mais uma vez, a direita tentando chegar ao poder pelo tapetão, e não pela democracia dos votos.
Não há mais tanques para colocar nas ruas, e nem marines americanos na retaguarda, mas hoje existem outras maneiras de derrubar alguém.
A UDN matou a democracia em 1964, e merecidamente depois pagou o preço disso. Lacerda acabou cassado, depois de dizer que Castello Branco era mais feio por dentro do que por fora, e morreu de desgosto.
O PSDB é, hoje, uma ameaça à democracia.
Não seria, se seus líderes ouvissem Boris Fausto.
Mas não ouvem, e é. 

(De Paulo Nogueira, no Diário do Centro do Mundo)

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Collor xinga novamente Janot, durante sabatina

Desafeto do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, o senador Fernando Collor (PTB-AL) voltou a xingar o chefe do Ministério Público de “filho da p.” e “calhorda” durante a sabatina de que Janot participa, hoje, na Comissão de Constituição e Justiça como parte do processo para ser reconduzido ao cargo.
Segundo senadores que estavam próximos, o ex-presidente proferiu os palavrões fora do microfone enquanto Janot respondia às acusações feitas por ele. Collor foi o primeiro a chegar à comissão e se sentou diretamente em frente do lugar reservado para o procurador.
Durante a sabatina, Collor disse que Janot é um “catedrático em vazar informações” e o acusou de ter contratado uma empresa de comunicação sem licitação, além de ter advogado enquanto atuou como sub-procurador. Janot negou todas as acusações e rebateu as críticas de Collor, que foi denunciado pelo procurador na semana passada sob a acusação de ter praticado crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no âmbito da Operação Lava Jato. Os dois chegaram a ter uma pequena discussão durante a sabatina.
Esta é a segunda vez que Collor xinga Janot publicamente. No início do mês, Collor fez um discurso contra Janot na tribuna do plenário do Senado. Enquanto explicava que a apreensão de três carros de luxo em sua casa em julho fazia parte do que chamou de “espetáculo midiático” e que os carros foram comprados com dinheiro lícito, o senador sussurrou o xingamento.
Em outro pronunciamento, também na tribuna do Senado, feito nesta segunda-feira, Collor classificou Janot como “sujeitinho à toa”, “fascista da pior extração” e “sujeito ressacado, sem eira nem beira”.
O petebista afirmou ainda que Janot tenta constranger o Senado. “É esse tipo de sujeitinho à toa, de procurador-geral da República, da botoeira de Janot que queremos entregar à sociedade brasileira? Possui ele a estabilidade emocional, a sobriedade que sempre lhe falta nas vespertinas reuniões que ele realiza na procuradoria?”, disse na ocasião.


Collor manobrou para participar da sabatina de Janot. Líder do bloco União e Força, que agrega o PTB, PR, PSC e PRB, o petebista destituiu o senador Douglas Cintra (PTB-PE) e se indicou em seu lugar para compor a suplência da comissão na última terça-feira. Já no dia seguinte, ele apresentou um voto em separado contrário à aprovação do nome de Janot, com documentos em desfavor do procurador.(Do blog de magno martins)

Indicação política é a principal forma de nomeação de gestores de escolas no País

educação
Do Estadão Conteúdo – A nomeação de gestores de escolas no Brasil ocorre, na maioria das vezes, por indicação política. Esta é a conclusão da Pesquisa de Informações Básicas Estaduais (Estadic) e Municipais (Munic), que o IBGE divulgou nesta quarta-feira, 26: em 74,4% dos municípios, os diretores foram nomeados dessa forma.
O levantamento, feito entre julho de 2014 e março de 2015 nas 27 unidades da federação e 5.570 municípios, revela também que 12 Estados não possuíam Plano Estadual de Educação; nos 14 que tinham, os planos eram anteriores a 2004, ou seja, já tinham passado da validade de dez anos.
A pesquisa do IBGE concluiu que “os municípios brasileiros vêm avançando em uma série de aspectos da política educacional: consolidação de um arcabouço legal, existência de estrutura administrativa especializada, qualificação dos gestores e efetivação do princípio constitucional da gestão democrática do ensino público – ainda que restem deficiências significativas, como expressa a predominância do método da indicação política para nomeação de diretores.” A publicação afirma ainda que a elaboração de planos municipais e estaduais para o setor é “um dos principais desafios para o setor”.

Decreto em elaboração permite a construtoras pagar indenização e manter contratos públicos


Governo prepara plano para obter R$ 15 bi de empresas da Lava Jato
Empresas poderão quitar dívida com parcela em projetos de infraestrutura, como aeroportos
Na Folha de São Paulo
O Ministério da Fazenda preparou decreto presidencial para permitir que as empreiteiras da Lava Jato paguem indenizações à Petrobras e multas à União pelos danos causados em razão do esquema de corrupção na estatal.
Em troca, a Petrobras ficaria livre para pagar o que deve a essas empresas pelos contratos já fechados ou em andamento. Isso porque a apuração da Lava Jato acabou paralisando a execução desses projetos, impedindo, assim, que as investigadas recebessem pelos serviços prestados.
A equipe econômica espera receber R$ 15 bilhões em indenizações e multas. Pelo decreto, ainda em fase de negociação, essas empreiteiras só ficarão novamente bloqueadas de receber da Petrobras e de contratar com o governo caso sejam declaradas inidôneas pela Justiça.
O governo federal tentava, havia meses, uma solução para evitar que as construtoras envolvidas no escândalo quebrassem, prejudicando a Petrobras e impactando os níveis de emprego no setor de construção civil.
O decreto, porém, não prevê o salvamento dessas empresas. Por meio dele, o Executivo federal aceita como pagamento ativos bons dessas empresas (empreendimentos ou subsidiárias), que serão futuramente leiloados ao mercado.
A UTC, por exemplo, poderia dar sua participação no aeroporto de Viracopos. A Odebrecht, sua participação em empresas eólicas ou na usina hidrelétrica de Santo Antônio.
O governo, por outro lado, não aceitará ações do bloco de controle. Portanto, não se tornará sócia de empresas acusadas de cometer crime.
As empreiteiras interessadas terão de contratar uma instituição financeira independente para avaliar seus ativos. Depois de feita a avaliação, o governo terá a prerrogativa de escolher quais ativos lhe convém.
As empresas que não se apresentarem para a negociação com a União serão chamadas para pagar a conta. Nesse caso, o pagamento teria de ser em dinheiro.
Para ter efeito, o Ministério Público deverá chancelar esses acordos. Uma vez fechado, a empresa não poderá mais ser cobrada por nenhum outro órgão federal.
Isso não impede, contudo, que a União abra um processo de inidoneidade e os executivos continuem respondendo processo por seus atos.
A previsão era que o decreto fosse anunciado nesta semana, mas ainda falta fechar os detalhes da medida com a Petrobras e o Ministério Público Federal. Depois que o decreto entrar em vigor, a AGU (Advocacia-Geral da União) deverá regulamentar por meio de uma portaria como será o leilão desses ativos.
Como a Folha antecipara em março, esse projeto partiu de um grupo de advogados de São Paulo liderados por Walfrido Warde Junior

Petrobras anuncia captação de R$ 3 bi

A Petrobras informou, hoje, que fará nova captação de recursos no mercado. Desta vez, a operação será uma emissão de debêntures – títulos de dívida – no valor de R$ 3 bilhões.
Neste ano, a empresa já buscou dinheiro com bancos chineses, bancos estatais brasileiros e por meio da emissão de bônus no mercado internacional.
Segundo nota distribuída pela companhia, os recursos da nova operação serão usados para investimentos, rolagem de dívida e custeio de despesas já realizadas.
Com uma dívida superior a R$ 300 bilhões, a Petrobras é tida como a petroleira mais endividada do mundo.

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Apresentado Projeto que certificará Hospital Dom Moura como Hospital de Ensino‏‏

Durante solenidade realizada em Garanhuns, na manhã da última
quarta-feira (19/08), o secretário estadual de Saúde, Iran Costa,
lançou projeto
para certificação do Hospital Dom Moura, junto aos ministérios da
Saúde e Educação, como Hospital de Ensino. O objetivo é que o serviço,
referência para todo o Agreste Meridional, passe a atuar como campo
prático de formação para novos profissionais de saúde.
 
Presente no evento, o reitor da UPE, Pedro Falcão, comentou a
importância do curso para a Região. “Essa ação é um divisor de águas
na consolidação do polo de educação em saúde de Garanhuns e a UPE tem
o compromisso da melhoria na formação educacional em saúde e vamos
continuar investindo para qualificar o corpo docente da Universidade
na região”, completou.
 
O diretor do Hospital Regional Dom Moura, Dr. Luís Melo, lembrou que o
hospital já vem investindo sistematicamente na capacitação do corpo
funcional, e que a certificação vai transformar a realidade do
atendimento de saúde regional.
 
O projeto para certificação do Hospital Dom Moura busca qualificar a
gestão e assistência oferecida na unidade, visando garantir as boas
práticas de ensino e pesquisa de interesse para o Sistema Único de
Saúde. “Esperamos fortalecer o papel de ensino e pesquisa dentro do
Dom Moura. Assim, poderemos contribuir
para formar o profissional de saúde na própria região, garantindo mão
de obra qualificada para o SUS e possibilitando a descentralização
dessa certificação para o Interior”, comentou o secretário Iran Costa.
 
O evento contou com representantes das Secretarias de Saúde dos 21
municípios da abrangência da V GERES, inclusive a gestora regional,
Dra. Catarina Tenório, o diretor do Hospital Dom Moura, Luís Melo, o
Coordenador Geral da UPAE Garanhuns, Gustavo Amorim, representantes da
Secretaria Estadual de Saúde, a exemplo da Dra. Ricarda Samara,
secretária-executiva de Gestão do Trabalho e Educação em Saúde, Dr.
Mário Moreira, diretor geral de regionalização, Juliana Lopes e
Silvânia Monteiro, que representou a Gerência de Expansão e
Qualificação à Atenção Primária. Itamar Lages da Superintendência do
Complexo Hospitalar da Universidade de Pernambuco, dentre outros
representantes de instituições ligadas à saúde e educação.
 
Também participaram diversos secretários de saúde, representados na
mesa por Alfredo Goes, de Garanhuns, e Nilva Mendes, vice-presidente
regional do COSEMS, e secretária no município de Lagoa do Ouro.
 
CERTIFICAÇÃO NOS MINISTÉRIOS DA EDUCAÇÃO E SAÚDE - O processo de
credenciamento do Hospital Dom Moura passa por diversas etapas e conta
com uma série de protocolos. A expectativa é que a certificação ocorra
até o segundo semestre de 2016, o que ampliará os programas de
residência existentes no hospital regional de referência.
 
Curso de preceptores – Ainda durante o evento, a Escola de Saúde
Pública de Pernambuco (ESPPE) lançou o Curso de Aperfeiçoamento para
Preceptores do Sistema Único de Saúde (SUS), que faz parte da
implantação do projeto SUS Escola na V Gerência Regional de Saúde
(Geres). Em Garanhuns, a execução do projeto contará também com a
participação da Universidade de Pernambuco (UPE). O curso foi
apresentado pela gerente da ESPPE, Célia Borges.
 
No evento, também foi lançada pela V GERES, a Cartilha para o
Coordenador de Atenção Básica. O projeto pioneiro no estado foi
elaborado na própria V GERES e servirá de referência para o estado.
 
 

Trinta anos negando


Por Lauro Jardim – Radar Online
Negar, negar e negar é um mantra enraizado na alma de Eduardo Cunha. Não é novidade dos tempos de Lava-Jato, tampouco algo que ele aprendeu no escândalo da Companhia Estadual de Habitação do Rio de Janeiro.
Em 1992, ao ser descoberto o esquema PC Farias, disse Cunha:
- Eu não era do esquema A, B ou C. A relação que eu tinha com Paulo César Farias na campanha era a mesma que todo o pessoal da campanha tinha.
Antes, quando ele presidia a Telerj e foram apontados pela imprensa vícios favorecendo uma empresa no edital para produção e impressão das listas telefônicas do Rio de Janeiro, disse Cunha:
- O edital não favorece nenhuma empresa.
Em 2000, pouco antes de cair da presidência da Cehab, em meio a denúncias, disse Cunha:
- Estou sendo vítima de uma campanha difamatória.
Em 2007, ao ser acusado de envolvimento com a máfia de fiscais no Rio de Janeiro, disse Cunha:
- Se provarem qualquer coisa contra mim, renuncio ao meu mandato.
Ao ser acusado em 2013 pelo então procurador-geral da República Roberto Gurgel de falsificar documentos para se defender num processo, disse Cunha:
- Eu usei o documento que me foi fornecido. Não sabia que era falso.
Até hoje, as negativas deram certo. Cunha nunca foi condenado a nada de que o acusaram. Como será na Lava-Jato?

Paulo recebe 16 novos coordenadores das GREs


O governador Paulo Câmara recebeu, em seu gabinete, hoje, os 16 gestores regionais de Educação, nomeados na última quarta-feira. No encontro, além de expor as prioridades para o segmento, o chefe do Executivo pediu empenho aos profissionais. Dos 16 nomeados, seis assumem o cargo pela primeira vez.

"Aos que foram reconduzidos, que o trabalho continue. Aos que estão conosco pela primeira vez, peço a confiança para mostrar que nós podemos avançar ainda mais. A gestão da educação pernambucana transformou a vida dos alunos e dos profissionais. Essa é a nossa forma de fazer e nós só temos o que avançar. Eu, como auxiliar de Eduardo Campos, vi esse trabalho transformador começar e tenho a honra de poder continuá-lo", afirmou Paulo Câmara.

A seleção simplificada, realizada de acordo com o Decreto Estadual N° 41.896, contou com 100 inscritos. Para participar do processo, foi preciso ser portador de Licenciatura plena em qualquer área, ou Bacharelado em Pedagogia; ter exercido um cargo de gestão ou coordenação nos últimos cinco anos, além de ter uma experiência de três anos no Sistema Estadual de Educação.

Também presente ao encontro, o secretário de Educação, Fred Amâncio, explicou que os currículos dos candidatos também foram avaliados. "Essa é mais uma etapa importante do trabalho realizado pela Secretaria de Educação. A escolha dos gestores faz parte da dinâmica da gestão. Hoje, na presença do governador, estamos assumindo mais um compromisso com o segmento", pontuou o auxiliar, lembrando que os gestores assumem em 1° de setembro.
As Gerências Regionais de Educação (GREs) presentes no encontro foram as seguintes: Recife Norte, Recife Sul, Metropolitana Norte, Metropolitana Sul, Mata Norte, Mata Sul, Mata Centro, Vale do Capibaribe, Agreste Centro Norte, Agreste Meridional, Sertão do Moxotó – Ipanema, Sertão Central, Sertão do Araripe, Sertão do Alto Pajeú, Sertão do Submédio do São Francisco, Sertão do Médio São Francisco

Doleiro acusa deputado ligado a Cunha de intimidação em CPI

Agência Câmara - O doleiro Alberto Youssef acusou o deputado Celso Pansera (PMDB-RJ) de intimidação em depoimento que ocorre na CPI da Petrobras.
Ao responder pergunta do deputado JHC (SD-AL), o doleiro admitiu que estava sendo intimidado por meio de um integrante da comissão. "Ele está aqui?", quis saber o deputado. "Está aqui e não está aqui para investigar, mas para fazer intimidações, o que é triste porque eu sou um colaborador e estou aqui para dizer a verdade", disse Youssef.
Youssef não apontou o suposto autor de ações de intimidação, mas foi interrompido por Pansera, que quis saber quem era. "É o senhor", disse o doleiro.
Pansera é autor de requerimentos de quebra de sigilo bancário, fiscal e telefônico da ex-mulher e de duas filhas de Youssef. "O senhor sabe que minhas filhas e minha ex-mulher não têm envolvimento em ilegalidades, nunca tiveram contas fantasmas", disse Youssef.
O deputado negou a tentativa de intimidação e se disse ameaçado. "Eu não ando armado, não ando com seguranças e me sinto ameaçado por um bandido", disse Pansera. "Eu não sou bandido e não estou ameaçando o senhor", respondeu Youssef.
Youssef e o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa estão sentados frente a frente na sessão da CPI que está sendo realizada no plenário

Youssef confirma que Aécio recebeu dinheiro de Furnas

247 - O doleiro Alberto Youssef confirmou, nesta terça-feira (25), durante depoimento na CPI da Petrobras, que o senador Aécio Neves (PSDB-MG) recebeu dinheiro de corrupção envolvendo Furnas, subsidiária da Eletrobras. "Eu confirmo (que Aécio recebeu dinheiro de corrupção) por conta do que eu escutava do deputado José Janene, que era meu compadre e eu era operador dele", disse o doleiro. 
A declaração de Youssef foi resposta a pergunta do deputado federal Jorge Solla (PT-BA). Solla questionou se houve "dinheiro de Furnas para Aécio" e Youssef diz que confirmava versão passada anteriormente. Paulo Roberto Costa disse que não tem conhecimento do assunto.
Em seguida, o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) defendeu que o senador Aécio Neves (PSDB-MG) seja investigado por ter sido citado por Alberto Youssef. Pelo Twitter, o petista afirmou que os tucanos da CPI ficaram "perplexos". "Alberto Youssef acaba de confirmar que Aécio recebeu $$ de  Furnas - Aqui na CPI da Petrobras silêncio total de tucanos perplexos", postou.
"Meia corrupção"
Em seu discurso, Pimenta disse que a atuação da oposição é para que só “meia corrupção” seja investigada e criticou os trabalhos da CPI que decidiu por não apurar o pagamento de propina na estatal durante os governos FHC. Segundo um dos delatores, o esquema de corrupção na Petrobrás iniciou em 1997, no primeiro mandato do ex-presidente Fernando Henrique.
“É curioso porque há um esforço por parte de alguns partidos de tratar esse tema como se fôssemos um bando de ingênuos. Se observarmos alguns episódios de maior repercussão do governo FHC, vamos ver que o Alberto Youssef estava lá. Se formos na CPI da Banestado, quem estava lá? O Youssef e o Ricardo Sérgio. Quem é Ricardo Sérgio? O tesoureiro da campanha do José Serra. Agora, na denúncia do Janot aparece o Júlio Camargo juntamente com um cidadão chamado Gregório Marin Preciado. Quem é o Gregório? Primo do Serra, sócio do Serra. Capítulo 8 da Privataria Tucana”, indicou Pimenta.
O deputado também reafirmou que as contribuições recebidas pela campanha da presidente Dilma Rousseff foram legais. De acordo com o parlamentar, “ninguém é bobo” para acreditar que a mesma empresa que doava para Dilma fazia porque o dinheiro era “propina”, enquanto as doações para Aécio - muito maiores - eram feitas por “generosidade” e por “amor”.
Sobre o esforço do PSDB e do DEM, que ao longo de seus governos se especializaram em abafar as operações de investigação, Pimenta cobrou um patamar mínimo de coerência dos parlamentares para que a CPI da Petrobras tenha alguma credibilidade junto à sociedade. "O PSDB e o DEM tratam os brasileiros como se fossem uma população sem memória, como se não conhecessem a história do Brasil e não soubessem quem eles são. Nós sabemos o que vocês fizeram no verão passado. Vamos investigar a fundo todas as irregularidades, mas nós não vamos aceitar o PSDB e o DEM como parâmetros de conduta ética na gestão da coisa pública, porque eles não são", acusou Pimenta.
Delação
Em depoimento gravado em vídeo, o doleiro Alberto Youssef afirmou que recolhia propinas na empresa Bauruense, subcontratada de Furnas, para o deputado José Janene (PP-PR), já falecido. Youssef disse ainda que, numa das viagens a Bauru, ficou sabendo que a diretoria da empresa, ocupada por Dimas Toledo, era de responsabilidade do então deputado Aécio Neves, apontando o senador como beneficiário do esquema. Apesar do relato, Youssef negou ter tido contato com Aécio, que foi deputado federal por Minas entre 1987 e 2003. "O partido (PP) tinha a diretoria, mas quem operava a diretoria era o Janene em comum acordo com o então deputado Aécio Neves", disse Youssef em fevereiro. 
Mesmo depois do depoimento, a procuradoria-geral da República entendeu que não havia elementos suficientes para abrir uma investigação contra Aécio no âmbito do esquema Petrobras. Em petição ao Supremo Tribunal Federal (STF), no começo de março, Rodrigo Janot pediu arquivamento do procedimento

Gastos: Paulo Câmara corta quase R$ 1 bilhão


Do Diario de Pernambuco – Júlia Schiaffarino
Governador reduzirá gastos evitando reajustes salariais, contratação e reduzindo cargos comissionados
Com pouco dinheiro em caixa, inclusive para despesas básicas, o governo de Pernambuco anunciou, ontem, elevação na previsão de cortes nos gastos de R$ 320 milhões para R$ 920 milhões até o final do ano. Ficam suspensas nomeações por concursos públicos e demais contratações, início de obras, reajustes salariais, além de redução em gasolina, aluguéis e terceirizados, bem como diminuição de serviços dentro de programas estaduais.
O porta-voz dos anúncios nada otimista foi o secretário de Desenvolvimento Econômico, Márcio Stefanni. De acordo com Stefanni, o esforço será para manter os serviços de saúde, educação e segurança. Ele reforçou, ainda, que o pagamento dos servidores será executado e que o Estado já antecipou o 13º. Há uma semana, porém, terceirizados da saúde foram às ruas reclamar de atraso nos salários, enquanto a bancada de oposição tem denunciado falta de medicamentos nos hospitais públicos. O Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol), por outro lado, cobra o concurso público prometido em maio.
A Secretaria de Administração afirmou que serão realizados concursos em segurança e educação ainda este ano, mas as nomeações, só a partir de 2016. As contratações estão vetadas porque o Estado atingiu o limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal, que impede gastos que atinjam 46% da receita com pessoal

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Peitando Gimar: Por que só Dilma e não Aécio?

“Isso não muda nada”. Foi assim que reagiu o deputado Carlos Zarattini (PT-SP). “Mendes (Gilmar) está fazendo o trabalho de oposição em parceria com o presidente do PSDB, Aécio Neves (MG). Aécio torce por uma nova eleição, o que só será possível se o TSE cassar a chapa eleitoral de Dilma e Temer”, criticou o petista.

O parlamentar questiona as razões que levam Mendes e a oposição a pedir uma investigação das contas de campanha de Dilma por causa da doação da UTC. “A campanha de Aécio recebeu recursos semelhantes da mesma UTC e de outras empreiteiras investigadas na Operação Lava-Jato. Por que só a doação para nós é irregular?”, questionou o deputado do PT.
Um aliado fiel ao Planalto também não acredita em uma reviravolta no julgamento do Tribunal. Nas últimas semanas, Dilma e outros ministros mais próximos, como José Eduardo Cardozo (Justiça) tem intensificado as conversas com os integrantes dos tribunais superiores para distensionar o relacionamento entre os poderes.

Os três patéticos


Ricardo Melo - Folha de S.Paulo

Isolada de sua base histórica, a banca e o empresariado, à tropa do impeachment só resta a debandada
Aécio Neves, Gilmar Mendes e Eduardo Cunha atuam como protagonistas de uma causa falida. Mesmo assim, não perdem uma oportunidade de expor em público sua estreiteza de horizontes. São golpistas declarados. Não importa a lógica, a política, a dialética ou mesmo o senso comum. Suas biografias, já não propriamente admiráveis, dissolvem-se a jato a cada movimento realizado para derrubar um governo eleito.
Presidente do PSDB, o senador mineiro-carioca pouco se incomoda com o ridículo de suas atitudes. Aécio sempre defendeu um programa de arrocho contra os pobres. Gabou-se da coragem de adotar medidas impopulares para "consertar o Brasil".
Agora sobe em trios elétricos como porta-voz do povo. Critica medidas de ajuste, jura pensar no Brasil e usa qualquer artimanha com uma única finalidade: isolar a presidente. Convoca sabujos para atacar um jornalista que revelou o escândalo do aeroporto construído para atender a ele e à própria família. Maiores informações na página A3 desta Folha publicada ontem (23/08).
Seu ajudante de ordens, ou vice-versa, é o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes. Sintoma da fragilidade do equilíbrio de poderes vigente no Brasil, Mendes emite toda sorte de opiniões fora de autos. Muda de ideia conforme as conveniências. De tão tendencioso e parcial, seu comportamento público seria suficiente para impugná-lo como síndico de prédio. Na democracia à brasileira, pontifica como jurista na mais alta corte do país. Quem quiser que leve a sério.
Mendes endossou as contas da campanha da presidente eleita alguns meses atrás. Coisas do passado. Esqueçam o que ele votou. De repente, detectou problemas insanáveis na mesma contabilidade e ruge ameaçadoramente contra o que ele mesmo aprovou. No meio tempo, acusa o Planalto de comandar um sindicato de ladrões financiado por empreiteiras envolvidas na roubalheira da Petrobras.
Bem, mas as mesmas empresas financiaram a campanha dos outros partidos. O que fazer? Vale lembrar: Mendes até hoje trava o julgamento favorável à proibição do financiamento empresarial de campanhas políticas. Seu pedido de vistas escancara um escândalo jurídico, legal e moral que o STF finge não existir. Ora, isso não vem ao caso, socorreria o juiz paladino Sergio Moro.
E aí aparece Eduardo Cunha, o peemedebista dirigente da Câmara. Terceiro na linha de sucessão presidencial, Cunha encenava comandar um exército invencível. Primeiro humilhou o Planalto na eleição para o comando da Casa. Depois, passou a manobrar o regimento para aprovar o que interessa a aliados nem sempre expostos. Tentou ainda se credenciar como alternativa golpista. Curto circuito total. Pego numa mentira de pelo menos 5 milhões de dólares, a acreditar no procurador geral, Cunha atualmente circula como um zumbi rogando piedade de parlamentares muito mais interessados em salvar a própria pele.
Cambaleante, o trio parece ter recebido a pá de cal com os pronunciamentos dos verdadeiros comandantes da nossa democracia. O mais recente veio do chefe do maior banco privado do país, Roberto Setubal. Presidente do Itaú Unibanco, Setubal afirmou com todas as letras não haver motivos para tirar Dilma do cargo. Tipo ruim com ela, pior sem ela ""que o digam os lucros pornográficos auferidos pela turma financeira.
Sem a banca por trás, abandonada pelo pessoal do dinheiro grosso e encrencada em acusações lançadas contra os adversários, à troupe do impeachment não resta muito mais que baixar o pano

domingo, 23 de agosto de 2015

Silvio Costa critica Raul Henry por pedir renúncia de Dilma


Silvio Costa chama oposição de "pseudopaladinos da ética". Foto: Sérgio Bernardo/JC Imagem
Silvio Costa pede respeito à história de Dilma Rousseff. Foto: Sérgio Bernardo/JC Imagem
Após o vice-governador de Pernambuco, Raul Henry (PMDB), afirmar que a presidente Dilma Rousseff deve ter a grandeza de renunciar, o vice-líder do governo na Câmara Federal Silvio Costa (PSC) pediu que o peemedebista “respeite a história da presidente Dilma”.
Confira a íntegra da nota lançada pelo deputado:
Como vice-líder do governo, peço ao vice-governador Raul Henry que respeite a história da presidente Dilma. Ela não vai renunciar exatamente porque tem grandeza.
Não aceito as agressões feitas pelo vice-governador aos brasileiros e brasileiras que, como eu, defendem o governo da presidente Dilma. Aliás, falta legitimidade ao vice-governador para criticar aparelhamento de estado.
Sugiro ao Vice-Governador Raul Henry que não entre nesta arena política, que vá cuidar da outra arena. O que me deixa mais indignado é o fair play de Raul Henry com algumas figuras, inclusive, aliados seus

Acordo com Cunha é novo mensalão-PSDB-MG

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A indignação diante da generosidade exibida pelo PSDB em função da denúncia de que Eduardo Cunha recebeu uma propina de US$ 5 milhões não deve iludir ninguém. Apenas demonstra que, mesmo celebrada com trombetas quando ajuda a atacar o adversário, a ética é uma planta destinada a subordinar-se às necessidades da política. 
Creio que ninguém esqueceu o que se passou com o mensalão do PSDB-MG. Mais antigo do que o esquema de financiamento do PT, o esquema tucano começou a ser apurado mais tarde, permitindo que a impunidade geral dos acusados fosse garantida em duas etapas. Primeiro, os réus foram separados em dois grupos -- aqueles que tinham direito a foro privilegiado, e seriam, em tese, julgados pelo STF. O segundo grupo, formado por réus sem mandato, seria julgado numa vara de primeira instância da Justiça comum. Na segunda etapa, os réus com direito a foro puderam renunciar a seus cargos e, com autorização do STF, conseguiram que o caso fosse examinado em primeira instância. Até hoje, o julgamento sequer terminou -- a juíza encarregada até se aposentou, veja só. Ninguém recebeu sentença definitiva.
No julgamento dos réus do PT, o advogado Márcio Thomaz Bastos pediu que fosse feito o desmembramento, também. Perdeu por 9 votos a 2, no mesmo plenário que fizera a separação de acusados do PSDB.
Outro dia, o ministro Gilmar Mendes falou que era possível encontrar o DNA da Lava Jato no mensalão. Um membro do Ministério Público concordou.
Estão certos, mas pelo motivo errado. O DNA é a seletividade.
Estabeleceu-se, em 2012, a jurisprudência bem definida por mestre Jânio de Freitas: dois pesos, dois mensalões.  
Em 2015, PSDB e lideranças favoráveis ao impeachment querem aprovar o afastamento de Dilma Rousseff pelo mesmo caminho. Mas não podem dispensar os serviços de Eduardo Cunha, aliado fiel desde a campanha de 2014 -- foi até capaz de enfrentar Michel Temer na tentativa de levar o partido para uma aliança com Aécio Neves. As esperanças dos aliados de Cunha eram tão grandes que conseguiram plantar entre jornalistas amigos a informação, errada, de que apoio do partido a Dilma estava em risco.
O agravante é que não há prova de crime contra a presidente e, contra Eduardo Cunha, há razões para imaginar que os US$ 5 milhões sejam apenas o começo.
Apesar dos apelos indignados pela moralidade, a questão não será resolvida nesse terreno, mas pelos interesses da política.
A autoridade de Eduardo Cunha fica obviamente abalada pela denúncia, mas ele está longe de ser um moribundo. Possui uma bancada que lhe deve o financiamento e o respaldo político que lhe permitiu a aquisição de seus mandatos -- e este é um tipo de favor difícil de negar, sabemos todo.
Assegurando a Cunha todo oxigênio necessário à sobrevivência, a oposição revela a verdade sobre o projeto de impeachment: sem qualquer prova material, é um produto da baixíssima política.
Texto de Paulo Moreira Leite para o portal Brasil247