quarta-feira, 15 de maio de 2019

Mais um tsunami atinge o clã Bolsonaro: Flavio comprou 19 imoveis sem renda declarada



247 - Segundo os promotores do Ministério Público do Rio de Janeiro, entre 2010 e 2017, o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) - então deputado estadual - "lucrou 3,089 milhões de reais em transações imobiliárias em que há 'suspeitas de subfaturamento nas compras e superfaturamento nas vendas', informou a Veja nesta quarta-feira (15). Entre salas e apartamentos, o filho de Jair Bolsonaro investiu 9,425 milhões de reais na compra de 19 imóveis.

A Veja obteve documento sigiloso em que o MP afirma que a suposta fraude pode ter ocorrido para 'simular ganhos de capital fictícios' que encobririam 'o enriquecimento ilícito decorrente dos desvios de recursos' da Assembleia Legislativa do Rio.

"No documento, os promotores citam casos em que teria havido uma valorização excessiva de imóveis comprados por Flávio. Em 27 de novembro de 2012, ele comprou, por 140 mil reais, um apartamento na Avenida Prado Junior, em Copacabana – 15 meses depois, em fevereiro de 2014, vendeu o imóvel por 550 mil reais, o que representa um lucro de 292%. De acordo com o índice Fipezap, utilizado no mercado imobiliário, a valorização de imóveis no bairro ficou, no período, em 11%. Também em novembro de 2012, Flávio comprou, por 170 mil reais, um apartamento na Rua Barata Ribeiro, também em Copacabana, que, um ano depois, seria vendido por 573 mil reais, lucro de 237%. No período, o índice de valorização ficou em 9%. Na medida cautelar, os promotores apontam que os valores declarados para a compra foram inferiores aos do mercado; e, os da venda, superiores. Citam também que os dois imóveis foram intermediados por um americano, Glenn Howard Dillard. Proprietário do apartamento na Prado Junior, o também americano Charles Eldering, acuou Dillard de não ter lhe repassado o valor da venda", conta a reportagem.

O MP afirma na ação ter encontrado elementos que indicam a prática, no gabinete do então deputado, dos crimes de peculato (apropriação, por funcionário público de bens alheios), lavagem de dinheiro e organização criminosa.

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