sábado, 6 de janeiro de 2018

Requião: Lula exposto a linchamento pelo Judiciário

“Lula foi exposto ao linchamento público por parte do judiciário”, denuncia Requião.
Do Blog do Esmael Moraes


O senador Roberto Requião (MDB-PR) denunciou neste sábado (6) linchamento público e perseguição ao ex-presidente Lula por setores do judiciário, Ministério Público e da Polícia Federal.
“Lula foi exposto por setores do Judiciário, PF e MP a linchamento público com a finalidade de retirar do povo brasileiro qualquer possibilidade de desenvolvimento soberano e fraterno do país. De fora para dentro o domínio do capital financeiro sobre o estado e o povo. Simples assim”, criticou.
Para Requião, um dos organizadores do #OcupaTRF4 no próximo dia 24 de janeiro, em Porto Alegre, “Lula necessita com urgência de um Anatole France e um Emile Zola”, disse — em referência aos escritores franceses de inspiração libertária.
O senador do MDB criticou ainda a escandalosa campanha da chefe de gabinete do presidente do TRF-4 pela prisão de Lula.
“Acusações como da chefe de gabinete do Presidente do TRF4 desmoralizam a justiça e o Brasil! Democracia e eleição direta para presidente acompanhada de referendo revogatório!”, defendeu.
O senador Roberto Requião também voltou a advertir o judiciário a não escolher o novo presidente da República no lugar do povo brasileiro.
“A linha de corte é assegurar democraticamente a candidatura do Lula. À margem de chicanas judiciais inaceitáveis”, tem repetido o senador em suas intervenções políticas, com o fito de unir amplos setores da sociedade em apoio ao direito de Lula candidatar-se neste ano.

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Paulo autoriza início da obra do Hospital Geral do Sertão

O governador Paulo Câmara assinará, amanhã, Ordem de Serviço para o início da execução de terraplanagem do Hospital Geral do Sertão, no município de Serra Talhada, no Sertão do Pajeú. Com um investimento total de R$ 35 milhões, a nova unidade de saúde beneficiará mais de 236 mil habitantes de dez cidades e terá capacidade média para 462 internamentos por mês.
O equipamento contará com cinco salas de cirurgia, 60 leitos de internamento e dez leitos de UTI, com possibilidade de expansão para 140 leitos de internamento e 20 leitos de UTI. O Hospital oferecerá atendimento ambulatorial nas especialidades de traumato-ortopedia, clínicas geral, cardiológica, neurológica e cirurgia geral.

Planalto tenta conter a debandada

Helena Chagas no Blog Os Divergentes
Demissões de ministros em razão de candidaturas eleitorais são fatos normais na política, mas as duas que atingiram o governo Temer em menos de uma semana são bastante estranhas. No mínimo porque Marcos Pereira, do PRB, e Ronaldo Nogueira, do PTB, deixam as pastas do Desenvolvimento Industrial e do Trabalho, respectivamente, para se candidatarem a deputados. E três meses antes do prazo exigido pela lei. Será que avaliaram que ficar no governo, a esta altura, pode tirar mais do que dar votos?

Diante da baixíssima popularidade de Michel Temer e do governo, faria sentido, não fossem as deformações do sistema político vigente, que leva candidatos ocupantes de cargos públicos a se agarrarem com todas as forças aos cargos até o último momento para usar a máquina a seu favor. Deixar um ministério assim, sem mais, contraria a lógica – viciada, é verdade – dos políticos brasileiros.
É evidente que tem caroço nesse angu, talvez mais indigesto do que no do PTB de Nogueira, que hoje está em pé de guerra porque teve sua primeira indicação para substituição no Ministério do Trabalho vetada pelo ex-presidente José Sarney.
O caso do PRB consegue ser mais grave, pois tudo indica haver uma insatisfação mais profunda, sem garantias de que o partido continuará na base governista. E não só o partido. Pereira, em sua saída, pode acabar levando a Igreja de Edir Macedo e a TV Record no ano eleitoral. Nada bom para o Planalto.
Aliás, a primeira coisa que Temer e seus articuladores precisam fazer agora é afastar a forte impressão de que sua base está se esfarelando e que o governo está sendo alvo de uma debandada pré-eleitoral. Nessa situação, Previdência nem pensar. Sobrevivência passará a ser a preocupação.

Rota 2030: Marcos Pereira saiu queixoso de Temer


Marcos Pereira (PRB) planejava deixar o Ministério da Indústria em março, próximo do período de desincompatibilização determinado pela legislação eleitoral, mas decidiu antecipar o movimento após os sinais de que o governo não bancaria o Rota 2030, nova política para o setor automotivo.

Na carta de demissão, Pereira deixou claro seu descontentamento. Disse não ter sido “possível entregar ao país, por fatores alheios à nossa vontade, uma política automotiva compatível com a grandeza e a importância desta cadeia produtiva”.
Depois de perder o terceiro ministro em um mês, Temer orientou aliados a repetir o discurso de que o governo tem total controle sobre a troca das pastas. Reafirma que não há um desmonte, mas uma reforma ministerial em curso desde dezembro.
Já Cristiane Brasil (PTB-RJ) assume o Ministério do Trabalho sem garantir que não vai disputar a reeleição.  (Folha – Painel)

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Paulo Câmara reforça frota do Corpo de Bombeiros


O governador Paulo Câmara entregou, na manhã de hoje, 17 novas viaturas e dez veículos desencarceradores ao Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco (CBMPE). Os novos automóveis, devidamente equipados para atender as ocorrências registradas pela corporação, serão utilizados no incremento de sua estrutura operacional na Região Metropolitana do Recife (RMR) e em unidades do Interior. O total investido pelo Governo de Pernambuco para aquisição das novas viaturas e equipamentos supera os R$ 6 milhões.

"São dez novos veículos para resgate e salvamento e sete maiores que servirão para contenção de incêndios. Nós estamos recompletando e ampliando a nossa frota no Corpo de Bombeiro. No mês de maio serão mais 15, e a gente espera recompletar o Interior", pontuou o governador, completando: "A gente vai ter condições de dar respostas mais rápidas, com equipamentos modernos. E praticamente vamos aumentar em 50% e 60% a frota de veículos dos Bombeiros Militares, o que dará uma condição de agilidade. É o Governo de Pernambuco buscando realmente atuar de maneira decisiva para salvar vidas, fazer resgates e para combater incêndios caso haja necessidade", ressaltou.
Paulo Câmara aproveitou a oportunidade para destacar também que novas unidades do Corpo de Bombeiros serão instaladas em algumas regiões do Interior, promovendo a expansão da corporação. "Devo estar indo em breve para Surubim, Carpina, São José do Egito para inaugurar e a gente espera, nos próximos 60 dias, estar com tudo inaugurado, entregue e tudo devidamente pronto para qualquer tipo de eventualidade e de resgate. É importante a gente ter a condição cada vez maior de salvar vidas, e isso é também a missão dos bombeiros militares", finalizou.
 As viaturas de Auto Resgate (AR) são utilizadas para resgate e transporte de vítimas em via pública e as do tipo ABTS (Auto Bomba Tanque e Salvamento), destinadas à atuação em incêndios e salvamentos terrestres. Já os desencarceradores são equipamentos hidráulicos utilizados no corte de ferragens em resgates.
São, no total, seis viaturas tipo ARs (Auto Resgate) destinadas à RMR, enquanto outras quatro unidades são para uso do CBMPE nos municípios de São José do Egito, Carpina, Surubim e Bonito. Já os veículos do tipo ABTS foram distribuídos em três para a RMR, enquanto outras quatro unidades serão utilizadas nas cidades do interior beneficiadas nesta ação.
O comandante geral do CBMPE, coronel Manoel Cunha, afirmou que as novas aquisições trazem uma realidade diferente para a instituição, tornando o trabalho ainda mais eficaz. "São ações muito importantes para Pernambuco e para a nossa instituição. Estamos com uma nova realidade de carros de incêndio. Hoje, nós temos um carro que unifica os serviços de combate à incêndios e salvamento de pessoas, seja terrestre, em altura ou em poços. É uma novidade aqui em Pernambuco. Com os novos equipamentos, vamos poder atender tanto na capital, quanto no Interior", frisou. Sobre os novos equipamentos de desencarceramento, o comandante destacou que os dispositivos possibilitarão um resgate com maior efetividade, beneficiando a população pernambucana. "Há 20 anos nós trabalhávamos com a cunha hidráulica e demorávamos mais de três horas para retirar uma vítima de dentro de um veículo. Hoje, nós tiramos com dez, quinze ou vinte minutos de trabalho. É uma realidade totalmente diferente, que contribuirá para vida do cidadão pernambucano", comemorou

Nordeste cresceu em média 3,3% ao ano entre 2002 e 2015 nos governos Lula e Dilma


Dados divulgados nesta terça-feira pelo Banco do Nordeste (BNB) revelam que o Nordeste cresceu em média 3,3% ao ano entre 2002 e 2015.

Juntamente com Norte, que cresceu 4,3% e o Centro Oeste, que cresceu 4,1%, o Nordeste formou o trio que mais aumentou sua participações no Produto Interno Bruto (PIB) do país.

Sudeste e Sul também cresceram, 2,6% e 2,4%, respectivamente, o que levou a média nacional para 2,9% no período considerado pela pesquisa.

Os Estados do Piauí – com crescimento anual de 4,8%, Maranhão (4,5%), Paraíba (4,1%) e Ceará (3,5%) foram os que mais se destacaram no cenário nordestino. Já a Bahia continua com maior participação do Nordeste no PIB brasileiro, com 4,1%.

No período da coleta de dados, a maior variação no PIB ficou com o Estado do Ceará, que passou de 1,9% em 2002 para 2,2% em 2015.

Os dados foram levantados pelo Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), área de pesquisas do Banco do Nordeste, com base nos dados disponibilizados pela pesquisa “Contas Regionais do Brasil 2002-2015” do IBGE.

Petrobras paga R$ 10 bi nos EUA. Viva a Lava Jato!

Por Fernando Brito, no Blog do Tijolaço

O império não perde nunca.

A Petrobras fechou “acordo” para pagar US$ 2,95 bilhões aos investidores norte-americanos pelos prejuízos (inflados generosamente pela mídia) causado aos investidores estrangeiros com os casos da Lava Jato.

Quase oito vezes o valor que a empresa diz ter recuperado com a operação: R$ 1,475 bilhão no Brasil.

Grande negócio, não é?

Como ainda falta o que a empresa vai pagar aos acionistas daqui – ou a nossa Justiça vai agir diferente da norte-americana? – pode “dobrar a meta”.

Será que os milhares de desempregado da Lava Jato têm direito também a serem indenizados pela perda do equilíbrio de suas vidas? Será que o Rio de Janeiro, afundado pela destruição da empresa e pelo impacto de sua derrocada sobre a cadeia produtiva que ela liderava, especialmente a industria naval, terá alguma reparação.

Claro que não, só os donos do dinheiro têm direito a estas garantias.

Muito menos o nosso país,

Ainda bem que a turma de Curitiba está salvando o Brasil, não é?

Pimenta: Lava jato foi o maior assalto da história da humanidade



247 - O deputado Paulo Pimenta, líder do PT na Câmara, reagiu com indignação à decisão do presidente da Petrobras, Pedro Parente, de pagar US$ 2,95 bilhões, cerca de R$ 10 bilhões, a investidores americanos para encerrar uma disputa judicial envolvendo a companhia nos Estados Unidos (leia aqui).

Numa série de tweets, Pimenta afirma que o trio formado pelo juiz Sergio Moro, e os procuradores Carlos Fernando Lima e Deltan Dallagnol conseguiu o que parecia impossível: fazer com que o pré-sal fosse roubado pelas petroleiras e ainda que os investidores dos Estados Unidos fossem indenizados em R$ 10 bilhões.

"É escandalosa a notícia de que Pedro Parente, [indevido] atual Presidente da Petrobras, decidiu indenizar em R$ 10 bilhões investidores americanos. Até onde eu sei um agente público não tem essa autonomia para não recorrer e pagar antecipadamente uma condenação. É como se o Parente assumisse que a Petrobras é culpada e não vítima das empreiteiras. Sendo culpada dá 10 bilhões aos americanos. Incrível como conseguiram fazer o maior assalto da história da humanidade. Todo suposto dinheiro recuperado pela Lava Jato foi entregue para os americanos", diz o líder petista.

Segundo Paulo Pimenta, o Brasil não ganhou nada com a operação. "O Brasil não ganhou nada. Isso fecha a Conexão. O assalto foi comandado de lá dos EUA. Moro, Dallagnol e Carlos Fernando conseguiram o impossível. Petrobrás foi saqueada pelas empreiteiras. Os empresários estão soltos vivendo em mansões nababescas", destaca.

"O pré-sal foi entregue. E os 'salvadores da pátria' vão dar aulas nos Estados Unidos e fazer palestra de 'combate à corrupção'. Petrobrás sendo fatiada e vendida, e os gringos mais ricos. Foi uma invasão imperial muito bem executada, sem armas, pela Toga, tendo a Globo como instrumento principal de dominação. E, ao fim, vão morar no EUA porque as coisas não estão boas no Brasil", finaliza o deputado.

Na temporada de caça partidária, deputado vale ouro

Helena Chagas no Blog Os Divergentes
O ano político começa no tranco, com a abertura da temporada de caça partidária – que vai determinar o rumo das alianças eleitorais de outubro e o destino de votações importantes do Congresso. A da reforma da Previdência em 19 de fevereiro, por exemplo, tem tudo para fracassar, sob a lógica de que, em meio à janela das trocas de partido, um deputado candidato à reeleição passou a valer ouro – quase literalmente.

Deputados, senadores e demais detentores de mandato terão o mês de março para trocar livremente de partido sem incorrer na penalidade legal da perdas de mandato. E obviamente só vão tratar disso até lá. Se, em condições normais, porteiras abertas já encorajam o leilão de mandatos, e criam aquele clima de feirão no Congresso, há na atual temporada um agravante: ainda que de forma gradativa, a cláusula de barreira para sobrevivência dos partidos entra em vigor já neste 2018.
Isso quer dizer que os partidos terão que ter pelo menos 1,5% dos votos registrados para a  Câmara dos Deputados, o que não chega a ser muito mas é o bastante para varrer do mapa algumas agremiações menores, tirando-lhes o fundo partidário e o tempo na TV. Nessas circunstâncias, às quais se soma ainda a campanha curta que favorece a eleição e reeleição de quem já tem mandato, os partidos não podem se dar ao luxo de perder deputados candidatos em potencial.
O que equivale a dizer que qualquer ameaça de punição em eventuais fechamentos de questão para obrigar o sujeito a votar na previdência terá a força de um tiro de canhão na água. Não por acaso, os demais partidos aliados ao Planalto não acompanharam ainda o PMDB e o PTB em seu fechamento de questão pró-reforma.
Tudo o que eles menos querem no mundo é ter que punir um deputado candidato com sua  expulsão da legenda, pois sabem que ele correrá para os braços de outro partido, levando seu potencial de votação futura e, mais grave ainda, sua votação passada, que conta para a distribuição dos recursos do fundo e do tempo eleitoral na TV durante a campanha.
Ou seja, na atual situação, os partidos precisam muito mais dos deputados do que os deputados dos partidos, pois sempre haverá um chinelo velho a espera de um pé doente – e rebelde

Alckmin vai usar evangélicos para minar Bolsonaro


Tucanos de São Paulo preparam uma extensa agenda com evangélicos para o governador Geraldo Alckmin. Os articuladores atuam para que, logo no início deste ano, o presidenciável do PSDB receba cerca de 80 líderes de igrejas pentecostais e neopentecostais em um jantar na ala residencial do Palácio dos Bandeirantes. Um dos principais objetivos dos aliados do paulista é minar a influência de Jair Bolsonaro (PSC-RJ)–já identificada pela sigla– nesse nicho do eleitorado.

Alckmin tem mantido encontros frequentes com evangélicos. O pastor Eri Alencar, da Assembleia de Deus Paulistana, e o apóstolo César Augusto, da Fonte da Vida, estiveram com o governador. A ideia é que o tucano também vá a um culto de Valdemiro Santiago, da Igreja Mundial do Poder de Deus.
Os evangélicos tucanos defendem que, nas agendas de campanha pelo país, Alckmin inclua as igrejas em seus roteiros.  (Painel – FSP)

Deixemos eles gastarem em paz. Nós pagamos


Sejamos compreensivos com os gastos de nossos dirigentes, mesmo que pareçam estranhos.

Vejamos como funciona nosso país fora das festas. O Brasil paga auxílio-moradia a 88 juízes de tribunais superiores, nove ministros do Tribunal de Contas da União, 553 conselheiros de tribunais de contas de Estados e Municípios, 14.882 juízes, 2.381 desembargadores, 2.390 procuradores do Ministério Público Federal, 10.687 procuradores dos ministérios públicos estaduais.
Total das despesas com auxílio-moradia a quem, em geral, ganha bem, mora em sua própria cidade e, com frequência, em casa própria, em bairros nobres: R$ 1 bilhão e 580 milhões por ano.  (Carlos Brickmann)

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

O crematório político de João Dória


Por Ricardo Miranda no Blog Os Divergentes

Marisa morreu na contramão, atrapalhando o tráfego tucano – mais especificamente do prefeito João Dória, membro egrégio da elite paulistana. Poucas atitudes poderiam simbolizar melhor, neste início de ano, a intolerância e o preconceito que tomaram conta da política brasileira do que a decisão de Dória – que participa até de ato público para inaugurar painel de grafiteiros, coisa que o discípulo de Romero Britto odeia – do que se recusar a inaugurar nesta terça, 02, o viaduto que leva o nome da ex-primeira-dama Marisa Letícia. O evento foi cancelado e a via será aberta ao trânsito, sem solenidades – fato vergonhoso. A Prefeitura de São Paulo informou, gélida, que o prefeito classifica como “injusta homenagem” a nomeação de um viaduto no extremo da Zona Sul da cidade com o nome da falecida companheira do ex-presidente Lula, com quem viveu por 43 anos, morta em fevereiro deste ano em razão de um acidente vascular cerebral.
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A Prefeitura esclareceu ainda que a escolha do nome do viaduto é prerrogativa da Câmara Municipal e fruto de um acordo entre a maioria dos vereadores — e apenas por isso foi respeitado pela administração municipal. Quanta benevolência! O acordo, já divulgado pelo Divergentes em 12/12, foi o que rebaixou Marisa Letícia de avenida na Chácara Santo Antônio, bairro nobre da capital – prolongamento da avenida Chucri Zaidan -, trocando-o por um viaduto em obras na região do M’Boi Mirim. A ideia era evitar polêmica com batedores de panela da Zona Sul de São Paulo.

O projeto de lei original, assinado pela bancada do PT, ficou parado por quase 9 meses em razão da resistência de demais vereadores. Moradores do bairro rico pressionavam contra a aprovação do projeto porque não queriam a homenagem a Marisa Letícia em uma via de destaque da Chácara Santo Antônio. Diante do impasse, o presidente da Casa, Milton Leite (DEM), e o vereador Paulo Batista dos Reis (PT) apresentaram substitutivo que deu o nome de Marisa ao viaduto que se inicia na Estrada do M’Boi Mirim e termina na confluência da avenida Luiz Gushiken – outro nome ligado ao PT, ex-deputado federal e ex-ministro, morto em 2013 – com a rua Adilson Brito. O projeto de lei foi aprovado de forma simbólica pelos vereadores – sem votação nominal.

No dia 9/12, antes do acordo geográfico, o vice-presidente da Câmara, Eduardo Tuma (PSDB), por orientação do Palácio do Anhangabaú, havia derrubado a sessão que votaria o chamado PL 81/2017 em segundo turno. “Fiz isso para evitar o constrangimento do prefeito em vetar”, admitiu Tuma, na época. Daí veio a ideia do acordão para desterrar a homenagem para bem longe. Talvez os nobres vereadores tenham achado que era um local mais apropriado para a mulher que nasceu em uma casa de pau-a-pique, no bairro dos Casa, sobrenome de seu avô, que tinha um sítio no interior de São Bernardo do Campo, no ABC paulista

A prefeitura chegou ao requinte de divulgar nota dizendo que o prefeito não concorda com a nomeação de alguém que seria “envolvido no maior escândalo de corrupção já registrado no país e que nunca morou na cidade nem jamais lhe trouxe qualquer benefício”. A assessoria de Lula disse que Marisa Letícia “sempre agiu dentro da lei e a favor do Brasil, tendo trabalhado a vida inteira como empregada doméstica, operária e mãe, jamais tendo cometido qualquer crime em toda a sua vida. Jamais ocupou qualquer cargo público e sempre agiu para elevar o nome do país como primeira-dama. Foi acusada apenas e tão somente pelo objetivo político de atingir o ex-presidente com uma acusação absurda para tentar impedi-lo de continuar suas atividades políticas”.

A capital paulista ainda conserva 39 nomes de ruas que homenageiam torturadores, entre eles o ex-chefe do Dops, delegado Sérgio Paranhos Fleury, todos com histórico de desrespeito aos direitos humanos. Isso, obviamente, não interessa a Dória. Com essas atitudes, o prefeito conquista agora lugar cativo do lado direito do capeta e pode inaugurar um crematório com o seu nome, com direito a fogos.

Jarbas Vasconcelos, uma vida movida pela ira

Fernando Bezerra Coelho – Folha de S.Paulo
Uma coisa sobre Jarbas Vasconcelos é unanimidade em Pernambuco: trata-se de uma alma movida pelo ódio. Um homem que ao longo de tantas décadas notabilizou-se por difamar e atacar quem dele discorda.

Não foi com surpresa que lemos o artigo escrito por ele e veiculado por esta Folhana última quinta-feira (28) ("O que de fato esperar do novo MDB"). Quem conhece Jarbas sabe que esse tipo de atitude é sua marca na política.
Mas, para o bem da verdade, alguns pontos devem ser esclarecidos. Jarbas fala em contradições dos outros, quando sua biografia é marcada justamente por incoerências e traições. Chama a mim de adesista, mas aceitou meu apoio em 1990, quando meu pai foi seu candidato a vice-governador; em 2002, na disputa pela reeleição; e em 2014, quando foi eleito para a Câmara dos Deputados.
Como a história não se apaga, é importante lembrar que já na aurora da redemocratização, em 1982, ele traiu Miguel Arraes (1916-2005), impedindo o ex-governador de retomar nas urnas o mandato cassado em 1964.
Em 1985, nas primeiras eleições para prefeito de capitais, ele perdeu as prévias do PMDB para o ex-deputado Sérgio Murilo (1931-2010). O que fez, então? Deixou a legenda, indo abrigar-se no PSB para disputar a prefeitura do Recife. Pôs nas ruas a campanha de mais baixo nível já vista em Pernambuco, chamando o opositor de assassino.
Mais tarde, em 1998, na disputa para governador de Pernambuco, Jarbas não teve qualquer cerimônia para tecer as piores acusações justamente a Miguel Arraes, que tentava a reeleição.
"Ladrão e incompetente" eram os adjetivos que ele usava contra Arraes, um homem público de biografia absolutamente irretocável. Naquela ocasião, fui vice de Arraes, exatamente para defender sua honra diante de tantas agressões.
Em 2010, em nova disputa pelo governo, ele chamou Eduardo Campos (1965-2014) de coronel e mau caráter. Na sua fúria, sobrou até para a ex-deputada federal Ana Arraes, mãe de Eduardo, que se apresentava para o cargo de ministra do Tribunal de Contas da União (TCU).
Cansado do estilo de Jarbas, o povo de Pernambuco o esvaziou eleitoralmente a ponto de ele não conseguir eleger o próprio filho vereador do Recife.
Jarbas, de fato, se desconectou da população. Representa um tempo que foi enterrado nas urnas. Para não ser empurrado de vez para fora da política, procurou Eduardo, suplicando uma sobrevida.
Do dia para a noite, passou a elogiar justamente aquele a quem sempre detratou. Fato que até hoje é motivo de ironia nos meios políticos de todo o país. Todos sabemos que Jarbas Vasconcelos foi ressuscitado, com muito custo, pelo propósito de Eduardo Campos de construir uma unidade política.
Lambeu as botas de Eduardo, como agora tenta fazer com o presidente Michel Temer, oferecendo apoio às reformas em troca de mais um fiapo de poder.
Porém, causa-nos espanto real ver Jarbas Vasconcelos colocando-se como paladino da ética. Como se jamais tivesse sido alvo de qualquer investigação. Jarbas foi o principal acusado no primeiro escândalo envolvendo empreiteiras no Brasil, ainda na década de 1990.
Foi, também, citado na Lava Jato por supostos recebimentos de valores indevidos eteve o processo arquivado apenas por ter mais de 70 anos de idade. Jarbas, que entrou pela janela do serviço público, em 1992, como procurador da Assembleia Legislativa de Pernambuco, sem prestar concurso público.
Este é Jarbas Vasconcelos. Uma pessoa que destila amargor e ressentimentos. Um político que ataca os outros sem jamais fazer qualquer autocrítica.
Um homem tomado pela soberba, imperador de uma casa vazia, que tenta segurar-se no comando de uma legenda para garantir mais alguns anos de cargos públicos. Um final melancólico para quem plantou ódio por toda uma vida.
FERNANDO BEZERRA COELHO, administrador de empresas, ex-deputado federal e ex-ministro da Integração Nacional (2011-2013, governo Dilma), é senador (PMDB-PE)

Políticos lamentam morte de Armando Monteiro Filho

Políticos pernambucanos emitiram notas de pesar, na manhã de hoje, pelo falecimento do empresário e ex-ministro Armando Monteiro Filho. 

Confira os depoimentos dos políticos
Meus sinceros sentimentos aos familiares, especialmente a Dona Do Carmo, Armando Monteiro Neto e Eduardo Queiroz Monteiro”.
Bruno Araújo – deputado federal pelo PSDB
“Pernambuco e o Brasil perderam Armando Monteiro Filho, uma importante referência de homem público e empresário que sempre se conectou às legitimas causas sociais pensando de forma coletiva. Deixo aqui os meus sentimentos a toda a família”.
Danilo Cabral – deputado federal pelo PSB
"Dr. Armando foi um brasileiro digno. Um cidadão do bem! Cumpriu uma passagem bonita entre nós. Enquanto cidadão era uma pessoa generosa e fidalga. Pai de família exemplar. Como homem público, sempre teve uma preocupação com a justiça social e a redução das desigualdades no Brasil.
Que Deus o guarde em lugar especial e conforte toda a sua família”.
Paulo Câmara – governador de Pernambuco pelo PSB*
"Dr. Armando foi um honrado pernambucano, um legítimo cavalheiro que sempre lutou, ao longo de toda a sua vida, pelas maiores causas do nosso Estado e do Brasil, como empresário e político. Dr. Armando teve uma postura firme, democrática e corajosa no enfrentamento com a ditadura militar e foi uma referência para gerações. Quero prestar a minha homenagem pessoal a esse grande pernambucano e me solidarizar com seus familiares e amigos”.
*O governador decretou luto oficial de três dias pela morte do ex-ministro Armando Monteiro Filho
Zeca Cavalcanti – deputado federal pelo PTB
“Pernambuco perdeu hoje, neste início de 2018, um dos seus filhos mais ilustres. Um homem que não só fez parte da história, mas a escreveu com competência, honradez e dignidade, tendo sempre seus olhos voltados para a grandeza de nosso Estado e para a justiça social e econômica de nosso povo.
A partida de Armando Monteiro Filho deixa esse exemplo de pernambucano que sempre amou sua terra e trabalhou até seus últimos dias para ver nosso Estado forte, destacado no cenário nacional. Um homem voltado para o seu povo que deixa na história uma bela página escrita com talento e a competência de um dos maiores homens públicos da vida pernambucana.
À sua família, nossos sentimentos. Ao povo, o adeus de um filho querido que deixa na lembrança a sua marca de empresário e político que tinha o sentimento do mundo, mas o amor maior por seu Pernambuco”.
Geraldo Julio – prefeito do Recife pelo PSB
“Quero expressar meus sentimentos e enviar meu carinho à família e aos amigos de Armando Monteiro Filho, empresário e homem público pernambucano que dedicou toda sua vida ao Brasil e a Pernambuco, nos negócios, e como deputado e ministro de Estado. Sua trajetória se confunde com a história política do Brasil, sempre ao lado dos interesses de Pernambuco. Que Deus leve conforto a seus familiares neste momento de dor”.
Silvio Costa Filho – deputado estadual pelo PRB
“Foi com profundo pesar que recebi a notícia de falecimento do Dr. Armando Monteiro Filho, um exemplo de homem público, pai e amigo. Uma de suas principais marcas sempre foi a solidariedade e, acima de tudo, a lealdade a seus amigos.
Como homem público, sempre praticou a boa política, atuando com ética, seriedade e respeito às pessoas. Em sua trajetória sempre colocou os interesses públicos à frente dos pessoais.
Dr. Armando Filho sempre será um exemplo para a minha e para as próximas gerações. Ninguém no Estado pode contar a história de Pernambuco sem falar do legado desse grande pernambucano”.
Priscila Krause – deputada estadual pelo DEM
“Pernambuco perdeu hoje empresário e figura pública de destaque, nome com experiência quase incomparável, participante de lutas em prol do nosso desenvolvimento, tanto na trincheira política quanto pelo meio dos negócios. Meu abraço carinhoso a dona Do Carmo, filhos, netos, bisnetos e a toda a família do sempre gentil e educadíssimo Armando Monteiro Filho, com a certeza do conforto de uma vida exemplar aqui na Terra”.
Humberto Costa – senador pelo PT
“Pernambuco perdeu um dos seus mais expressivos quadros na vida política e empresarial. Tive a oportunidade de externar meu reconhecimento a esse grande homem público quando o indiquei para receber o Diploma José Ermírio de Moraes, no Senado Federal, em homenagem à sua brilhante, exitosa e honrada trajetória de vida. A morte de Armando Monteiro Filho nos deixa a tristeza da sua ausência. Mas fica impresso na memória do nosso Estado o exemplo da forma elevada como pautou sua atuação na vida pública”.
(Do Blog de Magno martins)

Morreu o Ex ministro Armando Monteiro Filho

Morreu na manhã de hoje,o empresário e ex-ministro Armando Monteiro Filho. O político morreu aos 92 anos, em sua residência, as 6h de hoje. O velório será no Cemitério Morada da Paz, em Paulista, e o enterro está previsto para a manhã de amanhã.

O politico era pai do atual Senador Armando Monteiro Neto (PTB-PE)

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Paulo sanciona leis para fortalecer segurança

O governador Paulo Câmara sancionou, ontem, um pacote de ações que garantem a criação de novas unidades para o Corpo de Bombeiros e as Polícias Militar, Civil e Científica, fortalecendo, descentralizando e interiorizando a atuação dessas operativas para todo o Estado. Os decretos que criam o 26º Batalhão da Polícia Militar (26º BPM), o 2º Batalhão Integrado Especializado (2º BIEsp) e a 11ª Companhia Independente da Polícia Militar (11ªCIPM), além de novas Delegacias de Repressão ao Narcotráfico, novos grupamentos do Corpo de Bombeiros e unidades regionais da Polícia Científica, juntamente com o Instituto de Genética Forense Eduardo Campos, foram publicados no Diário Oficial de Pernambuco de hoje.
"Todas essas ações se integram ao nosso planejamento do Pacto Pela Vida para melhorar a segurança em Pernambuco. Estamos terminando 2017 melhor do que começamos e, com certeza, com esse conjunto de medidas, teremos um 2018 com paz em todo o Estado", afirmou o governador Paulo Câmara.
As medidas fazem parte do Plano de Segurança de Pernambuco e reforçam o compromisso do Governo no combate à violência e ao crime organizado, contemplando um investimento de R$ 390 milhões para o setor. “São ações concretas, ações reais de enfrentamento à violência. A sensação de segurança é uma demanda que a população de Pernambuco já deseja há muito tempo, e é esse o nosso dever: trabalhar com muito compromisso e seriedade, para que todos se sintam seguros aqui em Pernambuco. Novas estruturas estão sendo criadas para a PM e estamos interiorizando a Polícia Científica e as delegacias de combate ao narcotráfico, medidas necessárias, que, com certeza, trarão respostas importantes contra a violência”, comentou o secretário de Defesa Social, Antônio de Pádua.  

CNM repudia o não repasse do AFM em 2017

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) em conjunto com a Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Municípios e o movimento municipalista brasileiro manifestam repúdio aos encaminhamentos anunciados pelo governo federal em relação ao Auxílio Financeiro aos Municípios de 2017. O movimento municipalista recebe com muita indignação a informação de que o repasse pactuado e anunciado repetidas vezes pelo presidente da República, Michel Temer, não será repassado no exercício de 2017.
O movimento municipalista foi surpreendido pela informação da Casa Civil de que o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira; e da Fazenda, Henrique Meirelles; se negam a assinar a Medida Provisória e comunicam que irão criar um Programa Especial de Auxílio aos Municípios. Esse programa deverá passar pelo Congresso Nacional para ser aprovado, fazendo com que estes recursos cheguem efetivamente aos cofres municipais somente em fevereiro ou março de 2018.(Do blog de magno martins)

MEC reajusta do piso dos professores com aumento de 6,81%

O ministro da Educação, assinou, hoje, portaria com aumento de 6,81% para o piso salarial dos professores para 2018. O índice, anunciado pelo Ministério da Educação, é 4,01% acima da inflação prevista para este ano, que é de 2,8%, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA), divulgado na última semana pelo Banco Central (BC). Com isso, o piso nacional do magistério tem um ganho real de 3,90% e um salário de R$ 2.455,35, para jornada de 40 horas semanais.
O reajuste anunciado segue os termos do art. 5º da Lei nº 11.738, de 16 de julho de 2008, que estabelece a atualização anual do piso nacional do magistério, sempre a partir de janeiro. “Isso é importante, pois estamos cumprindo a lei que determina esse reajuste”.
Na última semana, o MEC realizou uma reunião com os membros do Fórum Permanente de Acompanhamento da Atualização Progressiva do Valor do Piso Salarial para Profissionais do Magistério Público da Educação Básica. Na ocasião, foi aberto diálogo com representantes da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) – que representam os estados – e pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).

Marun é a cara do governo Temer sem máscara

Josias de Souza
Carlos Marun, com sua estampa de trator, suas óbvias vinculações políticas com o centrão e sua truculenta atuação na milícia que tentou salvar o mandato de Eduardo Cunha, tornou-se a cara do governo Temer neste final de 2017. O primeiro grande lance de Marun como ministro da coordenação política foi condicionar a liberação de emprésitmos da Caixa Econômica Federal para Estados à capacidade dos governadores de obter votos a favor da reforma da Previdência no Congresso.

Marun chamou o fisiologismo de “ação de governo”. Muitos se espantaram. Mas o ministro apenas escancarou algo que vem sendo feito de forma velada desde que PT, PMDB e seus satélites se juntaram para saquear o Estado. Virada do avesso, a Caixa Econômica precisa de capitalização. E Temer mantém a Casa bancária estatal sob o comando do Partido Progressista, estrela do centrão, campeão no raking de envolvidos na Lava Jato.
Em maio de 2016, quando tomou posse, Michel Temer disse, em discurso: “A moral pública será permanentemente buscada” no meu governo. Afirmou que a Lava Jato, “referência” no combate à corrupção, teria “proteção contra qualquer tentativa de enfraquecê-la.” As palavras do presidente viraram pó —ou lama. Nesse ambiente, Marun é o governo sem máscara. Ele representa o cinismo terceirizado. Fica com a má fama, enquanto Temer e os amigos denunciados ficam com o poder. Isso pode dar em desastre, não em reforma da Previdência.

O ministro do trabalho escravo

Bernardo Mello Franco – Folha de S.Paulo
Na última semana do ano, o petebista Ronaldo Nogueira deixou o Ministério do Trabalho. Dublê de deputado e pastor evangélico, ele será lembrado por uma atitude pouco cristã. Editou uma portaria sob medida para dificultar a repressão ao trabalho escravo.

Publicado em outubro, o texto expôs o país a mais um vexame. A ONU manifestou "profunda preocupação" e lembrou que o Brasil convive com o trabalho degradante "em fazendas, fábricas e domicílios". A Organização Internacional do Trabalho alertou para o "aumento da desproteção e vulnerabilidade de uma parcela da população já muito fragilizada".
Por aqui, a repercussão também foi desastrosa. A procuradora-geral da República, Raquel Dodge,definiu a portaria como um "claro retrocesso". A ministra Rosa Weber, do STF, afirmou que o texto afrontava direitos fundamentais dos trabalhadores e decidiu suspender seus efeitos.
A portaria escravocrata virou um símbolo do espírito antiabolicionista que caracteriza grande parte do governo Temer. Foi mais uma vitória de setores retrógrados, que apostam na precarização do trabalho para aumentar suas margens de lucro.
Nogueira também ajudou a retalhar a CLT, com a promessa de gerar mais empregos. Nesta quarta, soube-se que o país perdeu 12.292 vagas com carteira assinada em novembro. Foi o primeiro mês com as novas regras em vigor. O anúncio foi feito pelo próprio ministro, que pediu o boné poucas horas depois.
O deputado-pastor era um ilustre desconhecido até ser nomeado. Foi escolhido por Roberto Jefferson, presidente do PTB e condenado no mensalão. Depois da sua saída, a pasta continuará a ser um feudo petebista. A sigla indicou o deputado Pedro Fernandes, eleito pelo Maranhão.
O líder do partido na Câmara, Jovair Arantes, me disse que nada vai mudar. "Sai o Ronaldinho e entra o Cristiano Ronaldo. Vai marcar gol do mesmo jeito", prometeu. Vamos esperar sua primeira bola quadrada.

O líder Aécio

Janio de Freitas – Folha de S.Paulo
As informações que situam o senador Aécio Neves como recordista de arrecadação no mercado de subornos –e nem por isso contêm todo o seu histórico– têm múltiplos efeitos. Pessoais, claro, mas também políticos, com decorrências agravantes na cisão do PSDB e desgastantes paraGeraldo Alckmin e sua candidatura.

Tomar R$ 50 milhões em um único ataque é um feito que não consta nem no currículo de Geddel Vieira Lima, cujas embalagens diferentes indicam que os seus R$ 51 milhões em dinheiro vieram de vários achacados.
Os R$ 30 milhões tomados da Odebrecht e os R$ 20 milhões da Andrade Gutierrez, em troca de fortalecê-las na licitação para a hidrelétrica de Santo Antônio, começam por derrubar a defesa de Aécio e sua irmã Andréa para os R$ 2 milhões tomados de Joesley Batista. O caixa tão fornido destrói a mentira de que Aécio precisava de "um empréstimo" para pagar sua defesa no que eram as primeiras denúncias.
Ainda no plano pessoal, o detalhamento das operações, feito pelas duas empreiteiras até com alguns recibos de depósito, lança no caldeirão o mais próximo e, há muito se diz, o mais confiável amigo de Aécio. Alexandre Accioly, controlador (ao menos aparente) de negócios bem sucedidos, apenas raspara na Lava Jato.
Os repórteres Bela Megale e Thiago Herdy, de "O Globo", encontraram agora citações a Accioly como receptador de Aécio e contas, para isso, em Cingapura e nas Ilhas Marshall, Oceania.
A negação de Accioly, desde muito citado no Rio como cobertura do sócio oculto Aécio Neves, não chegou a esclarecer nem ao menos a polêmica sociedade das academias BodyTech, também citadas em receptações sob investigação.
Menos obscuras, como componentes do golpe em Furnas, as relações de Aécio e seu protegido Dimas Toledo ampliam-se nos relatos dos milhões por Santo Antonio. A gravidade desta transação, com a persistente presença dos dois amigos de fé, suscita a expectativa de que afinal se desvendem outros casos já bastante citados e nunca publicáveis, por falta de provas.
Esse é o Aécio Neves que a cúpula do PSDB prestigiou, há três semanas, contra o cofundador do partido Tasso Jereissati, na disputa entre os aecistas e os desejosos de reabilitar o desmoralizado peessedebismo.
Como presidente incumbido da restauração que não fará, Alckmin significou uma proteção para Aécio Neves, então já assoberbado com acusações. Ao menos em favor da própria face, o novo "presidente" precisava ter dito ou feito algo que marcasse a sua e a nova propensão do partido na discussão, intensa, sobre o caso Aécio no peessedebismo. Alckmin, é de seu hábito, preferiu omitir-se.
O pequeno tempo desde então foi suficiente para multiplicar a gravidade do caso Aécio.
Alckmin quis a responsabilidade de presidir o partido e sua restauração política e ética. Até o momento de quarta em que escrevo esta nota, ele continuava alheio aos fatos. Alheio ao país. Que lhe falte talento político, não precisa comprovar.
Mas sobretudo não precisa mostrar que, por falta de outras coisas, faz no PSDB o papel de mais um testa de ferro de Aécio Neves, que continua no controle de fato.

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Maranhão pós-Sarney: ainda pobreza e corrupção

Folha de S.Paulo – Thais Bilenki, enviada especial a São Luis
Três anos depois de a família Sarney deixar o governo do Maranhão, o Estado ainda se depara com uma realidade estigmatizante de pobreza e corrupção.

Pesquisa do IBGE de dezembro mostrou que o Maranhão foi a única unidade federativa em que mais da metade (52%) da população viveu em situação de pobreza em 2016.
A recessão que abateu a economia nacional foi mais severa no Estado, onde o PIB despencou 8% no acumulado de 2015 e 2016, de acordo com o dados do governo maranhense. A extrema pobreza avançou lá em quase 2% nos últimos três anos, como no restante do Nordeste.
O governador Flávio Dino (PCdoB) disse que a expectativa é crescer até 3% em 2017 e 4% em 2018, com a pujança do agronegócio.
"O que tentamos colocar no lugar do patrimonialismo e hiperconcentração de riqueza que herdamos é uma economia mais forte e diversificada, que tenha políticas sociais capazes de distribuir a renda e que haja probidade e honestidade na gestão do dinheiro público", afirmou Dino.
No cenário de encolhimento da economia, a corrupção continua a drenar recursos públicos.
Símbolo dessa realidade, a cidade natal de José Sarney, Pinheiro, derrotou o aliado da família do ex-presidente, Filuca Mendes (MDB), e elegeu Luciano Genésio (Avante, ex-PTdoB) prefeito em 2016.
Logo nos dois primeiros meses de sua gestão, porém, foi identificada uma situação insólita pela Controladoria-Geral da União.
O pai, o irmão e o primo da mulher de Genésio receberam R$ 535 mil de salário do sistema municipal de saúde sem que o vínculo de cada um deles com as unidades tivesse sido comprovado em todos os casos.
O irmão da primeira-dama recebeu de Pinheiro R$ 182 mil no período. O primo dela, R$ 162 mil. "Além de ter recebido por serviços prestados no Samu e não ter vínculo com o estabelecimento", anotou a CGU, o primo dela possui outros quatro contratos, um em Pinheiro, dois em Peri Mirim (MA) e outro em Mirinzal (MA), totalizando 94 horas semanais, quase 19 horas diárias de trabalho.
O sogro do prefeito, sozinho, recebeu no período R$ 191 mil correspondente ao trabalho não demonstrado como médico em quarto unidades de saúde de Pinheiro.
Acontece que ele vem a ser vice-prefeito de outra cidade a 380 quilômetros dali, Chapadinha, que também o remunera pela suposta carga de 30 horas semanais (6 horas diárias) em outra unidade de saúde local.
Da mesma forma, o município de Brejo, distante 450 quilômetros de Pinheiro, o remunera pelas supostas 30 horas de trabalho semanal (6 horas diárias) como médico do sistema municipal.
"No Maranhão, no que tange às dificuldades no combate à corrupção, devem ser destacados o elevado grau de dependência do governo federal e as características socioeconômicas do Estado", disse a CGU.

PMDB contra hegemonia de Jucá e Eunício

Radar On-line
 
Apesar da mudança de nome, o PMDB permanece o mesmo.
Na base do partido, há uma ala que já reclama da aparente hegemonia de Romero Jucá e Eunício Oliveira no partido.
A Jucá é presidente do partido e do Conselho da Fundação Ulysses Guimarães. O tesoureiro é Eunício. Ou seja, tem quem ache que há muita concentração na mão dos dois.
Na prática, temem que os dois decidam as parcelas do Fundo Partidário no próximo ano eleitoral.