terça-feira, 31 de janeiro de 2017

PSB de PE emite nota a respeito da Operação Vórtex

Dermatologista da Upae fala dos cuidados com a pele no verão





Verão é sinônimo de praia, piscina, diversão ao ar livre e conseqüentemente, exposição aos raios solares e os perigos inerentes a isto.
 
A dermatologista da UPAE Garanhuns, Dra. Sandra Kelm, esteve na última segunda-feira (23) na Rádio Jornal, no programa Consultório, com Samara Pontes. Na pauta: "Cuidados com a Pele no Verão".
 
Dentre alguns tópicos, Dra. Sandra alertou que devido à temperatura estar acima da média para a época, os horários de exposição ao sol, principalmente para os pequenos, precisa ser revisto. "Os profissionais indicavam os horários antes das 10h e após às 15h, mas o sol está "muito quente". Assim, antes das 9h e apos às 16h é mais apropriado, além de sempre usar protetor solar de acordo com as idades e as especificações, lembrando de aplicar a cada duas horas".
 
Para atendimento na Upae Garanhuns, os usuários dos 21 municípios que fazem parte da V GERES, devem procurar o Posto de Saúde mais próximo de suas residências, e sendo o caso, serão encaminhados pelos clínicos para nossos especialistas, através da regulação das Secretarias Municipais de Saúde.

Moro violou direito de defesa ao negar produção de provas a Lula

Por Sérgio Rodas, do Conjur
Juiz que nega produção de provas consideradas essenciais para o réu pratica constrangimento ilegal e viola o direito de defesa do acusado. Com base nesse argumento, a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de sua mulher, Marisa Letícia Lula da Silva, impetrou, nesta segunda-feira (30/1), novo Habeas Corpus no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (PR, SC e RS) pedindo a nulidade das decisões do juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba Sergio Moro nas quais ele indeferiu perícias, juntadas de documentos e oitivas de testemunhas no processo relativo ao triplex no Guarujá (SP), ao armazenamento do acervo pessoal do petista e às suas palestras.
Na semana passada, os advogados haviam pedido à mesma corte a anulação dessa ação sob o fundamento de que Moro não poderia analisar o caso. Nesse outro HC, a defesa questiona a parcialidade do juiz federal por vários atos desde 2016, como o recebimento da denúncia e o comportamento dele nas audiências. Também apontam condutas fora dos autos, como a participação em eventos do atual prefeito de São Paulo, João Dória (PSDB).
Na peça desta segunda, os advogados Cristiano Zanin Martins, Roberto Teixeira, José Roberto Batochio e Juarez Cirino dos Santos alegam que Sergio Moro agiu de forma abusiva ao recusar a produção de provas requeridas pelos réus na resposta à acusação.
Entre elas estavam perícia para verificar se Lula e Marisa receberam recursos desviados da Petrobras e se a OAS usou valores de corrupção para construir o triplex atribuído a eles; a juntada das atas de reuniões de acionistas e executivos da Petrobras, dos registros de reuniões com empresários de Lula enquanto era presidente e dos projetos de lei aprovados pelo Congresso em seus dois mandatos; e a oitiva do embaixador do Brasil na França, Paulo Cesar de Oliveira Campos.
Ao negar esses pedidos, Sergio Moro afirmou que tais provas eram “impróprias”, “inadequadas aos fins pretendidos”, “impertinentes” ou “irrelevantes”.
Segundo a defesa de Lula e Marisa, a recusa à produção das provas requeridas “constitui temerário cerceamento de defesa” e “evidente prejuízo” aos réus. Dessa maneira, o juiz Sergio Moro desrespeitou a garantia constitucional da ampla defesa, apontam Zanin Martins, Teixeira, Batochio e Cirino. Para fortalecer seu ponto, eles citam precedentes do Supremo Tribunal Federal (HC 81.207), do Superior Tribunal de Justiça (RMS 47.774, HC 16.805 e HC 9.253) e do TRF-4 (HC 2000.04.01.124258-9 e HC 2005.04.01.048112-4).
E como essa recusa pode restringir a liberdade de ir e vir do ex-presidente e de sua mulher, os advogados pedem que seja concedida liminar para determinar a suspensão da ação penal até o julgamento desse HC. No mérito, eles requerem que seja decretada a nulidade de todas as negativas de produção de provas feitas por Sergio Moro

Douglas Duarte cumpre promessa de campanha e não atrasa pagamento de salário dos funcionários municipais

O novo prefeito de Angelim, Douglas Duarte(PSB) cumpre promessa de campanha e realiza pagamento dos salários do mês de  janeiro aos funcionários da prefeitura entre os dias 01 e 02 de fevereiro.
Essa foi uma  das promessas assumidas em praça pública na campanha em que se elegeu juntamente com Rosa Cavalcanti.(PT)
Quando candidato Douglas foi acusado pelos seus adversários de que iria atrasar os salários  dos barnabés municipais.
Rebatendo seus adversários e assumindo junto aos seus eleitores e funcionários municipais o compromisso que começa a cumprir.
Estão  de parabéns os funcionários que poderão saldar seus compromissos e o comércio local que será beneficiado com esses recursos circulando em nossa cidade.
Que venham outros compromissos de campanha, o povo de Angelim agradecerá e verá que valeu a pena acreditar na mudança.

Compesa iniciará racionamento em Garanhuns e Angelim

De acordo com reportagem do Jornal Crer em Pernambuco, a Compesa passará a adotar o Sistema de Racionamento d´água, aqui em Garanhuns, a partir da próxima segunda-feira, dia 6.
Barragem do Cajueiro em 2015. 
Segundo o Portal, o nível do reservatório do Cajueiro está com 62% da sua capacidade (em torno de 9 milhões de metros cúbicos). A Barragem de Mundaú está com 80% e, a mais crítica, Inhumas, com apenas 7% da sua capacidade. Inclusive, a retirada de água desta última, foi totalmente suspensa, portanto, apenas os reservatórios de Cajueiro e Mundaú, estão garantindo o abastecimento na Cidade; no Distrito de São Pedro, aqui em Garanhuns, além dos povoados de Poço Cumprido e Olho D'água dos Góis, em Correntes, e das cidades de Angelim, São João e Palmeirina.

Barragem do Cajueiro atualmente. 
Segundo o Gerente Regional da Compesa, Igor Galindo, o racionamento adotará um rodízio de um dia com água e oito sem abastecimento. A expectativa da Compesa é que, mesmo que não chova suficientemente para retomar os níveis nos reservatórios e finalizar o racionamento, as duas Barragens terão capacidade para garantir o abastecimento até o mês de dezembro de 2017. De acordo com a Agência Pernambucana de Águas e Climas (APAC), devem ocorrer chuvas no Agreste Meridional nos próximos meses de março e abril. (Com informações de jornal crer em pernambuco)

Polícia Federal mira em genro de ministro do TCU

Radar Online
Um dos investigados pela operação da Polícia Federal deflagrada hoje de manhã, que apura as tramoias na compra do avião usado por Eduardo Campos, é o empresário Rodrigo Leicht Carneiro Leão. Alvo de condução coercitiva, Leão é genro do ministro do TCU, o pernambucano José Múcio.
O ministro afirma não ter qualquer relação com o genro, além da familiar. “O que sei dele é que é um bom pai e um bom marido, e é o que me interessa”.

PSB de PE emite nota oficial sobre Operação Vórtex

Nota Oficial
Com relação a notícias publicadas pela mídia no dia de hoje, a respeito da Operação Vórtex da Polícia Federal em Pernambuco, a direção estadual do PSB vem a público para fazer as seguintes considerações:
1.    São estranhos os números divulgados pela Imprensa supostamente como resultado de apurações realizadas pela PF.
2.    No período 2006-2014 a empresa Lidermac fez apenas uma doação à campanha majoritária do PSB, no ano de 2014, no valor de R$ 500 mil, legalmente recebida e declarada à Justiça Eleitoral, que aprovou a prestação de contas.
3.    Não houve doação da empresa Lidermac a candidaturas majoritárias do PSB em nenhuma das outras campanhas mencionadas (2006, 2008, 2010 e 2012) sendo que os valores listados pela imprensa correspondem a contribuições a outras candidaturas e agremiações partidárias.
4.    Quanto ao mencionado valor de R$ 1,5 milhão, o mesmo não procede. Ao analisar todos os registros no sistema de prestação de contas da Justiça Eleitoral, se identifica um equívoco de aritmética. Os responsáveis pela apuração somaram três vezes a mesma doação de R$ 500 mil durante sua tramitação do Diretório Nacional, que a recebeu, para o Diretório Estadual, que a repassou ao comitê financeiro da campanha do candidato a governador.
A direção estadual do PSB se mantém à disposição da sociedade, das autoridades e dos meios de comunicação para fazer novos esclarecimentos, se necessário, ressaltando seu compromisso com a ética, a transparência e a verdade.
Recife, 31 de janeiro de 2017
PSB Pernambuco

Dinheiro da compra de avião saiu de empresa investigada

Do blog de Magno Martins

Parte do dinheiro utilizado para a compra do avião do então candidato à Presidência Eduardo Campos (PSB), que morreu em 2014, partiu da nova empresa investigada pela Polícia Federal na operação Vórtex, deflagrada hoje. O superintendente da PF informou que não revelaria o nome da companhia, nem dos sócios levados para depor na sede do órgão, mas o blog apurou que se trata da empresa Lidermac Construções, pertencente aos empresários Gerson, Gláucio e Rodrigo Carneiro Leão.
Segundo as investigações, esta companhia repassou R$ 159.910 para a Câmara & Vasconcelos, empresa identificada como sendo apenas de fachada na Operação Turbulência. Este exato valor foi repassado, dois dias depois, para a empresa dona do avião que vitimou o ex-governador de Pernambuco.
“O que chamou a nossa atenção foram os valores fracionados e transferências com apenas dois dias de diferença. O terceiro ponto é a conta da Câmara & Vasconcelos, que era usada para lavagem de dinheiro, como se quisesse mascarar quem estava fazendo aquela transferência”, apontou a delegada Andrea Pinho.
Ao investigar mais a fundo a empresa, a Polícia Federal resolveu levantar dados dos sócios e os seus contatos. Foi visto, então, que as doações a candidatos e partidos políticos em anos de campanha aumentaram exponencialmente. "Chama a atenção as doações que essa empresa fez para campanhas eleitorais, a evolução de 2006 a 2014. Se em 2006 eram da ordem de R$ 30 mil, de 2014 em torno de R$ 3,8 milhões para deputados e partidos", detalhou o superintendente.
Dos R$ 87,5 milhões em contratos com o governo do Estado, entre os anos de 2010 a 2016, R$ 75 milhões foram registrados durante o período que o ex-governador esteve no poder. "Estamos levantando a procedência desses contratos, tem contratos com outras instituições. Não quer dizer que esses contratos seja irregulares", destacou Diniz.
A relação dessa empresa com doações para políticos também está sendo apurada pela PF. "Outras questões demonstrarem estranheza. Essa empresa, ao longo dos anos, tem recebido por intermédio de contratos firmados com o governo estadual muitos recursos para várias obras e serviços. Isso também será objeto de levantamento. A suspeita é que a empresa tenha uma relação muito próxima com partidos políticos e dirigentes. Vamos ver ainda se houve uma forma de retribuição em doações de campanhas", afirmou.
As doações de campanha ocorreram entre os anos de 2006 a 2014. Em 2006 foram R$30 mil, 2008 (R$ 3mil), 2010 (R$ 270 mil), 2012 (R$1 milhão) e 2014 (R$3,856 milhões). Foram apreendidos documentos, comprovantes de depósito, HDs e mídias em geral. O material recolhido será analisado e as informações cruzadas com os dados da Operação Turbulência.
Dos quatro sócios que tiveram mandado de condução coercitiva emitidos, três já foram ouvidos. De acordo com a delegada, o quarto não estava no Recife, mas já se comprometeu em se apresentar às autoridades.
Vórtex
A Operação Vórtex é originada na Operação Turbulência, que investiga uma organização criminosa suspeita de lavagem de dinheiro e de ter financiado a campanha do ex-governador. A investigação mais recente analisa, principalmente, uma empresa identificada, mas não alvo dos policiais anteriormente.
Ao todo, foram emitidas dez ordens judiciais, sendo seis mandados de busca e apreensão e quatro mandados de condução coercitiva no bairro de Boa Viagem, Zona Sul do Recife. Todos os conduzidos coercitivamente são sócios desta empresa, segundo a PF.
As buscas foram feitas nos bairros de Boa Viagem e Pina, na capital pernambucana, e no município de Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife

Obrigado, Lava Jato! Obrigado, Globo! Pobreza e miséria voltam a explodir no Brasil

Miguel do Rosário é editor do Cafezinho
Pobre Brasil.
Hoje o Valor, noticiou – sem destaque, claro, porque essa não é uma notícia que interessa à mídia corporativa, hoje empenhada em consolidar o golpe – uma notícia terrível, da qual reproduzo um trecho:
Com crise, base da pirâmide cresce e volta aos níveis de 2011
As classes D e E ganharam 4,3 milhões de famílias nos últimos dois anos e voltaram a representar 56,5% do total de domicílios do país, nível próximo do registrado em 2011, 57,4%. A proporção chegou a 51,4% em 2014, a menor observada durante o processo de mobilidade social que começou em 2003, quando 70,2% estavam na chamada base da pirâmide.
Reparem bem. As classes D e E representavam 70% da população brasileira em 2003. Caíram para 51% ao final de 2014, após três gestões petistas.
Esse foi, claro, o grande crime do PT.
A partir de 2015, quando o golpe (ou seja, a aliança entre mídia e aparelho jurídico do Estado) assume o poder de fato no país, as coisas começam a ser revertidas rapida e brutalmente.
Mas isso parece não interessar à grande imprensa nem à classe média. Alguns infelizes, mesmo desempregados por causa da Lava Jato, continuam adorando o monstro que devora suas vidas, atribuindo o mal ao PT, à corrupção, ao Lula, ao filho de Lula, ou seja, repetindo obedientemente tudo que a Globo lhes incute, direta ou indiretamente, através de sua campanha de mentiras.
Alguns comentaristas me perguntam, sinceramente perplexos, se era melhor não ter Lava Jato e deixar as empresas e corruptos impunes.
As pessoas parecem ter naturalizado uma bizarria: de que a Lava Jato substituiu todo o aparelho democrático estatal de combate à corrupção. Nessa visão, a Lava Jato deixa de ser uma operação específica, liderada por um juiz e um grupo de procuradores de Curitiba, provincianos, reacionários e irresponsáveis, e se torna uma instituição de Estado independente.
É preciso explicar às pessoas que é possível combater a corrupção sem Lava Jato, sem golpe, sem destruir nenhuma empresa, sem abusar de prisões preventivas, sem delação premiada.
Não vai ser igual a Lava Jato, claro. Não será tão espetacular. Será uma luta contra a corrupção mais discreta, mais eficiente, mais séria.
A Lava Jato não combate a corrupção e sim favorece profundamente a corrupção no país, porque produziu caos político e econômico, e se associou à campanha midiática para deslegitimar a atividade política. Esses são fatores que aumentam a corrupção. Alguém às vezes me fala que empresas e políticos pensarão agora duas vezes antes de corromperem ou serem corrompidos. Que ingenuidade! Por caso, Geddel Vieira Lima, o ministro que tentou pressionar seu colega de ministério, Marcelo Calero, a aprovar a construção de um prédio onde detinha um apartamento, sentiu-se intimidado pela Lava Jato?
Por acaso a corrupção caiu na Itália, após as operações Mãos Limpas? Não. Não caiu. Aumentou. Aconteceu igual ao Brasil. O que é o governo Temer senão a fina flor da corrupção política brasileira?
O governo Dilma tinha corrupção? Sim. Tinha problemas diversos? Tinha. Mas Dilma era exatamente o principal fator de resistência ética do governo. Ao derrubarem-na e promoverem um expurgo de qualquer servidor progressista (até mesmo um garçom do Planalto foi demitido por suspeitas de simpatias progressistas), o que fez Temer senão reunir a nata da escória política nacional? Esse é o resultado, portanto, da Lava Jato: um aumento brutal da corrupção no governo.
E agora, o país, mais uma vez, é paralisado para assistir, embasbacado, a prisão de Eike Batista, num espetáculo notoriamente armado com a Globo. Eike Batista volta ao Brasil pronto para delatar, quem? Se quiser sair rápido da cadeia, Eike provavelmente terá de acusar Lula e PT, claro.
Aliás, todas as declarações de Eike (à Globo, claro, que inclusive botou um repórter para viajar a seu lado) tem sido no sentido de que irá aderir alegremente ao golpe. Francamente, eu não o culpo por isso, porque a violência da Lava Jato e da Globo não tem limites. Teori que o diga. A Lava Jato, se não conseguir o que quer, vai atrás da família da pessoa, destrói sua vida, sua empresa. O que foi a condenação do almirante Otto a mais de 40 anos de prisão senão uma vingança de Moro porque o almirante se recusou a fazer uma delação mentirosa contra o PT e Lula?
Por que Marcelo Odebrecht ficou preso durante tanto tempo enquanto os mais notórios corruptos foram rapidamente soltos? Ora, porque ele tinha se recusado, até o momento, em “colaborar” com os procuradores. O que isso significa? Que ele não aceitara fazer o jogo da Lava Jato.
Então a Lava Jato usou o pai de Marcelo. Emilio Odebrecht foi ameaçado e não resistiu. Como Sergio Moro não conseguiu dobrar Marcelo Odebrecht com uma prisão preventiva medieval, de tempo ilimitado, a Lava Jato apelou para a destruição da Odebrecht no Brasil e no mundo. Procuradores brasileiros viajaram aos EUA para entregar informações sensíveis da companhia para o Departamento de Justiça. Foi aí que Emilio Odebrecht e talvez o próprio Marcelo entenderam do que a Lava Jato era capaz para conseguir algum tipo de delação envolvendo a classe política, ou seja, reforçando toda a narrativa do golpe (mesmo que a delação da Odebrecht não envolva diretamente Lula e Dilma, ela poderá servir para os objetivos do golpe de controlar o governo).
A política brasileira ficou insuportável, porque todos entram – inclusive a esquerda – nas ondas de linchamento. É hora de linchar Eike? Então todos vamos linchar Eike. Globo, Veja, Istoé, redes sociais, blogs, mídia alternativa. Todo mundo competindo quem pinta um retrato mais satânico de Eike Batista.
A direita espalha fotos de Eike ao lado de Lula. A esquerda espalha fotos de Eike ao lado de Aécio.
O Brasil precisa discutir seus graves problemas de infra-estrutura. As cidades precisam de metrôs, de VLTs, de trens. Precisamos discutir como superar a crise econômica e como queremos nos inserir no mercado global. Ao invés disso, a agenda política nacional é inteiramente dominada por uma pauta definida por uma espécie de centro unificado do golpe, que define o único assunto que poderá ser debatido no país durante os próximos dias. Todos os dias, dois ou três assuntos dominam inteiramente a mídia nacional. Ninguém pode falar de outra coisa.
Enquanto a mídia e a Lava Jato cegam os olhos da opinião pública com notícias ameaçadoras sobre a “mega-delação” da Odebrecht, e com detalhes sobre onde ficará preso Eike Batista, o governo anuncia que a Eletrobrás pretende reduzir sua força de trabalho seu corpo de 23 mil para 12 mil funcionários.
A notícia está no Valor, jornal que poucos leem, e também sem destaque.
É assim o governo que nasce do golpe: no momento em que o maior problema do país volta a ser o desemprego, suas únicas medidas parecem ser anunciar demissões em massa. Para fazer isso, repare bem!, a Eletrobrás terá que desembolsar mais de R$ 2,5 bilhões, por causa dos custos trabalhistas. Ou seja, o governo gastará o pouco dinheiro que tem em caixa para investir em… demissão.
É uma orquestra armada em seus mínimos detalhes. Enquanto o público é distraído com espetáculos de justiça bárbara, saciando seus mais baixos instintos com as agruras de ex-poderosos, o governo continua vendendo, freneticamente, patrimônio público, demitindo em massa, provocando desemprego.
A revolta popular é contida por esses espetáculos. Afinal, os políticos e empresários presos recebem, no lombo, toda a carga de culpa pela crise. Os culpados não são mais a incompetência do ministro da Fazenda e dos técnicos do Banco Central, nem a irresponsabilidade dos operadores da Lava Jato, nem a codícia de alguns especuladores, tampouco a desonestidade brutal da imprensa corporativa. O culpado é Eike Batista, claro! Ou então, Lula!
Ainda sobre a dúvida de alguns leitores, coxinhas ou não, sobre como combater a corrupção sem destruir as empresas, vale lembrar o exemplo alemão. Após a II Guerra, os alemães não destruíram nenhuma de suas grandes empresas, apesar delas terem se envolvido em escabrosos casos de corrupção, além de sua conivência repugnante com o regime nazista que matou milhões. As empresas foram preservadas porque os alemãs entenderam que elas eram um patrimônio nacional, e um ponto de apoio importante para o desenvolvimento tecnológico e industrial do país.
Agora, neste sentido, também devemos culpar a mídia, que desde o início da operação Lava Jato, passou a chamar todas as grandes indústrias de construção civil do país simplesmente de “empresas da Lava Jato”. Elas foram completamente despersonalizadas, numa campanha de destruição de imagem inédita na história do empresariado brasileiro.
Os capitalistas brasileiros precisam entender que democracia e pluralidade midiática são importantes para sua segurança. Golpe de Estado, regime autoritário, monopólio midiático são fatores que atravancam o desenvolvimento, como estamos vendo.
Hoje a presidente do STF, Carmen Lucia, decidiu homologar a delação da Odebrecht. Há um grande suspense no ar em relação a isso. Alguns militantes antigolpe acreditam que essa delação produza uma confusão dentro da Lava Jato, porque ela não corroboraria a tese dos procuradores antipetistas, e sim jogaria a lama para o lado do governo Temer, que poderia inclusive não resistir e cair. A mídia assiste a tudo de camarote, porque ela ganha de qualquer jeito, com Temer ou sem Temer, visto que o poder, de fato, está nas mãos da Procuradoria Geral da República, do STF e da Globo.
Lucia também determinou o sigilo da homologação, o que é muito conveniente para o consórcio golpista, que mais uma vez terá condições de vazar seletivamente o que desejar. O governo Temer, por sua vez, permanece o que é: uma administração inerte, vazia, ocupada apenas em satisfazer o mais rápido possível a cobiça das elites mais egoístas e antinacionais do mundo.
O consórcio entre Globo, PGR e STF exerce o poder de fato no país. A gestão deles, como se vê, é um desastre, porque eles não entendem nada de economia, de emprego, de desenvolvimento, de soberania. Seu único talento é para destruir, prender, acusar. Construir um país requer estabelecer compromissos delicados entre o capital e o trabalho, entender a importância de cuidar da população mais pobre, incentivar a educação, a tecnologia, a pesquisa.
Em Davos, o procurador-geral da república, Rodrigo Janot, portou-se como um chefe de Estado, o que, por si, já demonstra a incrível anarquia política na qual mergulhou o país após o golpe. Em entrevista, Janot disse que a Lava Jato é “pró-mercado”, o que me pareceu a declaração mais esquizofrênica, cínica e bizarra, que eu já ouvi em muito tempo. A Lava Jato foi a operação mais demolidoramente anti-mercado que alguém poderia conceber. Lembro-me que, num determinado momento, eu escrevi um post chamando a Lava Jato – sarcasticamente, é claro – de “comunista”, porque ela surfou, de fato, junto com a mídia, nesse preconceito antiempresário bem típico de um país dominado por burocratas e rentistas, como é o Brasil há séculos. A mídia manipulou muito bem este sentimento.
A esquerda brasileira não tinha instrumentos, nem de longe, para lutar contra a Lava Jato, porque o seu nível de sofisticação foi avançadíssimo. Se você tem todos os instrumentos de violência e espionagem do Estado em suas mãos e nenhum escrúpulo em relação às consequências econômicas e políticas de seus atos, além de um blindagem midiática absoluta, no Brasil e lá fora, você pode fazer o que quiser. A esquerda brasileira, que nunca possuiu um centro de inteligência, nem nunca jamais pensou em construí-lo enquanto esteve no poder, não soube reagir às maquinações jurídicas e midiáticas do golpe.
Lula, solitariamente, através de seus advogados no Brasil e Londres, protagoniza a luta para salvar não apenas a si mesmo e a sua família, mas a própria democracia brasileira. Se isso traz uma grande injustiça, não se pode negar que é resultado da própria inércia de Lula, que não foi apenas presidente por duas vezes, como sempre foi, durante o mandato de sua sucessora, a figura mais importante de seu partido. Lula deveria ter ouvido o que tantos analistas progressistas denunciavam, quase desesperadamente, ao longo de toda a era petista: que a mídia estava desossando completamente o governo, o partido, a esquerda em geral, e que era preciso haver reação política à altura. A coisa explodiu em 2013. Ali ficou patente que a água da alienação política, do fascismo, do ódio à esquerda, depois de anos de fogo midiático, havia finalmente entrado em ebulição. As pesquisas eram claras: a maioria dos manifestantes de 2013 eram favoráveis a Joaquim Barbosa, o justiceiro da Globo daquela época. Mesmo assim, nada foi feito. A inapetência política do governo atiçou a fúria da mídia, animada agora pelo surgimento de movimentos de classe média profundamente agressivos e conservadores. O auge da estupidez política veio após a vitória de outubro de 2014. No dia seguinte à vitória, o governo, num gesto de suicídio político que deverá, por muitas décadas, ser objeto de estudo, depõe todas as suas armas e decide caminhar nu e desarmado pelo campo inimigo. Pior, contrata, para administrar a economia nacional, um oficial do exército adversário, o qual dá início imediatamente a uma política acelerada de destruição da reputação política que o governo havia conseguido reconstruir durante o processo eleitoral.
Ainda é tempo de reagir. Sempre é tempo de reagir.

Tadeu perde liderança do PSB na Câmara

A deputada Tereza Cristina (MS) é a nova líder do PSB na Câmara. A partir de hoje, Tereza assume a liderança da bancada socialista no lugar do deputado Paulo Foletto (ES). Em outubro do último ano Foletto ficou afastado da Câmara por motivo de saúde e neste período o vice-líder da bancada, o deputado pernambucano Tadeu Alencar, exerceu a função de líder em exercício.
À frente da Liderança, a socialista afirmou que este é um momento de união e que a bancada precisa se manter forte na Câmara. “Temos uma bancada aguerrida, que joga franco e discute todos os assuntos com profundidade e coerência”. Tereza Cristina reforçou a necessidade de apoio de todos os parlamentares neste ano que terá votações de extrema relevância para todos os brasileiros.(Do blog de magno martins)

Bomba-relógio

Blog do Kennedy
Apesar de a homologação das delações da Odebrecht ter preservado o sigilo, há preocupação nos bastidores da cúpula do governo com a evolução do processo.
O Palácio do Planalto achou bom a presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Cármen Lúcia, ter mantido o sigilo das delações. Isso dá algum tempo ao governo.
Mas a avaliação no Planalto é que está avançando um processo que trará impacto negativo para integrantes do alto escalão.
A manutenção do segredo das colaborações continua a gerar incertezas políticas e econômicas e também estimula vazamentos e especulações.
Será difícil manter na sombra revelações que o país inteiro quer conhecer de forma oficial. A expectativa de abalo na classe política contribuiu, por exemplo, para a queda da Bolsa nesta segunda

O apocalipse ficou para depois



A presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, trabalha em seu gabinete em Brasília (DF)
Bernardo Mello Franco – Folha de S.Paulo
A ministra Cármen Lúcia evitou o pior ao homologar as delações da Odebrecht. Desde a morte de Teori Zavascki, o acordo da empreiteira com o Ministério Público Federal corria sério risco. A depender do novo relator da Lava Jato, os 77 depoimentos poderiam acabar no fundo de uma gaveta.
A presidente do Supremo frustrou a operação-abafa, mas escolheu não dar o passo seguinte. Mineiramente, ela evitou contrariar mais interesses e manteve a papelada em sigilo. A decisão foi recebida com alívio pelos investigados, que temiam a divulgação imediata das delações.
A opção de Cármen dá uma sobrevida aos políticos dedurados pela Odebrecht. Alguns deles estão prestes a acumular mais poder. É o caso de Rodrigo Maia, o "Botafogo", e Eunício Oliveira, o "Índio". Mesmo citados na lista da empreiteira, os dois são favoritos para vencer as eleições internas da Câmara e do Senado.
O governo também ganha tempo. Com vários ministros na berlinda, Michel Temer continuará livre para tocar a agenda sem ser incomodado pela polícia. Isso explica seu ar despreocupado ao dizer, em Pernambuco, que a presidente do Supremo "fez o que deveria fazer".
Há motivos razoáveis para se defender o sigilo sobre as delações. A divulgação pode atrapalhar o trabalho dos investigadores, e todas as acusações dependem de provas para ter valor legal.
Por outro lado, o sigilo dá uma vantagem extra aos políticos que têm foro privilegiado. Na primeira instância, onde a transparência se tornou regra, os depoimentos costumam ser divulgados em poucas horas. No Supremo, delações e processos se arrastam por tempo indefinido, sem a garantia de que irão a julgamento.
Já que o apocalipse é inevitável, seria melhor que ele chegasse logo. Se a investigação demorar demais, muita gente poderá se safar antes de prestar contas à Justiça. Seria um bom negócio para dezenas de políticos, mas não para o eleitor.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Lava Jato sabotou o país, diz doutor em Economia

247 - Em entrevista ao Jornal da Cultura, o economista Antonio Corrêa de Lacerda, doutor pela Unicamp e coordenador do Programa de Estudos Pós-graduados em Economia Política da PUC-SP, fez duras críticas ao modo como a operação Lava Jato no "combate à corrupção". 
“O que nós estamos assistindo no Brasil é a destruição de ativos importantes de empresas brasileiras, que têm papel relevante, não apenas para os acionistas, mas para o País, pelo que ela gera de impostos, de empregos, de renda para o País”, afirmou.
"É preciso regras que evitem um desemprego maciço, como tem ocorrido. Aliás, eu acho muito curioso, quando se diz assim: o resultado da operação Lava Jato. Houve uma recuperação de R$ 2 bilhões. Ora, você destruiu o patrimônio de trilhões, se você for ver o poder de tudo isso. Então, tem como combater a corrupção, todos nós queremos um país mais limpo, mas isso não pode ser feito à custa da destruição da economia".

Acidente com Ônibus da Prefeitura de Capoeiras deixa um morto e várias pessoas feridas

Na tarde desta segunda-feira, 30/01/2017, um acidente com um ônibus escolar da prefeitura de Capoeiras deixou pessoas morta e várias ficaram feridas segundo as primeiras informações. No momento do acidente chovia, e o veiculo saiu da pista e capotou na BR-424, na COHAB III, em Garanhuns. Ainda segundo as primeiras informações, o ônibus transportava pacientes que voltam após tratamento de hemodiálise, em hospital de Garanhuns.

O motorista do ônibus é um senhor de nome Roberto; tambem segundo as primeiras informações a vitima fatal residia na antiga Rua do Quadro, aqui em Capoeiras.


Arlete Santos informou no seu blog que cinco pessoas, sendo 3 adultos e 2 crianças deram entrada na emergência do Hospital Regional Dom Moura, mas que há outros feridos no local; e que Policia Militar, Corpo de Bombeiros e SAMU prestam socorro as vitimas no local.
Na tarde desta segunda-feira, 30/01/2017, um acidente com um ônibus escolar da prefeitura de Capoeiras deixou pessoas morta e várias ficaram feridas segundo as primeiras informações. No momento do acidente chovia, e o veiculo saiu da pista e capotou na BR-424, na COHAB III, em Garanhuns. Ainda segundo as primeiras informações, o ônibus transportava pacientes que voltam após tratamento de hemodiálise, em hospital de Garanhuns.

O motorista do ônibus é um senhor de nome Roberto; tambem segundo as primeiras informações a vitima fatal residia na antiga Rua do Quadro, aqui em Capoeiras.


Arlete Santos informou no seu blog que cinco pessoas, sendo 3 adultos e 2 crianças deram entrada na emergência do Hospital Regional Dom Moura, mas que há outros feridos no local; e que Policia Militar, Corpo de Bombeiros e SAMU prestam socorro as vitimas no local.
(Do blog Capoeiras)

MEC divulga o resultado do Sisu

O MEC (Ministério da Educação) divulgou nesta segunda-feira (30) o resultado da primeira chamada do Sisu (Sistema de Seleção Unificada). Ao todo, são oferecidas 238.397 vagas de graduação em 131 instituições de ensino federais e estaduais públicas. 
Os candidatos são selecionados com base na nota no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e, para participar do processo, o estudante não pode ter zerado a redação do exame. 
No período de inscrição, os estudantes puderam selecionar até duas opções de curso para concorrer a uma vaga. O sistema calcula a nota de corte para cada curso com base no número de vagas ofertadas e no total de candidatos inscritos. Cada universidade define o cálculo que utilizará para a seleção dos novos alunos. 
Os convocados nesta primeira chamada do Sisu devem fazer matrícula entre os dias 3 e 7 de fevereiro nas instituições onde foram aprovados. Aqueles que não foram chamados e desejarem participar da lista de espera devem acessar o sistema de 30 de janeiro a 10 de fevereiro.

Carmen Lúcia homologa as 77 delações da odebrecht


Do G1 - A presidente do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, homologou as 77 delações de executivos e ex-executivos da construtora Odebrecht. Agora, o material será encaminhado para a Procuradoria-Geral da Républica, que vai analisar os documentos para decidir sobre quais pontos irá pedir investigação. 
Na sexta-feira (27), juízes auxiliares do gabinete do ministro Teori Zavascki concluíram as audiências com os 77 executivos e ex-executivos da Odebrecht que fecharam acordo no âmbito da Operação Lava Jato. 
A homologação dá validade jurídica às delações. Teori era relator da operação no tribunal. Com a morte do ministro, em um acidente de avião no último dia 19, a presidente do STF autorizou que os juízes auxiliares concluíssem os trabalhos. 
Nas audiências com os executivos e ex-executivos da Odebrecht, os juízes perguntaram aos delatores se as informações foram prestadas nos depoimentos de livre e espontânea vontade, sem coação por parte dos investigadores.

Eike chega ao Rio e segue direto para o presídio

Do blog de Magno Martins
O empresário Eike Batista foi preso por agentes da Polícia Federal logo após desembarcar no Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro, por volta das 10h. O avião que trouxe o empresário Eike Batista de volta ao Brasil pousou no Galeão às 9h54 da manhã desta segunda (30). O empresário chegou ao Instituto Médico Legal (IML) por volta da 10h30 para ser submetido ao exame de corpo de delito. Ele permaneceu no local por cerca de meia hora, de onde saiu às 11h, em direção ao presídio Ari Franco.
Segundo passageiros que estavam no voo, Eike Batista foi algemado quando ainda estava dentro da aeronave. O empresário teve a prisão preventiva decretada depois que dois doleiros disseram que ele pagou US$ 16,5 milhões a Sérgio Cabral, ex-governador do Rio, o equivalente a R$ 52 milhões, em propina. A prisão do empresário foi decretada pelo Juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Criminal, na operação Eficiência, um desdobramento da Lava Jato no Rio de Janeiro.
O empresário, considerado foragido após ter viajado a Nova York dias antes da operação policial para tentar prendê-lo, embarcou de volta ao Rio neste domingo (29). Antes do embarque, ele disse que 'está à disposição da Justiça'.Ele chegou sozinho ao aeroporto JFK, nos EUA, por volta de 21h50 (horário de Brasília) do último domingo (30), fez check-in e, minutos depois, passou pelo controle de passaporte. Às 22h15, já aguardava o voo dentro da sala de embarque e pouco depois da meia-noite foi rumo a aeronave.
Dentro da área de embarque, o empresário deu uma breve entrevista ao repórter Felipe Santana, da TV Globo. Questionado se tem algo a dizer aos brasileiros, ele declarou que está à disposição da Justiça: "Estou voltando para responder à Justiça, como é meu dever". Eike destacou que este é o momento de “passar as coisas a limpo”."Estou voltando, porque sinceramente vou mostrar como é que são as coisas, simples assim", reforçou Eike. Questionado sobre se mostraria algo que ainda não se sabe, ele evitou o assunto. "Como eu estou nessa fase, me entregando à Justiça, melhor não falar nada. Depois a Justiça e o que for permitido falar, vai acontecer depois, agora não dá", afirmou.
O empresário negou que tenha cogitado fugir para a Alemanha (por conta de também ter cidadania alemã, o que evitaria uma deportação ao Brasil) e disse que viajou a Nova York a trabalho.Segundo a reportagem, os advogados do empresário tentaram negociar a ida dele para um presídio especial mas não tiveram êxito. Eike Batista é acusado, pelo Ministério Público Federal, de corrupção ativa. Segundo os procuradores , em 2011, o empresário pagou R$ 16 milhões e meio de dólares a Sérgio Cabral, o equivalente a R$ 52 milhões.
Na sexta-feira (27), o Jornal Nacional mostrou imagens da saída de Eike do país. Nelas, aparece de calça jeans e paletó preto chegando para embarcar no aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão).Como Eike tem passaporte alemão e o país europeu não tem acordo de extradição com o Brasil, havia a preocupação de que o empresário fugisse da Justiça brasileira.

domingo, 29 de janeiro de 2017

PE: doença causa morte de gado no Agreste

Do G1 – Caruaru com Tv Asa Branca

Uma doença desconhecida tem causado a morte de bois, vacas e bezerros no município de Ibirajuba, no Agreste de Pernambuco. O fato tem deixado os criadores de animais da região preocupados, já que a causa do enfraquecimento do gado ainda é desconhecida.
Há aproximadamente uma semana, os animais de André Simplício, por exemplo, começaram a ficar fracos e pouco tempo depois já estavam mortos.
"Está acontecendo uma doença aí... que de um dia para o outro o gado está morrendo. A gente tentou vacinar", disse emocionado.

O produtor rural sofre com a morte do gado e fica ainda mais preocupado porque investiu R$ 25 mil para ampliar a produção de leite. O criador viu esta produção reduzir quase pela metade desde que os animais começaram a adoecer. De acordo com André, antes eram produzidos 280 litros de leite por dia - agora são 110.
Os criadores estão buscando possíveis respostas que justifiquem o que está causando a doença no gado. Como nenhum veterinário foi realizar exames, os donos dos animais levaram um bezerro com os sintomas da doença desconhecida para ser avaliado na Universidade Federal Rural de Pernambuco em Garanhuns, também no Agreste.

Até a publicação desta matéria, não foram informados os resultados dos exames que devem ser feitos na instituição de ensino.

Geddel e a possível delação de Funaro

Geddel se desespera com possível delação de Funaro
Base aliada consegue derrubar pedidos para que Geddel explique a acusação de tráfico de influência | Estadão
O Globo – Coluna de Lauro Jardim
Por Guilherme Amado

A avaliação no MPF é que a situação de Geddel Vieira Lima se assemelha à de Sérgio Cabral e Eduardo Cunha: está liquidado.
A propósito, Geddel se desesperou nas últimas semanas ao saber que Lúcio Funaro vinha se preparando para fazer uma delação premiada. Passou a telefonar insistentemente para a mulher de Funaro para prestar solidariedade e, como quem não quer nada, saber se ele já havia começado a delatar.
Geddel pode ficar mais nervoso em breve. Preso há sete meses, Funaro acenou, pela primeira vez, com o desejo de fazer uma delação premiada. A entrada é Eduardo Cunha; a sobremesa, Geddel. O prato principal atende pelo nome de Eliseu Padilha.

Advogado desmente acordo para que Eike se entregue


Eike no aeroporto Tom Jobim embarca para os EUA (Foto: Reprodução/TV Globo)
G1
O advogado de Eike Batista, Fernando Martins, disse ao G1, na noite deste sábado (28), que não há nenhum acordo celebrado entre a Polícia Federal e seu cliente, para que o empresário se entregue. Fernando não quis confirmar a data em que Eike voltaria ao Brasil.
Martins também afirmou que Eike jamais submeteu sua apresentação à Justiça a qualquer tipo de condição, o que, segundo o advogado, seria "juridicamente incabível". O defensor alegou que a conduta de seu cliente sempre foi pautada pela colaboração com a Justiça.
Em nota, a defesa do empresário disse que, em nenhum  momento, Eike realizou manobra para se eximir de suas obrigações com a Justiça e que, desde o momento em que lhe foi comunicada a decretação de sua prisão preventiva, fez todos os esforços para retornar ao país no mais breve tempo possível.
Eike Batista é um dos principais alvos da Operação Eficiência, deflagrada pela Polícia Federal na quinta-feira (26). A ação, que é a segunda etapa da Lava Jato no Rio de Janeiro, investiga um esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e fraude a licitações em obras públicas no estado. Eike teria pagado propinas ao ex-governador Sérgio Cabral.
O juiz Marcelo Bretas expediu nove mandados de prisão preventiva, mas três dos acusados já estão presos: além de Cabral, Carlos Miranda, apontado pelas investigações como seu operador financeiro, e o ex-secretário de Governo Wilson Carlos.
Na manhã de quinta-feira, agentes da Polícia Federal estiveram na casa de Eike Batista, mas não o encontraram. Mais tarde, foi revelado que o empresário havia viajado para Nova York na terça-feira (24), o que levou a Polícia Federal a considerá-lo foragido e a incluir seu nome na lista de difusão vermelha da Interpol.

Sonho de uma noite de verão



                          O empresário Eike Batista e o apresentador Luciano Huck durante festa em 2007
Bernardo Mello Franco - Folha de S.Paulo
O objetivo era impressionar. Em pleno verão carioca, o empresário Eike Batista vestiu um blazer e duas camisas, uma preta e outra rosa-shocking. O empresário desafiou o calor e o bom gosto para exibir sua nova aquisição: o iate Pink Fleet, comprado por R$ 35 milhões.
A festa flutuante levou políticos, famosos e subcelebridades até a Marina da Glória. O anfitrião fretou um jato para trazer os convidados VIP de São Paulo. Todos estavam ansiosos para desfilar na embarcação luxuosa, de quatro andares e 300 pés.
"Tudo era mega, a começar pelas garrafas de espumante rosé de um litro e meio, o dobro do normal", contaria o jornal "O Globo". A coluna "Gente Boa" escalou o elenco da noite: a socialite Narcisa Tamborindeguy, a cantora Elba Ramalho, o cartola Carlos Nuzman, os apresentadores Amaury Jr. e Luciano Huck.
O governador Sérgio Cabral e o futuro prefeito Eduardo Paes lideravam o bloco das autoridades. "Olha, a H. Stern está presente. Que maravilha!", deslumbrava-se Cabral. Era dezembro de 2007, e seu gosto por joias ainda não se tornara conhecido fora do circuito Leblon-Mangaratiba.
O clima era de bajulação geral. "Ele tem o dom de subverter a ordem de tudo", dizia Huck sobre Eike. "Há 20 anos não temos um governador que nos dá tanto orgulho", prosseguia Eike sobre Cabral. Eufórico, o empresário foi até a proa e se deixou fotografar de braços abertos, como Leonardo DiCaprio em "Titanic".
Na Folha, a coluna Mônica Bergamo registrou uma conversa ao pé do ouvido sobre o porto do Açu. "Precisamos falar sobre uma desapropriação", disse o magnata. "Claro, está resolvido! Vai ser o meu trabalho de casa", respondeu o governador.
Estava tudo ali. Segundo a PF, o terreno seria negociado em troca de propina. Quando o sonho acabou, o Pink Fleet foi esquecido e vendido como sucata. Eike e Cabral devem se reencontrar em Bangu, a 44 quilômetros da Marina e da brisa refrescante da baía de Guanabara.